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RESPONSÁVEL MARIO ALVIM DRT/MT-1162

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Se Henry entrar, Leitão perde para Ságuas por 6 votos; confira cálculos


Romilson Dourado
Fernando Ordakowski

Pedro Henry luta para validar os 81.454 votos, o que lhe garantiria novo mandato, vindo a tirar Nilson Leitão que, por sua vez, derrubaria Ságuas Moraes da cadeira se os votos sub judice de William Dias (PTB) forem considerados

O resultado das urnas e os embaraços jurídicos produziram uma situação inusitada e intrigante, com três nomes na briga por duas das oito cadeiras na Câmara Federal, mesmo após as eleições. Pedro Henry (PP) obteve 81.454 votos, mas, como está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, não foram validados, portanto, está fora. Ele ingressou com recurso. Se conseguir derrubar a decisão que cassou sua candidatura e tornar os votos válidos, será considerado reeleito. Nesse caso, quem perde a vaga é Nilson Leitão (PSDB) ou Ságuas Moraes (PT). Os três se mostram apreensivos.

Cálculos feitos especialmente para o blog pelo consultor e assessor parlamentar Valdecir Calazans, da Visão, Assessoria, Planejamento e Marketing, revelam que, se a Justiça Eleitoral computar os votos de Henry, a coligação PSDB/DEM/PTB não terá mais dois eleitos (Júlio Campos e Leitão), mas somente um pelo quociente, pois sua média ficaria em 157.620. Nesse caso, o tucano perderia a cadeira de federal porque a média é de 6 pontos de diferença entre a coligação da qual Ságuas faz parte da que congrega Leitão.

Já o bloco PT/PMDB/PR, que conquistou 4 cadeiras, elegeria 3 pelo quociente (Wellington Fagundes, Homero Pereira e Carlos Bezerra) e o petista Ságuas entraria pela média de 157.626. Esses seis votos a mais manteria Ságuas no quadro de federais eleitos. A coligação PP/PRB/PTN teria um eleito pelo quociente, que seria Pedro Henry, e Eliene Lima, com os seus 66.482 votos, asseguraria vaga pela primeira média (160.255). Já PSB/PDT/PPS mantém um eleito (Valtenir Pereira) pelo quociente, já que a média da coligação ficaria em 105.821.

Leitão ou Ságuas

Embora num primeiro momento quem perderia a vaga com a entrada de Henry seria Nilson Leitão, há um outro componente que provocaria outra reviravolta. Seria a validação dos 13.289 votos que estão sub judice, entre eles do petebista William Dias, que conquistou 2.098 votos pela coligação de Leitão. Esses votos também mudariam a composição, vindo a tirar uma vaga da tríplice-aliança PT/PR/PMDB. Quem "dançaria" seria Ságuas. O julgamento do recurso de Willian começou no TSE e, quando já registrava 2 votos favoráveis, a ministra Carmem Lúcia pediu vistas. Foi o suficiente para Leitão comemorar, já que os votos do petebista, uma vez validados, serão suficientes para garantir-lhe no cargo. O impasse deve prosseguir até meados do próximo mês, às vésperas da diplomação.

Veja abaixo as 2 projeções sobre quociente eleitoral, uma com e outra sem os mais de 80 mil votos obtidos por Henry

Cassado por corrupção eleitoral, Eliene, discipulo de Riva, deve deixar a Camara Federal esta semana. Em seu lugar, assume Celcita Pinheiro.


Mas ele conseguiu se reeleger e pode voltar em fevereiro
29/11/2010 - 23:38:00

Estas pessoas ainda são tratadas como herois pela ala podre da política juínense

A luta contra a corrupção eleitoral não é fácil. As vezes, fica até dificil de entender tantos recursos, tantas reviravoltas nos processos. Mas é assim que a democracia brasileira vai se aperfeiçoando. Depois de anos e anos de convivencia com as práticas corruptas de muitos políticos, a sociedade mato-grossense, por exemplo, tem visto, nestes últimos dias, alguns desses senhores e dessas senhoras sendo alcançados pela Justiça. Riva, o político mais processado por corrupção, em Mato Grosso, está fora da Assembléia. Esta semana, a noticia que se tem é que Eliene Lima, deputado federal e, certamente não por acaso, parceiro de Riva no PP, também deve deixar a Camara Federal, no final do mandato conquistado em 2006.

Os processos de 2006, submetidos a Velha Justiça Eleitoral que nós tinhamos, demoraram esse tempo todo para serem julgados. Já que Riva e Eliene conseguiram se reeleger nestas eleições de 2010, e podem voltar a Assembléia e a Camara, em fevereiro, a expectativa dos homens de bem de Mato Grosso é que as denuncias de crime eleitoral em que são réus nesta mesma eleição de 2010 sejam julgadas desta vez com celeridade, antes que aconteça a diplomação dos eleitos, em 16 de dezembro próximo. Para que a Justiça se mostre realmente eficaz, não podem se repetir aqueles processos que, ao sabor do interesse dos poderosos, parece que nunca tem prazo para acabar.

É assim que Márcio Vidal, Rui Ramos, Saíto e os demais juizes eleitorais estarão fazendo sua parte dentro deste processo de depuração de nossa política e de continuado aperfeiçoamento de nosso Judiciário e de nossa Democracia. Riva e Eliene continuam por aí, pairando sobre nossas cabeças, mas hoje, pelo menos, temos o alento de que existe uma Lei da Ficha Limpa em vigor e, mais cedo ou mais tarde, esses senhores terão um encontro com o destino que eles mesmo construiram com suas práticas nem sempre expostas ao grande público como deveriam ser expostas pela grande midia.

O tempo da mutreta e das negociações por baixo do pano, no TRE, parece que vão sendo definitivamente superados. Há juizes sendo investigados pelo STJ por possivel envolvimento com venda de sentença no TRE. Aqueles que, no passado, lamentaram o fato da eleição do Padre Pombo ter descido rio abaixo, talvez possam, mais adiante, dizer que, apesar dos esperneios do Faiad e tantos outros defensores iludidos ou bem remunerados, a Justiça Eleitoral se debruçou com decisão, neste ano de 2010, sobre o caso de um candidato a governador que teria usado e abusado da máquina pública no sentido de garantir sua eleição, ao arrepio da Lei.

O Eliene esperneia. O Riva esperneia. Cabe a nós confiarmos na Justiça - e continuarmos vigilantes, em nosso próprio interesse e no interesse de toda a sociedade.

Pagina do E

Lula: Programa de Aquisição de Alimentos é revolucionário e será mantido por Dilma


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou hoje (29) como revolucionário o Programa de Aquisição de Alimentos e afirmou que o projeto deverá ser mantido e aperfeiçoado no governo de Dilma Rousseff.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula explicou que o programa atinge cerca de 2.300 municípios brasileiros, com 3 milhões de toneladas de alimentos de 160 mil pequenos agricultores distribuídos para 15 milhões de pessoas. Ao todo, 25 mil instituições participam do projeto.

“É um programa que mexe com a sociedade, com o pequeno produtor, e garante que alimento de boa qualidade chegue na casa das pessoas. E garante mais ainda, que a gente dê ao pequeno produtor um preço justo, melhor do que aquele que o mercado oferece”, disse.

O Programa de Aquisição de Alimentos foi instituído em 2003 e é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com governos estaduais e municipais.

Para participar do projeto, o agricultor deve ser identificado como agricultor familiar, enquadrando-se no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

Operação contra o narcotráfico


O presidente também afirmou durante o programa que a operação contra o narcotráfico no Rio de Janeiro é um sucesso, mas que ainda não terminou, apenas começou. Ele cumprimentou o governador do estado, Sérgio Cabral, e adiantou que deve visitar o Complexo do Alemão – área ocupada ontem pela polícia.

“Nós não sabemos ainda se todos os bandidos fugiram, se há muitos lá dentro, se estão escondidos. De qualquer forma, nós demos o primeiro passo – entramos dentro do Complexo do Alemão”, disse. “Eu quero reiterar hoje o que eu disse na sexta-feira: o que o Rio de Janeiro precisar para que a gente acabe com o narcotráfico, o governo federal está disposto a colaborar”, completou.

Lula lembrou que a primeira ligação do governador veio na segunda-feira da semana passada, pedindo o apoio da Polícia Rodoviária Federal. Logo em seguida, vieram solicitações de envio de homens da Polícia Federal e das Forças Armadas ao estado.

A mensagem deixada pelo presidente é de “otimismo e esperança” para as comunidades do Rio, além de muita tranquilidade. Fica demonstrado que, com a união entre governo federal, governo estadual e os órgãos de inteligência das polícias, as coisas funcionam. Quando ficamos disputando entre nós quem é mais bonito, quem é melhor, o povo paga o prejuízo”, concluiu.

As informações são da Agência Brasil

O Brasil vai seguir mudando


Com 55,7 milhões de votos no segundo turno, o povo brasileiro elegeu Dilma
Roussef a primeira mulher presidente da República, para dar continuidade aos
avanços obtidos nos dois mandatos do Presidente Lula.

Após obtermos 47,6% dos votos válidos no primeiro turno, vencemos a eleição
no segundo turno em 15 estados e no Distrito Federal, obtendo 56,1% dos votos
válidos. Os estados que registraram a maior votação percentual foram Amazonas
– 80,6% dos votos válidos -, Maranhão (79,1%) e Ceará (77,4%). Não
ganhamos em onze estados, mas a diferença foi pequena: somente em Roraima
e no Acre obtivemos menos de 40% dos votos válidos.

Analisando os números da eleição em função do porte dos municípios,
verificamos que Dilma venceu em todos os segmentos, chegando a obter 61,1%
dos votos válidos nos municípios entre 10 e 20 mil eleitores. O resultado foi
relativamente homogêneo, pois o menor índice de Dilma foi de 53,6%, nos
municípios acima de 150 mil eleitores.

