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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Exposição de fotos dá início às atividades de 31 anos de fundação do PT

Lula no Estádio Municipal: aqui nasceu um presidente


Autor: Celso Jardim
Inaugurado em 1968, o estádio municipal de São Bernardo foi o principal palco do início da carreira política de Luiz Inácio Lula da Silva. Quando era líder sindical na cidade do ABC paulista, o ex-presidente fez inúmeros comícios no local, que ficava sempre lotado de metalúrgicos. Foi nessa época que o nome de Lula ganhou projeção nacional.


"O lugar do Lula é no meio do povo" Quem disse que ele ia direto pro camarote queimou a lingua

O maior evento liderado por Lula no estádio ocorreu em 13 de maio de 1979, naquela que é considerada a maior greve da história do Brasil. Aproximadamente 60 mil metalúrgicos pararam de trabalhar e estiveram no Primeiro de Maio para ouvir o líder sindical. Dez anos depois, aquele mesmo líder começaria a concorrer à Presidência do Brasil. Foram quatro tentativas até que fosse eleito em 2002 e ficasse no cargo até 2010.

“Aqui nasceu um presidente da República, aqui nasceu um movimento sindicalista que brigou muito pelo direito dos trabalhadores”, disse Lula, que recebeu uma placa em sua homenagem antes do jogo São Bernardo e Corinthians.

*Celso Jardim com G1

Livre para torcer, Lula volta ao 1º de Maio: ‘Aqui nasceu um presidente’


Com uma camisa metade São Bernardo e metade Corinthians, o ex-presidente Lula exibe sua carteirinha de sócio-torcedor do “Bernô”, apelido do time da cidade onde mora (Gustavo Tilio Globoesporte.com)

Autor: Jussara Seixas
Por Leandro Canônico São Bernardo do Campo, SP

“Fiquei muito tempo sem ir a um estádio, mas hoje me sinto livre para fazer o que eu quiser”
Lula
Não era um comício, mas sim uma partida de futebol. Mesmo assim, Luiz Inácio Lula da Silva foi o protagonista neste domingo, antes do duelo entre São Bernardo e Corinthians, pela quinta rodada do Paulistão. A convite da prefeitura da cidade do ABC paulista, o ex-presidente da República reinaugurou o estádio Primeiro de Maio, palco de muitos discursos do ex-sindicalista no final dos anos 70 e começo dos 80.

Cercado de seguranças e policiais militares (quase 300 foram convocados para a partida, além de um helicóptero sobrevoando a área), Lula esteve na nova ala do estádio, construída recentemente, pouco antes do apito inicial. Ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, do presidente do Corinthians, Andrés Sanches, e do mandatário do São Bernardo Futebol Clube, Luiz Fernando Teixeira, ele inaugurou a placa que simboliza a entrega da obra.

Além da construção de setor para imprensa e camarotes, a prefeitura de São Bernardo do Campo mandou instalar iluminação no estádio. Até pouco tempo, o local não recebia jogos à noite por conta da falta de refletores.


Lula no meio da arquibancada do estádio Primeiro de Maio (Foto: Gustavo Tilio Globoesporte.com)

- Aqui nasceu um presidente da República, aqui nasceu um movimento sindicalista que brigou muito pelo direito dos trabalhadores – disse Lula, que recebeu uma placa em sua homenagem.

Inaugurado em 1968, o estádio municipal foi o principal palco do início da carreira política de Luiz Inácio Lula da Silva. Quando era líder sindical na cidade do ABC paulista, o ex-presidente fez inúmeros comícios no local, que ficava sempre lotado de metalúrgicos. Foi nessa época que o nome de Lula ganhou projeção nacional.

O maior evento liderado por Lula no estádio ocorreu em 13 de maio de 1979, naquela que é considerada a maior greve da história do Brasil. Aproximadamente 60 mil metalúrgicos pararam de trabalhar e estiveram no Primeiro de Maio para ouvir o líder sindical. Dez anos depois, aquele mesmo líder começaria a concorrer à Presidência do Brasil. Foram quatro tentativas até que fosse eleito em 2002 e ficasse no cargo até 2010.

- Foi diferente entrar aqui. Quando eu vinha para a assembleia entrava no estádio dando palpite na vida do povo todo. O palanque era ali perto da trave (olha apontando para o gramado). A primeira assembleia foi em cima de uma mesinha, sem microfone, e o pessoal ia repetindo de ouvido em ouvido. Fizemos uma das greves mais importantes da história desse país.

Lula permaneceu no estádio depois da cerimônia para acompanhar o jogo. Morador da cidade e torcedor fanático do Corinthians, ele – vestindo uma camisa 13 (em alusão ao número do PT) metade São Bernardo metade Corinthians – ficou em cima do muro desta vez.

- Sou corintiano, mas vou torcer por um empate. Fiquei muito tempo sem ir a um estádio, mas hoje me sinto livre para fazer o que eu quiser. Posso fazer o que eu quiser da minha vida – disse o ex-presidente, que acertou o resultado, já que a partida acabou 2 a 2.


Lula ao lado do presidente corintiano, Andrés Sanches (Foto: Gustavo Tilio Globoesporte.com)

Que o time se prepare para a Libertadores para não repetir o fiasco de quarta”
Ao lado do presidente corintiano, Andrés Sanches, Lula ainda deu uma de torcedor corneteiro.

- E que o Corinthians se prepare melhor para a Libertadores para não repetir o fiasco da última quarta-feira (quando empatou em 0 a 0 com o Deportes Tolima no Pacaembu), não é, Andrés?

Na próxima quarta, o Timão volta a campo pela Libertadores. Se empatar em gols ou vencer o Tolima, na Colômbia, a equipe avança na competição. Derrota significará a eliminação precoce. Uma nova igualdade em 0 a 0 levará a decisão para o

Acadêmicos e escritores preparam vários livros sobe o “lulismo”


Autor: Jussara Seixas

O governo mal acabou, mas uma simples consulta a livrarias virtuais indica, até o momento, aproximadamente 50 livros lançados com o nome “Lula” no título – fora os demais, sem a menção direta. O número é significativo se comparado, por exemplo, aos cerca de 15 disponíveis on-line, a partir da mesma ferramenta, com “Fernando Henrique Cardoso” ou “FHC”.
Enquanto o ex-presidente tucano é o principal autor de suas obras – nesse caso, há mais de duas dezenas delas sendo oferecidas -, Lula não assina livro algum, mas sua história tem potencial para inspirar uma bibliografia jornalística e acadêmica ainda maior, especialmente a partir de agora, nesta fase de balanços e análises (talvez) menos polarizadas.

Um dos biógrafos mais ativos do Brasil, Fernando Morais não tem dúvida: “Lulinha dá um livraço”. Autor de clássicos como “Chatô, o Rei do Brasil” e “Olga”, Morais gostaria de escrever um livro com o mesmo fôlego desses sobre o ex-presidente. E ele não é o único com planos editoriais a respeito de Lula. O jornalista Kennedy Alencar prepara um dos livros mais aguardados sobre os oito anos do governo, a ser lançado pela Publifolha, no qual vai contar mais sobre os bastidores da vida palaciana. A pesquisadora Denise Paraná, autora de “Lula, o Filho do Brasil” (editora Fundação Perseu Abramo) – base do filme homônimo de Fábio Barreto -, também reuniu material para um novo livro, desta vez sobre a simbologia em torno do líder político.

O sociólogo Francisco de Oliveira planeja publicar no ano que vem “A Formação do Avesso: Predação de Classe e Trabalhos de Sísifo”, pela Boitempo. “Sempre começo pelo título”, diz. Seu objetivo é revisar a história brasileira, mostrando como o “lulismo” se encontraria na culminância de uma nova estratégia de dominação, iniciada há meio século, que se daria pelo avesso, ou seja, com a participação das próprias classes dominadas.

O fenômeno do lulismo é controverso, até por causa de seu ineditismo, aspecto com o qual concordam Oliveira e um dos seus principais interlocutores – e opositores – nesse debate, seu colega André Singer, porta-voz da Presidência até 2007. Também em 2012, Singer vai lançar um livro sobre o lulismo, que se baseará na tese de livre-docência que defenderá neste ano na Universidade de São Paulo (USP). “Quando comecei a fazer essa análise, estabeleci um diálogo com as hipóteses do professor Francisco de Oliveira”, afirma Singer. “Concordo com ele no sentido de que temos algo novo, mas não acho que seja às avessas, até porque a política que continua a ser executada contempla aspectos do programa original do Partido dos Trabalhadores [PT], como a inclusão social, apesar da incorporação de elementos que não estavam presentes inicialmente, de extração neoliberal.”

Toda a polêmica, de acordo com Fernando Morais, só faz apimentar uma virtual biografia. “É uma figura que merece algo mais exaustivo, acho que alguém vai fazer. Lula é adorado pela população, mas tem uma oposição dura. O Lula demonizado dá um sabor especial ao livro. Além disso, ele não é casmurro, o que ajuda o biógrafo. Este é um trabalho no qual eu tenho muito interesse e convivi bastante com o Lula.”

No momento, entretanto, Morais prefere deixar o projeto amadurecer: “Pedi, por meio de amigos comuns, para gravar com Lula uma meia dúzia de depoimentos longos, sobre passagens importantes do governo, mas ele disse para desistir, porque ou sairia abobrinha ou perderia amigos. A poeira na alma dele ainda não baixou. Um dia, se topar, torço para que chute a bola para o meu lado.”

