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RESPONSÁVEL MARIO ALVIM DRT/MT-1162

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Candidatos ao troféu PIG de ouro 2010 (Clik aqui e confira os vencedores)


O amigo leitor, que assina no twitter @Porra_Serra_ , fez uma seleção de 40 frases de 33 "colonistas" golpistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista), nestes últimos 8 anos, atacando o Governo Lula.

Merecem um troféu "PIG de ouro" por categorias, assim como ocorre com a premiação do Oscar.

Olhando hoje o que eles disseram no passado e o que aconteceu, dá para rir bastante. Segue o texto de nosso amigo:

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cristo, a verdadeira razão do natal



Contudo, ao olhar em volta é possível perceber que para a sociedade, no geral, o Natal assumiu outro significado: Ele é visto como uma festa na qual a boa comida e a troca de presentes assumiram o papel central. Neste contexto não é mais o menino Deus que ocupa o lugar principal, mas sim os desejos humanos.

Ante esta realidade resta à igreja apenas uma opção: Proclamar continuamente, e em toda oportunidade, que o Natal é Jesus.

Erramos, como cristãos, quando assim não fazemos. Erramos porque o mundo continua envolto em trevas neste momento do ano apesar das muitas luzes e risos. Erramos porque, como igreja, muitas vezes centramos nossa atenção em programações e festividades em detrimento da pregação da simples e bela mensagem do nascimento do Messias.

Irmãos, que neste momento possamos refletir com profundidade no amor de Deus para conosco, demonstrado no envio de seu filho, que se tornou homem para nos salvar, para nos dar uma nova vida.

E que esta reflexão possa nos levar a uma nova postura diante da vida, uma postura de real dependência de Deus, uma postura que demonstre que o Natal não são presentes e festas, mas que o Natal é Jesus, não um Deus distante, mas sim de amor e compaixão por cada ser humano.

http://www.ojornalbatista.com.br/

Dilma Rousseff confirma os dois últimos nomes do governo



Lula se despede citando conquistas e pede ao povo apoio para Dilma



Em seu último pronunciamento em cadeia de rádio e TV como presidente da República, Lula se despediu do povo brasileiro, emocionado.

Ele lembrou do simbolismo do primeiro operário que chegou à presidência passar a faixa à primeira mulher eleita Presidenta.

Num gesto de desprendimento, disse ao povo brasileiro para não questionar sobre seu futuro, mas se questionarem sobre o futuro do país.

Lula fez um breve balanço das conquista de seu governo e pediu ao povo que apoie a presidenta Dilma Rousseff.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os números do Presidente (Lula encerra o ano e seus dois mandatos como presidente com a popularidade em ascensão)

Nos últimos dias, foram divulgadas três pesquisas nacionais. Realizadas por Vox Populi, Ibope e Datafolha, cada uma enfatizou determinado conjunto de temas e usou metodologia e amostra diferentes.

Todas, no entanto, chegaram a um mesmo resultado: Lula encerra o ano e seus dois mandatos como presidente com a popularidade em ascensão. Os resultados que ele alcançou em dezembro são os melhores desde o início de 2003, na série de cada instituto.

Tomemos os números daquele de que as oposições mais gostam, conforme revelaram durante a campanha. Segundo o Datafolha, o governo Lula foi avaliado como "ótimo" ou "bom" por 83% dos entrevistados, sendo que 13% afirmaram que é "regular". Os 4% restantes disseram que é "ruim" ou "péssimo".

É um resultado extraordinário, por, pelo menos, duas razões. Em primeiro lugar, mostra que a avaliação positiva que Lula atinge na saída é quase o dobro da que obtinha na entrada, pois, em março de 2003, "apenas" 43% das pessoas, de acordo com o mesmo instituto, faziam juízo positivo do governo.

Note-se que esses números eram consensualmente considerados muito bons pelos analistas políticos: representavam o triplo da aprovação que Fernando Henrique tinha no encerramento de seu período e mostravam como eram favoráveis (e elevadas) as expectativas da sociedade brasileira em relação a Lula e à chegada do PT ao poder.

Seria possível dizer que quem somente torcia por Lula naquele começo de governo hoje confirma as expectativas positivas que tinha. Oito anos mais tarde, essas pessoas devem se sentir satisfeitas quando chegam à conclusão que o governo deu certo.

Quase todas as 40% que o avaliavam como regular, ao que parece, se converteram ao "lulismo de resultados", assim como os 7% que não sabiam o que dizer. Os 10% que, naquele distante março de 2003, achavam o governo ruim ou péssimo minguaram para os 4% de agora.

O segundo motivo para afirmar que as pesquisas de dezembro são extraordinárias é a contínua tendência de melhora da popularidade presidencial. Ou seja, não apenas os números de Lula são elevados, como tenderam a subir constantemente.

Olhando a série de todos os institutos, verifica-se que a popularidade cresceu na campanha de 2006 (recuperando-se da crise do mensalão) e se manteve estável ao longo de 2007. De 2008 em diante, no entanto, ela só aumentou, batendo recorde após recorde, em performances que ninguém achava que serias sustentáveis (pelo que consta, nem Lula acreditava que conseguiria).

Foi possível explicar essa tendência, em 2008, pelo ambiente da eleição municipal, em que ninguém se arriscou a questionar o governo, exatamente por ele ser popular. Mas esse argumento não serve para 2009 e, em especial, para 2010.

Nas eleições que acabamos de fazer, a oposição usou todos os argumentos que quis, em palanques, na propaganda eleitoral e em debates, e contou com a ajuda sempre obsequiosa da chamada "grande imprensa". Quem analisou a cobertura dos "grandes jornais" (impressos e televisivos) de São Paulo e do Rio, já mostrou quão desfavorável foi a Lula e ao governo (e a Dilma, naturalmente).

Não seria, em função disso, surpreendente que a popularidade caísse. Mas ela não apenas não caiu, como subiu ainda mais.

Chegam a ser engraçadas algumas especulações sobre o futuro de Lula. Parte de nossos observadores não sabe o que dizer de um personagem como ele e teima em enquadrá-lo no figurino de seus antecessores. Esquecem-se, porém, que todos saíram do governo com alto nível de desgaste (salvo Itamar, mas seu período foi tão excepcional que é difícil compará-lo). Em outras palavras: ex-presidentes que a vasta maioria do país queria ver pelas costas.

Daqui a 10 dias, Lula será algo que não tivemos em nossa história, um ex-presidente querido e respeitado por quase todo mundo. Parecido com ele, o único é Juscelino.

A diferença é que JK só chegou a esse ponto depois de morrer, quando já era tarde. Lula está vivinho da silva e tem um largo caminho pela frente.(Marcos Coimbra)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Primeiro passeio do teleférico do Complexo do Alemão

CCJ não reconhece que união civil entre pessoas do mesmo sexo é casamento


União de pessoas do mesmo sexo é retirada de projeto

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira, dia 15, em caráter conclusivo, projeto de lei que forma o Estatuto da Família. O texto retira do Código Civil toda a legislação referente às famílias. Na votação na CCJ, o texto foi alterado para que fosse retirado o dispositivo que reconhecia a união de pessoas do mesmo sexo.

O relator do projeto na CCJ, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), optou pela retirada do texto que previa a união de pessoas do mesmo sexo e, assim, ficou no projeto que o casamento é a união entre homem e mulher.

Como foi aprovado em caráter conclusivo o projeto só será discutido e votado pelo plenário da Câmara caso haja requerimento com pelo menos 51 assinaturas de deputados para que isso ocorra. Se não houver o requerimento, a proposta será encaminhada diretamente à apreciação do Senado.

Quem são os ministros de Dilma


PT
*Guido Mantega (Fazenda)
*Alozio Mercadante (Ciência e Tecnologia)
*Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral)
*José Eduardo Cardozo (Justiça)
*Antonio Palocci (Casa Civil)
*Paulo Bernardo (Comunicações)
*Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)
*Miriam Belchior (Planejamento)
*Ideli Salvatti (Pesca)
*Maria do Rosário (Direitos Humanos)
*Fernando Haddad (Educação)
*Alexandre Padilha (Saúde)
*Luiza Bairros (Igualdade Racial)
*Tereza Campelo (Desenvolvimento Social)


PMDB
*Wagner Rossi (Agricultura)
*Pedro Novais (Turismo)
*Garibaldi Alves (Previdência)
*Edson Lobão (Minas e Energia)
*Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos)
*Nelson Jobim (Defesa)

PR
*Alfredo Nascimento (Transportes)


PDT
*Carlos Lupi (Trabalho)


PP
*Mário Negromonte (Cidades)


PC do B
*Orlando Silva (Esporte)

Sem filiação partidária
*Alexandre Tombini (Banco Central)
*Helena Chagas (Comunicação Social)
*Antonio Patriota (Relações Exteriores)
*Izabella Teixeira (Meio Ambiente)
*Ana de Hollanda (Cultura)
*Luís Inácio Lucena Adams (Advocacia-Geral da União)

Faltam sete nomes para completar o 1º escalão do governo. Dos nomeados, oito nomes são mulheres, de acordo com declarações da presidente eleita, o ministério seria composto por 1/3 de mulheres. Então dos sete que faltam, 4 poderão ser mulheres.

As indicações do PSB ainda não foram definidas, a controversa principal era a indicação de Ciro Gomes à um ministério na cota do PSB. Ciro não aceitou a indicação. O PSB pede três secretarias.

Balanço da Era Lula no Globo: Olho torto entorta a vista


Quem leu ou vier a ler o caderno especial do jornal O Globo sobre a Era Lula não terá dúvida: a direção do jornal, seus editores e analistas estão entre os 3% a 4% de brasileiros que consideram o Governo Lula ruim ou péssimo.

Para eles, a aprovação de mais de 80% alcançada pelo presidente Lula e seu governo ao final de oito anos de mandato é um mistério. Talvez uma ilusão ou uma hipnose coletiva, que estaria impedindo o povo de enxergar a realidade. Para O Globo e seus analistas, o Brasil avançou muito pouco na Era Lula e os poucos avanços teriam sido apesar do governo e não por causa de suas ações.

Como disse o presidente Lula no dia em que registrou em cartório o seu legado, a imprensa não tem interesse nas ações construtivas do governo, ela prefere focalizar as destrutivas. Cabe ao próprio governo fazer chegar à sociedade o contraponto.