Nas eleições para governador, o PT disputou com somente 10 candidatos
próprios, mas obteve 19,6 milhões de votos, correspondente a 20,1% dos
votos válidos que disputou, sendo o segundo partido mais votado para este
cargo. Reelegemos os governos do Acre (agora com Tião Viana), Bahia (Jaques
Wagner) e Sergipe (Marcelo Deda) e elegemos Tarso Genro no Rio Grande do
Sul e Agnelo Queiroz no Distrito Federal, este no segundo turno. Tivemos
ainda bom desempenho no Mato Grosso do Sul, onde atingimos 42,5% dos votos
válidos no primeiro turno; no Pará, onde fomos ao segundo turno mas não
conseguimos nos reeleger e em São Paulo (35,2%).

Foram eleitos ainda, com nosso apoio, 5 governadores pelo PSB: Cid Gomes –
CE, Renato Casagrande – ES, Eduardo Campos – PE, Camilo Capiberibe – AP e
Wilson Martins – PI; e 3 governadores pelo PMDB: Roseana Sarney – MA, Silval
Barbosa – MT e Sérgio Cabral – RJ. Nestes 8 Estados vitoriosos elegemos 3 Vice-
Governadores do PT, a saber: Dora Nascimento (AP), Givaldo Vieira (ES) e
Washington Luiz (MA).

Para o Senado Federal o PT foi o primeiro colocado em número de votos.
Obteve 39,4 milhões de votos disputando com 21 candidatos próprios. Estes
votos representam 23,1% dos votos válidos que disputamos. Reelegemos
Delcídio Amaral (MS) e Paulo Paim (RS) e elegemos 9 novos senadores e
senadoras: Jorge Viana (AC), Walter Pinheiro (BA), José Pimentel (CE),
Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI), Gleisi Hoffmann (PR), Lindberg Farias
(RJ), Ângela Portela (RR) e Marta Suplicy (SP). Nossa bancada a partir de 2011
será a segunda maior, com 14 senadores, pois contaremos também com
Eduardo Suplicy (SP), eleito em 2006, Aníbal Diniz (AC), que substituirá Tião
Viana, e Ana Rita Esgário (ES), que substituirá Renato Casagrande (PSB). Foram
eleitos ainda, com nosso apoio, dezoito senadores de outros partidos.

Na Câmara dos Deputados, obtivemos a maior votação pela terceira eleição
consecutiva: 16,3 milhões de votos, equivalente a 16,8% dos votos válidos.
Elegemos 88 deputados e formamos a maior bancada da casa.

Para deputado estadual obtivemos 14,9 milhões de votos, equivalente a
15,3% dos votos válidos, retomando a posição de partido mais votado para os
legislativos estaduais. Elegemos 149 deputados estaduais, o que representou um
aumento de 18% em relação a 2002.

Em resumo, saímos desta eleição com a Presidente da República eleita, a maior
bancada na Câmara dos Deputados, a segunda maior bancada no Senado
Federal, a terceira posição em número de governadores e a maior bancada nos
legislativos estaduais.

Este resultado, que demonstra ser o PT um dos maiores partidos brasileiros, com
capilaridade em todo o território nacional, só foi possível graças ao esforço da
militância petista, estes 1.409.794 filiados, militantes nos movimentos sociais,
nos sindicatos, nas associações de moradores, nas ONG´s, nas igrejas, e em
tantos outros espaços de convívio social, que saíram às ruas para convencer a
população, para demonstrar a justeza de nossas propostas e nossa firmeza de
ação em prol dos mais necessitados.

Temos agora o desafio de continuar a governar o Brasil e os vários Estados onde
fomos vencedores juntamente com as forças políticas aliadas. No próximo
período, vamos trabalhar firme para fortalecer a economia, erradicar a miséria e
promover o desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Vamos
garantir a transparência na administração pública, valorizar a democracia e criar
oportunidades iguais para todos os brasileiros e brasileiras.

Vamos consolidar os avanços que já conquistamos e construir um Brasil com
mais trabalho, saúde, educação, segurança e desenvolvimento. Vamos nos
empenhar para corresponder à confiança em nós depositada pelo povo brasileiro.

Inclusão: Com 887,4 mil alunos, classe D é o dobro da A nas universidades


A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil.
Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular
.

"Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009”, observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. “Hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social.”

Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo a médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população — que é a grande massa consumidora do país — deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.

O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%.

São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.530). Os estudantes da classe C têm rendimento familiar entre três e dez salários mínimos. Já na classe A, a renda é acima de 20 salário mínimos (R$ 10.200).

A melhoria da condição financeira permitiu inicialmente a compra do primeiro carro zero e do celular aos brasileiros de menor renda. Abriu também, caminho para que eles tivesse acesso ao ensino superior.

Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), que mede a intenção de compra dos consumidores por classe social, revela que subiu de 15%, no terceiro trimestre, para 17%, neste trimestre, a capacidade de gasto com educação em relação à renda da classe C.

Além da renda maior, Meirelles ressalta outros fatores que provocaram essa mudança de perfil socioeconômico dos universitários. Um deles é a universalização do ensino de segundo grau. Também contribuíram as bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a proliferação de universidades particulares.

Brasil vira o grande pólo do petróleo em águas profundas


Autor(es): Ángel González Especial para The Wall Street Journal, de Houston
Valor Econômico - 29/11/2010

O vazamento de petróleo da Deepwater Horizon interrompeu a perfuração em águas profundas no Golfo do México, prejudicando décadas de política energética dos Estados Unidos e lançando dúvidas sobre a indústria que opera na região.

Em outras partes do mundo, no entanto, a perfuração em águas profundas continua em ritmo frenético.

A indústria avança em velocidade máxima em lugares como o Golfo da Guiné, no Mar Mediterrâneo e nas águas turcas do Mar Negro. Mas em nenhum lugar ela é mais evidente do que no Brasil, onde a Petrobras começou, no mês passado, a produzir em um dos maiores campos de petróleo descobertos no continente americano em 30 anos. E um campo recentemente descoberto pode conter o equivalente a 15 bihões de barris de petróleo, dizem autoridades brasileiras, o equivalente a quase dois terços das reservas provadas totais dos EUA.

A Petrobras e empresas como a americana Chevron Corp., a norueguesa Statoil ASA e a britânica Tullow Oil PLC estão correndo para perfurar milhares de metros abaixo da superfície do mar porque é lá que estão as reservas remanescentes de óleo ainda não descobertas. As empresas podem conseguir enormes lucros explorando esses campos - e os países podem conseguir a tão esperada segurança energética.

A produção de petróleo em águas profundas quase duplicou nos últimos cinco anos, para cerca de 5 milhões de barris diários - cerca de 6% da produção total de óleo no mundo -, e deve dobrar outra vez até 2020, segundo Leta Smith, uma consultora da IHS Cambridge Energy Research Associates, que analisa as tendências do mercado de petróleo. Ela não prevê um "impacto enorme" fora do golfo decorrente do desastre com a Deepwater "por causa das reservas que estão lá fora".

De fato, mesmo com a paralisação das perfurações em águas profundas nos EUA desde maio, a prática floresceu no Golfo da Guiné. Em julho, a Tullow anunciou uma descoberta significativa na costa de Gana, depois de perfurar 1.427 metros abaixo do nível do mar. Um campo próximo, estimado em 1,5 bilhão de barris, deve começar a produzir em dezembro.

A Chevron, por sua vez, anunciou a compra dos direitos de exploração em águas profundas de três grandes blocos na Libéria. Os planos são de começar a perfurar este ano. A empresa também comprou grandes áreas em águas profundas nas águas turcas do Mar Negro e na China.

Desde a explosão do dia 20 de abril da plataforma operada pela BP PLC, que matou 11 pessoas e desencadeou um enorme vazamento de óleo no Golfo do México, alguns países cogitaram tornar as regras para perfuração mais rígidas. Para acalmar os reguladores, as companhias estão desenvolvendo complexos sistemas de captura de óleo, similares aos desenvolvidos pela BP durante os esforços para conter o vazamento no golfo.

A Chevron, por exemplo, começou em maio a perfurar um poço em águas profundas na costa leste do Canadá – o primeiro na América do Norte desde o acidente. Ela testou a prevenção contra explosões, o mesmo tipo de equipamento que falhou ao conter a explosão na Deepwater, e realizou perfurações de segurança especiais sob a supervisão de reguladores canadenses.

"Muito trabalho tem sido feito na contenção de vazamentos" para satisfazer os reguladores, diz Geir Slora, diretor para perfurações da Statoil, que tem equipamentos em funcionamento ao redor do globo. No dia 10 de novembro, ela parou a perfuração em um dos campos no Mar do Norte para realizar uma revisão nas operações, depois de um incidente ocorrido em maio que, dizem funcionários noruegueses, poderia ter resultado numa grande explosão.

Mas no Brasil, onde sete dos dez maiores campos em águas profundas foram encontrados na última década, é quase como se o vazamento nunca tivesse acontecido.

O país vamgloria-se de ter a bacia de águas profundas com maior crescimento no mundo, cuja produção deve saltar dos atuais 1,4 milhão de barris diários para 3,5 milhões em 2020, diz Smith, da IHS.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse a repórteres em maio que seria necessário uma exaustiva investigação antes que a indústria de exploração marítima pudesse tirar qualquer conclusão sobre o vazamento da Deepwater. Enquanto isso, não haveria recuo na perfuração. "É muito cedo para dizer que vamos mudar alguma coisa", disse ele.