Já o coordenador editorial da editora Fundação Perseu Abramo, Rogério Chaves, está mais otimista quanto à possibilidade de obter depoimentos do ex-presidente. A fundação tem entre seus propósitos contar a história do PT, e a ideia é preparar uma continuação do livro “Lula, o Filho do Brasil”, que tem apresentação de Antonio Candido e se concentra no período de formação do filho de dona Lindu. A editora negocia a contratação de um novo autor. “Queremos amadurecer a ideia com o próprio Lula”, conta Chaves. “A ideia é discutir menos o Lula como mito e sim como agente de um momento de grande mudança. Será necessário ter nessa edição a participação de uma pessoa com leitura política, que vá pegar também a fase do governo. Pensamos em aproveitar este ano, quando as informações estão mais recentes.”

Além disso, a editora da fundação iniciou, no ano passado, a publicação de coleções técnicas sobre os dois mandatos. Uma delas é “2003-2010: o Brasil em Transformação”, na qual serão lançados mais quatro volumes neste ano – sobre políticas sociais, direitos humanos, estatais e saúde.

A dificuldade de escrever sobre a trajetória do ex-presidente, segundo Denise Paraná, deve-se ao fato de Lula raramente dar depoimentos. “Até hoje, ele só deu depoimentos longos sobre a sua vida para a pesquisa que eu realizei. Foram muitos meses de entrevista, horas de conversa, no início dos anos 1990.” Ao longo desses anos, Denise travou amizade com a família de Lula e frequenta casamentos e festas de Natal dos irmãos e dos sobrinhos dele. Já coletou amplo material sobre a construção simbólica do personagem, no Brasil e no exterior.

“Não me interessam tanto o lado político partidário, as disputas ou o balanço do governo. Quero escrever sobre a visão de mundo dele, destacando os aspectos subjetivos, ideológicos, culturais. Há muitos anos, eu tenho conversado com a família toda, observado como enfrentam as situações etc. Em “Lula, o Filho do Brasil”, eu já trabalhava por meio dessa corrente da psico-história”, diz.

No novo livro, vai analisar como Lula estaria contribuindo para o país se livrar do chamado “complexo de vira-lata”, termo cunhado por Nelson Rodrigues quando observava a seleção nacional jogando futebol com potências estrangeiras. Segundo Denise, o brasileiro está entre os cinco povos mais otimistas do mundo quanto à mobilidade social, e Lula seria um símbolo importante desse ânimo.

“Existem pessoas que conseguem ascender socialmente. Em geral, saem da classe social baixa e se adaptam à nova classe. Deixam um lugar para ocupar outro. Mas com o Lula foi diferente: ele ocupa os dois lugares. Ele tem orgulho de ser o incluído e ao mesmo tempo o orgulho de ser o superexcluído. Isso dá um nó na cabeça da elite. Lula constrói espaço novo, a partir da comunicação direta com a população. Do ponto de vista simbólico, ele quebra paradigmas e modelos o tempo todo.”

Em suas pesquisas no exterior, Denise chegou a se impressionar com a força do personagem, que chegaria a substituir Pelé como principal referência a respeito do país. “Muita gente que antes nem sabia onde fica o Brasil agora fala do país através da figura do Lula. É como se ele tivesse posto o Brasil no mapa-múndi.”

Mas Denise reconhece que se trata de figura controversa: “Há quem diga que ele pratica populismo de direita, enquanto outras pessoas afirmam que é completamente revolucionário. Eu ouvi isso na França. Mas não estou dizendo que tudo deu certo no governo. O fato é que há muita coisa para estudar a respeito desses últimos oito anos: foram infinitas e profundas as transformações.”

Boa parte do que diz poderia servir de subsídio a uma explicação do “lulismo”. De acordo com André Singer, a base do fenômeno, que se configurou claramente a partir da reeleição de 2006, se encontra nos estratos de mais baixa renda da população – sendo o Bolsa Família um ingrediente não desprezível nesse conjunto. “É uma camada da população com perspectiva de mudança de renda, mas pode ser considerada conservadora por querer essas mudanças sem ameaça à ordem estabelecida. O lulismo tem elementos carismáticos, sobretudo no Nordeste, mas é um movimento real da sociedade, democrático. Embora não formalizado, tem fôlego para durar muitos anos”, afirma.

Para Oliveira, sem entender o lulismo dificilmente se entende o Brasil de hoje: “Mesmo porque o lulismo nos devora”. Em sua opinião, Lula é um ilusionista: “Ele tira coelho da cartola o tempo todo. Não é o escravismo ou o patrimonialismo que explicam o atraso atual. Não se trata de uma herança de 500 anos. No livro, vou fazer a revisão da história para mostrar como essa formação do avesso se refere aos últimos 50 anos, a uma escolha das camadas dominantes. Houve uma opção pelo atraso. Cria-se a pobreza, que não é brasileira, como forma de controle e dominação. Lula tira benefício disso. Seu governo foi a culminância desse processo. Não houve avanço institucional nestes oito anos. Assim como as classes dominantes, Lula dança sobre a miséria para construir a sua popularidade.”

O Brasil vive uma “falsa euforia”, diz Oliveira. “Sobraram para o país os produtos baratos. É a euforia de quem chegou atrasado ao baile, a celebração da derrota da vitória. Todos estão contentes, mas sobre cultura e cidadania não temos nada. Chegou-se aos bens de consumo, mas não à civilidade”, comenta. “Estamos vivendo um fascismo do consumo. As pessoas se detestam, desapareceu qualquer traço de solidariedade pessoal e social. Os valores que a sociedade deveria cultivar, ela não cultiva. Há uma tensão fascista no ar. Sempre que um materialista começa a relacionar feitos sociais, pode desconfiar que atrás existe um cheiro de fascismo.” O sociólogo, que é ex-petista, reitera: “Fizeram do Lula a imagem idealizada do anjo operário, o que ele não é. Faz muitas décadas que ele deixou de ser operário. A tragédia brasileira é imensa.”

Como observa Morais, “herói de bronze só tem em praça pública” e a figura de Lula, como se vê, está longe do consenso. Por enquanto, na imprensa e em seminários, o momento é dos primeiros balanços. Especula-se qual seria sua participação na gestão da sucessora, Dilma Rousseff, e se voltaria a se candidatar à Presidência, embora Denise Paraná, até o momento a maior especialista na biografia lulista, aposte que não há volta: “Lula nunca andou para trás. Quando saiu da presidência do sindicato, disseram o mesmo, que ele voltaria, mas não foi o caso. Sempre foi assim na trajetória dele. O Brasil agora já fica pequeno para Lula, que tem a possibilidade de fazer muita coisa pelo mundo. Duvido que se candidate novamente, até porque entrou para a história como o presidente mais popular do país”.

Kennedy Alencar, que cobriu os dois mandatos pela “Folha de S. Paulo”, em Brasília, fez questão de esperar que Lula deixasse o Planalto para terminar seu livro sobre o governo só agora. “Achei melhor assim, para ter uma perspectiva mais ampla”, afirma Alencar, que começou a redigi-lo de maneira mais intensa no ano passado. Já publicou algo do que saiu na própria “Folha”, em dezembro. “Desde a eleição do Lula em 2002, pensava em escrever algo, com material apurado que eu não tinha como usar no dia a dia. Reuni muitos bloquinhos de anotação ao longo dos anos. Eu sempre escrevia um pouco e guardava.”

Sua intenção é identificar os piores e melhores momentos, contar sobre a sucessão de escândalos enfrentados, como o caso Waldomiro Diniz e o mensalão, falar da crise econômica, das políticas sociais etc. “Vou detalhar um pouco mais. Ainda vou ter algumas conversas. A gente nunca para de apurar. Estou com todo o material arquivado, mas quero tempo para fazer com mais calma.” Haveria ainda alguma revelação importante? “Eu acho que sim, porque jornalista nunca consegue mostrar tudo. A relação entre imprensa e governo é naturalmente tensa, sempre vai ter algo para descobrir.” Além disso, o próprio Lula gostaria de voltar ao assunto do mensalão este ano, como lembra o jornalista: “É muita história para contar”.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Marco Maia disputa eleição na Câmara com amplo apoio partidário


Sex, 28 de Janeiro de 2011 16:18

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), candidato à presidência da Casa para o biênio 2011/2012 chega à reta final de sua campanha contabilizando o apoio de 21 dos 22 partidos com representação na Casa. Durante os meses de dezembro e janeiro, Marco Maia cumpriu um roteiro que incluiu encontros com representantes das várias legendas e viagens aos estados da federação para reunião com bancadas de parlamentares e lideranças políticas.

Na última semana de campanha Marco Maia esteve em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro onde recebeu apoio dos deputados federais e de governadores de estado.
Na quinta-feira (27), em um dos últimos compromissos de campanha, Marco Maia participou de um jantar, no Rio de Janeiro, quando a bancada do Rio reafirmou o apoio à sua candidatura. Participaram do evento 30 dos 46 parlamentares do Rio. Ao agradecer o apoio, Marco Maia reiterou o compromisso com o critério da proporcionalidade partidária. "Esse critério é o mecanismo concreto para que a Câmara dos Deputados seja efetivamente fortalecida e esteja preparada para enfrentar os desafios que se apresentarão nos próximos quatro anos", disse.

Marco Maia afirmou que sente-se honrado em receber o apoio de legendas, tanto da base governista quanto da oposição. "O amplo apoio que conseguimos reflete a aceitação das nossas propostas de valorização do Parlamento e de consolidação de um relacionamento entre os partidos que possibilite a construção de uma agenda positiva para o país. Faremos isso envolvendo desde o meu partido, o PT, que atualmente é o maior da Casa, até o menor, que só tem um deputado, mas que é tão importante quanto todos os outros", ressaltou Maia.