Por isso, o Blog do Planalto consolida aqui as contestações feitas pelo governo ao balanço da Era Lula publicado pelo Globo no último domingo. Os textos tiveram a colaboração dos ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Luiz Paulo Barreto, da Justiça, José Gomes Temporão, da Saúde, Fernando Haddad, da Educação, e Paulo Passos, dos Transportes, da Subchefe de Acompanhamento e Monitoramento da Casa Civil e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, Maurício Muniz da Casa Civil, Marcia Quadrado do Ministério do Desenvolvimento Agrario, e Yuri Rafael Della Giustina, Ministério das Cidades.

A edição final é da chefe do Gabinete Adjunto de Informações em Apoio à Decisão do Gabinete Pessoal do Presidente, Maya Takagi.

Aqui está o ponto de vista do governo que O Globo se recusa a considerar e transmitir aos seus leitores. São os avanços reais do Brasil na Era Lula. Um Brasil que avançou muito, mas precisa avançar mais. Um Brasil que continuará avançando com a presidenta Dilma, que a maioria do País elegeu para continuar a era de transformações e de desenvolvimento com justiça social e altivez, iniciada por Lula.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Será mesmo que são os nordestinos que não sabem votar, hein paulistada xenófoba?


'Estou feliz e preparado para mais 4 anos', diz Maluf após decisão do TSE
TJ-SP inocentou deputado em ação, e TSE liberou para assumir mandato.
Barrado pela ficha limpa, ele foi reeleito deputado com quase 500 mil votos.


Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) afirmou nesta quinta-feira (16) que ficou "muito feliz" com a liberação de seu registro de candidatura. Ele recebeu quase 500 mil votos e seria reeleito, mas tinha sido barrado com base na Lei da Ficha Limpa.

Nesta quinta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o registro, uma vez que a condenação que o impedia de assumir a vaga foi suspensa no começo desta semana.

"Eu confio na Justiça e já disse isso muitas vezes. Eu já dizia, quando fui impugnado, que não tinha condenação, mas vocês não acreditaram em mim. Me sinto feliz porque as pessoas acreditaram em mim e votaram apesar do que dizia a Justiça [que a candidatura estava impugnada]. Estou muito feliz e preparado para mais quatro anos", disse ao G1 na noite desta quinta.

Maluf teve o registro de candidato negado a pedido do Ministério Público por causa de uma condenação, de abril deste ano, por improbidade administrativa. Ele foi acusado por uma suposta compra superfaturada de frangos para a Prefeitura de São Paulo, em 1996, quando era prefeito.

Ele recorreu e, na última segunda-feira (13) o Tribunal de Justiça de São Paulo o inocentou da acusação. Com isso, Maluf será diplomado nesta sexta-feira (17) e poderá assumir um novo mandato na Câmara dos Deputados.

O deputado reeleito comentou ainda o fato de ter recebido votação inferior na eleição deste ano na comparação com a eleição de 2006, quando teve cerca de 740 mil votos.

500 mil paulistas votaram nesse sujeito...



"Sabe como é, como convencer o eleitor, que ouve o tribunal dizer: 'se você votar no Maluf, seu voto será anulado'? Mas você ter 400 mil, 500 mil, 600 mil votos, está eleito, não tem problema que a votação tenha sido menor", afirmou. "Eu tive meio milhão de votos com todo mundo dizendo: 'não votem em Maluf, senão vai votar nulo'", completou.

A decisão que liberou Maluf nesta quinta é do ministro Marco Aurélio Mello, que relatou o caso. "As idas e vindas no campo eleitoral geram sempre perplexidade. No entanto, o que incumbe perceber é que o motivo do indeferimento do registro já não subsiste, ante a decisão prolatada pela Sétima Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo", argumentou Mello.

Despedida de Lula do Mercosul

Dilma é diplomada presidente prometendo cuidar dos mais frágeis



Dilma Rousseff foi diplomada presidenta da República, nesta sexta-feira (17), pelo do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. É o último passo do processo eleitoral antes da posse.

Ao discusar, Dilma repetiu seus compromissos de campanha: trabalhar para cuidar dos mais frágeis, governar para todos, dar prioridade para a educação, segurança e saúde; fazer um governo que honre as mulheres e manter a estabilidade econômica e trazer investimentos. Ela também não esqueceu de elogiar o presidente Lula:

“Sem sombra de dúvida é uma imensa emoção receber este diploma da corte responsável pelo processo eleitoral brasileiro...

... Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder Lula, dos desafios que nosso futuro comporta. Quanto orgulho temos de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de extraordinário avanço social e econômico. Foi esse mesmo sentimento que fez o povo eleger uma mulher presidenta. Para além da minha pessoa, esse fato representa a crescente maturidade da nossa democracia. Rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e de orgulho as mulheres brasileiras...

... Defenderei sempre a liberdade de imprensa e de culto, mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador e trabalhadora, empresário e famílias das regiões desse imenso país”.

A presidenta eleita finalizou o discurso dizendo que reparte o diploma com todos os brasileiros. “No Brasil, conto com todos e todas, e todos e todas podem contar comigo”. (Com informações da Ag.Brasil)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fernando Haddad é garantia de novos projetos para a educação


Amanda Cieglinski, Agência Brasil

“Fernando Haddad está no Ministério da Educação (MEC) desde 2004. Foi secretário executivo durante a gestão de Tarso Genro e assumiu a pasta julho de 2005. Formado em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP).

Haddad é filiado ao PT de São Paulo e trabalhou na Secretaria de Finanças de São Paulo quando Marta Suplicy era prefeita.

Nos cinco anos que esteve à frente do MEC, Haddad implantou importantes projetos do governo Lula, como o Programa Universidade para Todos (ProUni) que já distribui 748 mil bolsas a estudantes pobres em instituições privadas de ensino superior. Também foi responsável por uma expansão das vagas nas universidades federais e das escolas técnicas e pela reforma do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Haddad também criou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia a qualidade do ensino oferecido e atribui uma nota para cada escola pública. O orçamento da pasta quase dobrou entre 2005 e 2010 – pode chegar a R$ 65 bi este ano - com aumento de repasse de verbas para os municípios mais deficientes.

Ele também enfrentou alguns momentos de crise durante sua gestão. Desde o ano passado, quando lançou a ideia de substituir os vestibulares das universidades públicas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), problemas com o vazamento da prova, erros de impressão e na aplicação da avaliação colocaram Haddad na berlinda. Sua permanência no próximo governo chegou a ser questionada em função do desgaste que sofreu. Para resolver os problemas do Enem, o ministro defendeu que para 2011 o ideal seria aplicar duas edições da prova, projeto que está mais próximo de tornar-se realidade com a sua permanência à frente da pasta.”

Em sua última Cúpula do Mercosul, Lula exalta a união entre os países sul-americanos


17 Dez 2010
Elaine Patricia Cruz, Agência Brasil

”A união dos países sul-americanos foi destacada hoje (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso que fez na cerimônia de encerramento da reunião do Mercosul, na cidade de Foz do Iguaçu. A questão social foi o principal tema da última reunião de Lula no comando do Mercosul, que passa a ser presidido agora pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

De acordo com Lula, os países da América do Sul só começaram a aumentar suas conquistas e a vencer os obstáculos quando "tiveram coragem de dizer que queriam ser donos de suas decisões" e quando pararam de disputar para ver qual país "era mais amigo dos Estados Unidos". Essa luta, segundo Lula, começou com os sectários, os esquerdistas, os sindicalistas e os sem-terra, que gritavam que "não era possível a gente se subordinar a um acordo de livre comércio tendo como mola-mestra os Estados Unidos".

O presidente disse ainda que os países desenvolvidos como os Estados Unidos e os da União Europeia deveriam olhar para a América do Sul para saber como o Mercosul foi construído. “Seria bom que eles olhassem para nós e vissem como nós conseguimos fazer do Mercosul um centro de desenvolvimento extraordinário".

Num recado às grandes nações, Lula também falou da importância dessa união existente entre os países do Mercosul. "A paz não tem preço e faremos qualquer coisa para que a paz permeie a ação de todos nós. Aqui não falamos em bomba nuclear ou guerras", afirmou.

Segundo Lula, os países da América do Sul mostraram sua força durante a crise econômica mundial, apresentando altas taxas de crescimento, e citou particularmente o caso dos países membros do Mercosul cujas taxas variaram entre 7,7%, do Brasil, até 9,7%, do Paraguai.

De acordo com o presidente, o que ocorreu nos países da América do Sul nos últimos anos é "um legado que é uma conquista" do povo e que, independentemente dos próximos presidentes, isso deve permanecer. "Qualquer que seja, o presidente que vier, e digo pela minha presidenta que vai tomar posse no dia 1º de janeiro: ela vai ser igual ou melhor do que qualquer um de nós aqui, porque ela tem, em sua origem, um sonho de conquista da democracia".

Em seu discurso, Lula anunciou que vai ser criado um fundo de investimento específico para apoiar as atividades da Cúpula do Mercosul e promover maior atividade social. O presidente também ressaltou a importância da Universidade de Integração Latino-Americano (Unila). "Ela acabou de entrar em funcionamento bem aqui, em Foz do Iguaçu, em instalações cedidas pela Binacional Itaipu. Essa universidade reúne professores e alunos de toda a América Latina, dedicados a estudar os projetos de integração regional em seus mais variados aspectos", disse."

Lula foi escolhido o Brasileiro da Década, e Dilma a Brasileira do Ano de 2010

Presidente Lula foi escolhido personalidade da década pela Revista IstoÉ; Dilma Rousseff foi eleita a brasileira de 2010

Luiz Inácio Lula da Silva Brasileiro da Década



Lula é o personagem que melhor exemplifica a busca do brasileiro por um futuro melhor. Nascido no sertão nordestino, ele foi retirante, metalúrgico, sindicalista, candidato por quatro vezes e presidente da República por dois mandatos. Deixará o cargo tendo feito sua sucessora e com um dos maiores índices de aprovação da história do País. Neste ano, foi homenageado como brasileiro da década por ISTOÉ.

Dilma Rousseff Brasileira do Ano 2010



Eleita a primeira presidenta do Brasil, Dilma Rousseff foi homenageada como brasileira do ano. Sua atuação na política vem desde o período da ditadura militar, durante o qual se uniu a grupos estudantis que lutavam por liberdade de expressão. Escolhida pelo Presidente Lula após ser ministra da Casa Civil, recebeu mais de 50 milhões de votos no segundo turno das eleições presidenciais.

Lula explica sua popularidade de 87%


O Presidente Lula explicou hoje, durante aula de abertura da Universidade Aberta do Brasil, em Moçambique, como,conseguiu manter a alta popularidade no fim de seu mandato. "Não pensem que o presidente Lula tem muita popularidade porque fica no gabinete lendo o jornal e conversando com jornalista. A minha popularidade é resultado do meu trabalho, de viajar, de conversar com o povo, de não ter medo de discutir qualquer assunto, em qualquer momento", disse o presidente para cerca de 720 alunos dos três polos da universidade à distância que estavam sendo inaugurados em Maputo, capital de Moçambique.