Autoridades brasileiras acompanharam atentamente o naufrágio da Deepwater Horizon e foram as primeiras de fora dos EUA a se encontrar com a BP para discutir os resultados da investigação da empresa. Mas elas permitiram que a Petrobras continuasse com o seu trabalho e, em 28 de outubro, a empresa começou a produzir no campo de Tupi, que pode conter o equivalente a 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo.

A decisão do Brasil de abraçar a exploração em águas profundas é resultado de uma história de escassez. O Brasil foi por muito tempo um forte importador de petróleo. As importações eram um ralo nas contas do país e alarmaram os governo militares que comandaram o Brasil na década de 70 e início dos anos 80.

O fraco potencial de petróleo em terra do Brasil "não deu outra chance aos governantes do que serem criativos", diz Jeremy Martin, diretor do programa de energia do Instituto das Américas, da Universidade da Califórnia em San Diego. "Eles tornaram a sua bacia atlântica o maior laboratório de pesquisa e desenvolvimento offshore do mundo."

Enquanto engenheiros da Petrobras lidam com perfurações cada vez mais profundas, eles batem em obstáculos, alguns deles fatais. Em 2001, a P-36, então maior plataforma marítima, pegou fogo e afundou a 130 km da costa, matando 11 pessoas. Mas a Petrobras se movimentou para descobrir enormes reservas abaixo das camadas de sal nas profundezas do mar e começou a explorá-las.

A produção total de petróleo do Brasil foi de 2,5 milhões de barris diários no ano passado - suficiente para atender a todas as necessidades do país -, em comparação com os 263.900 barris em 1980. "A grande história desta nova década", diz Martin, "é o Brasil ter passado de uma posição coadjuvante para o topo da lista das potências petrolíferas da América Latina."

O império está nu: WikiLeaks e a face suja da diplomacia dos EUA


Com a revelação de mais de 250 mil novos documentos sobre as atividades de espionagem dos Estados Unidos em todo o planeta neste domingo (28), o site WikiLeaks mostra a face verdadeira da diplomacia estadunidense, que trabalha com o objetivo de prolongar o domínio imperial sobre o planeta.

Os 250 mil documentos foram divulgados por vários jornais internacionais e mostraram que os Estados Unidos espionaram dezenas de nações, fizeram planos de mudança de governo e ataques contra nações soberanas e também espionaram o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os documentos contêm informações e avaliações levantadas por centenas de diplomatas americanos sobre temas chave da política externa dos EUA, como as ocupações do Afeganistão e do Iraque, o Irã e o Paquistão. Além disso, estão incluídas nos documentos avaliações sobre negociações bilaterais, conversas privadas e conclusões sobre líderes de vários países do mundo.

Uma das situações mais presentes nos documentos é a pressão que os Estados Unidos têm feito contra o Irã. Tony Blair, ex-premiê do Reino Unido, defende o uso da força militar contra o país do Oriente Médio, enquanto a monarquia saudita pede aos diplomatas-espiões dos EUA "que se corte a cabeça da cobra", em alusão ao presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad.

Apesar de espionar também os líderes aliados, o papel da diplomacia-espiã dos Estados Unidos já foi cantado antes por dirigentes como Fidel Castro, que alertou há meses a existência de planos militares dos EUA para derrubar o governo iraniano e destruir suas centrais de energia nuclear.

Fidel Castro há meses vem alertando o mundo sobre o risco de uma conflagração nuclear desatada pelos Estados Unidos, que agora veio à tona com os documentos sobre ataques ao Irã. Outro objetivo, já denunciado antes, é derrubar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

A base de dados a que o jornal britânico The Guardian teve acesso revela a atividade de espionagem exercida pelas embaixadas dos Estados Unidos na Bósnia, Bulgária, Croácia, Macedônia e Turquia, em busca de informação que possa ser utilizada em chantagens contra esses países, alguns deles aliados dos Estados Unidos na Europa Oriental.

Armênia, Azerbaijão e Geórgia também aparecem nos documentos vazados, além também de Rússia, China e República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Índia, Afeganistão, Paquistão, países árabes e africanos, assim como Honduras, Colômbia, Paraguai, Brasil e Venezuela, na América Latina, foram também objetos de ampla espionagem por parte dos Estados Unidos.

Ban Ki-moon espionado
Os documentos revelados no domingo incluem um pedido da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, para que seus diplomatas descubram detalhes técnicos sobre a comunicação entre funcionários da ONU, o que incluiria o secretário-geral Ban Ki-moon.

O porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq, evitou falar especificamente sobre os documentos, mas lembrou que a ONU deve ser tratada como uma organização inviolável.

"A ONU não está em posição de comentar a autenticidade do documento que tem por objetivo reunir informações sobre funcionários da ONU e suas atividades", afirmou.

Israel não tem vergonha
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou para a mídia internacional que os documentos mostram "apenas" que seu país estava "cuidando" da situação de tensão com o Irã. Segundo os documentos, o serviço secreto israelense, o Mossad, trocou informações com os arapongas americanos para executar um plano militar contra o Irã.

Outro envolvido na questão contra o Irã é o rei Abdullah, da Arábia Saudita, que pediu reiteradamente a Washington que atacasse o Irã para destruir seu programa nuclear. O rei saudita afirma textualmente que é necessário "cortar a cabeça da cobra", em alusão ao presidente do Irã.

O governo americano também capturou ilicitamente dados biográficos e biométricos, inclusive do DNA, de candidatos à presidência do Paraguai. Um dos documentos vazados dava ordens aos diplomatas no Paraguai para que fizessem perfis das posições políticas de cada candidato.

Em relação à China, os espiões americanos foram instruídos a recolher informações sobre a segurança cibernética do país, a situação da Região Autônoma do Tibete e de Xinjiang, objeto de atos de terrorismo nos anos de 2008 e 2009.

WikiLeaks prova golpe
Manuel Zelaya, presidente hondurenho deposto em um golpe no ano de 2009, falou sobre a cumplicidade americana no golpe que o tirou do governo em julho de 2009, após verificar os documentos sobre o seu país.

"Fica clara a cumplicidade dos EUA ao conhecer previamente o planejamento e a execução do golpe de Estado e mesmo assim fazer silêncio", diz Zelaya em nota enviada da República Dominicana.

Hillary irada
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, considerou o vazamento das informações como "não só um ataque à diplomacia dos Estados Unidos, mas à comunidade internacional".

Hillary é hoje a chefe da diplomacia americana e, na entrevista coletiva, evidentemente não fez nenhuma censura à espionagem diplomática cometida sob os auspícios de George W. Bush e do atual presidente, Barack Obama. Hillary quer que o assunto seja visto como um ataque às "alianças e negociações em busca da paz e da segurança mundial que estão andamento em nível internacional".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos!


Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?


Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…



Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!


Ah só pra lembrar a massa cheirosa do Sul e Sudeste. "O Melhor Presidente do Brasil tambem é um destes miseraveis e desaculturados Nordestino"

Polícia Federal informa: Não desligue seu celular!


Bandidos mudaram a tática! Tenha cuidado. Deixe seu celular LIGADO..

Aquele golpe que estavam dando na praça, dizendo que haviam seqüestrado um parente seu e exigindo resgate? Pois é, infelizmente ele foi remodelado, adaptado, já que a imprensa nacional andou divulgando o método que era utilizado.

Agora, os criminosos ligam para você dizendo que seu celular foi clonado: - Alô, Fulano? Nós somos da (VIVO CLARO/OI /TIM) e estamos informando que seu celular foi clonado. Você deve desligá-lo por 1 hora apenas, para que possamos efetuar averiguações na linha do seu celular.

Você, acreditando na ótima prestação de serviço, desliga o celular por uma hora, afinal o pedido é somente para desligar o celular, 'que mal teria'?

Aí é que vem o perigo... Os bandidos durante esta hora ligam para sua casa e praticam o golpe do seqüestro, previamente preparado..

Quem atende o telefone na sua casa, liga rapidamente para o seu celular e ouve: 'Este celular está desligado ou fora da área de serviço'. Daí em diante é só pavor total, na família, nos amigos, no trabalho... Portanto,
muito cuidado.

Se ocorrer esse fato, MANTENHA SEU CELULAR LIGADO. NÃO O DESLIGUE EM HIPÓTESE ALGUMA.

Para a área técnica da operadora checar alguma coisa na sua linha não é necessário desligar o aparelho, portanto não há justificativa para desligá-lo. Ao contrário, entre imediatamente em contato com as pessoas mais próximas à você (familiares, amigos, colegas de trabalho) e os alerte do fato.

Após isso, entre em contato com a Polícia (ligue 190 e/ou vá à Delegacia de Polícia mais próxima).

Esse aviso é sério. REPASSE ESSA INFORMAÇÃO.

Discurso que emocionou o Presidente Lula

Denúncia na PF expõe esquema de propina de Wellington e Wanderlei


Romilson Dourado
Fernando Ordakowski

Deputado federal reeleito para 6º mandato Wellington Fagundes e o prefeito de Barra do Garças Wanderlei Farias

Os pecuaristas e políticos Wellington Fagundes e Wanderlei Farias, fissurados por obras de infraestrutura, começam a ver ruir um suposto esquema com empreiteiras que envolveria negociação de propina e fraudes na execução de projetos de asfaltamento. Ambos são velhos amigos e parceiros na vida pública há mais de uma década e agora estão sob investigação da Polícia Federal. Quem abriu o jogo, após aceitar delação premiada e, assim, poder contribuir com informações e usufruir de benefício da pena ou até ser inocentado em processo, foi um contador de uma das empresas suspeitas de envolvimento numa quadrilha que desviava verbas públicas na região do Araguaia.