Solidariedade - Durante sua visita ao Rio de Janeiro, Marco Maia manifestou solidariedade ao Rio de Janeiro, aos familiares e vítimas das chuvas na região serrana do estado. Ele anunciou que uma das primeiras ações do Congresso Nacional na próxima legislatura será criar uma comissão permanente para discutir ações e políticas públicas para evitar que novas tragédias aconteçam.

Artistas - Antes do encontro com a bancada do Rio de Janeiro, Marco Maia reuniu-se com um grupo de cantores, compositores e instrumentistas que manifestaram apoio à sua candidatura à Presidência da Câmara. Durante seu mandato, o deputado defendeu a aprovação da PEC da Música, que prevê a isenção de tributos para artistas brasileiros. A comitiva formada por Rosemeri, Tico Santa Cruz, Roberto Menescal, Sandra de Sá, Pepeu Gomes, entre outros, discutiu temas de interesse da área cultural.

Em suas viagens na campanha para presidir a Câmara, Marco Maia contou sempre com a presença dos deputados petistas Arlindo Chinaglia (SP) e João Paulo Cunha (SP), da coordenação da campanha e dos deputados Fernando Ferro (PE), líder da bancada e Paulo Teixeira (SP), futuro líder do PT na Câmara.

Assessoria Parlamentar com Equipe Informes

Deputados tomam posse dia 1º na 54ª legislatura


O Juinense Ságuas Moraes (PT) foto estreante na Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira (1º) a partir das 10h, acontece no plenário da Câmara a cerimônia de posse dos 513 deputados federais que exercerão mandato na 54ª legislatura (2011/2014).

A eleição da Mesa Diretora para o primeiro biênio da nova legislatura está marcada para às 18h. O atual presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), é candidato à presidência e já conta com apoio de 21 dos 22 partidos com representação na Casa.

E para recepcionar os deputados eleitos ou reeleitos, a Câmara promove na segunda-feira (31), das 9h às 13h, no auditório Nereu Ramos, o 2º Encontro Parlamentar. O objetivo é apresentar os procedimentos que compõem a rotina administrativa e legislativa da Casa, de forma a auxiliar os parlamentares no exercício do mandato. A entrada será restrita aos deputados.

Ainda na segunda-feira (31), às 17h, os deputados poderão participar de uma visita guiada às dependências da Câmara. Além de conhecer mais sobre a história do Parlamento brasileiro, a ideia é mostrar aos parlamentares, através da dramatização por um grupo de teatro, um roteiro específico para a posse, que acontece no dia 1º.

A sessão de posse dos parlamentares será transmitida ao vivo pela TV, rádio e Agência Câmara. Os convidados poderão acompanhar a cerimônia em dois telões no Salão Verde, um painel no Salão Negro, duas TVs no Salão Nobre, um telão no auditório Nereu Ramos e telões em todos os plenários das comissões, no anexo II. A expectativa é de que cerca de 4 mil convidados participem da cerimônia de posse.

Eleição da Mesa

Na terça-feira (1º), às 18h, os deputados vão eleger a Mesa Diretora para os próximos dois anos. Serão eleitos um novo presidente; dois vice-presidentes; quatro secretários e quatro suplentes. A votação será realizada pelo sistema eletrônico desenvolvido pelo Centro de Informática da Câmara (Cenin) e a estimativa é de que o processo eleitoral de todos os cargos da Mesa seja finalizado em três ou quatro horas.

Acessibilidade

A novidade deste ano é que foi desenvolvido um sistema especial para o voto de parlamentares portadores de necessidades especiais. Também foi feita uma adaptação da tribuna do Plenário para facilitar o acesso dos portadores de necessidades especiais.

www.ptnacamara.org.br

PT se prepara para novos desafios e vai priorizar juventude e formação


Após a vitória nas urnas no ano passado, um novo governo se inicia e o partido se prepara para responder as demandas internas e externas e os novos desafios que se apresentam para 2011 e os próximos anos.

O secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, em entrevista ao Portal do PT, falou das atividades para 2011. Entre elas, o segundo Encontro Nacional da Juventude e a consolidação da Escola de Formação do PT.

Assim como no ano passado o partido pretende investir na relação com a juventude e na formação política de jovens em todo o País. Segundo Frateschi, essa atividade interna é primordial para o crescimento do partido e da população juvenil. “A juventude se renova muito rápido. Com um partido que está completando 31 anos, o momento nos exige que a gente cuide da questão geracional, da renovação e da formação política. A nossa juventude tem consciência disso e se empenha pra ter cada vez mais uma formação melhor no PT e dar continuidade histórica ao nosso projeto”, explicou.

Durante todo o ano serão realizados seminários, que tem como objetivo familiarizar o militante com diversos aspectos da vida partidária, como as concepções do PT sobre a sociedade e a democracia. Assista na TV PT a íntegra da entrevista com o secretário de Organização do partido, Paulo Frateschi.

Na entrevista, Frateschi fala também sobre o Congresso Nacional Extraordinário que o PT vai realizar este ano, possivelmente em setembro, para debater e aprovar uma reforma estatutária. (Julita Kissa - Portal do PT)

Assista a entrevista:

Neoliberalismo: a cara do capitalismo contemporâneo - e pós neoliberalismo


O neoliberalismo promove um brutal processo de mercantilização das coisas e das relações sociais. Tudo passa a ter preço, tudo pode ser compra e vendido, tudo é reduzido a mercadoria, em um processo que tem no shopping center sua utopia.

- por Emir Sader, em seu blog

O capitalismo passou por várias fases na sua história. Como reação à crise de 1929, fechou-se o período de hegemonia liberal, sucedido por aquele do predomínio do modelo keynesiano ou regulador. A crise deste levou ao renascimento do liberalismo, sob nova roupagem que, por isso, se auto denominou de neoliberalismo.

Este impôs uma desregulamentação geral na economia, com o argumento de que a economia havia deixado de crescer pelo excesso de normas, que frearia a capacidade do capital de investir. Desregulamentar é privatizar, é abrir os mercados nacionais à economia mundial, é promover o Estado mínimo, diminuindo os investimentos em politicas sociais, em favor do mercado, é impor a precariedade nas relações de trabalho.

A desregulamentação levou a uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao especulativo porque, livre de travas, o capital se dirigiu para o setor onde tem mais lucros, com maios liquidez e menos tributação: o setor financeiro. Porque o capital não está feito para produzir, mas para acumular. Se pode acumular mais na especulação, se dirige para esse setor, que foi o que aconteceu em escala mundial.

O modelo neoliberal se tornou hegemônico em escala mundial, impondo as politicas de livre comércio, de Estados mínimos, de globalização do mercado de trabalho para os investimentos, entre outros aspectos. É uma nova fase do capitalismo, como foram as fases de hegemonia liberal e keynesiana. Não se pode dizer que seja a última, porque um sistema sempre encontra formas – mesmo que aprofundem suas contradições - se outro sistema não surge como alternativa, com a força correspondente para superá-lo.

Mas é uma fase difícil de ser superada, porque a desregulação tem muitas dificuldades para ser superada. Mesmo com a crise atual afetando diretamente os países do centro do capitalismo, provocada pela fata de regulação do sistema financeiro, ainda assim pouco ou quase nada foi feito para o controle do capital financeiro, justamente a origem da crise. Como já se disse: Obama salvou os bancos, achando que os bancos salvariam a economia dos EUA. Mas os bancos se salvaram às custas da economia norteamericana, que segue em crise.

É difícil para o capitalismo desembaraçar-se do neoliberalismo, etapa que marca o final de um ciclo desse sistema. A discussão que se coloca é de se o modelo chinês representa vida útil e inteligência mais além do neoliberalismo ou do capitalismo. Se sua via de mercado se vale do mercado para superar o capitalismo ou se o mercado o vincula de obrigatória e estreita ao capitalismo.

O certo é que ser de esquerda hoje é de lutar contra o neoliberalismo, não apenas resistindo a ele, mas sobretudo construindo alternativas a este modelo, allternativas que projetem para além do capitalismo. O neoliberalismo promove um brutal processo de mercantilização das coisas e das relações sociais. Tudo passa a ter preço, tudo pode ser compra e vendido, tudo é reduzido a mercadoria, em um processo que tem no shopping center sua utopia.

Nesse caso, lutar pela superação do neoliberalismo é desmercantilizar, restabelecer e generalizar os direitos como acesso a bens e serviços, ao invés da luta selvagem no mercado, de todos contra todos, para obtê-los às expensas dos outros. Generalizar a condição do cidadão às expensas da generalização do consumidor. Do sujeito de direitos e não do dono de poder aquisitivo.

Quanto mais se desmercantilizar, quanto mais se afirmar os direitos de todos, mais se estará criando esfera pública, às expensas da esfera mercantil (que eles chamam de privada). Essa pode ser a via de passagem do neoliberalismo como estágio do capitalismo à sua superação, a uma era pós-capitalista. Mas hoje o que nos une a todos é a luta por distintas formas de pós neoliberalismo - pela universailização dos direitos, pela extensão da cidadania em todas suas formas – politica, econômica, social, cultural -, pelo triunfo do Estado social contra o Estado mínimo, da esfera pública contra a esfera mercantil.

Só faltava essa: Fernandinho quer dar conselhos sobre drogas para Dilma


28 de janeiro de 2011

Fernandinho resolveu dar pitacos sobre drogas para Dilma.