Ao defender os projetos do governo que, segundo ele, mudaram o patamar da educação no Brasil, Lula, em discurso de improviso, defendeu a forte presença do Estado nas ações de benefício à sociedade. De acordo com o presidente, "somente o Estado" pode dar oportunidade para todos em relação à educação. Ele afirmou que seu governo está fazendo "uma verdadeira revolução" no País nesse setor, "sem pegar em uma arma, sem ferir um companheiro".

Lula defendeu a necessidade de integração entre os países do Hemisfério Sul, para que deixem de ser submissos aos do Norte ou que se sintam inferiorizados. "Como tivemos nossa cabeça colonizada durante séculos, aprendemos que somos seres inferiores e que qualquer um que enrola a língua é melhor do que nós. O que queremos agora é levantar a cabeça juntos e construir juntos um futuro em que o Sul não seja mais fraco do que o Norte, em que o Sul não seja dependente do Norte. Se nós acreditarmos em nós mesmos, podemos ser tão importantes quanto eles, tão sabidos quanto eles", afirmou.

O Presidente disse que como "o mundo não come minério de ferro ou chip, mas sim comida" - e terra e sol é o que mais existe na África e na América Latina -, os países do Norte dependerão dos do Sul "porque o cidadão com fome não consegue apertar uma tecla de celular". Por isso, prosseguiu, é preciso que acabe essa mentalidade de que "eles (Norte) tentam nos subvalorizar e nós aceitamos".

Ele afirmou que a inauguração desse curso à distância em Maputo era "um sonho" e que queria usar o exemplo para mostrar a países como França e Inglaterra, que colonizaram países na África, que eles podem ajudá-los. "Eles também podem introduzir a universidade aberta em países africanos e estamos mostrando o modelo."

Lula voltou a lembrar que apesar de nem ele, nem seu vice, José Alencar, terem feito curso universitário, eles foram os que mais construíram escolas técnicas e universidades, e brincou que gostaria de ter sido economista ou advogado, ironizando, em seguida, as duas profissões.

Comentou que economista, quando está na oposição, "tem ideia para tudo", mas, quando chega ao governo, "já não sabe tanto nem tem tantas ideias". Em seguida, brincou que advogado, por exemplo, sempre é solicitado para solucionar as mais diferentes situações e que ele "é tão importante que é quase como se fosse um representante de Deus".

O Presidente destacou que em seu governo os temas de interesse do País são sempre discutidos, sem decisões de cima para baixo e disse que só com estudo é possível conseguir subir na vida. Lula está em seu primeiro dia de visita oficial à Moçambique. O presidente ainda vai se encontrar com empresários e, à noite, deve se reunir com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, no Palácio da Ponta Vermelha. Amanhã decolará para Seul, na Coreia do Sul, para a reunião do G-20

O cara atinge 87% e bate recorde de popularidade


Lula encerra governo com 87% de aprovação, mostra CNI/Ibope.Índice de confiança sobre presidente chega a 81%, diz pesquisa

A aprovação ao governo do Presidente Lula atingiu novo recorde este mês, com avaliação ótima ou boa para 80% dos entrevistados, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje. Outros 4% consideram o governo como ruim ou péssimo. A aprovação pessoal de Lula também atingiu nível histórico de alta, com 87% dos entrevistados o avaliando positivamente, ante 10% que desaprovam o presidente. Na pesquisa anterior, divulgada em outubro, a aprovação ao governo Lula era de 77%, enquanto a aprovação pessoal ao presidente era de 85%.

A confiança dos brasileiros no presidente Lula retornou ao nível recorde, de 81%, depois de ter recuado para 76% na pesquisa de outubro. Segundo o levantamento CNI/Ibope anunciado hoje, o índice de confiança em Lula é maior na Região Nordeste, onde atinge 91%. A pesquisa divulgada hoje também fez uma comparação entre o primeiro e o segundo mandato do Presidente Lula. Para 44% o governo a partir de 2007 foi melhor do que o iniciado em 2003, enquanto 47% acham que o desempenho de Lula foi igual em ambos os períodos.

20 Ministros já foram confirmados para o governo Dilma


Em nota à imprensa, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, confirmou ontem, mais quatro integrantes de seu ministério:

- Relações Exteriores: Antônio Patriota;
- Ciência e Tecnologia: Aloizio Mercadante (PT/SP);
- Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Fernando Pimentel (PT/MG);
- ministro da Defesa: Nelson Jobim (PMDB/RS) continua;


Antônio Patriota é o atual secretário-geral do Itamaraty, significando que a política externa deve prosseguir na mesma linha.

Quem pensa que o ministério da Ciência e Tecnologia é prêmio de consolação para Aloízio Mercadante, está muito enganado. Terá trabalho como nunca teve. Dilma considera a área uma das mais prioritárias para o desenvolvimento e sabe a importância da inovação. Por isso vai querer dar mais um salto de qualidade, assim como fez Lula em seu governo, com o Ministro Sérgio Rezende. Mercadante é também professor Universitário e conhece bem o setor.

Fernando Pimentel é reconhecido como bom gestor quando foi prefeito de Belo Horizonte, e também terá muito trabalho para articular as políticas industriais em setores que enfrentam difícil competição com a guerra cambial que ocorre no mundo.

Nelson Jobim, tem sido o alvo preferido de nossos leitores, e é perfeitamente compreensível. Mas quem de fato seria um bom nome para o posto? Eu digo, alguém que goste de passar o dia de trabalho se interessando por relatórios militares, em reunião como comandantes, generais, almirantes e brigadeiros, atendendo os problemas de cada Força, dedicar-se a conhecer a indústria bélica e seus bastidores, as pesquisas dos institutos tecnológicos militares, estudar a geo-política militar estrangeira, discutir as questões sobre vigilância de fronteiras, operações de ajuda humanitária, operações de pacificação envolvendo segurança pública, como aconteceu no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, com todos seus prós e contras.

Com a Estratégia Nacional de Defesa, o ministério não é mais para "enrolar" como era na época de FHC. Tem metas executivas importantes para nação a serem cumpridas, como reequipar as Forças Armadas e fazer política industrial com a indústria bélica. Não dá certo colocar alguém que não tenha interesse pelo setor.

Não gostaríamos que colocassem um execdutivo de banco, de cartão de crédito, para cuidar do Bolsa-família. Da mesma forma os servidores militares precisam de alguém em seu ministério que tenha bom diálogo para ouvir os comandantes, estudar a fundo as questões e tomar decisões sensatas, com conhecimento de causa.

Poderia ser um militar no ministério, mas as 3 Forças Armadas tem resistido à idéia de ter um militar no posto, para não alterar o equilíbrio de poder entre as 3 forças. Além disso, um ministro civil funciona melhor como alguém a quem o presidente delega tarefas de mediar as demandas das Forças Armadas com as demais prioridades da nação, sobretudo porque todos ministros sérios tem bons projetos, que merecem mais verbas, mas é preciso encaixar o que é possível ser feito dentro no orçamento. Um ministro militar teria a mesma visão dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica, e levaria as demandas para ficar na mesa do presidente, que precisaria de um assessor para estudá-las, encaminhá-las e decidir. Ora, então esse assessor é o próprio ministro da defesa, um civil.

A gente não conhece a fundo tudo o que se passa nos bastidores, mas é um pouco óbvio que Jobim continua ministro não é por sua "simpatia", é porque atende à uma função, desde que continue cumprindo as diretrizes determinadas pelo presidente e pela futura presidenta. Se Lula o manteve, é porque cumpriu. E se Dilma o confirmou, é porque ela sabe o que ele fez durante estes anos no governo Lula.

Já foram confirmados 20 ministros, com os 16 já anunciados anteriormente:

- Fazenda: Guido Mantega (PT/SP);
- Planejamento: Miriam Belchior (PT/SP);
- Banco Central: Alexandre Tombini;
- Casa Civil: Antonio Palocci (PT/SP);
- Justiça: José Eduardo Cardozo (PT/SP);
- Secretaria-Geral da Presidência: Gilberto Carvalho (PT/SP);
- Das Comunicações: Paulo Bernardo (PT/PR);
- Dos Transportes: o senador Alfredo Nascimento (PR/AM) volta ao cargo;
- Da Pesca e Aquicultura: senadora Ideli Salvatti (PT/SC)
- De Direitos Humanos: deputada Maria do Rosário (PT/RS)
- De Comunicação Social: jornalista Helena Chagas;
- De Minas e Energia: senador Edison Lobão (PMDB/MA) retorna ao cargo;
- Da Agricultura: Wagner Rossi (PMDB/SP) continua;
- Da Previdência Social: senador Garibaldi Alves (PMDB/RN);
- Do Turismo: deputado Pedro Novais (PMDB/MA);
- Secretaria de Assuntos Estratégicos: ex-governador Moreira Franco (PMDB/RJ)

Também foi anunciado o chefe de Gabinete da presidenta da República: o geólogo Giles Carriconde Azevedo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A guerra das idéias & O enigma WikiLeaks


[Gravura de Jean Lagarrigue, 1971]
Chico Villela

vêm recebendo pouca atenção, como se fossem danos colaterais, e outros emergem em leves doses das revelações em cascata.

A expressão militar collateral damages, algo como ‘danos colaterais’, foi cunhada pelos estrategistas do Pentágono para identificar mortes além das essenciais, ou seja, de civis e inocentes além dos ‘inimigos naturais’, os militares ou ‘terroristas’ ou ‘insurgentes’ opostos aos propósitos do império. Aplica-se também para casos de destruição de escolas, hospitais, sistemas de água e energia, etc., como ocorreu em todo o Iraque. Na teoria da guerra imperial, só devem morrer os combatentes (mas, apesar da teoria, os aviões do império atiram bombas de variados calibres sobre áreas civis, e apenas no Iraque, por exemplo, as mortes de civis já somam mais de 1 milhão 400 mil).

Nos episódios mais recentes de liberação de informações classificadas pelo coletivo de ativistas WikiLeaks (Islândia, vídeo Collateral murder, Afeganistão, Iraque, cables, etc.) podem ser anotados alguns ‘danos colaterais’ que vêm recebendo pouca ou nenhuma atenção. A mídia grande acha-se mais voltada, conforme seus interesses, à divulgação seletiva de fatos e dados do que às análises que, fatalmente, levarão ao reconhecimento de sua culpa e impotência. Mas é sempre interessante ressaltar que são cerca de 250 mil cables, e até agora apenas uns poucos foram analisados pela mídia grande. Não se conhece a floresta ainda, apenas algumas árvores.