Segundo depoimento registrado pelo delegado federal Tomás Vianna, Wellington e Wanderlei recebiam 20% de propina de cada contrato. O esquema seria feito com a Assessoria e Construções Ltda (Assecon), do empreiteiro Antonio Jaconini, um dos 26 que foram presos e libertados quatro dias depois da operação Atlântida. Jaconini mantém laços de amizade com os dois. À PF, o contador revelou que Wellington exerce forte influência nas prefeituras, principalmente na de Barra do Garças, sob Wanderlei. Quem opera o esquema seria a Assecon cujo proprietário Jaconini era acostumado a viajar para Brasília constantemente com propósito de manobrar licitações. Nesse caso, Wellington entraria como articulador para liberar recursos e, em moeda de troca, embolsaria 20% do montante.

A amizade e parceria de Wellington e Wanderlei são antigas. Hoje eles estão no PR, mas atuaram juntos desde quando o deputado era do PL, que se fundiu com o Prona para surgimento do Partido da República, e o prefeito militava no velho PFL (hoje DEM) e depois no PSDB. Neste pleito, por exemplo, o deputado foi reeleito para o sexto mandato como o mais votado dos 8 da bancada, com 145.460 votos. Montou grande estrutura de campanha. Em Barra do Garças, onde Wanderlei "manda" e é considerado coronel político, Wellington, com a força da máquina municipal e de um veículo de comunicação de sua propriedade, "arrancou" a maior votação (6.662), superando o empresário da região Eduardo Moura, (PPS), que teve 6.578.

O escândalo deixa arranhada a imagem dos dois. São políticos que ficaram milionários e vivem sob questionamentos por causa do acúmulo de bens. Wellington está deputado há 16 anos. Nesse intervalo, tentou a cadeira de prefeito de Rondonópolis, onde reside, e foi derrotado. Depois, lançou o filho João Antonio como vice do então prefeito Adilton Sachetti e também assistiu a derrota da chapa nas urnas. Wanderlei exerce o terceiro mandato como prefeito da cidade-pólo do Araguaia. Ele se gaba de ser o gestor que mais construiu asfalto no município. Wellington, presidente regional do PR, se vangloria de ter conseguido muitos recursos para os municípios. E, assim, ambos seguem parceiros no público e no privado.

Wellington Fagundes receberia 20% de propina por obra


O deputado federal Wellington Fagundes e o prefeito de Barra do Garças, Wanderley Farias, ambos do PR, são citados em depoimento na Polícia Federal como supostos beneficiados por um esquema de desvio de verbas públicas na região do Araguaia desarticulado sexta-feira (19) na operação Atlântida, da Polícia Federal.
A Gazeta teve acesso ao trecho de um dos depoimentos de uma testemunha que revela uma suposta aproximação de políticos e empresários para fraudar licitações e apropriar-se indevidamente do dinheiro público.

Conforme dados da Controladoria Geral da União (CGU), estima-se que o prejuízo tenha chegado a ordem de R$ 38 milhões. A quantia é resultado de desvio de verbas vindas de órgãos federais e emendas parlamentares.

O parlamentar e o prefeito receberiam a título de propina 20% do valor de cada contrato licitado que teria a empresa Assessoria e Construções LTDA (Assecon) responsável pelo andamento da obra.

A empreiteira pertence ao empresário Antônio Jacomini, um dos presos na operação Atlântida que manteria estreitas relações com ambos os políticos.

"Luiz Antônio Jacomini conheceu a pessoa de Wellington Fagundes através de Wanderley Farias; é notória na região do Vale do Araguaia a ascendência exercida pelo deputado Wellington Fagundes sobre as prefeituras, inclusive a de Barra do Garças; o deputado e Wanderley Farias se beneficiam do esquema operado pela empresa Assecon; se tem notícias de que 20% do valor das obras licitadas e realizadas pelo grupo operado por Luiz Antônio Jacomini retornam a Wanderley Farias a título de comissão", diz trecho do documento.

Ainda consta que Jacomini viaja com frequência até Brasília para manter contatos com o intuito de ganhar licitações na região de Barra do Garças. O deputado Wellington Fagundes teria a incumbência de viabilizar recursos a serem empregados nas obras cujas licitações seriam vencidas pelo empresário Jacomini. Em troca disso, receberia a título de comissão 20% do valor empregado.

O responsável pelas declarações ao delegado federal Tomás de Almeida Vianna é o contador de uma das empreiteiras suspeitas de participações em esquema de desvio de dinheiro público. Ele aceitou a delação premiada, ou seja, contribuir com informações as autoridades em troca da possibilidade de extinção ou redução da pena.

Liberdade

O empresário Anísio de Jesus é o único preso que até o momento conseguiu habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para ser posto em liberdade.

O recurso foi autorizado pelo desembargador Cândido Ribeiro.

Dilma define quase toda a equipe


João Negrão, de Brasília

A presidente eleita Dilma Rousseff praticamente já definiu sua equipe ministerial. Quase todos os nomes do primeiro escalão já foram escolhidos, embora oficialmente somente a equipe econômica já tenha sido anunciada. O anúncio do restante dos nomes de seus assessores diretos deve acontece nesta semana, conforme fontes da equipe de transição.

Dilma tem pressa. Ela, por exemplo, deixou de viajar com o presidente Lula à Guiana, para a reunião da União das Nações Sul–Americanas (Unasul), justamente para acelerar as escolha de seus auxiliares. Seria a oportunidade dela se encontrar com os chefes de Estado sul–americanos. Esse encontro vai ficar para 17 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR), quando ela janta com a cúpula do Mercosul, um dia após ser diplomada.

Depois da confirmação de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Miriam Belchior para o Planejamento e Alexandre Tobini para a presidência do Banco Central, a equipe econômica da futura presidente está praticamente completa, restando apenas os três cargos mais importantes do segundo escalão: o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os diretores da Receita Federal e do Tesouro Nacional.

Na última quinta (25) mais um nome surgiu praticamente confirmado. Trata-se do deputado federal Antonio Palocci. Como se esperava, Palocci, ex-membro da coordenação da campanha e atual membro da coordenação da equipe de transição, ocuparia papel de destaque no governo Dilma. Ele deve ser o ministro-chefe da Casa Civil.

Outro personagem de destaque tanto na coordenação de campanha quanto da transição é o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que poderá ocupar o Ministério da Justiça. E o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que já havia sido informado que permaneceria como assessor de Dilma, deve assumir o Ministério da Comunicação. Pela primeira vez na história do Brasil desde a ditadura militar, não teremos um ministro ligado à Rede Globo, conforme afirmou ao RDNews um dos membros da equipe.

Com Palocci na Casa Civil, a expectativa é grande em relação aos próximos ministros da chamada “cozinha” do Palácio do Planalto, os também ditos “palacianos” ou ainda do “núcleo duro”. São os secretários da Presidência, de Relações Institucionais e de Comunicação Social. Gilberto Carvalho, secretário do presidente Lula, deve ir para a secretaria geral da Presidência e Alexandre Padilha pode ser mantido na pasta de Relações Institucionais.

Esses são os ministros da cota pessoal da presidente eleita. Terminada a fase dessas escolhas, Dilma e a coordenação da equipe de transição trabalharão na escolha dos demais membros da equipe de auxiliares diretos, cujos cargos serão rateados entre os partidos da base aliada.

A grande briga por espaço gira em torno dos dois maiores partidos, PT e PMDB, como sempre os mais “gulosos”. O PT, como partido da presidente, ocupará os cargos de maior confiança. Uma situação natural. Mas o PMDB pressiona por todos os lados para ampliar o seu espaço. Atualmente o partido comanda seis ministérios. Como terá a maior bancada no Senado e a segunda na Câmara, acha que pode mais.

A segunda maior pressão vem do PSB, partido que tem hoje um ministério e que quer ampliar para três. Tudo por causa de seu desempenho das últimas eleições, quando elegeu nada menos que seis governadores e aumentou significativamente a bancada federal. Logo atrás vêm PDT e PCdoB. Correndo ao lado, o PTB, o PP e outros partidos menores.

Dilma Rousseff deve criar novos ministérios: o de Portos, Aeroportos e o da Micros e Pequenas Empresas. O de Portos já existe na atual estrutura ministerial, mas como secretaria, embora com status de ministério.

Com a nova criação, Portos estaria junto com Aeroportos. Preocupada com os graves problemas que vem enfrentando a infraestrutura aeroportuária do país, a presidente eleita estuda a ideia de criar um ministério específico. Soma-se a isso a perspectiva dos eventos esportivos de 2014 e 2016, que vão ampliar ainda mais a demanda nos aeroportos nacionais.

Lista com os nomes mais contados para ocupar a equipe de principais auxiliares de Dilma Rousseff. A lista abaixo foi feita com base nos nomes ventilados nos meios políticos e as especulações da imprensa nacional.