Não é o Fernadinho Beira-Mar, é o FHC (que entrou para a história ao lado de Carlos Menem e Boris Yeltsin, na galeria dos presidentes neoliberais fracassados dos anos 90, que quebraram e seus respectivos países e deixaram seu povo em petição de miséria).

O jornal O Globo, em busca factóides oposicionistas, imitou o Estadão, e foi até a Suíça dar espaço ao ex-presidente demo-tucano... (O que FHC foi fazer na Suíça? terra das contas bancárias secretas, usadas para o pagamento de propinas a políticos do PSDB paulista pela Alstom, para ganhar contratos no Metrô e outras antigas estatais, e onde há uma montanha de dinheiro depositada da lavagem de dinheiro da corrupção e do próprio narcotráfico).

O texto a seguir é do jurista Wálter Fanganiello Maierovitch (da Carta Capital). Disseca mais esse besteirol do ex-presidente demo-tucano. Segue a íntegra:

1. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está em Genebra. De Genebra, concedeu entrevista ao jornal O Globo, publicada na edição de hoje.

De Genebra e não de Ciudad Juarez, o ex-presidente FHC disse ser preciso “esclarecer Dilma sobre a questão das drogas” antes que o “país assuma uma posição reacionária sobre o tema”.

Sobre adotar medidas reacionárias sobre políticas para contrastar o fenômeno das drogas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um grande especialista. Um professor também nessa matéria. Basta verificar o que fez nos seus oito anos de presidência.

Fernando Henrique Cardoso constituiu, com outros grandes mestres da incompetência, como os ex-presidentes César Gaviria da Colômbia e Ernesto Zedillo do México, uma comissão-palanque. FHC estava incomodado com a projeção internacional de Lula e precisava arrumar um palanque, cujos temas não fossem, por exemplo, privatarias, quebra da economia, etc.

A propósito dos parceiros-especialistas: Gaviria, no seu governo, transformou a Colômbia num narco-estado. Deixou os cartéis de Medellín e Cáli exportarem cocaína para o mundo e fingia não perceber que essas referidas organizações lavam dinheiro no sistema bancário internacional. A Pablo Escobar, permitiu que construísse um presídio de luxo, com obras de arte e escritório suntuoso para receber quem quisesse, para fixar residência e apenas sair para assistir, dentro do campo e no banco de reservas, partidas de futebol. Zedillo, que nem no México mora mais, quebrou o país e causou uma gigantesca crise econômica mundial. No governo Zedillo só a economia tocada pela indústria da droga prosperou.

Nos seus oito anos de mandato, FHC legou ao país um arremedo de legislação sobre drogas ilícitas.

Mais ainda. FHC, pela sua secretraia nacional antidrogas sob comando de um general não especializado no tema drogas, mandou copiar e incorporar, –como informado pelo jornalista Fernando Rodrigues da Folha de S.Paulo e ex-correspondente em Washington–, o plano de política norte-americana para contraste ao fenômeno das drogas proibidas.

Uma cópia, frise-se. Aliás, cópia da falida política norte-america, proibicionista e criminalizante com relação ao usuário. Por lá acredita-se que a ameaça de prisão contida na lei inibe o uso.

Ao apresentar a cópia carbonada, nos estertores do seu desgoverno, FHC disse tratar-se de uma contribuição para o futuro. Na verdade, mais um ato de sabujismo para com o presidente Bill Clinton e o seu czar antidrogas, general Bary McCaffrey. Por evidente, Lula colocou o tal plano político na lixeira.

Ainda para lembrar. Em cerimônia pública, FHC solicitou ao então presidente da Câmara Federal, Aécio Neves, o apressamento na aprovação de um projeto de lei sobre drogas que tramitava há mais de dez anos e que avaliava como excelente para o Brasil.

Aécio, com a chancela da emergência, logrou a aprovação solicitada e o Senado fez o mesmo.

A nova lei foi vetada em 80% por FHC, que anteriormente tinha considerado magnífica. Para se ter idéia, a nova lei criminalizava o usuário com a pena de prisão e de interdição para os atos da vida civil como, por exemplo, casar, constituir uma sociedade comercial, etc, etc.

O usuário de drogas, pela lei pedida e sancionada por FHC, era considerado criminoso e recebia pena de prisão. No governo Lula, a lei elaborada não mais impõe pena de prisão ao usuário, mas, e infelizmente, continua a criminalizar essa conduta.

Como se percebe, FHC não só entende mas praticou açõess reacionários sobre drogas proibidas.

Ainda mais, não quis FHC acompanhar a mudança legislativa de Portugal, que deixou de criminaliar o porte para uso próprio, a manter a proibição como infração administrativa afeta às políticas de saúde pública. Só para registrar: o abaixo assinado era o secretário nacional e contatou Portugal para, com tramitação conjunta nas Casas Legislativas, a adoção de modelo igual, não criminalizante. O presidente FHC não topou e apenas concordou em assinar uma medida provisória para venda imediata de bens apreendidos com narcotraficantes ( o leilão mais famoso foi o do megatraficante Abadia, depois da medida provisória ter se convertido em lei)

Nos anos de 2008, 2009 e 2010, caiu o consumo de drogas em Portugal. Sua legislação virou modelo preconizado pela União Européia, pois a única legislação, até agora, geradora de queda de consumo e a partir da não criminalização do usuário.

2. Na supracitada entrevista ao jornal O Globo, o ex-presidente FHC diz ter ficado surpreso com a queda do secretário Pedro Abramovay, que defendeu penas alternativas para o pequeno traficante, conforme jurisprudência do STF”.

Próprio de quem troca morro Dona Marta por favela de Santa Marta, o ex-presidente não leu a entrevista de Abramovay ao jornal O Globo. Ou melhor, se leu a entrevista, não a entendeu ou usa diversionismo para atacar Dilma. Abramovay falou, sem autorização, em nome de Dilma.

Em outras palavras, sem anuência da presidenta Dilma o então secretário Abramovay declarou que o governo iria apresentar um projeto de lei para tirar do regime fechado cerca de 40 mil condenados por pequeno tráfico de drogas. Para o governo, frisou Abramovay , o pequeno traficante vendia drogas para sustentar o vício e, na prisão, era cooptado pelo crime organizado.

Além de falar em nome de um governo que não é seu, Abramovay fez uma avaliação incorreta. O crime organizado atua em rede planetária e as organizações criminosas, na linha de frente de venda, usam pessoas a quem entregam pequenas quantidades.

Quanto aos desvinculados às redes e usuários, a legislação já dá tratamento diverso da prisão, como bem interpretou o Supremo Tribunal Federal.

O que Abramovay não percebeu é que a sua interpretação canhestra beneficiária o crime organizado, que a presidente Dilma prometeu combater e FHC “passou a mão na cabeça” e não ajudou os estados, como se verificou, por exemplo, pelas ousadias do PCC em São Paulo e do Comando Vermelho e Amigos dos Amigos no Rio.

Parêntese. O então presidente FHC usou o Exército para expulsar invasores da sua fazenda em Minas Gerais. Ficou, com essa postura, claro o enquadramento desse movimento, segundo FCC, como crime organizado. E usou o Exército para resolver um conflito nitidamente privado.

3. PANO RÁPIDO. O ex-presidente FHC, sobre drogas e pelo seu governo, deveria de querer bancar o espertalhão. (Da Carta Capital)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PT vai pagar salário mensal de R$ 13 mil a Lula"



O PT decidiu pagar um salário mensal de R$ 13 mil ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no próximo dia 10 receberá novamente o título simbólico de "presidente de honra" do partido.

Segundo o "Painel" da Folha, editado interinamente, o contracheque será equivalente ao do presidente de fato do PT, José Eduardo Dutra.

O novo salário de Lula se soma às duas aposentadorias que ele recebe --uma de anistiado político, outra por invalidez devido à perda do dedo-- e às palestras que devem engordar seu caixa a partir de março.

"Não tem por que não pagar. Ele é um importante dirigente político, está se dispondo a trabalhar junto com o PT", argumenta José Eduardo Dutra.

O salário de Lula vale já a partir de janeiro. Como o estatuto da legenda não prevê pagamento para cargo simbólico, o ex-presidente terá carteira assinada como assessor do PT, mesma situação montada para Dilma Rousseff na campanha.

Segundo aliados do ex-presidente, suas aposentadorias somam R$ 9 mil ao mês.

No patrimônio declarado em 2006, havia R$ 478 mil em aplicações financeiras, em valores da época. Há no PT defesa da equiparação do salário dos dirigentes partidários ao dos congressistas --R$ 26,7 mil.

Telebrás quer chip nacional para banda-larga com tecnologia WiMax

O Ceitec, empresa do governo federal de micro-eletrônica sediada em Porto Alegre (RS), começou a desenvolver um chip que usará a tecnologia WiMax, voltado para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Com o WiMax, uma antena distribui o sinal sem-fio a uma distância de até 60 km, o que é considerado solução ideal para conexões fora dos grandes centros urbanos, na área rural e cidades menores, por reduzir os custos de infraestrutura. O chip equipa os modems que captam este sinal.

O projeto é negociado pela Telebrás, que pretende usar seu poder de compra, com a massificação do PNBL, para incentivar os fabricantes nacionais: “Vamos entrar com as encomendas e assegurar mercado para esses equipamentos”, diz Rogério Santanna, o presidente da empresa.

Fabricantes nacionais como Asga, Parks e Gigacom tem reunião prevista nesta semana, para aprofundar o assunto e dimensionar a produção.

Da parte da ANATEL, espera-se a liberação da faixa de frequência de 450 MHz para ser utilizada pela Telebras neste projeto.