Uma guerra ecoa na mídia; outra guerra ecoa nas mentes. Numa situação em que não há muitas verdades a serem estabelecidas ou desvendadas, mas apenas se abre espaço para o exercício da reflexão, torna-se interessante apontar aspectos que, com ou sem intenção, vão se tornando clarezas reveladas.

PARTE I A GUERRA DAS IDÉIAS

“Quem nega a liberdade a outros não a merece (Lincoln)”

1. WikiLeaks existe e se fortalece porque a mídia grande atrelou-se ao poder e perdeu sua identidade fundamental, de meio para divulgação dos fatos sociais, políticos, econômicos etc. e vigilância sobre as ações de empresas, Estados e governos. É ilusório o argumento de que, para “ganhar credibilidade”, WikiLeaks teria sido forçado a recorrer às cinco fontes atuais de divulgação massiva dos cables diplomáticos do governo dos EUA, quatro jornais e uma revista. O contrário é verdadeiro: essa mídia grande vê sua credibilidade reforçada pela divulgação dos cables. Nas palavras do analista sociólogo Stephen Duncombe, colhidas em Carta Capital de 8/12, p. 71: “É tudo bem simples: o WikiLeaks não precisa do [The New York] Times; o Times é que precisa do WikiLeaks”.

Na década de 1970, o avatar dos Julian Assange atuais, o analista do Pentágono Daniel Ellsberg, revelou mais de 10 mil documentos (em metros cúbicos de papel: os chamados The Pentagon Papers) sobre a guerra do Vietnã que desmoralizaram as falsas propagandas do governo e desnudaram a realidade suja de uma das mais sujas guerras da História. Os jornais The New York Times e Washington Post bancaram a publicação e defenderam o autor das revelações em editorial.

Eram outros tempos. Ellsberg foi processado e absolvido: não havia crime, como hoje não há crime nas operações do WikiLeaks. Mas nos anos 2000 ambos os jornais, NYT e Post, por mais de um ano fizeram coro às falsas acusações do regime Cheney-Bush da existência de armas de destruição em massa nas mãos de Saddam Hussein e outras mentiras instrumentadas.

E o Washington Post hoje é apenas mais um porta-voz envergonhado da direita republicana que pede prisão, condenação e morte para Assange. Os tempos de NYT e Post viraram areia; agora é hora de WikiLeaks e internet. A liberdade de imprensa está viva na rede e em poucas mídias grandes contadas nas mãos.

2. O teor de boa parte dos despachos diplomáticos é absolutamente carente de profundidade de análise e mal arranha a superfície dos fatos. Há um mote no métier diplomático que reza: aquele que diz a verdade ou critica as políticas dos ilustres do governo acaba no exílio de uma embaixada sem expressão ou sentado a uma mesa de escritório, sem função nem poder. Em resumo: burocratas são mais apreciados que analistas, e devem saber dizer o que os donos do poder querem ouvir.

A maior parte dos despachos revelados até aqui pouco traz de novidade e profundidade. Autoridades dos EUA, como o secretário de Defesa, reconheceram isso, e o fato é preocupante. A vantagem, claro, é que colocam maciçamente, pela primeira vez, aos olhos do público as maquinações de bastidores dos poderes e dos governos.

Outro fator muito freqüente nos cables é a mentira e a análise enviesada. Apresentar a democracia e o governo turcos como “terroristas” é falsificação da qual talvez nem a Folha fosse capaz, mas a sandice foi cravada num cable. Além da mentira, é míope a visão: a Turquia ascende, mais democrática que nunca em toda a sua história, e hoje tem papel decisivo em muitas opções de políticas na região.

O ex-embaixador britânico Craig Murray, autor do livro antológico “Diplomacia Suja”, relata sua experiência, no Uzbequistão, de embaixador mais novo da história do seu país, aos 42 anos. Aspecto central dessa experiência é sua luta, repleta de perigos e ameaças, e o comportamento dos governos de seu país e dos EUA para polir e falsear a imagem de uma ditadura absolutamente corrupta e assassina com as tintas douradas de “aliado democrático preferencial” no Great Game eurasiático.

Uma das constatações de Murray é que o governo de Islam Karimov no Uzbequistão, apoiado por EUA e UK, é herdeiro das piores práticas da ex-União Soviética. A ironia da História sempre mostra a sua face. Murray é hoje ativista de direitos humanos, e seu livro é precioso para todos os que aspiram ao entendimento do funcionamento, real e sem retoques, da máquina diplomática de um governo. E também para leitores que queiram ver exemplos de coragem e dignidade na profissão e na vida. É precursor de Assange, e o defende com força em seu site.

3. Os valores apregoados de liberdade, democracia, direitos humanos e livre expressão são mera perfumaria aos olhos dos governos dos EUA. Adversários e inimigos recebem chumbo grosso no peito ou derretido nas veias, sejam ditaduras ou democracias. Já os amigos são tratados, já dizia vovó, a pão-de-ló. Ditaduras repressivas e sangrentas, como a egípcia de 30 anos, ou medievais, como a saudita, recebem tratamento ameno e benévolo, e nenhuma menção a seus desmandos e atroz selvageria. Israel, por exemplo, é um Estado composto por santos e bondosos democratas que só almejam o bem de palestinos desobedientes e atrevidos.

Mas os grandes inimigos Irã, China, Rússia e menores próximos, como Bolívia, Equador e Venezuela, são mostrados como o poço das negações de todos os valores que ‘balizam’ a mãe América. Por isso, o Irã é alvo de todas as campanhas internacionais de quase todas as mídias grandes do mundo. E os despachos diplomáticos ecoam essa realidade falsificada. Um exemplo simples: os EUA financiam, armam e treinam movimentos terroristas para mantê-los em combate contra o Irã em enfrentamentos, sabotagens, atentados etc. Isso não existe nos cables.

Outro exemplo é o do apedrejamento de condenados à morte, estigmatizado e alvo de campanhas internacionais permanentes. Mas nada se diz do enforcamento, do fuzilamento, da cadeira elétrica e da injeção letal, métodos de extermínio aplicados nos EUA indistintamente a homens e mulheres, tanto quanto na China e dezenas de países em vários continentes.

O rei da arcaica Arábia Saudita pediu a representantes do governo dos EUA o ataque ao Irã, para “cortar a cabeça da serpente”. (Ao menos um analista de respeito declarou que é mentira: a posição da Arábia Saudita seria de neutralidade.) Conforme a mídia grande, o que se teme é a ficção do “Irã nuclear”, negado até mesmo pelo relatório conjunto das 16 (!) agências de Inteligência dos EUA, de 2007, e que será reforçado por outro relatório de igual teor que se acha em iminente publicação: o Irã abandonou seu programa de armas nucleares em 2003.

O que o rei saudita teme, e os ditadores árabes e de países de grande presença muçulmana temem também, é uma revolução islâmica como a do Irã em 1979, que defenestrou o corrupto e violento xá Reza Pahlevi e sua realeza e instaurou a república islâmica do aiatolá Ruhollah Khomeini. A França fez o jogo em 1789; o Irã, em 1979; quase 200 anos os separam. As ditaduras temem é a revolução, não as armas nucleares fictícias iranianas. Por isso armam-se infinitamente, e por isso os EUA mantêm frotas e bases imensas na região: afinal, são fornecedores de petróleo ao império.

A tortura aparece, ou como de autoria dos agentes do governo dos EUA (Abu Ghraib, Guantánamo, Baghram, centros diversos pelo mundo), ou de agentes de governos aliados, como o iraquiano, o egípcio ou o israelense, aos quais os EUA fecham os olhos. Mas mesmo essas revelações ainda estão aquém do real: os EUA são hoje os maiores professores de tortura científica do mundo. Os fatos anulam o discurso embelezado de BHObama, de colocar ponto final na tortura. Impossível: a tortura hoje, para os EUA, e para muitos Estados pelo mundo afora, é uma ferramenta comum de governo e de combate ao “inimigo”.

E há, maciça e em permanente avanço, a caça aos ativistas e dissidentes no território dos EUA. A Lei Patriota do regime Cheney-Bush, de 2001, aboliu o milenar instituto do habeas corpus e permite ao Estado prender qualquer pessoa sem comunicação a ninguém e mantê-lo preso em local não identificado por quantos anos quiser. Em setembro deste ano, o FBI invadiu e fez varredura em residências e escritórios de pacifistas em Cleveland e Chicago e indiciou 14 deles. Agora o Departamento de Justiça prepara ampliação das leis repressivas.

O problema é a definição de “terrorista”: é o governo que a emite, e a partir daí qualquer pessoa ou organização que faça algum gesto por uma entidade ou grupo considerado “terrorista” torna-se inimigo combatente. Uma simples passeata pela paz pode levar um manifestante a mofar 15 anos na prisão; afinal, o país acha-se “em guerra contra a Al Qaeda”. O tema foi analisado nos quatro artigos da série “EUA: Rumo ao Estado fascista” (leia aqui: I, II, III, IV) postados nesta NovaE. Os direitos humanos políticos desaparecem do cenário da pseudodemocracia imperial.

4. Empresas agem como correia de transmissão das políticas governamentais e exercem o papel de censores e zeladores da “ordem” no lugar do Estado. O Guardian britânico, um dos jornais que publica os cables, traz hoje (10/12) uma lista das empresas e políticos que vêm agindo para sufocar WikiLeaks. Há empresas que atenderam a apelos de políticos, e outras sofreram pressões de governos e autoridades. Todas alegam, em coro, que “não podem colaborar com ações ilegais”. Mentira para a torcida: a atividade do WikiLeaks é absolutamente legal. Se alguém cometeu crime segundo as leis dos EUA foram os denunciantes. Há exceções: a empresa suíça Switch abrigou o registro WikiLeaks.ch, após seu fechamento por 6 horas pela Amazon, e não aceita pressões para sua eliminação.

Mastercard e Visa agridem WikiLeaks e retiram seu apoio, sem que nada ilegal esteja em jogo. Mas quem quiser comprar livros e bugigangas da organização racista de extrema-direita Ku Klux Klan, à margem da lei, e contribuir para as atividades da sua nova denominação, que fique à vontade: as duas empresas de cartões acham-se a seu serviço. E nada é oculto: a KKK proclama sua nova denominação. Nada mais cristalino: WikiLeaks, legal, “de esquerda”, não; Ku Klux Klan, ilegal, de extrema-direita, sim. A guerra das idéias nunca foi tão escancarada e evidente.