Nomes já anunciados...
Fazenda – Guido mantega
Planejamento – Miriam Belchior
Banco Central – Alexandre Tombini

Confirmados, mas não divulgados...
Casa Civil – Antonio Palocci
Comunicações – Paulo Bernardo
Justiça - José Eduardo Cardoso

A confirmar...
Justiça - José Eduardo Cardozo
Secretaria Geral da Presidência - Gilberto Carvalho
Secretaria de Relações Institucionais - Alexandre Padilha

Cotados...
Desenvolvimento, Indústria e Comércio - Abílio Diniz
Saúde - Sérgio Cortês (PMDB); Dr. Helio (PDT)
Cidades – seria mantido Márcio Fortes (PP); Moreira Franco (PMDB); Marta Suplicy
Fernando Pimentel (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB) - vice-governador do RJ
Minas e Energia - Edson Lobão (PMDB)
Agricultura – seria mantido Wagner Rossi (PMDB); Joaquim Soriano (PT); Osmar Dias (PDT)
Meio-Ambiente - Carlos Minc (PT)retornaria ao cargo
Desenvolvimento Social – retornaria Patrus Ananias (PT); Maria do Rosário
Esportes - Orlando Silva (PCdoB) seria mantido, mas o partido pode indicar Manuela D´Ávila (deputada federal)
Apoio a Micro e Pequena Empresa - Gim Argello, senador do PTB-DF
Educação – seria mantido Fernando Haddad (PT); Gabriel Chalita (PSB); Marta Suplicy
Trabalho – seria mantido Carlos Lupi (PDT)
Turismo - Alessandro Teixeira;
Transportes – seria mantido Alfredo Nascimento (PR); Henrique Meirelles (PMDB)
Relações Exteriores - Celso Amorim seria mantido; Antonio Patriota; José Maurício Bustani; Nelson Jobim; José Viegas
Cultura –Juca Ferreira, seria mantido; Celso Amorim; Emir Sader; Ideli Salvatti (PT); Marilena Chauí
Integração Nacional – Ciro Gomes (PSB); José Sérgio Gabrielli
Defesa – seria mantido Nelson Jobim;
Ciência e Tecnologia – Newton Lima
Secretaria de Políticas para as Mulheres – Ideli Salvatti
Secretaria Nacional de Direitos Humanos – Maria do Rosário (PT); Gabriel Chalita (PSB)

Pastas sem nomes cogitados...
Pesca e Aquicultura
Previdência Social
Gabinete de Segurança Institucional
Secretaria de Comunicação Social
Secretaria de Assuntos Estratégicos
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Secretaria Especial de Portos

Comarca de Juína realizará até mil audiências na Semana Nacional de Conciliação


A Comarca de Juína, localizada a 735km a noroeste de Cuiabá, poderá realizar até mil audiências de conciliação durante a Semana Nacional da Conciliação, que ocorrerá na próxima semana, entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro. O juiz diretor do foro, Edson Dias Reis, explicou que essa expectativa decorre de uma parceria firmada entre a Diretoria do Fórum e as Prefeituras Municipais de Juína e Castanheira (779km a noroeste de Cuiabá), que, diante do excessivo número de execuções fiscais existentes, resolveram conceder até 100% de desconto nos juros e multas.

O magistrado também salientou que para a realização do mutirão de audiências foram feitas várias reuniões com os prefeitos, vereadores e assessorias jurídicas dos municípios envolvidos. O objetivo foi a aprovação de leis específicas, aprovadas em regime de urgência, para possibilitar a concessão dos descontos. Na comarca também está sendo realizada uma grande campanha junto aos veículos de comunicação de forma a informar sobre a iniciativa e conscientizar as partes envolvidas sobre o mutirão e as chances de quitar seus débitos com desconto, o que permitirá que centenas de execuções fiscais sejam arquivadas.

“Será instituída uma Central Provisória de Conciliação, com atuação de dois magistrados e a nomeação de servidores com poder de conciliação”, ressaltou o juiz. Além do juiz diretor do foro, Edson Dias Reis, responsável pela Primeira e Segunda Varas, participará da iniciativa a juíza da Terceira Vara, Elza Yara Ribeiro Sales Sansão, também responsável pelo Juizado Cível e Criminal da comarca.

De acordo com o juiz diretor, a solução para centenas de processos de execução fiscal propiciará mais celeridade no trâmite dos demais processos existentes na comarca, já que o número total de feitos em tramitação deverá diminuir significativamente. “Atualmente um dos grandes responsáveis pelo acúmulo de processos na Justiça Estadual são justamente os feitos de execuções fiscais. O combate a morosidade da justiça no Brasil deve envolver necessariamente esse tipo de processo”, asseverou.

De acordo com dados do Departamento de Apoio a Primeira Instância (Dapi), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça, na Comarca de Juína tramitam 18.487 processos. Destes, 6.521 (35,27% do total) referem-se a processos de execuções fiscais. Essa grande representatividade referente a esse tipo de processo não é exclusividade da comarca. Segundo o magistrado, o relatório anual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que dos 50,5 milhões de processos em trâmite na Justiça Estadual brasileira, 20,7 milhões (cerca de 40%) envolvem execuções fiscais.

Solenidade – Na próxima segunda-feira (29 de novembro) será realizada a solenidade de lançamento da Semana Nacional da Conciliação. A cerimônia terá início às 14 horas no Fórum Desembargador José Vidal, da Comarca de Cuiabá. Prestigiarão a abertura do evento o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Silvério Gomes; a presidente da Comissão Estadual do Movimento Permanente pela Conciliação, juíza Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva; e a juíza diretora do Foro da Comarca de Cuiabá, Maria Aparecida Ferreira Fago, entre outras autoridades, servidores e público em geral.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PF deflagra operação para combater crimes ambientais Polícia cumpre dez mandados de prisão em todo Estado


PF realiza operação na região de Juína em combate a exploração ilegal de madeira

DA REDAÇÃO

A Polícia Federal de Mato Grosso, em conjunto com o IBAMA, Forca Nacional e FUNAI, deflagrou no nesta sexta-feira (26), a Operação Pharisaios, visando o combate de crimes ambientais na região de Juína, relacionados à extração ilegal e comercialização de madeiras da Terra Indígena Serra Morena.

De acordo com dados da PF, foram cumpridos dez mandados de prisão, dois de condução coercitiva e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Cuiabá. A polícia já apreendeu caminhões, pás carregadeiras, escavadeiras, reboques e documentos.

As investigações vêm sendo realizadas há um ano pela Polícia Federal. Em 15 de julho de 2010, após incursão na Terra Indígena Serra Morena, equipes da Operação Arco de Fogo encontraram grande quantidade de equipamentos pertencentes aos madeireiros criminosos.

Na ocasião foram apreendidos: uma pá carregadeira; um trator de esteira; quatro motocicletas; duas espingardas; uma escopeta e um caminhão. Em 16 de agosto do corrente ano, em nova incursão à citada reserva indígena, foi encontrado e apreendido complexo maquinário composto por serras e motores que integravam uma serraria móvel, montada no interior da Terra Indígena Serra Morena.

Todo o material apreendido permitia a logística de extração e exploração de madeira da Terra Indígena, comprovando a ação de grupo organizado e armado, dedicado à prática de crimes ambientais em detrimento do patrimônio da União e do povo indígena Cinta Larga.

Um grupo de madeireiros da região, aliciava os índios e extraía ilegalmente a madeira no interior da Terra Indígena Serra Morena. São alvos da operação, neste primeiro momento, madeireiros e proprietários de planos de manejo da região de Juína.

Na operação, a partir da identificação das madeireiras destinatárias da madeira da Terra Indígena Serra Morena, foi constatado o mesmo esquema criminoso desvendado na Operação Jurupari, qual seja o "esquentamento" dessas toras de madeira extraídas ilegalmente de terras indígenas por meio de Guias Florestais (GFs) fraudulentas, emitidas por proprietários de planos de manejo autorizados pela SEMA/MT.

Pharisaios (grego)
Em português "fariseus". Nome dado aos judeus chamados por Jesus Cristo de hipócritas, "porque dizem e não praticam" (Evangelho Segundo São Mateus, Capítulo 23).

PF desarticula quadrilha acusada de prática de crimes ambientais


Patrícia Sanches

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (26) a Operação Pharisaios, para desarticular uma quadrilha que praticava crimes ambientais na região de Juína. Além dos agentes federais, participam da ação servidores do Ibama, da Força Nacional e da Funai. O objetivo é coibir a extração ilegal e comercialização de madeiras extraídas da reserva indígena Serra Morena.

Para executar os trabalhos foram necessários 140 policiais, que cumpriram 10 mandados de prisão, 2 de condução coercitiva e 24 de busca e apreensão, que foram expedidos pelo juízo da 2ª Vara Federal de Cuiabá. Até o momento, 6 pessoas foram presas e foi apreendida farta documentação, que será analisada pela Polícia Federal, que também apreendeu caminhões, pás carregadeiras, escavadeiras e reboques.

As investigações, que culminaram na Operação Pharisaios, ocorrem há 1ano. Em 15 de julho de 2010, durante a realização da Operação Arco de Fogo, os agentes federais encontraram grande quantidade de equipamentos pertencentes aos madeireiros criminosos na reserva indígena. Na época, foram apreendidas 1 pá carregadeira; 1 trator de esteira; 4 motocicletas; 2 espingardas; 1 escopeta e 1 caminhão. Dias depois foram apreendidos também um complexo maquinário composto por serras e motores que integravam uma serraria móvel, montada no interior da Terra Indígena Serra Morena.

Conforme as investigações, um grupo de madeireiros da região de Juína aliciava os índios e extraía ilegalmente a madeira no interior da reserva da Serra Morena. Por enquanto, foram presos madeireiros e proprietários de planos de manejo da região de Juína. Segundo a PF, na região ocorria o mesmo modus operandis detectado durante a deflagração da Operação Jurupari, que também investigava a existência de crimes ambientais em terras indígenas. Assim, como os envolvidos na Jurupari, foram detectadas fraudes envolvendo o “esquentamento” dessas toras de madeira extraídas ilegalmente de terras indígenas por meio de Guias Florestais (GFs) fraudulentas, emitidas por proprietários de planos de manejo e autorizados pela Sema.


As fraudes, conforme a PF, foram feitas de forma grosseira, tendo sido identificadas centenas de GFs de transportes de madeiras. Guias que informam o transporte de toras de madeira em motocicletas e veículos de passeio; guias com transporte de quantidade de madeira até três vezes superior à capacidade de carga do caminhão; com cadastro de placas de veículos inexistentes; outras cujo recebimento pelo destinatário foi praticamente “instantâneo”, já que a GF deve acompanhar a carga de madeira transportada e considerando a distância entre o plano de manejo e a madeireira, não poderia ter sido recebida ou “baixada” minutos após ter sido expedida.