Mesmo com pendências ainda a resolver, o desenvolvimento já começou, com contratação de pessoal pelo Ceitec, e construção da “sala limpa”, prevista para estar pronta em setembro. As negociações visam começar a produção em 2012 e casar o cronograma com metas do PNBL. (Com informações do Convergência Digital)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Governo de SP abre inscrições: retire a sua

É só levar uma foto de um tucaninho com dizeres, “São Paulo pode mais”

Em Brasília, Dilma promete a Marta apoio maior ao futebol feminino


Brasília (DF) Agência Brasil

Marta entregou camisa do Santos à presidente, que prometeu maior apoio ao futebol femininoA presidente da República, Dilma Roussef, recebeu nesta segunda-feira a meia-atacante Marta, eleita pela Fifa a melhor jogadora do mundo cinco vezes consecutivas, no Palácio do Planato, em Brasília. No encontro, ela prometeu à atleta do Santos dar maior respaldo ao futebol feminino no país.

"Espero que realmente aconteça para ter algo melhor para as meninas que jogam no Brasil. Estamos vivendo um momento legal no futebol feminino e espero que não seja passageiro", disse a camisa 10 da seleção, ao sair da audiência, em que não foram discutidas ações concretas.


A jogadora ainda presenteou Dilma com uma camisa do Santos e a convidou para ir à Alemanha acompanhar o Mundial, em junho. A presidente, porém, não se comprometeu com o convite.

"Foi um encontro entre duas mulheres que tiveram que batalhar muito na vida e se sobressaíram", concluiu a craque, que disse ter conversado sobre sua trajetória pessoal.

O encontro foi acompanhado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, e pelo presidente do Santos, Luiz Álvaro, que já haviam se encontrado em Brasília na quinta-feira passada.

Samba Enredo Gaviões da Fiel 2011 c/ legenda - HD

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The Economist: Brasil se tornará sétima maior economia em 2011


janeiro 20th, 2011 | Autor: Jussara Seixas

Detalhe da capa de uma edição de novembro de 2009 da revista The Economist

Na edição especial “O mundo em 2011”, a revista semanal inglesa “The Economist”, projeta que o Brasil se tornará a sétima maior economia do planeta este ano, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 tri de dólares.

Em 2002, o PIB brasileiro era de US$ 450 bilhões, o que garantia a 12ª posição no ranking das maiores economias do planeta, atrás de países como Coréia do Sul, México, Espanha, Canadá e Itália. Nações que, de acordo com a publicação britânica, serão deixadas para trás em 2011 pela economia nacional.

Atualmente, o Brasil já é a oitava maior economia global e teve PIB acima de US$ 1,9 tri em 2010. Para que salte para a sétima posição, será necessário desbancar a economia italiana, que nunca antes foi menor do que a brasileira. É é isso que acontecerá nos próximos 11 meses, segundo os analistas ingleses. Para eles, o PIB italiano não deve passar de R$ 1,8 tri neste período. Confira:
Ranking The Economist das maiores economias em 2011

1. Estados Unidos – US$ 14,996 tri
2. China – US$ 6,460 tri
3. Japão – US$ 5,621 tri
4. Alemanha – US$ 3,127 tri
5. França – US$ 2,490 tri
6. Reino Unido – US$ 2,403 tri
7. Brasil – US$ 2,052 tri
8. Itália – US$ 1,888 tri
9. Índia – US$ 1,832 tri
10. Rússia – US$ 1,737 tri
11. Canadá – US$ 1,616 tri
12. Espanha – US$ 1,337 tri
13. Austrália – US$ 1,190 tri
14. México – US$ 1,119 tri
15. Coreia do Sul – US$ 1,094 tri

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, prevê que, uma vez que está em rápido desenvolvimento, o Brasil pode ser a quarta economia mundial em 2050, perdendo apenas para Índia (3ª), Estados Unidos (2ª) e China (1ª).

Fonte: Brasília Confidencial

"A Vergonha” - Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial.

Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE.Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda {por que não do próprio Verissimo - afirma Giba} ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O preço de não escutar a natureza


Leonardo Boff - Filósofo/Teólogo

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O FAZENDEIRO DE DEUS QUER AUMENTAR A ARRECADAÇÃO EM MT


Valdemiro escala irmão e quer mais receitas da Mundial em MT

Romilson Dourado

Valdemiro Santiago, apóstolo e fundador da Mundial, coloca próprio irmão Valdinei para reerguer Igreja no Estado

O apóstolo Valdemiro Santiago de Oliveira resolveu intervir diretamente na Igreja Mundial do Poder de Deus em Mato Grosso e, para recuperar o alto faturamento que registrava até antes da saída do bispo Sidney Furlan, destacou agora o seu próprio irmão Valdinei Santiago para tentar arrebanhar fiéis mato-grossenses. Em Cuiabá, Valdinei, que veio de São Paulo, já começou a fazer convocação, através da TV Mundial (canal 8). Fará sua estréia de pregação e promessas de milagres nesta terça (18). Já avisou que precisa melhorar a arrecadação para ajudar a Igreja a honrar o contrato financeiro pelo aluguel da programação televisiva e outras despesas. Valdemiro investe pesado no Estado porque descobriu a facilidade em ampliar as receitas e também porque possui uma moderna fazenda em Itiquira (a 360 km ao Sul de Cuiabá), onde só entra convidados especiais.

Desde quando a Igreja decidiu transferir Sidney Furlan de Cuiabá para Curitiba (PR) e remanejou Reinaldo Brandão de Rondonópolis à Capital mato-grossense, a Mundial começou a registrar esvaziamento de fiéis e também de caixa. Havia meta de arrecadar em Mato Grosso R$ 1 milhão por mês, sendo R$ 100 mil somente em Cuiabá. Essa meta foi lançada novamente.

Na pregação diária, os bispos e pastores gritam, choram e pedem contribuições. Os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro, por exemplo, já pediu até 30% da renda do fiel. O fundador da Igreja Mundial costuma qualificar as ofertas em categorias: ouro (R$ 300), prata (R$ 100) e bronze (R$ 50). A principal ênfase da Igreja Mundial é o poder da cura.

Perfil
Valdemiro é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, ele instituiu a Igreja em 1998, em Sorocaba (SP), tornando-a a caçula entre as neopentecostais. O apóstolo é mineiro de Palma, região de Juiz de Fora. Gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura.

Obs. o titulo é de autoria deste blog a materia e os comentarios foram copiadas na integra do site www.rdnews.com.br

COMENTÁRIOS:

Fabio | 18/01/2011 09:47
Cuiabá

Eu gostaria de obter informaçoes sobre como adquirir uma FRANQUIA dessa igreja para mim, favor me informarem.

Juliana | 18/01/2011 09:45
cbá

Cada um tem que seguir sua fé e sua crença,para buscarmos Deus temos que ter sim um lugar certo para buscar,por que quantas são as pessoas que não tem Paz na sua propria casa,privacidade,por que não termos Igrejas...Em relação ao Bp Edir Macedo se fosse criminoso era para estar preso cadê as provas???para acusar alguém tem que se ter prova coloca ele na cadeia???

Antonio Coelho | 18/01/2011 09:44
Cuiabá

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores." (Mateus 7 : 15). Infelizmente a falta conhecimento faz com que não percebamos isso. São verdadeiros cegos os seguidores desses falsos profetas. Deus não precisa de dinheiro.

Jurandir Pedroso | 18/01/2011 09:23
varzea grande

ESSE PESSOAL ESTÁ COM INVEJA. O NOSSO PASTOR FAZ VERDADEIROS MILAGRES E VAI NOS DAR O CEÚ. NÃO É COMO OS FALSOS PROFETAS DE OUTRAS IGREJAS , ISSO JÁ ESTÁ ESCRITO NA BIBLIA...

João B. Nunes (Evangélico) | 18/01/2011 09:19
Juína

"O Mercado da Fé" Sera que a arrecadação desta seita, liderada por este tal $antiago, caiu por causa da saída deste pastor (bispo) ou foi por suas aparições depreciáveis no horário eleitoral? A poucos dias vi o pastor $ila$ Malacheia tambem reclamando que a sua arrecadação tinha caído quase pela metade. Veja o que a Bíblia diz: "AI dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR." (Jeremias 23 : 1) "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores." (Mateus 7 : 15) "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." (Mateus 24 : 11) "AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (I João 4 : 1) "Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos." (Marcos 13 : 22) "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR," (Atos 3 : 19)

Oberto Ruas | 18/01/2011 09:09

Fosse o Brasil UM PAÍS SÉRIO , esse parlapatão e enganador , deveria dividir a cela com outro falso profeta , chamado edir macedo (minusculo mesmo) , pois o charlatanismo ainda é tipificado no código penal. Oque me assusta é o povo cego por uma fé que nada tem a ver com os preceitos do criador , entrega dinheiro a esses dois nojentos para comprarem fazendas , tv's , helicopteros , e viverem vida de nababos. Povo estúpido e cego.