A atuação de WikilLeaks é legal a tal ponto que o ministro da Justiça de BHObama Eric Holder colocou um exército de funcionários em ação para encontrar brechas na legislação que permitissem prender Assange e silenciar WikiLeaks. Detalhe: até agora, acharam uma lei anti-espionagem, bichada e esquecida, de 1917. Mais um pouco e chegam ao Gênesis.

5. O tom geral do discurso dos governos em nada difere do tom da extrema-direita. Uma declaração do senador euamericano Joe Lieberman pode ser colocada na boca do secretário de Defesa Robert Gates (que vem do regime Cheney-Bush) ou da neofascista secretária Hillary Clinton: todos falam a mesma novilíngua da repressão. A balela de “colocar as tropas e funcionários em perigo” com a divulgação dos registros de guerra e cables é acompanhada por pedidos de fechamento de WikiLeaks e sites semelhantes e de prisão e mesmo de morte de Assange por “traição” e “espionagem”. A inclinação é apertar a censura na internet e estabelecer controles de suas manifestações. A censura e a repressão aos dissidentes aparecem aos olhos do governo dos EUA como atividade normal e “patriótica” das empresas e autoridades.

Não só lá, mas em muitos países: o ministro francês da Indústria Eric Besson, por exemplo, ameaçou as empresas de internet do país com “conseqüências” caso insistissem em colaborar para manter WikiLeaks no ar.

6. A peneira é maior do que BHObama desejaria, e seus furos tendem a aumentar. Opera junto às forças armadas e à polícia política dos EUA (talvez seja melhor dizer as polícias políticas), bem como a muitos órgãos de governo, um imenso sistema de informação ao qual centenas de milhares de pessoas têm acesso em graus variados. A ampla e generalizada terceirização do Pentágono coloca ao alcance de centenas de milhares de civis acessos a documentos e relatórios sensíveis sobre atividades governamentais e de Inteligência.

Com o acirramento da barbárie nas várias guerras e golpes patrocinados pelos EUA ao redor do mundo (Iraque, Afeganistão, Iêmen, Sudão, Paquistão, Filipinas, Honduras, etc.), cada vez mais pessoas opõem-se às práticas e políticas imperiais e passam ao seu combate. WikiLeaks e outras iniciativas similares constituem, assim, desaguadouro natural para as revelações.

7. A guerra imperial é hoje atividade terceirizada até em combates. Os registros liberados, principalmente de Afeganistão e Iraque, mostram que todas as atividades do dia a dia das forças em guerra são terceirizadas ao máximo, e que essa terceirização chega até mesmo aos combates. A presença de dezenas de milhares de mercenários transforma a guerra em empreendimento no qual, quanto mais se avança, mais se lucra. O mote geral hoje é de a guerra não propiciar futuros negócios; a guerra é em si o grande negócio. No Paquistão, por exemplo, muitas das ações encobertas (covert operations) são realizadas por mercenários contratados, que livram, assim, o Pentágono de acusações de difícil defesa.

8. As operações encobertas aparecem à luz da informação. Nunca reconhecidas oficialmente, as operações encobertas (covert operations; veja aqui um dos muitos exemplos) abrem-se para a luz do dia e saem das tocas do anonimato para as páginas centrais da mídia grande e o conhecimento de governos. Os mais de 50 mil civis e militares dedicados às covert operations que agem em todo o mundo passam a integrar a realidade dos relatos da guerra, que ganha, assim, novo sentido. E governos, mesmo alguns aliados, passam a poder precaver-se contra golpes sujos e manobras pouco amistosas das tropas secretas dos EUA, que constituem parte normal de sua estratégia de hegemonia global. O Paquistão, por exemplo, já deve ter acumulado vastíssima experiência desse cenário.

PARTE II O ENIGMA WIKILEAKS

“A mensagem é simples: Liberdade de expressão”(Anônimos)

9. A guerra da liberdade de expressão na internet tem ao menos dois exércitos, e o exército dos cidadãos vem mostrando seu poderio. As empresas que retiraram apoio à veiculação dos cables e à coleta de doações voluntárias a WikiLeaks de todo o mundo foram duramente atacadas por hackers, e algumas chegaram a sair do ar por horas. Tudo indica que um pensamento libertário preside essas ações: se empresas podem nos retirar do ar, nós também podemos retirar essas empresas do ar.

A recente Operação Payback IRC, coordenada por um coletivo anarquista mundial autodenominado Anônimos (leia o manifesto, em espanhol), realizou ataques contra empresas entre as quais Visa, MasterCard, Amazon e PayPal, em razão de seu bloqueio à coleta de doações para WikiLeaks.

Um servidor suíço que retirou WikiLeaks do ar e um banco do país que congelou o fundo de defesa de Assange tiveram todos os sites que abrigam fechados temporariamente. A técnica do Anônimos nesses casos, resumida na sigla DDoS (da qual o próprio WikiLeaks foi vítima), consiste em inundar o site ou portal atacado com solicitações, a ponto de sufocá-lo e obrigá-lo a fechar.

Grupos se formam em todo o mundo e saem em manifestações pela liberdade de Assange e pela rede livre. Movimentos amplos se solidificam rapidamente, favorecidos exatamente pela comunicação instantânea na rede. No comentário do analista Mike Ludwig, que acompanhou os ataques do Anônimos, “conversas revelavam a natureza caótica e descentralizada do Anônimos. [...] intervenções vieram de Alemanha, Coréia, Holanda e Estados Unidos”.

Qualquer semelhança com as guerrilhas contemporâneas sem hierarquias rígidas e a atuação de organizações descentralizadas e autônomas como o MST brasileiro não é mera coincidência. Ludwig complementa: “Outros simplesmente deixaram claro que não há lugar para líderes na ciberanarquia”. Várias entidades associadas do Partido Pirata em alguns países têm-se declarado incomodadas pela virulência dos meios do Anônimos. Parece que a perspectiva de tornar-se partido eleito e parte do jogo político torna seus membros um tanto conservadores.

10. Muitas vozes, em análises e comentários sobre WikiLeaks e Assange, favoráveis e discordantes, levantam-se com veemência. Um fato da mídia internet que ganha atenção de todo o planeta, desencadeia reações violentas de muitos governos e autoridades, afeta o jogo das relações entre alguns países, atinge fundo líderes de expressão, favorece a reorganização de forças políticas e promete ficar no ar por anos sem fim naturalmente causa comoção e suscita defesas e oposições apaixonadas. Alinham-se a seguir alguns desses comentários e análises.

Joshua Holland, escritor, editor de Alternet e ativista, com base em ensaios de Assange, pergunta-se se não era exatamente isso o que Julian Assange queria. “Assange é um anarquista cujo objetivo é provocar uma hiper-reação da parte do Estado que irá expor sua natureza autoritária, torná-la um espasmo de paranóia interior e, ao final, paralisar seu funcionamento”.

Holland chama atenção para o fato de a maior parte dos debates sobre WikiLeaks ser inconseqüente. A essência do que WiliLeaks faz em nada difere de qualquer outra mídia que coloca seus jornalistas atrás de furos e notícias. “Todo dia jornalistas tentam induzir pessoas informadas a liberar informação confidencial e então e em cada dia eles publicam aquela informação. Isso é o coração da reportagem”. Para Holland, a única pergunta cabível é: Wikileaks viola a lei? A resposta unânime de especialistas é não.

Segundo a agência Reuters, a lei só cobre casos de exposição de nomes de agentes da Inteligência e informação classificada relativa a armas nucleares e espionagem eletrônica. [O regime Cheney-Bush praticou espionagem eletrônica de e-mails e telefones de milhões de cidadãos durante anos, e o governo BHObama manteve a prática. São ambos passíveis de dura condenação pelas leis vigentes.]

O blog Antimperialista (textos e vídeos) apresenta uma rodada de debates da TV venezuelana TeleSur com críticos das revelações de WikiLeaks. O professor acadêmico, escritor e analista de política internacional James Petras afirma que até agora WikiLeaks simplesmente apresenta cables que escondem mais do que revelam sobre as práticas dos EUA, a exemplo das práticas de grupos assassinos israelenses em colaboração com a CIA. Lamenta que os cables nada revelem sobre o apoio dos EUA a grupos terroristas que operam no Irã. E que os ataques a líderes como Berlusconi e Merkel são “pessoais, e não políticos”. Não sabe se são “invenções” ou “provocações”; são “superficiais” e ausentes “dos verdadeiros problemas dos EUA com esses países”.

O respeitado analista e criador de site político Wayne Madsen afirma que “as acusações dos documentos são legítimas”, mas que pode haver “questões manipuladas”, e que é preciso investigar se os documentos “foram selecionados para beneficiar alguns países e prejudicar outros”, em particular Israel, que vem sendo “muito beneficiado”.

Madsen anota em seu site: “Último release selecionado de WikiLeaks aponta para o Nepal como rota de trânsito para terroristas em direção à Índia. Os releases de WikiLeaks parecem cada vez mais uma operação Mossad [serviço de inteligência de Israel] – RAW indiano. Israel e, não em menor grau, Índia são beneficiados pelas revelações”. Apela por pesquisa para se saber “de onde vem o financiamento para WikiLeaks” e “quem está na verdade por trás de WikiLeaks”.

O analista internacional Bassem Tajeldine assegura que os EUA filtraram a informação de WikiLeaks e que os democratas foram beneficiados acima dos republicanos. Interroga sobre a ausência de casos delicados como o 11 de setembro e sobre as armas nucleares de Israel.

O correspondente da TeleSur no Oriente Médio afirma que a acusação contra a Arábia Saudita de querer guerra contra o Irã é falsa e contraria sua posição de neutralidade. Cita o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, para quem os papéis têm objetivo de criar caos entre os países da região e prejudicar o Irã.

Na sequência do blog Antimperialista, após os vídeos, o título da matéria é ilustrativo: “WikiLeaks a serviço da cyberguerra do Império”. O início: “Para muitos, vai ficando cada vez mais claro o papel desempenhado, em favor dos interesses geoestratégicos do Império, pela página web WikiLeaks, supostamente dedicada a filtrar documentos de segurança nacional de vários Estados”.

O respeitado site Cryptome, dedicado desde 1997 a publicar dados sigilosos e documentos secretos, tem sérias dúvidas e pesadas acusações sobre as intenções e atitudes de Assange e WikiLeaks, e publicou em 6 de novembro 22 pontos de reflexão sobre o site de Assange e o mundo da informação de segurança. O ponto número 6 afirma: “A divulgação de iniciativas como WikiLeaks e agências de inteligência serve como engodo para dispersar a atenção a respeito de atividades mais ruinosas” (blackest activities).