Blogueiros com Lula: os bastidores de uma entrevista histórica


Alguns bastidores da entrevista com Lula [concedida na quarta-feira (24), em Brasília, aos blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Renato Rovai (Blog do Rovai), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), José Augusto Duarte (Os Amigos do Presidente Lula), Túlio Viana (Blog do Túlio Viana); Pierre Lucena (Acerto de Contas); William Barros (Cloaca News); Altino Machado (Blog Altino Machado); Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania); e Rodrigo Vianna (Escrevinhador)].

Por Renato Rovai, em seu blog

Ao final da entrevista o presidente, com as câmeras e microfones já desligados, disse que queria se comprometer a já agendar uma próxima entrevista com aquele grupo para logo depois que deixasse a Presidência. "Porque eu quero tratar com vocês do mensalão, quero falar longamente dessa história e mostrar a quantidade de equívocos que ela tem. Porque o Zé Dirceu pode ter todos os defeitos do mundo, mas…"

Quando o presidente ia completar a frase, um dos fotógrafos pediu para que ele se ajeitasse para a foto e o pensamento ficou sem conclusão. Ficou claro que o presidente considera esse caso mal resolvido e que vai entrar em campo assim que sua residência oficial passar a ser em São Bernardo do Campo.

Em muitos momentos da entrevista, Lula demonstrou que considera que o comportamento da imprensa brasileira foi mais do que parcial, foi irresponsável. Isso ficou evidente quando disse que a cobertura do acidente da TAM foi o momento mais triste do seu período presidencial. Lembrou que à época alguns jornais e revistas escreveram editoriais falando que o governo carregava nas costas 200 cadáveres.

Ele também introduziu na entrevista, sem que a blogosfera perguntasse, a questão da política internacional. E falou dos bastidores de sua ação na negociação com o Irã. Ao trazer uma negociação desse porte para a pauta da entrevista, o presidente pode ter sinalizado que o palco internacional faz parte do seu projeto futuro.

Depois das eleições

Lula não fala nada sem pensar e gratuitamente. Quando se está frente a frente com ele, isso se torna ainda mais evidente. Lula é hoje um político preparadíssimo. E falou, por exemplo, que o PT do Acre errou e que por isso Dilma perdeu feio lá para mandar um recado aos irmãos Viana, que controlam o partido no estado.

Aliás, depois da entrevista ele fez questão de chamar o blogueiro Altino Machado de lado e voltou a tocar no assunto. Disse que vai ao Acre ainda no primeiro semestre de 2011. E que quer conversar com Altino quando for lá.

Ele também falou que vai tratar do caso Paulo Lacerda quando sair da Presidência. Tudo indica que a sua melhor entrevista ainda está por vir. Será aquela em que ele vai poder falar de tudo sem o ritual do cargo.

Esse encontro com Lula ainda merecerá outros posts deste blogueiro, mas aproveito para contar um pouco dos bastidores que o antecederam. Em agosto, solicitei em nome da comissão do 1º Encontro da Blogosfera Progressista essa coletiva com o presidente. A resposta veio rápida. O presidente aceitava, bastava construir uma agenda.

Entre a organização do encontro se estabeleceu um debate sobre se seria conveniente ou não que ele ocorresse antes das eleições. De comum acordo com a assessoria da Presidência definiu-se que seria jornalisticamente mais interessante que acontecesse agora. Para que se evitasse o inevitável, que se tentasse descaracterizar o encontro com acusações do tipo "ação de campanha".

Quantas vezes

Uma das preocupações que também surgiu desde o início foi a de que os blogueiros que participassem representassem a diversidade do país. Isso foi conseguido. Entre os dez que estiveram com Lula na quarta-feira, havia gente de sete estados brasileiros e de todas as regiões. Também havia diversidade de gênero na lista inicial. Eram quatro as mulheres que participariam: Helena, do blog Amigos do Presidente Lula; Ivana Bentes, da UFRJ; Conceição Lemes, do Viomundo; e Maria Frô, do Blog da Maria Frô.

Por motivos diferentes elas não puderem vir a Brasília. Maria Frô conseguiu participar pela twitcam. Ivana Bentes, que também ia entrar por esse sistema, não conseguiu por problemas técnicos.

Ao fim, quem imaginava que seria um encontro chapa-branca se surpreendeu. Quantas vezes na história deste país o presidente da República foi perguntado, por exemplo, sobre por que não se avançou na democratização das comunicações? Quantas vezes lhe perguntaram por que recuou no PNDH-3? Quantas vezes ele teve de se explicar sobre a saída de Paulo Lacerda da Polícia Federal? Quantas vezes ele foi cobrado sobre o governo não ter se empenhando para a aprovação das 40 horas semanais? Quantas vezes Lula falou sobre o Acre e suas idiossincrasias políticas? Quantas vezes discutiu o capital estrangeiro na mídia? Quantas vezes falou sobre AI- 5 digital? Quantas vezes tratou da educação para o povo negro? Quantas vezes abordou a cobertura da Globo no episódio da bolinha de papel?

Pode-se gostar ou não desta entrevista, mas uma coisa não se pode negar. Ela entra para a história da cobertura política brasileira.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SERIEDADE: Em oito anos, mais de 2,5 mil foram expulsos por corrupção


Brasília Confidencial

“Mais de 2,5 mil funcionários públicos civis federais foram expulsos de seus cargos entre 2003 e outubro de 2010 devido à corrupção. É o que atesta o relatório deoutubro da Controladoria-Geral da União (CGU). O percentual significa praticamente 90% dos 2,8 mil servidores afastados no período. Deles, 1.471 foram punidospor uso indevido de cargo, 817 devido à improbidade administrativa e outros 257 por recebimento de propina.

No total, 2,4 mil funcionários foram penalizados com demissão, 177 com cassação e 223 com destituição. Em caso de demissão, o servidor é desligado do serviço público. A cassação é aplicada a quem já se aposentou enquanto a destituição alcança os funcionários que não são concursados, mas prestam serviço ao governo, como as funções de confiança.

O Ministério da Previdência Social registrou o maior número de expulsões. Em oito anos foram 720 funcionários, o que representa 25,7% da soma de todos os expulsos.Logo após aparece o Ministério da Educação com 456 expulsões (16,27%). A seguir, o Ministério da Justiça, com 370 (13,20%) e, depois, o Ministério da Fazenda, com 340 (12,13%). O cálculo foi realizado com base no total de funcionários expulsos e na quantidade média de funcionários civis de janeiro de 2003 até outubro de 2010, que totaliza 522,7 mil.”

"Vale lembrar que os funcionários expulsos eram funcionários de carreira que na sua grande maioria vieram de outros governos e que só foram descobertos em suas ações marginais graças as contantes ações de combate a corrupção desenvolvidas pelo Governo Federal através da Policia Federal e outros orgãos fiscalizadores deste governo." (texto adicional Mario Alvim)

MIRIAN PEDE A DEUS POR INFLAÇÃO


Ao assistir 20 segundos do pedaço de "jornalismo" feito pela Globo todas as manhãs, escuto a moça da foto falar sobre a inflação, que está "muito grande". Acho bom então empacotarmos tudo e sair do país. Afinal de contas, o problema é nosso porque fomos incompetentes elegendo outra do PT ao invés de colocar Jesus Cristo reencarnado (e sem cabelos) na presidência.

A cada dia que passa, fica mais evidente o amor que esta moça e as organizações para a qual ela trabalha, tem pelo Brasil. Pretendem a todo custo criar pânico. E como é sabido, o pânico desestabiliza. A inflação nasce disso, de pânico. As pessoas aumentam os preços preventivamente e se tudo "der certo", um vai aumentando depois do outro sempre preventimanente. Quando nos damos conta, o bicho pegou.

Se não deu pra tirar a ralé do PT da Presidência, vamos acabar com o Governo que nem começou. É assim que funciona a máquina sorrateira da impensa brasileira. Sempre convém lembrar que se os patrões da gracinha da foto gostassem do país, não tinham apoiado o golpe de 64. Seus jornais não teriam feito editoriais elogiosos à ditadura militar brasileira, que em conjunto com as ditaduras do Cone Sul, torturaram e mutilaram mais de 150 mil pessoas". É um Maracanã cheio.

A população que se dane. Tudo passa pela necessidade do poder. Afinal, é sabido do que vivem estes senhores (e senhoras). Vivem de verbas públicas. Precisam de um governo dócil que canalize a grana destinada à imprensa, toda para eles e não faça como está sendo feito agora, espalhar por todo o país, democratizando o recebimento de verbas. O mesmo veículo que antes ganhava 100 agora não está levando nem dez. Complicou pro lado deles. Precisam também de um governo que beneficie em suas licitações e obras somente os amigos desta imprensa vassala. Ninguém mais pode entrar no jogo.

É por isso que vamos ver sem trégua, daqui até 4 anos, cacete todo dia na imprensa.

É o resultado de uma mídia sem limites que usa concessões públicas para o que bem entende. Uma imprensa que se instalou pela camaradagem de governos dóceis e sempre achou (teve certeza) que o país era dela e dele ela podia se aproveitar como bem entendesse.

O papel de Lula no governo de Dilma


Ricardo Kotscho

Num ponto, pelo menos, as personalidades de Lula e Dilma são muito semelhantes: os dois são teimosos, não gostam muito de ouvir palpites e conselhos, e apreciam exercer a autoridade, às vezes de forma brusca, deixando claro quem manda.

Por isso mesmo, não dou crédito a esta história de que o governo Dilma será apenas um terceiro mandato de Lula com outro nome. Quem diz isso não conhece a Dilma nem o Lula.

Claro que o futuro ex-presidente estará sempre à disposição da presidente eleita para colaborar, ajudar na articulação política e nos momentos de crise, mas só quando for chamado por ela, por iniciativa dela, jamais dando uma de oferecido. Não é do feitio dele.