Jose | 18/01/2011 09:00
CACERES

TENHO DÓ DAS PESSOAS QUE SÃO ILUDIDAS POR ESSE TIPO DE GENTE,QUE TIRA DAS PESSOAS MAIS SIMPLES O POUCO QUE TEM,MAS O VALDEMIRO SANTIAGO APRENDEU COM O EDIR MACEDO DA UNIVERSAL,COMO TIRAR DINHEIRO DOS POBRES MISERAVEIS,TALVEZ TENHA ESTUDADO POUCO NA ESCOLA,POR ISSO QUE TEM ERROS DE PORTUGUES,PARABENS ROMILSON PELA MATÉRIA, O POVO PRECISA SABER QUE O DINHEIRO QUE ELES ARRECADAM DOS FIEIS É PARA PAGAR OS CAROS PROGRAMAS DE RADIO E TV E ARRENDAMENTOS E COMPRAS DE EMISSORAS DE RADIO E TV BRASIL A FORA E A SOBRA É PARA COMPRAREM FAZENDAS MANSÕES AVIÃO E TUDO DO BOM E DO MELHOR,MAS TEM PESSOAS QUE GOSTAM DE SER ENGANADAS FAZER O QUE,AINDA FALA QUE VOCÊ ESTA FAZENDO CHACOTA COM AS COISAS DE DEUS,MAS NA VERDADE QUE ESTA BRINCADO DEUS SÃO ELES,SE EU ESTIVER ENGANADO QUE O DEUS VERDADEIRO ME PERDOE, MAS NÃO ME ILUDO COM OS FALSOS PROFETAS,NÃO DOU DINHEIRO A ELES.

Fernando | 18/01/2011 08:40
cuiaba

como é facil tirar dinheiro dos brasileiros, especialmente dos matogrossenses... Quem tem o minimo de inteligencia, sabe que Deus não precisa de dinheiro, basta acreditar ter fé... para conversar com Deus não precisa ir a igreja, templo, em casa só no pensamento ja conseguimos entrar em contato com DEUS...

Elias Cuiabano | 18/01/2011 08:20
Cuiabá

lamento e me entristeço ao ver como o Envagelho foi deturpado, manipulado por alguns que sabem entrar na massa passível de tantos absurdos. Fico pensando como muitos que se proclamam fieis de tais em nada buscam o verdadeiro conhecimento da palavra, pessoas que são levadas por qualquer onda de doutrina. Mas, o Senhor Jesus já havia proclamado que essas coisas viriam a acontecer, para somente assim podem distinguir quem verdadeiramente eram seus. Pobres pessoas, pobres de alma e interesse em não querer conhecer o verdadeiro caminho: JESUS!

Marco Antonio | 18/01/2011 08:19
cuiabá

esse valdomiro é pior que edir macedo, cara de pau, usando deus pra seu próprio beneficio, tem mais que 05 fazendas já,tem rádios tvs etc. so inventando mentiras e enganando os pobres,pessoas disprovidas, que nao tem informação, pessoas disavisadas da vida, o ministériio publico tem que mandar preder urgente esse mentiroso. será que nossa lei nao vai fazer nada com esse cidadão, até quando ele vai fiaca tomando dinheiro do nosso povo. ISSO SIM QUE EU CHAMO DE VERGONHA NACIONAL, USANDO O NOME DE DEUS PRA SEU PRÓPRIO BINEFICIO, TEM QUE IR PRA CADEIA.............VALDOMIRO MENTIRA....

Maria | 18/01/2011 08:05
cuiaba

na verdade o unico que a população brasileira quer é o Valdemiro Santiago....agora os apostolos da igreja não podem ficar pedindo quase forçando os fieis a colaborarem....é só ir no imposto de renda...

Maria Defanti | 18/01/2011 07:53
Cuiabá

Eu conheço o Coretor que vendeu essa fazenda pra Ele, só de Porcentagem ele ganhou R$ 500 mil reais, imagina quanto não custou a fazenda.... Agora vai me dizer que é pra pagar programa de televisão... Esse apostólo é um futuro Edir Macedo com seu império, e os coitados dos fiéis que ganham salario minimo ficam dando 10% pro dizimo.. BRINCADEIRA SÓ NO BRASIL

Davi Cuebas | 18/01/2011 07:44
CUIABA

sempre vc esta fazendo chacota com coisas serias, coisas de DEUS acusando homens de DEUS de serem enganadores não faça isso meu querido não se brinca com os ungidos de DEUS.tem coisas mais serias acontencendo na cidade, por exemplo não temos vereadores a cidade esta jogadas as traças,pense nisso.

Rose | 18/01/2011 07:41
cuiaba

DEUS TEM FEITO MUITOS MILAGRES NESTE MINISTERIO EU SOU PROVA DISSO ,NAO JUGA IRMAO PARA QUE NAO SEJA JUGADO ALI TEM O PODER DE DEUS SIM DEUS ABENSOA VCS.

Sergio | 18/01/2011 07:41
cuiaba mt

esse tal apostolo é um malando de carteirinha!!!

Leandro | 18/01/2011 07:21
cuiaba

saiu na veja, que ele tem uma avião que so ele e o eike batista tem então são so dois no brasil custa milhõõõõõõõõõõessssssssssss de reais,ele ta de olho no horario da madrugada no sbt e ofereceu nada mais nada menos que 180 milhões de reais por ano ao Silvio, eainda reclama da queda do lucroooooooo, coitado quem vai ganhar R$545,00 ta F........

Takaoka | 17/01/2011 21:06
cuiaba mt

esse apostolo valdemiro santiago é um verdadeiro fanfarrão!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Agronegócio perde em eficácia para a agricultura familiar


janeiro 17th, 2011 | Autor: CelsoJardim

Agricultura familiar, garantia de alimento na mesa do brasileiro
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), Regional Mato Grosso do Sul, no intuito de dar maior visibilidade à luta dos pequenos produtores e à agricultura familiar camponesa, vem resgatando e divulgando importantes dados estatísticos que colocam em xeque justificativas de produtividade e geração de emprego do agronegócio, que não coincidem com a realidade.

De acordo com a entidade, no Mato Grosso do Sul (MS), se faz uma apologia ao agronegócio alicerçado no grande capital financeiro.

A profusão da propaganda, segundo a CPT/MS, tem como objetivo convencer a população acerca de sua superioridade econômica e, portanto, da necessidade do Estado continuar protegendo o setor em detrimento da luta camponesa pela reforma agrária, pela produção agroecológica, bem como a luta dos povos indígenas pela restituição de seus territórios tradicionais.

Um destes estudos foi o realizado pela doutora Rosemeire Aparecida de Almeida, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo como referência os censos agropecuários do IBGE de 1995/96 e 2006. A investigação teve como foco a análise das transformações na agropecuária, no último período censitário, a partir de duas escalas comparativas: a primeira refere-se ao Estado em si, a segunda é a análise comparativa entre amostras regionais, neste caso a região Leste de Mato Grosso do Sul e Norte Central paranaense. O estudo comparativo destas amostrais regionais se justifica pela reconhecida diferença agrária de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

O primeiro conjunto de análises revela que em Mato Grosso do Sul, segundo o Censo 2006, a concentração da terra continua sendo realidade, pois as classes de áreas de menos de 50 hectares representam 58,83% dos estabelecimentos e detêm apenas 2,09% daterra, já os estabelecimentos acima de 1000 ha representam 10,18%, mas possuem 76,93% do território.

Valor da produção e Financiamento: o mito do agronegócio

Quando o assunto é financiamento, a pesquisa aponta uma interessante contradição no MS. Os 1.231 estabelecimentos com mais de 1.000ha acessaram 78,97% do valor total dos financiamentos em 2006 e responderam por 51,17% do valor total da produção agropecuária em 2006. Os 4.269 estabelecimentos das classes de área de menos de 50 hectares acessaram 2,45% dos financiamentos em 2006 e responderam por 12,19% do valor total da produção agropecuária.

Ou seja, proporcionalmente a pequena unidade (menos 50 ha) é quase dez vezes mais eficiente do que a grande unidade, porque acessou R$ 45.606.000 (2,45%) de recursos públicos e respondeu por R$ 434.460.000 (12,19%) do valor de produção agropecuária.

Enquanto que a grande unidade que acessou R$ 1.472.448.000,00 (78,97%) respondeu por 1.823.344.000,00 (51,17%). É mais um dado do IBGE a confirmar a eficiência da pequena unidade de produção.

Celso Jardim com Comissão Pastoral da Terra

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A foto oficial da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff

janeiro 14th, 2011 | Autor: Celso Jardim

A foto oficial da presidenta Dilma Rousseff foi apresentada nesta sexta-feira (14) no Palácio Planalto.



A imagem que será afixada em prédios e salas da administração federal foi feita pelo fotógrafo oficial da Presidência, Roberto Stuckert Filho.

Justiça de SP quebra sigilos dos tucanos acusados de receber propina da Alstom


A juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 11 pessoas e uma empresa, investigadas sob suspeita de recebimento de propina da multina-cional francesa Alstom em troca de contratos com o Metrô paulista, Eletropaulo e EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica).

Os investigados, que não conseguiram provar a origem do seu patrimônio, tiveram a quebra de sigilo decretada a partir de 1997. A medida atinge o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Robson Marinho, chefe da Casa Civil no governo Mario Covas de 1995 e 1997, quando foi indicado pelo então governador para o TCE, e o ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jorge Fagali Neto.

Também foi quebrado o sigilo de Sabino Indelicato e de José Adailton Vieira Pinto. Indelicato, secretário de Obras quando Robson Marinho foi prefeito de São José dos Campos, é dono da Acqualux – que segundo a promotoria recebeu recursos da Alstom por consultorias que não foram prestadas. O contrato seria uma forma de dar uma aparência legal à propina. Vieira Pinto, já morto, teria sido laranja de Marinho.

A Alstom é investigada por suspeita de ter pago propina para ganhar contratos com o governo paulista, assinados durante os governos de Mário Covas e de Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Uma investigação sobre lavagem de dinheiro num banco suíço apontou que a empresa teria pago comissões ilícitas para ganhar negócios públicos em países como Brasil, Argentina e Indonésia.