Seu diretor, John Young, relata que manteve conversações com WikiLeaks em 2007 para juntar forças, mas não houve acordo. A rede BBC britânica entrevistou Young sobre WikiLeaks e outros temas.

Tradução livre de alguns trechos, com negritos meus: “BBC: Você acha que WikiLeaks vai conduzir a uma revolução na mídia? Young: Não. / BBC: O que pensa de WikiLeaks? Young: Uma operação de excelência. / BBC: O que há de errado com WikiLeaks? Young: Precisa ser suplementado por muitas outras fontes de informações proibidas para reduzir o direcionamento a que Wikileaks e outras fontes podem ser obrigadas, cooptadas por autoridades, ou ser desacreditadas por liberações orquestradas por seus oponentes com informação contaminada – um meio e um método comum das autoridades. Uma fonte singular não consegue dar conta e torna-se alvo fácil para a oposição.

As respostas às duas perguntas seguintes são essenciais para se entender o futuro dos tantos WikiLeaks que agora ainda espreguiçam: BBC: O que pensa de Wikileaks alojar-se num país que irá proteger o site contra derrubada? Young: Não existe lugar algum em que a derrubada não possa ocorrer. O sistema de distribuição da comunicação pode sempre ser bloqueado e os serviços, confiscados.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prefeitos buscam revisão de valores pactuados com Governo

Prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Juruena, que abrange os municípios de Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína e Juruena, estiveram reunidos com o governador Silval Barbosa, nesta segunda-feira (06), no Palácio Paiaguás, para solicitarem uma revisão dos valores pactuados com o Governo do Estado.

O prefeito de Juína e presidente do consórcio, Altir Antônio Peruzzo (PT), ao final da reunião, disse que o governador “foi solidário, até porque conhece as demandas da região”. Altir Peruzzo disse que o pedido de revisão dos valores pactuados deve-se ao aumento da demanda, bem como o reaparelhamento do Hospital Municipal de Juína, que é o hospital referência da região.

Também foi pedido o aparelhamento do atendimento móvel, ligado ao Samu e o atendimento 24 horas. Segundo ele, o governador disse que já está repensando o modelo e pediu prazo até janeiro, para voltar a sentar com os gestores municipais locais e até bater o martelo. “O governador achou pertinente, mas pediu um prazo para atender e os prefeitos saem satisfeitos porque abre uma porta de negociação”, finalizou.

Os prefeitos estiveram acompanhados pelo deputado estadual Ságuas Moraes. Tão logo comece a próxima gestão e seja nomeado um secretário para o órgão o governador voltará a discutir a repactuação dos repasses.


ASSESSORIA PARLAMENTAR DO DEPUTADO SÁGUAS MORAES

Prêmio Diretos Humanos: agraciados destacam importância do trabalho de Ságuas


“Onde Ságuas está ele promove Direitos Humanos”, a frase dita pela coronel Zózima Dias dos Santos Sales, coordenadora do Projeto Rede Cidadã, foi um reconhecimento à importância do Prêmio Estadual de Direitos Humanos Padre José Ten Cate e um reconhecimento ao idealizador da honraria, deputado Ságuas.

O deputado lembrou o trabalho dedicado do Padre Ten Cate, destacando que o Prêmio serve para que se continue a luta, agregando mais pessoas. “Assim teremos uma sociedade mais justa e fraterna”, destacou Ságuas.

A coordenadora do Sintep em Várzea Grande, Cida Cortez, sugeriu que o deputado também receba o Prêmio na próxima edição. “Ságuas merece esse prêmio por ser um homem sensível, pela sua nobreza de espírito e sua qualidade em tudo que realiza”.

A solenidade de entrega do Prêmio José Ten Cate foi marcada por muita emoção. A biografia do padre foi destacada durante todo o tempo. Uma pessa única, original, brilhante, dedicada e dedicada foram alguns dos adjetivos creditados a ele.

Conheça mais sobre todos os agraciados na noite de quinta-feira, 9 de dezembro de 2010, com o Prêmio Estadual de Direitos Humanos José Ten Cate:

CATEGORIA:

1. PERSONALIDADES

IN MEMORIAN – PREMIADA 2010: Irmã DINEVA VANUZZI - “Nosso trabalho está escrito no coração de Deus”- Ir. Dineva.

Esta frase resume o trabalho de irmã Dineva, falecida no dia 2 de novembro de 2010, aos 73 anos de idade, na cidade de Porto Alegre - RS. Religiosa da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso, filiada ao Partido dos Trabalhadores, dedicou sua vida e missão à defesa do povo sofrido com profunda e profética intensidade. Participou da organização e fortalecimento de diversos movimentos sociais de nosso Estado, foi fundadora do Movimento Meninos e Meninas de Rua (1983). Irmã Dineva foi defensora incansável dos direitos humanos das crianças e adolescentes, em especial daquelas em situação de vulnerabilidade social, defensora do Direito à Terra, à Moradia, do Direito à Vida digna, pela sua denúncia corajosa dos abusos cometidos por diversos agentes, inclusive do estado, foi ameaçada de morte, mas nunca desistiu, mulher corajosa e destemida levantou sua voz em defesa do povo lutador que tanto amava.

Representantes: Irmã ANADIR VIRGINIA DOS SANTOS e Irmã MARIA MARLENE ARAÚJO LUZ

PREMIADO 2010:

Sr. DAMIÃO PARADZANE – Cacique Xavante da Terra indígena Marãiwatséde - “O Cacique Damião, da região de São Félix do Araguaia, é a principal referência da luta pelo retorno do seu povo para sua terra tradicional. O cacique Damião, pela sua atitude de denúncia dos abusos e injustiças contra seu povo, tem recebido muitas ameaças, inclusive de morte. Ele é para a luta dos povos indígenas um ícone da defesa dos direitos humanos a partir do direito territorial, é também símbolo de resistência de vários povos que ainda sofrem por estarem fora dos seus territórios tradicionais que tem sido invadidos pelos mais diversos interesses”. Pela sua ação permanente em defesa do Direito dos Povos Indígenas à Preservação da suas Terras tradicionais, o Direito ao fortalecimento da sua cultura o Cacique Damião Paradzane é reconhecido com o Prêmio Padre José Ten Cate - 2010.

MENÇÕES HONROSAS - 2010

Sr. CLOVIS ARANTES - Professor do sistema EAD da UNIVAG, Licenciado em Educação Física pela UFMT, Mestre em Políticas Públicas em Educação pela Universidade de Brasília-UnB, Doutorando em Educação, sindicalista. Militante dos Movimentos Sociais de longa data tem contribuído com a formação e capacitação através do Programa de Saúde e Prevenção, Direitos Humanos, dentre outros, nas escolas de Mato Grosso. O compromisso e militância do professor Clovis Arantes tem sido decisivos para o resgate da cidadania da população LGBT, desvendando preconceitos, discriminações e combatendo práticas que atentam contra os direitos dessa população, promovendo junto à sociedade o respeito à diversidade social, sexual e cultural.

Sr. GENILTO ADENALDO NOGUEIRA - Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH/MT, servidor público de carreira, presta relevantes serviços ao Estado de Mato Grosso desde 1982. Seu trabalho dedicado ao serviço das comunidades urbanas e rurais tem sido reconhecido com o Título de Cidadão Comunitário e Moção de Congratulação pela defesa da Cidadania, outorgados pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Na presidência do Conselho desde 2009 teve a missão de rearticular essa importante instância de participação colegiada da Sociedade Civil. Em parceria com a Procuradoria Nacional do Cidadão, o Ministério Público Federal, Governo de Mato Grosso, o Conselho elaborou a Cartilha “TODOS TEM DIRIETO A TER DIREITOS”, a mesma vem sendo divulgada de forma intensiva junto às comunidades escolares, comunidades e os mais diversos espaços, promovendo a discussão e reflexão sobre os Direitos Humanos.

Representante: Manoel Almeida Nogueira – Filho do homenageado

Sr. INÁCIO JOSÉ WERNER - Nasceu em Itapiranga - Santa Catarina, chegou a Cuiabá em 1982, formado em Ciências Sociais pela UNIRONDON e especialista em Movimentos Sociais pela UFMG. Engajado nas lutas populares, Inácio Werner foi Agente de Pastoral da Paróquia do Rosário e da Comissão Pastoral da Terra, é um dos fundadores do Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade, é um dos articuladores para a realização do Grito dos Excluídos e da romaria dos Trabalhadores. Desde julho de 2003 trabalha no Centro Burnier Fé e Justiça, participa da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo - COETRAE e do Conselho Gestor do Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo - CEGEFETE. Sua árdua militância na defesa dos Direitos Humanos tem contribuído para a defesa da vida, o reconhecimento da dignidade dos povos marginalizados e animar permanentemente os Movimentos e organizações sociais de Mato Grosso.

Sr. JOSIAS OLIVEIRA DE SOUZA - Natural de Lavras de Lençóis - Bahia, chegou ao Mato Grosso na década de 60 no intuito de trabalhar no garimpo de diamantes, logo se envolveu no processo de organização dos garimpeiros e participou da fundação do Sindicato da categoria. Em 1972 chega a Várzea Grande e organiza o processo da primeira ocupação urbana na região da Grande Cristo Rei. Em 1990 participa da organização do Partido dos Trabalhadores - PT em Várzea Grande. É sócio fundador da Rádio Comunitária Alternativa Cristo Rei e do Centro de Direitos Humanos João Bosco Burnier. Com seus 80 anos de vida sempre trabalhando em prol do coletivo, participa dos movimentos sociais e da vida partidária, realiza e promove debates na comunidade sobre poder popular e direitos humanos.

Sra. Irmã MARIA DA PENHA ANDREON - Nascida na cidade de Castelo, no estado de Espírito Santo, foi seguir estudos no Rio de Janeiro, onde realizou seu noviciado. Professora, educadora popular, desenvolve incansável trabalho junto às crianças e adolescentes do município de Juina onde mora há mais de 06 anos, sempre dedicada às causas sociais realiza um brilhante trabalho na formação de lideranças para a promoção da cidadania e defesa dos Direitos Humanos.