Os dois têm grande respeito e admiração um pelo outro _ Lula pela gestora Dilma e Dilma pelo líder político Lula. O atual presidente não atropelaria a autoridade de quem foi eleita por indicação dele mesmo para exercer o poder central em seu lugar. Até seus piores inimigos concordam que Lula pode ser chamado de tudo, menos de burro.

Dilma tem plena consciência de que deve o mandato a Lula e será fiel aos princípios do atual governo, que deverá manter, em especial na política econômica. Ninguém, nem eles, pode ter absoluta certeza sobre o futuro, mas não acredito num possível rompimento entre criador e criatura, como muitos já especulam, e outros nem disfarçam a torcida para que aconteça.

Até porque, um continua dependendo muito do outro: Dilma depende do apoio de Lula para governar em paz com seus aliados e Lula precisa que o governo Dilma dê certo para preservar sua credibilidade, a própria imagem e a do seu governo.

Por isso mesmo, e mais duas razões bem simples, Lula não deverá voltar a se candidatar em 2014:

* Se o governo Dilma for um sucesso, ela certamente será a candidata natural do PT à reeleição.

* Se tudo der errado, a imagem de Lula também será abalada porque, afinal, ele foi o mentor e o fiador da eleição de Dilma.

Mesmo na remota hipótese de vir a ser candidato e de ser eleito, Lula sabe que correria o sério risco de perder, num eventual terceiro mandato, o prestígio que conquistou nos dois primeiros, chegando a mais de 80% de aprovação popular _ o que é inédito e não deverá se repetir tão cedo. Seu lugar na história já está garantido. Para que arriscar?

Pelo menos nos primeiros tempos do governo Dilma, depois de um breve descanso, Lula deverá se dedicar mais a fazer política lá fora do que aqui dentro do país. O instituto que pretende criar tem como principal foco levar a experiência das políticas públicas e dos projetos sociais do seu governo para países pobres da América Latina e da África.

Além disso, Lula terá que correr o mundo em 2011 para receber dezenas de títulos de “doutor honoris causa” que lhe foram outorgados ao longo destes últimos oito anos. Por razões que desconheço, ele deixou para receber todos só depois de deixar o governo. O metalúrgico vai virar “doutor Lula”…

EDITORIAL: Dilma não é só continuidade: é avanço


As pressões e o (escasso) noticiário que cercam a montagem do novo governo que assume, com Dilma Rousseff à frente, a direção do país a partir de 1° de janeiro revelam o embate de interesses que cercam a definição dos rumos do país.

Dilma é continuidade e avanço – esse foi seu mote de campanha. Não será uma mera repetição dos oito anos de Lula desde que, recebendo a Presidência da República em condições muito melhores do que Lula havia recebido oito anos atrás, tem condições propícias para avançar em reformas que Lula não conseguiu fazer, e ela poderá.

Há uma extensa agenda de mudanças profundas que precisam ser iniciadas, e elas vão desde a reforma política democrática, à reforma agrária, à reforma urbana, à reforma tributária, entre outras.

Além delas, há um conjunto de questões emergenciais que vão exigir resposta imediata da nova mandatária. A principal é, com certeza, a guerra cambial que ameaça e pode fragilizar a produção nacional e comprometer, com isso, nosso desenvolvimento.

O Brasil tem, hoje, condições extremamente favoráveis para adotar medidas soberanas na área do câmbio, contra as manipulações unilaterais do valor do dólar promovidas pelo governo dos EUA. E deve adotá-las, impondo controles na entrada e saída de dinheiro estrangeiro, superando a fase do câmbio flutuante e, com isso, garantir a estabilidade da moeda nacional, a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, além de colocar obstáculos à concorrência da produção estrangeira em nosso próprio mercado.

Outra questão emergencial é a definição do marco regulatório do pré-sal, assegurando a presença do Estado na exploração daquilo que a própria Dilma chamou, quando candidata, “bilhete premiado”. É um volume de recursos extraordinário que não pode ficar ao sabor do “mercado” (isto é, das empresas privadas do setor petrolífero) mas precisam ser destinados para o fomento do desenvolvimento nacional, para a superação da pobreza e a melhoria das condições de vida dos brasileiros, para melhorar a educação e a saúde, etc. As pressões neoliberais apontam para o sentido oposto, que é o fortalecimento dos grandes capitalistas e suas empresas e o novo marco regulatório para o setor precisa fugir desta armadilha.

Dilma terá em sua mesa também outras definições que interessam diretamente aos trabalhadores, como a continuidade da valorização do salário mínimo e a adoção da jornada de trabalho de 40 horas sem redução nos salários. A valorização do salário mínimo foi uma conquista dos trabalhadores e seus sindicatos, juntamente com o presidente Lula, e não pode ser interrompida a pretexto da crise econômica que comprometeu o crescimento do PIB em 2009. A conquista da jornada de 40 horas é uma demanda histórica dos trabalhadores, que já consumiu muitas horas de negociações e acertos estando portanto madura para uma tomada de decisão que se impõe.

Há ainda outras questões que exigirão medidas imediatas, entre elas a segurança cuja fragilidade ficou demonstrada pelos recentes ataques ocorridos no Rio de Janeiro.

São questões que, certamente, frequentam as conversas e reuniões nas quais Dilma Rousseff vai escolhendo seus principais auxiliares. Afinal, a marca de um governo são os problemas que ele enfrenta, são as prioridades que se impõem, é o programa que adota. A escolha de nomes vem em seguida e indica a disposição real de enfrentar as circunstâncias e também as imposições de longo prazo.

Vermelho

A certeza de que todo mundo pode


novembro 24th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Presidente Lula com a família Silva durante encontro num hotel na zona sul do Rio.
Foto de Ricardo Stuckert/PR

Seu Francisco e dona Itônia, que deixaram o Rio Grande do Norte para tentar dias melhores no Rio de Janeiro, estavam ansiosos na manhã da última sexta-feira (19/11). Na companhia dos cinco filhos, o casal chegou a um hotel em Copacabana, zona sul carioca, com uma finalidade importante: apresentar Luiz Inácio a Luiz Inácio. A família humilde pensou até que não entraria pela porta da frente do hotel cinco estrelas, mas estava lá dentro. Frente a frente com o presidente Lula que dedicou espaço na agenda para conhecer Luiz Inácio Matias da Silva, o Lulinha, batizado assim por sugestão do médico Álvaro após o nascimento do rebento, numa maternidade na capital fluminense.

Em dezembro de 2002, à véspera da posse do presidente Lula, o casal de nordestinos já instalado no bairro do Méier decidiu pela homenagem. “Só não deixaram colocar ‘Lula’ na certidão de nascimento”, contou Francisco. “Esse nome é poderoso”, completou.


O presidente explicou que tomou conhecimento da história da família Silva quando o jornal carioca O Dia publicou matéria sobre o assunto. Deste 2002, a reportagem de O Dia acompanha a rotina de Lulinha. Indagado pela jornalista Chris Nascimento sobre se Lulinha poderia chegar ao cargo de Presidente da República, Lula afirmou positivamente. Para o presidente, esse é um dos maiores legados que deixa em sua passagem pela Presidência da República.

“A certeza de que todo mundo pode.”

Na conversa, Lula se emociona por diversas vezes. Num dos momentos, ele pede para conferir a certidão de nascimento de Lulinha. Fica admirado com o fato de os pais terem prestado a homenagem. Na conversa, a repórter contou das dificuldades enfrentadas pela família Silva, da moradia em barraco e uma casa mais digna. Informou também que os filhos do casal possuem dois computadores que foram montados a partir de peças usadas e doadas pelos vizinhos.

Lula pediu aos filhos que estudassem e prometeu visitar a família no próximo ano, quando pretende conferir o boletim escolar de Lulinha. O presidente ainda brincou com a família perguntando se o xará joga bola. Neste momento, Lula sugeriu que o menino fosse para o Corinthians, clube do qual é torcedor.

http://blog.planalto.gov.br/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Público grita ‘bolinha de papel’ para Serra durante show de Paul McCartney


O ex-governador de São Paulo José Serra, candidato derrotado à presidência da República, esteve ontem na área VIP do show de Paul McCartney. Assim que foi reconhecido pelo público, ouviu o coro “bolinha de papel! bolinha de papel!”, referência ao episódio de armação dos tucanos do dia 21 de outubro quando, durante a campanha, foi atingido por uma bolinha de papel durante uma caminhada no Rio de Janeiro,e simulou um ataque para culpar petistas de agressão.

Ao ouvir os gritos, rapidamente Serra retirou-se da frente do público, embora não corresse risco de levar uma bolinha de papel na cabeça já que os organizadores proíbem a entrada, entre outras coisas, de “papel em rolo de qualquer espécie, jornais e revistas”.Informações Estadão

Genial: Manifesto dos Sambistas Pró Dilma "Deixa de Ser Enganador SerraRojas"

A estreia de Dilma nos grandes salões



PROTAGONISMO
Dilma é apresentada ao presidente francês, Nicholas Sarkozy, durante reunião do G20,
e recebida como chefe de Estado pelo presidente sul-coreano,
Lee Myung-Bak, ao chegar a Seul para o encontro mundial


Discreta e reservada, a presidente eleita é apresentada por Lula aos líderes mundiais na cúpula do G20 – Milton Gamez, enviado especial a Seul – Istoé.