Representante: João Batista Leite Gomes - Presidente da Câmara Municipal de Juina

Sra. SEBASTIANA PEREIRA ALVES - Mato-Grossense nascida no município de Chapada dos Guimarães, na área rural conhecida como Rio Manso, mora no bairro Carumbé em Cuiabá. A Sra. Sebastiana é mãe de 9 filhos e tem 19 netos, é servidora aposentada da Prefeitura de Cuiabá, membro da Legião de Maria e durante muito tempo foi voluntaria do Instituto Papa João XXIII. Presidenta do Grupo de Cururu e Siriri “CORAÇÃO CUIABANO”, composto por mais de 50 integrantes que ela reúne em sua casa para os ensaios e organização das apresentações. A Sra. Sebastiana Pereira Alves desenvolve um importante trabalho de resgate e preservação da cultura mato-grossense, promovendo o Direito Humano à cultura, contribuindo com o protagonismo e fortalecimento da cidadania dos artistas cuiabanos.

Sr. SEBASTIÃO MARQUES FERREIRA - Nasceu em São Gonçalo do Abaeté – MG, Licenciado e Bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso, foi professor de Geografia em Arenápolis e Várzea Grande, sindicalista comprometido. O Professor Sebastião sempre esteve presente nas lutas pelo Direito à Educação Pública de qualidade em nosso Estado, alimentando o sonho e a esperança de uma vida mais digna e justa para todos e todas, acreditando e exercendo o diálogo democrático nas suas ações e no seu estilo de vida.

Sr. VILSON PEDRO NERY - Advogado, pós- graduado em Direito Público pela Universidade Cândido Mendes, em Ciências Jurídicas pela Universidade de Mato Grosso – UNEMAT, Pós-graduando em Direito Eleitoral pelo ICE. Vilson Nery realiza Assessoria Jurídica para diversas Rádios Comunitárias e para o Sindicato de radialistas de Mato Grosso, tendo sido membro fundador da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – ABRAÇO, é militante e assessor jurídico do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE, desenvolve também atividades Pro Bono junto a Associações de Moradores de diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande nos processos de regularização fundiária.

Sra. Tenente. Coronel ZÓZIMA DIAS DOS SANTOS SALES - Nascida no município de Nortelândia- MT, realizou sua formação acadêmica na Escola de Formação de Oficiais, no Rio de Janeiro, Pós- graduada em Gestão Organizacional de Segurança Pública pela UNEMAT, é membro do Comitê Estadual de Combate ao abuso e exploração de Crianças e adolescentes e do Conselho Estadual Antidrogas. È coordenadora do Projeto Rede Cidadã da SEJUSP que desenvolve um importante trabalho com crianças, adolescentes e jovens dos bairros de Cuiabá, próximos à região Planalto, resgatando a cidadania, a prevenção da violência doméstica e familiar, preocupando-se com prevenção antidrogas, garantindo atividades educativas, de geração de renda, cultura, esporte e lazer que incluem também as famílias das pessoas que participam do Projeto e a comunidade em geral.

2. ORGANIZAÇÕES SOCIAIS:

PREMIO 2010: ASSOCIAÇÃO BIOENERGÉTICA DE MATO GROSSO – ABEM / BIO-SAÚDE.


O início dos trabalhos da Associação se remonta ao ano de 1993, quando o Padre Renato Roque Barth chegou da Nicaragua, acompanhado de Urânia Robleto, para ministrar os primeiros 13 cursos do Método Bioenergético no Brasil, para um total de 700 pessoas. O método que emprega o uso de plantas medicinais se espalhou rápidamente e desde então tem realizado mais de tres milhões de atendimentos em diversos países da América Latina, África e países do continente europeu, garantindo o Direito Humano à Saúde, em especial das populações mais empobrecidas dos países em desenvolvimento. A ABEM é integrante, junto com outras 09 associações estaduais, da Associação Brasileira de Saúde Popular - ABRASP.

Representante: Padre Renato Roque Barth - integrante da ABEM – BioSaúde.

MENÇÕES HONROSAS - 2010

ASSOCIAÇÃO DE ESPINHA BÍFIDA DE MATO GROSSO - AEB/MT - Foi criada em 07 de fevereiro de 2004, a partir da luta de uma mãe Maria Dalva e um pai Elemar Maehler (em memória), pais de Luciano Matheus, que nasceu com espinha bífida. Perceberam que não era apenas sua família que tinha dificuldades para administrar as seqüelas dessa doença, mas muitas famílias que precisavam de informação, suporte médico e possibilidades de inserção social e econômica que lhes permitisse melhor atender aos seus filhos e filhas atingidos por esta patologia. A AEB/MT é uma entidade sem fins lucrativos, auto-gestionária, com o principal objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com espinha bífida no contexto familiar e social, bem como fazer prevenção da patologia, garantindo o Direito a uma vida digna dessas pessoas e das suas famílias.

Presidente: Sra. Maria Dalva Albert Maehler

ASSOCIAÇÃO MT MAMMA - AMIGOS DO PEITO - É uma Associação que surge em 03 de março de 2009, com a finalidade de auxiliar às pessoas portadoras de câncer de mama, promover programas educativos, prestar atendimento psicossocial, capacitar voluntários, entre outras ações. A Associação realiza seus trabalhos a partir de trabalho voluntário e realiza uma série de atividades para a sua. No mês de outubro promoveu a Campanha “Outubro Rosa”, movimento mundialmente conhecido pelo laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e a conscientização da população sobre a prevenção e enfrentamento da doença. A intensa dedicação dos associados do MT Mamma garante o direito humano à saúde não apenas das pessoas que participam das suas ações, mas de toda a população mato-grossense. Presidente: Sra. Gisele Auxiliadora de Almeida Rios

CENTRO DE ESTUDOS BÍBLICOS DE MATO GROSSO - CEBI/MT - Foi fundado em 1983 em Mato Grosso, está vinculado a uma articulação nacional constituída em julho de 1979. O CEBI é uma Associação ecumênica sem fins lucrativos, formada por homens e mulheres de diversas denominações cristãs, reunidos com o propósito de, a partir de uma leitura popular da Bíblia, desenvolver uma formação de lideranças que promovem e defendem a vida, tendo em vista da construção de uma sociedade mais justa e fraterna, trabalhando para o surgimento de uma nova consciência de cidadania e de direitos.

Coordenadora do CEBI/MT: Sra. Rosa Maria Werner

GRUPO LIVRE-MENTE: Conscientização e Direitos Humanos LGBT - Organização não governamental, criada há mais de 15 anos em Mato Grosso, seu trabalho tem por finalidade garantir os Direitos Humanos da Comunidade Homossexual, é filiada à Associação Brasileira LGBT. O principal objetivo dessa entidade é lutar parar garantir que a constituição brasileira seja respeitada em seu 5º artigo, quando assinala que os direitos são iguais para todos, para todas perante a lei, sem discriminação de nenhum tipo. Nos últimos anos tem sido a maior bandeira da organização desenvolver uma série de ações para efetivar parcerias que garantam a construção de políticas públicas que permitam o pleno exercício da cidadania para toda a população.

Presidente: Sr. Alexsanders Virgulino da Silva

REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ – RECID/MT - “É uma articulação de diversos atores sociais, entidades e movimentos populares do Brasil que assumem solidariamente a missão de realizar um processo sistemático de sensibilização, mobilização e educação popular da população, principalmente de grupos vulneráveis econômica e socialmente (indígenas, negros, jovens, LGBT, mulheres, etc.), promovendo o diálogo e a participação ativa na superação da miséria, afirmando um Projeto Popular, democrático e soberano de Nação”. Em nosso Estado a RECID atua desde 2003, tem desenvolvido uma série de atividades educativas para formação de lideranças, desempenhando também um significativo papel na articulação de movimentos sociais e comunidades, visando a promoção dos Direitos Humanos.

Representantes: Sra. Lorena Sanchez Gonzáles e Sra. Antonina Cajango de Oliveira - Educadoras Populares.

3. AÇÕES E EXPERIÊNCIAS:

PREMIO 2010: PROJETO “ATIVOS DAS MULHERES” - REDE MULHER DE EDUCAÇÃO – RME / NUEPOM


O Projeto é desenvolvido por educadoras da Rede Mulher de Educação e objetiva, a partir de diversas atividades, oficinas e vivencias, o reconhecimento e a valorização dos ativos das mulheres (capital humano, social, político, cultural) e o seu empoderamento pessoal e coletivo. Em Mato Grosso o Projeto Ativos das Mulheres é desenvolvido pela Rede Mulher, o Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero – NUEPOM/UFMT e diversas parceiras.

Desde o ano de 2005 o Projeto está sendo desenvolvido com as mulheres albergadas na Casa de Amparo às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica “Celcita Pinheiro”, no município de Cuiabá, no sentido de fortalecer a defesa dos direitos humanos das mulheres a uma vida sem violência, seu direito a qualificação e autonomia financeira, inclusão social e afirmação do protagonismo feminino.

Representante: Sra. Maria Aparecida Cotti Silva – Educadora da Rede Mulher e integrante do NUEPOM/UFMT

Assessoria de Imprensa

Ságuas entrega Títulos de Cidadão para 14 personalidades


A solenidade, requerida pelo deputado estadual Ságuas Moraes (PT), aconteceu no Plenário das Deliberações Renê Barbour

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso entregou na tarde desta segunda-feira (13/12) 14 Títulos de Cidadão Mato-Grossense a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso. A entrega foi feita durante uma Sessão Especial, requerida pelo deputado estadual Ságuas Moraes (PT), no Plenário das Deliberações Renê Barbour.

“Para nós, deputados, é importante ter cada vez mais esse reconhecimento valorizado, dando esta distinção aos homenageados. O que fica na nossa vida é o reconhecimento pelo nosso trabalho e temos muito que agradecer a estas pessoas que, hoje, recebem este Título ”, afirmou o parlamentar.

Na oportunidade, o Coral da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) cantou músicas natalinas. Também houve a execução da música “O Trem do Pantanal”, interpretada pelas artistas Silbene e Cláudia.

Em nome dos homenageados, o padre Guilhermo Morales Velásquez, da paróquia São João Batista, disse que estava comovido com o recebimento do Título e agradeceu pela solenidade.

“A igreja cumpriu um trabalho secular de evangelização e elevação do ser humano em algo superior e transcendente. Deus quer o homem alguém que corre em busca da verdade e da justiça e todos nós estamos nesta tarefa. Cheguei em 1958 e aprendi muito em Mato Grosso. Só tenho a agradecer”, destacou o pároco.

A atual secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, também recebeu o Título de Cidadão Mato-Grossense. Para ela, que é natural do município de Amargosa (BA), Mato Grosso é um estado muito acolhedor e, em sua opinião, o mais brasileiro de todos. “Mato Grosso permitiu que pra cá viesse todos e até pessoas de outros países. Se vim para cá é porque algo me atraiu e a nossa terra é aquela que escolhemos para viver. Devemos muito a todo o povo de Mato Grosso e hoje eu estou muito grata por me tornar definitivamente mato-grossense”, declarou.

Além deles, também receberam o Título:
Adelchi Francisco Poletto,
Antônio Carlos Ioris,
Afonso de Castro,
Daniel Silva Balaban,
Dom Derec John C. Byrne,
Fernando Haddad,
José Henrique Paim Fernandes,
Márcia Vialogo Cunha,
Néri José Tondello,
Renilda Peres de Lima e
Tiago Lippold Radunz
.

PRESENÇA
- Prestigiou o evento a secretária Extraordinária de Políticas Educacionais Flávia Maria de Barros Nogueira; a diretora de Assistência a Programas e Projetos Especiais do Fundo Nacional da Educação (FNDE), Renilda Peres de Lima; a vice-prefeita de Juína, Joselina Sousa; e o secretário adjunto de Governo José Carlos Carvalho, representando o prefeito de Cuiabá Chico Galindo.

SANDRA COSTA Secretaria de Comunicação

Feliz Aniversário Dilma Rousseff


O Blog Juína Vermelha (assim como o Blog da Dilma e muitos outros) parabeniza a nossa Dilma Rousseff pelos seus 63 anos de vida, de luta, de vitórias… Em 2010, Dilma venceu as forças do atraso, do preconceito e da mentira representado pelo tucano José Serra. Em 2011, Dilma vai ser a primeira mulher presidenta do Brasil. Que o dia 14 de dezembro, seja um dia repleto de bençãos e saúde! São os votos de todos os Blogueiros Dilmistas. Valeu Dilma Parabens e que Deus a Abençoe a cada momento de sua vida!(Banner criado por Lili Alegria).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Presidente Lula: “Eu gosto do cheiro do povo” Na TV Record



Lula se prepara para deixar o poder: “Eu vou voltar pro meio do povo”

Reportagem acompanha uma das últimas viagens de Lula como presidente

Enquanto se prepara para entregar a faixa presidencial a Dilma Rousseff, a ministra que ele indicou como candidata do PT à sua sucessão, no próximo dia 1° de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um balanço de seus oito anos no poder e diz que voltará a morar no mesmo local de onde saiu para se tornar o primeiro ex-operário a governar o país.

As declarações foram feitas em entrevista exclusiva concedida à repórter Adriana Araújo, que acompanhou o presidente de uma maneira inédita: foi a primeira vez que uma equipe de televisão viajou junto com a comitiva no avião presidencial. A equipe do programa Domingo Espetacular viajou com o presidente de Georgetown, capital da Guiana, ao Brasil, em um dos últimos compromissos dele fora do país antes do fim do mandato.

Na entrevista, que começou na capital da Guiana, o presidente Lula fez um balanço positivo do seu governo. Ainda no hotel, ele falou da emoção de ter sido eleito presidente da República e do seu primeiro encontro com os líderes mundiais e comentou a declaração de que ele era “o cara”, feita pelo presidente americano Barak Obama.

- Ele só disse que eu era o cara porque ele não conhecia o povo brasileiro, se ele conhecesse, ele diria: ele só é o cara porque tem aqui 190 milhões de caras.

Já no avião, apelidado de Aerolula, o presidente conta que está fazendo um regime para que, no dia da entrega do mandato, possa usar o mesmo terno que usou em sua posse, em 2003.

Lembrando as inúmeras vezes em que quebrou o protocolo e driblou os esquemas de segurança para atender pessoas que chamavam seu nome, o presidente diz que isso é uma característica sua e define seus planos para quando deixar o poder.

- Eu sei que eu dei problema pro meu pessoal de protocolo, eu sei que eu dei problema pro meu pessoal da segurança. Eles ficavam horrorizados quando eu terminava, saía do palanque e descia lá pra abraçar o povo. Eu sabia da onde eu tinha vindo, eu sabia da minha origem, e eu sabia pra onde eu vou voltar. Eu vou voltar pro meio desse povo, eu vou voltar a morar a 600 metros do sindicato que me criou na política

O presidente também reclamou das críticas que recebeu por ter gasto R$ 90 milhões na compra do avião, admitiu que é chorão, e se emocionou com o povo na parada feita em Manaus para inaugurar um conjunto habitacional. Sobre como se sente tão próximo da transição do governo, ele comemora.

- O coração tá bem, haverá uma alegria extraordinária a gente estar dando posse à primeira mulher presidente da república.

Presidente Lula: “Eu gosto do cheiro do povo” Na TV Record

http://noticias.r7.com/videos/domingo-espetacular-acompanha-viagem-de-lula-e-mostra-aviao-presidencial/idmedia/c53ff1752a23d786019850023c3c830c.html

KLIK NO TÍTULO E ASSISTA A REPORTAGEM DA TV RECORD

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lula é aplaudido de pé por chefes de estados íbero-americanos


Durante a 20ª Cúpula Ibero-Americana, realizada na cidade argentina de Mar de Plata, ao ser homenageado pela anfitriã do encontro - a presidente Cristina Kirchner - o presidente Lula foi aplaudido de pé pelos outros líderes, como o rei da Espanha, Juan Carlos, e os presidentes do Peru, Alan García, e do Equador, Rafael Correa.

Foi sua despedida das reuniões internacionais, e o presidente improvisou em seu discurso e se emocionou:

Não sou bom de despedidas, mas construí com vocês uma coisa nova na América Latina. Já não somos tratados como menores. Não vemos mais as pessoas brigarem por um trabalhador sem diploma universitário ter sido eleito no Brasil. Já não vemos mais brigas porque um índio foi eleito na Bolívia....

... Eu sou um político latino-americano, não vou deixar a política. Vou ter mais tempo para viajar, quero discutir política e os partidos”, afirmou Lula, com olhos marejados.

“Me esperem”, completou, ao dizer que vai continuar viajando pela América Latina
.

Lula afirmou ainda que as mulheres também passaram a ocupar, nos últimos tempos, maior espaço no mundo da política, numa referencia à presidente argentina e a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff.

“Os homens que se cuidem porque as mulheres estão ocupando cada vez mais espaços. Logo, logo, os homens serão minoria aqui nessa mesa.”

Torturador

“Dilma é uma mulher que foi militante de esquerda, que foi acusada de guerrilheira, que ficou presa três anos e meio e foi torturada. O que me dá orgulho é saber que agora o torturador dela, se estiver vivo, estará sofrendo mais do que ela, sem que ela tenha feito nada para ele sofrer. É apenas o remorso de quem torturou uma jovem que queria democracia no Brasil”, afirmou o presidente.

No discurso, improvisado, Lula afirmou que a democracia na região está consolidada, mas é preciso estar alertas para que sejam evitadas crises como a que o Equador viveu recentemente.

Na ocasião, o presidente Rafael Correa disse ter sido alvo de uma tentativa de golpe liderada por policiais.

“Em 2005 eu fui vitima da mais sórdida campanha. O objetivo era enfraquecer o governo, para provar que um trabalhador não podia governar”, afirmou.

Ao falar sobre o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner (que morreu em outubro), Lula disse que “o corpo vai, mas as idéias ficam”.

Lula disse que o Brasil vai continuar no mesmo caminho da política externa de maior integração com os países da América Latina. E agradeceu “do fundo do coração a todos os companheiros e companheiras” porque aprendeu muito.

Na homenagem a Lula, Cristina disse que ele “nunca deixará a política” e que ele é um homem de convicções. Cristina lhe entregou uma réplica em ferro de uma foto de Lula e de Kirchner abraçados. (Com informações da BBC Brasil)

Democracia na América Latina está consolidada, mas é preciso ficar alerta


Presidente Lula em sua intervenção na sessão plenária da XX Cúpula Ibero-Americana realizada em Mar del Plata, na Argentina.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Apesar de todas as campanhas feitas nos últimos anos para enfraquecer os governos dos países latino-americanos, a democracia na região está consolidada e a América Latina já não é tratada no mundo como se fosse menor, enalteceu o presidente Lula em discurso feito na sessão plenária da XX Cúpula Ibero-Americana realizada neste sábado em Mar del Plata, na Argentina. Mas Lula alertou: é preciso ficar alerta para não permitir que aconteça o que tentou-se fazer no Equador em setembro passado, quando o presidente Rafael Correa enfrentou uma violenta onda de insurreição por parte da polícia equatoriana, e também o que aconteceu no Brasil em 2005 quando, segundo Lula, houve “uma sórdida campanha que tinha como objetivo enfraquecer o governo para provar que um trabalhador não poderia governar”.

Nós estamos aprendendo a construir esse mundo extraordinário que se transformará numa grande nação. Acho que o exemplo que Kirchner deixa para nós é que o corpo se vai, mas as ideias não. Elas estão aí a adentrar na cabeça dos estudantes, dos trabalhadores, das mulheres, e dos companheiros presidentes.

Em suas duas intervenções durante a sessão plenária, Lula fez sua homenagem ao ex-presidente argentino Nestor Kirchner, morto em outubro passado, afirmando que ele é um dos responsáveis pela melhora nas relações Brasil-Argentina, bem como na mudança de comportamento dos empresários, diplomatas e governos de ambos os países. Para Lula, Kirchner foi fundamental para recuperar o Mercosul, derrotar a Alca na América do Sul e criar a Unasul. Era um conciliador, afirmou o presidente brasileiro, que recuperou a economia argentina e também a autoestima de seu povo.

Eu acho que da mesma forma que coube a mim recuperar a autoestima do povo brasileiro, voltar a fazer o povo brasileiro gostar do Brasil, eu acho que o Kirchner conseguiu fazer na Argentina. Era o Maradona no futebol e o Kirchner na política, era quase uma unanimidade, mesmo os que não gostavam tinham que respeitar a ousadia.

Lula reafirmou ainda a importância dos países latino-americanos atuarem mais em conjunto, mantendo estreitos laços políticos e comerciais, para fortalecer a região. Se o Brasil cresce, disse, os demais países do continente também crescem. É preciso fazer um esforço para explorar a totalidade do potencial que existe entre os países latino-americanos, afirmou. Como exemplo, citou a melhora nas relações econômicas entre Brasil e Argentina, que tinham uma balança comercial de apenas US$ 7 bilhões em 2003 e hoje têm de quase US$ 35 bilhões. “Hoje nós temos consciência o quanto a Argentina é importante para o Brasil, e a Argentina tem a consciencia de quanto o Brasil é importante para a Argentina”, frisou Lula.