POMPA Com Lula, Dilma é recebida como chefe de Estado

Um vento gelado invade o lobby do clássico Imperial Palace Hotel, um dos melhores cinco-estrelas de Seul. São três e meia da tarde da sexta-feira 12 e a porta da frente está aberta para a chegada de uma autoridade. A presença de seguranças e militares armados contrasta com a delicadeza do vestido cor-de-rosa de Julie, uma bela recepcionista coreana destacada somente para dar as boas-vindas aos hóspedes vips que passam por ali. Minutos depois, entra Dilma Rousseff. A presidente eleita do Brasil acaba de acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de cúpula do G20, na qual foi apresentada aos mandatários de 20 paí­ses desenvolvidos e emergentes, como o americano Barack Obama e o chinês Hu Jintao. Cabeça erguida, ela passa rapidamente pelo hall e some no elevador que estava à sua espera, rumo à suí­te presidencial. Nem deu tempo de apreciar as delicadas porcelanas japonesas e inglesas do início do século passado, em exposição permanente sobre móveis antigos do hotel. A seis semanas da posse, Dilma já é tratada e se porta como aquilo que é: uma das mulheres mais poderosas do mundo.


A presidente eleita estreou no cenário externo justamente no último grande evento internacional do presidente Lula. O G20 é o grupo de elite dos países mais influentes da nova ordem econômica mundial, retrato de uma era marcada pelas dificuldades dos desenvolvidos e pela pujança econômica dos antigos emergentes, que agora começam a ser chamados de “países de alto crescimento”. Os presidentes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália sentam lado a lado com os colegas do Brasil, da China, Rússia e Índia. Também participam os líderes da Coreia do Sul, da Argentina, da Austrália, da Turquia, do México e da Arábia Saudita, entre outros. Não foi por acaso que Lula escolheu esse fórum para exibir o troféu de sua sucessão. Dilma, prometeu o brasileiro aos colegas, não irá decepcioná-los. O Brasil está na melhor fase em décadas e Dilma já faz parte dessa história de sucesso, disse ele. “Estou tranquilo. O G20 nem sentirá falta do presidente Lula porque ela fará muito mais bonito”, afirmou, diante do olhar sisudo da eleita. “Agora, faltando um mês e meio, só cabe torcer para que ela monte um grande governo e possa ter mais sucesso do que eu tive”, afirmou.

Em sua passagem por Seul, Dilma mostrou-se um pouco tensa, quem sabe sentindo o peso da responsabilidade que se aproxima. Na manhã da sexta-feira, antes de sair ao encontro de cúpula, ela comentou o primeiro pensamento que teve nos macios travesseiros do hotel Imperial Palace: “O que penso todo dia quando eu acordo é que tenho de desempenhar esse papel para o qual fui eleita. É uma missão que vou desempenhar e levar a bom termo.” Dilma tomou o cuidado de não ofuscar o brilho de Lula, que há dois anos, na cúpula do G20 em Londres, foi descrito pelo então recém-eleito presidente Barack Obama como “o cara”. Ela evitou aparições em público, deu duas rápidas entrevistas coletivas e falou somente com os jornalistas brasileiros que a aguardavam no hall do hotel.

A revista americana “Forbes” a colocou em 16º lugar na lista das pessoas mais poderosas do planeta, aumentando a curiosidade dos presidentes do G20 sobre a próxima governante do Brasil. Na presença do mentor e padrinho político, recusou-se a vestir o papel de atração do encontro de cúpula. “Olha, eu acho que atração é o presidente no exercício do cargo. Presidente eleita não é atração, é notícia só.” Para não virar notícia na capital sul-coreana, Dilma despistou a imprensa na quarta-feira à noite e escapou para jantar no restaurante Bamboo House. Na quinta-feira, primeiro dia do encontro, achou tempo para uma rápida visita ao Palácio Imperial. Seu primeiro compromisso oficial foi o jantar no Museu Nacional da Coreia, onde Lula a apresentou a Obama e aos demais presentes. Nenhuma palavra vazou sobre as primeiras conversas de Dilma com os líderes do G20, ao contrário do que sempre costuma acontecer em grandes eventos desse tipo. Na manhã da sexta-feira, Dilma foi econômica nas declarações à imprensa antes de sair para as reuniões de trabalho do grupo, em companhia do presidente Lula. Mesmo assim, não se furtou a comentar o grande tema do momento, a chamada guerra cambial, na qual Estados Unidos e China são acusados de desvalorizar artificialmente sua moeda para fortalecer as exportações e crescer à custa de outros países. O Brasil é uma das vítimas colaterais dessa guerra – o real é uma das moedas mais valorizadas do mundo, o que reduz a lucratividade das exportações e coloca alguns setores em dificuldade. Dilma não gosta do que vê nesse campo de batalha. “Isso não é bom para o Brasil. Vamos ter de olhar cuidadosamente, tomar todas as medidas possíveis”, afirmou, sem dar maiores detalhes.


No geral, no entanto, o G20 não recomendou nenhuma grande medida para acabar com a guerra cambial. Falou-se apenas vagamente em criar, no primeiro semestre de 2011, “parâmetros indicativos” para medir os desequilíbrios das economias de alto crescimento. E foi sugerido que os países adotem taxas de câmbio de mercado, numa suave pressão para que a China, que tem o câmbio controlado, permita a apreciação do renmimbi. Traduzindo em miúdos, a guerra cambial vai continuar no primeiro ano do governo Dilma, provocando uma incômoda instabilidade na economia global. Isso não é o fim do mundo, mas certamente não é bom para o Brasil. A diferença é que, a partir de janeiro, ela vira autoridade de fato e o problema também será todo dela.

Dilma, quer casar comigo?


HELDER CALDEIRA - escritor

Sempre fui fascinado por mulheres fortes, convictas e que, no trato do poder, consigam conta-gotear algumas delicadezas. Talvez esse seja o grande desafio de uma mulher ao chefiar uma nação. Confesso que os terninhos bem talhados e o novo corte de cabelo não foram capazes de me seduzir durante a campanha presidencial. Porém, nesses primeiros dias pós-eleita presidente, Dilma Rousseff ganhou meu coração. Como numa valsa tangueada, ela está conseguindo transpor a pérola cravada em uma fina gargantilha de ouro e vem dominando, com elegância, o salão do palácio. “Há que endurecer, sem perder a ternura jamais”, eternizou Che Guevara. Nem sou seu fã, mas sua ponderação me parece de total pertinência temática quando vejo as ações e o comportamento de nossa futura presidente. Estou apaixonado. Será que ela aceitaria um pedido meu de casamento?

Nos últimos dias, a presidente Dilma tem adotado a postura de quem pretende governar como uma estadista. E isso não é um galanteio político de um conquistador barato, nem um falso puxassaquismo com quem venceu. Um observador mais cuidadoso é capaz de perceber o comportamento da presidenta, que tão confortável parece estar com as dimensões da responsabilidade assumida, já até citou o ex-premiê britânico Churchill durante uma entrevista a jornalistas que a cercavam na entrada da principal reunião do G-20, na Coreia do Sul. Foi absolutamente perfeita ao parafraseá-lo: “há certas medidas que a gente não confessa nem para nós mesmos”. A terceira mulher mais poderosa do planeta, segundo a revista Forbes, é a grande atração do encontro de cúpula das 20 maiores economias do mundo.

É importante ressaltar que uma coisa é ser político, no sentido comum. Outra coisa é ter uma visão e um comportamento de estadista. Político qualquer um pode ser e nos sobram Tiriricas e Romários para corroborar a tese. No entanto, raros são os estadistas, que, nas sábias palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que se portou como um), “é aquele que projeta o futuro do seu país, consegue enxergá-lo no contexto mundial e é capaz de conduzi-lo nessa direção”. O ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Sir Winston Churchill, foi um verdadeiro estadista no leme do Estado num momento crucial da história contemporânea: a Segunda Guerra Mundial. E Dilma já compreendeu esse timing. Acertou em cheio ao citá-lo, quase metaforicamente, à margem de um encontro que tem a dura missão de discutir a guerra cambial que está assolando as economias em desenvolvimento. São pequenos detalhes que já evidenciam suas posições pós-posse.

Não estão satisfeitos até aqui com as razões do meu pedido de casamento? Então vamos colocar mais alguns detalhes. Será que alguém reparou como a presidente eleita tem se comportado em público? Quando está só, assume o comando, domina os microfones e fala de forma retilínea sobre seus movimentos políticos no tabuleiro de xadrez que se formou e como pretende governar. Mas quando está ao lado do ainda presidente Lula, discretamente se afasta, tenta não estar no foco dos fotógrafos e até caminha com ele, mas guarda-lhe alguns passos de dianteira. É natural que os cidadãos e a imprensa estejam mais interessados por ela do que por ele, afinal ela é o futuro imediato. No entanto, não serão discursos passionais e saudosistas ou elogios dela uma prova de gratidão e respeito. A maior e mais impressionante deferência que Dilma Rousseff presta a seu padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva é justamente não furtar-lhe o brilho em seus últimos momentos na Presidência da República Só uma mulher, em completo domínio de seus meios e plenamente consciente de seu próprio poder, é capaz de tão exata delicadeza. Lição que aprendi com a atriz Íttala Nandi, uma amiga-mestre apaixonante.

Ser estadista não é condição sine qua non para se exercer um papel útil, decente e de relevância na vida pública. Mas é excitante observar a presidente eleita já navegando com maestria pelos mares do poder, que ela tem convicção meridiana de conquistar. Sinto-me um voyeur de Dilma. E talvez só Freud conseguirá explicar isso. Ou nem ele. Mas é fato que ela está me conquistando, dia após dia. E o inverso, a recíproca, será que virá? Faço aqui valer as palavras do mesmo Churchill, quando disse modestamente: “minha conquista mais brilhante foi a habilidade de persuadir minha mulher a se casar comigo”. Como último argumento, vale dizer, se chegou a hora de termos a primeira mulher presidente, é também chegada a hora de termos, finalmente, um primeiro-cavalheiro, um Denis Thatcher. Casa comigo, Dilma?