A Suíça bloqueou contas atribuídas a Marinho e a Fagali Neto, por suspeita de que elas tenham recebido as comissões ilícitas da Alstom. Os promotores suíços Maria Schnebli e Stefan Lenz estão de posse de documentos que mostram a movimentação financeira de Marinho.

As remessas ocorriam por um esquema de lavagem que envolvia empresas de fachada “offshore”. Uma delas, Higgins Finance, era controlada pelo próprio conselheiro do TCE. Para chegar aos políticos brasileiros, o dinheiro era remetido da França para Suíça e Luxemburgo. Depois era enviado ao Uruguai, numa conta controlada por Romeu Pinto Jr. Do Uruguai, voltava à Suíça para contas de Indelicato e Vieira Pinto no Union Bancaire Privé, de Zurique, e no Crédit Lyonnais, de Genebra.Informações jornal Hora do Povo (como se diz la na roça "A mrda começô pega preço")

Senado demite comissionados; Serys empregava 50 e Goellner 19


João Negrão, de Brasília
A senadora Serys Marly (PT) é uma entre os 37 senadores que não se reelegeram em 2010 e vão deixar o cargo no dia 31 de janeiro para que sejam empossados os eleitos em 1º de fevereiro. Com a saída desses congressistas, o Senado vai demitir 1.062 servidores comissionados, mais 196 da Mesa Diretora da Casa, totalizando 1.258 cargos de confiança. A senadora mato-grossense está entre os que mais mantêm esses cargos, num total de 50. Gilberto Gollner (DEM) tem 19. Os salários variam de R$ 1,5 mil a R$ 11,3 mil.

O número de comissionados de Serys só perde para os dos democratas Heráclito Fortes (PI), que possui 68 cargos, Efraim Morais (PB), com 66, e Adelmir Santana (DF), com 55, e o senador Mão Santa (PSC-PI), com 62. Ela empata com Mauro Fecury (PMDB-MA). O senador não-reeleito com menos cargos de confiança é Tasso Jereissati (PSDB-CE), que mantém apenas 16 servidores em seu gabinete.

Dos 50 cargos de confiança mantidos por Serys, 45 são de responsabilidade de seu mandato e cinco são do seu cargo de segunda vice-presidente da Mesa Diretora do Senado. Dos 45, 18 estão lotados em seu gabinete em Brasília e 27 em seu escritório em Cuiabá. Já Gollner está entre os que possuem menos assessores comissionados. Dos 19, dez estão lotados no gabinete em Brasília e nove em seu escritório no Estado.

O curioso é que a manutenção desses funcionários de parlamentares “atuando” nos Estados não tem uma fiscalização por parte do Senado ou de órgãos de controle público. Cada senador tem até R$ 100 mil por mês para gastar com comissionados. Eles simplesmente são contratados dentro das cotas a que têm direito. Se de fato fazem trabalho parlamentar, é uma dúvida. Sabe-se, por exemplo, que dos 27 que Serys mantém no Estado a maioria não trabalha diretamente com a senadora para o seu mandato e sim com seus aliados dentro de sua tendência política no PT de Mato Grosso, entre os quais alguns dirigentes partidários.

Turista bêbado mata tubarão sem querer e vira herói


Ele atacou o bicho com suas nádegas - caindo em cima dele - e libertou a população local

Do R7

É, matar um tubarão (sóbrio) não é fácil (Em meio a tantas noticias trágicas, uma cômica rsrsrs)

O sérvio Dragan Stevic foi ao Egito apenas como turista, para se divertir - mas saiu como herói.

É que ele deu fim a um tubarão que a semanas aterrorizava o local, no resort Sharm El Sheikh.

Depois de tomar várias e várias, Dragan resolveu dar uma "bomba" no mar - aquele movimento em que você se encolhe todo antes de pular, para fazer voar água para todo lado.

Acontece que ele caiu com o traseiro bem na cabeça do tubarão, matando o bicho na hora.

O bebum foi instantaneamente alçado ao posto de herói local, após libertar a população. É que o tubarão já havia machucado três pessoas e matado outra.

Dragan está bem. Ele nadou até a margem depois do feito, mas agora está no hospital - mas por intoxicação de tanto beber álcool...

'Pensei que ia morrer', diz mulher salva por vizinhos com uma corda

No salvamento dela, cachorro acabou sendo levado pela água. Cena do salvamento foi registrada por uma equipe de televisão.

Glauco Araújo
Do G1 RJ, em São José do Vale do Rio Preto

“Eu pensei que ia morrer, mas pedi, pelo amor de Deus, que meus vizinhos não me deixassem morrer ali”. Foi dessa maneira e com os olhos mareados que a dona de casa Ilair Pereira de Souza, 53 anos, resumiu, nesta quinta-feira (13), os momentos de pavor que passou pendurada em uma corda ao ser socorrida por vizinhos na enxurrada da noite desta quarta-feira (12), em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

“Nunca tinha feito um nó em corda na minha vida. Quando jogaram a corda, me amarrei rapidinho que nem sei como fiz aquele nó. Estava com tanto medo que o nó fosse fraco que me agarrei como nunca na corda”, disse Ilair, que é conhecida na região como Pelinha.

Moradia em área de risco é regra, não exceção, diz Dilma


Presidente anuncia R$ 1 bilhão em ajuda. Ela disse que governo federal vai trabalhar com estado e municípios.

Liana Leite Do G1RJ

Após sobrevoar a Região Serrana do Rio nesta quinta-feira (13), a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral falaram sobre os trabalhos de resgate e reconstrução nas áreas atingidas pela chuva.

“É de fato um momento muito dramático. As cenas são muito fortes. É visível o sofrimento das pessoas. O risco é muito grande”, disse Dilma.

Sobre a prevenção de deslizamentos, Dilma disse que a questão é de ocupação adequada do solo.

"A prevenção não é uma questão de Defesa Civil apenas. É uma questão de saneamento, drenagem e política habitacional de governo", disse Dilma. "A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção", afirmou.

Recursos

Durante a entrevista coletiva "a primeira do governo Dilma" a presidente e o governador anunciaram um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco Mundial para o programa habitacional Morar Seguro. O objetivo é tirar moradores das áreas de risco. O recurso será liberado “em breve”, segundo Cabral.

Dilma anunciou ainda que os moradores de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis já cadastrados começam a receber recursos do Bolsa Família, da prestação continuada e do aluguel-social. “Viemos socorrer e dar continuidade ao projeto de prevenção, como fizemos na Rocinha e na Baixada Fluminense. Vamos relacionar todos os programas da União que possam melhorar e coibir esse tipo de tragédia”, afirmou Dilma.

“No PAC 2, vamos destinar R$ 11 bilhões, não só para saneamento básico, mas também drenagem e prevenção de deslizamentos nas encostas. A verba será usada tanto para casos como os de Nova Friburgo, como os de Santa Catarina,” disse ela.

Na entrevista coletiva, o governador negou falta de apoio federal nos trabalhos de prevenção a tragédias no estado. "O Rio de Janeiro recebeu o apoio efetivo do governo federal", disse Cabral. "De nossa parte, não temos reclamação".Cabral disse também que ainda "há áreas com risco de desabamentos" e que a previsão para os próximos dias "não é nada tranquilizadora". Sobre o número de desaparecidos, ele disse que "há muitos boatos" e que é preciso aguardar uma "checagem oficial".

Forças Armadas

Dilma negou que as Forças Armadas sejam usadas na reconstrução das cidades atingidas. “Não é papel das Forças Armadas trabalhar na reconstrução. Inclusive porque o Brasil tem uma diversificada infraestrutura de empresas privadas e não há porque as Forças Armadas assumirem essa função”, afirmou.

Ordenamento urbano

Ela explicou que a questão do "ordenamento urbano" é de responsabilidade dos municípios, mas que o governo usa os programas habitacionais para retirar a população de áreas de risco. "A União não tem o poder de fazer o ordenamento urbano. (...) Temos removido as pessoas sistematicamente de áreas de risco através do 'Minha Casa, Minha Vida' e do PAC Habitação", disse a presidente.

Região Serrana do Rio amanhece com chuva pelo 3º dia consecutivo


Do Bom Dia Rio

A Região Serrana do Rio amanheceu com chuva pelo terceiro dia consecutivo. Até o início desta manhã, já passava de 500 o número de mortos na região. A previsão é que ainda haja chuva forte nesta sexta-feira (14) e no próximo domingo (16). Há ainda a possibilidade de que chova até 40 mm em Petrópolis e Teresópolis.

Em Teresópolis, já são 1.200 desabrigados e 1.300 desalojados. Mas há locais em que o socorro ainda não chegou. Durante a madrugada, um carregamento de caixões chegou à cidade para enterrar os mais de 220 mortos do município. Muitas famílias têm encontrado dificuldade de sepultar seus parentes porque os cemitérios foram invadidos pela lama. Um Instituto Médico Legal improvisado foi montado ao lado do IML da cidade para reforçar o atendimento às famílias das vítimas.

Maior tragédia do país



Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Em SP, durante o primeiro trimestte de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes. Relembre outras tragédias.

A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite de quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.

Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Passa de 350 o número de mortos na região serrana do Rio de Janeiro


Em Teresópolis, são 152 vítimas; em Nova Friburgo, são 168; e em Petrópolis, 36

Do R7 | 13/01/2011 às 10h15
Roberto Ferreira / Agência O Dia

Volta a chover nesta quinta-feira (13) no município de Teresópolis, um dos mais atingidos após o temporal de terça-feira (11)

Subiu para 356 o número de mortos em decorrência das chuvas que atingem a região serrana do Estado do Rio de Janeiro desde a tarde de terça-feira (11). A assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresópolis informou às 9h50 desta quinta-feira (13) que 152 pessoas morreram no município. Segundo a assessoria da Prefeitura de Petrópolis, a cidade registra 36 mortos. A assessoria da Prefeitura de Nova Friburgo informou às 9h34 que 168 pessoas morreram na cidade.

Boletim da Defesa Civil de Teresópolis, até as 9h50 desta quarta, foram registradas 2.500 pessoas entre desabrigados e desalojados. Há ainda centenas de desaparecidos. O bairro mais atingido foi o Caleme. Mas, em Campo Grande e na Posse, a situação também está crítica.

Equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgaste às vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como "Pedrão", na rua Tenente Luiz Meirelles, 211, no Centro.

Chuvas castigam região serrana

O número de mortos em decorrência das chuvas que atingem a região serrana do Rio já passa de 300, na manhã desta quinta-feira. Segundo a informações passada pela assessoria da prefeitura de Friburgo, até o fim da noite, eram 155 mortos. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil de Teresópolis, Flávio Luiz de Castro, mais 16 corpos foram levados para o IML do município no início da manhã. No final da noite desta quarta, o número de mortos na região era de 130. Em Petrópolis, o prefito Paulo Mustrangi confirmou 34 mortes até as 22h30 de quarta.

Com mais de 130 mortes, Teresópolis enfrenta sua maior tragédia. Segundo o coronel Flávio Castro, da Defesa Civil, o número de desabrigados passa de 900 e já são mais de 1.200 desalojados no município.

- Esse é o maior desastre de toda a história de Teresópolis. O número de vítimas pode aumentar. Nossa maior dificuldade é a questão do acesso. Ao todo, são mil homens trabalhando.

Em Nova Friburgo, o número de mortos também já passa de cem, entre as vítimas estão três bombeiros. Em Petrópolis, as mortes ocorreram nas localidades Ponte Vermelha, Gentil, Madame Machado e Brejal, de com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado. As autoridades acreditam que o número de mortes na cidade pode passar dos 40.

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quarta-feira (12) a medida provisória que libera R$ 780 milhões em créditos extraordinários para os municípios afetados pelas fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro, São Paulo e outras localidades.

Problemas antigos

A população das localidades de Benfica e Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis, na região serrana do Rio, está acostumada a sofrer com a força das chuvas. Quem mora próximo ao rio Santo Antônio sente mais os efeitos das cheias. No entanto, os relatos dos sobreviventes dizem que nunca a água chegou ao nível que alcançou desta vez.

Nério da Costa Mesquita, de 83 anos, alugava uma casa em Benfica e perdeu tudo. Só lhe restou a roupa do corpo.

- Começamos a levantar as coisas, mas não imaginamos que a água ia subir tanto. Foi muita água. Agora tenho de esperar, sem água [para beber], sem mantimento, sem nada.

O proprietário da casa de Mesquita, Nilson Moreira de Macedo, que mora no mesmo terreno, também mantinha uma oficina na área. Ele perdeu o local onde morava e todos os objetos de trabalho.

- Não afetou só minha casa, mas o local de trabalho. Moro aqui há 35 anos. Nunca vi nada assim.

O Hemorio (Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro) informou que precisa de cerca de 300 bolsas de sangue para enviar para a região serrana, principalmente Teresópolis e Nova Friburgo. Segundo a assessoria do instituto, as cidades atingidas pelas chuvas têm grande número de vítimas que necessitam de transfusão de sangue.

O Hemorio pede para que a população compareça ao hemocentro ou a dos 26 postos de coleta de sangue no Estado. Segundo o instituto, janeiro é um mês em que, tradicionalmente, o número de doadores cai. Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e trazer um documento oficial de identidade com foto. Entre a triagem e a doação, todo o processo leva cerca de uma hora.

O Hemorio fica na rua Frei Caneca, 8, no centro. O horário de funcionamento é das 7h às 18h, todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Para mais informações, o hemocentro oferece o 0800-282 0708 para tirar dúvidas e agendar horário para a doação.

Chega a 335 o número de mortos na Região Serrana do Rio


Do G1 RJ

Depois de dois dias de chuva forte na Região Serrana do Rio, subiu para 335 o número de mortos na área. Em Nova Friburgo, o número de vítimas passou de 107 para 155, segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Friburgo, na manhã desta quinta-feira (13).

Em Teresópolis, o número também subiu nesta manhã, passando de 130 para 146, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil de Teresópolis, Flávio Luiz de Castro. Os corpos foram levados para o IML e a delegacia da cidade.

Pelo novo balanço, o número de total de vítimas até as 7h40 desta quinta é de 155 mortos em Friburgo, 146 em Teresópolis e 34 em Petrópolis, onde a maioria das vítimas foi encontrada no Vale do Cuiabá, no Distrito de Itaipava. O acesso à Região Serrana ainda é complicado nesta manhã.

Choveu forte durante a madrugada desta quinta-feira (13) nos acessos a Teresópolis. Na cidade, os bairros mais atingidos, segundo a Defesa Civil, são Caleme, Posse e Campo Grande. A Defesa Civil, que ainda não conseguiu chegar ao bairro de Campo Grande, acredita que mais de duas mil casas tenham sido destruídas pela chuva e que cerca de 150 corpos estejam na região. Eles vão tentar chegar a este bairro nesta manhã.

As buscas por outras vítimas na Região Serrana terão o apoio de helicópteros nesta quinta-feira (13). Durante a madrugada, uma chuva fraca atingiu as cidades de Teresópolis e Petrópolis, mas sem registro de novos deslizamentos. Em Nova Friburgo, a comunicação ainda é precária, já que o sistema de telefonia foi atingido.

A procura por desaparecidos continuou durante a madrugada em Friburgo e Teresópolis, mas teve que ser interrompida em Petrópolis, onde a falta de luz prejudicou os trabalhos. Segundo bombeiros, por volta das 7h, os trabalhos recomeçaram na cidade. Vários bairros da Região Serrana foram atingidos.

Dilma e Cabral vão sobrevoar a Região Serrana

Na quarta-feira (12), o governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ajuda à Marinha no trabalho de resgate. Em resposta, a Marinha disponibilizou dois helicópteros (um Esquilo e um Super Puma) para o transporte de pessoal e equipamentos dos bombeiros. Esses helicópteros se juntam a outros cinco do governo do estado na missão de carregar equipes e equipamentos serra acima. Cabral visitará a região nesta quinta. A presidente Dilma Rousseff, que já liberou R$ 780 milhões para os municípios do Rio de Janeiro e São Paulo atingidos pelas chuvas, também vai sobrevoar a Região Serrana nesta quinta.

Itaipava após a chuva que devastou a Região Serrana do Rio de Janeiro (Foto: Aluizio Freire/G1)O coronel Souza Vianna, comandante do 15º GBM (Petrópolis), afirmou que o trabalho de resgate foi suspenso no trecho da estrada que liga Itaipava a Teresópolis, no sentido contrário ao fluxo do Rio Santo Antônio, conhecido como Vale do Cuiabá, devido à falta de luz e à quantidade de lama.

Já em Teresópolis, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil do município, Flávio Castro, as buscas continuam em nove dos 17 pontos atingidos pela chuva. Ele afirmou que o trabalho se intensifica nos bairros do Espanhol e Barra do Imbuí. Nas outras áreas, os trabalhos foram suspensos por falta de iluminação, e recomeçam às 6h desta quinta. O secretário estima que há cerca de 25 desaparecidos.

Falta de luz, telefone e transporte



A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite desta quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.

Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.

A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas. Os desalojados na cidade são 1280 e os desabrigados, 960.

Oitocentos homens da Defesa Civil e dos Bombeiros atuam em Teresópolis (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)Os bairros mais atingidos em Teresópolis foram Bonsucesso, Caleme e Biquinha. Também registraram vítimas Poço dos Peixes, Vale Feliz, Fazenda da Paz, Posse, Paineiras, Jardim Serrano, Parque do Imbuí, Granja Florestal e Barra do Imbuí, Pessegueiros e Salaquinho.

Em Nova Friburgo, a maior parte das vítimas morava no bairro de Conselheiro Paulino. A chuva forte deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte na quarta (12). À tarde, moradores perambulavam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer. O ginásio de uma escola estadual é usado como necrotério.

Imagem área mostra devastação em área de Nova Friburgo (Foto: Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro)Na vizinha Petrópolis, o cenário é semelhante. No distrito de Itaipava, a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região. Uma escola no distrito abriga 30 famílias desalojadas.

Nelson Machado de Souza, 61 anos, diretor de qualidade da Cervejaria Petrópolis, foi mais uma das vítimas das chuvas. A casa dele e de seus dois filhos – uma ao lado da outra –, no Vale do Cuiabá, foram invadidas pelas águas que transbordaram do Rio Santo Antônio, que atingiu uma extensão de pelo menos 10 quilômetros levando tudo que estava pela frente: “Em pouco mais de 15 minutos, tudo o que era conforto virou um brejo, lamaçal”, disse.

O trabalho de resgate das vítimas da tragédia causada pela chuva na cidade é reforçado por homens do Grupamento de Busca e Salvamento que atuaram no Morro do Bumba, em, Niterói, em Angra dos Reis e no Haiti. À noite, integrantes desse grupamento resgataram com vida um bebê de seis meses de idade. Também resgatado com vida, o pai dele passou 15 horas soterrado, abraçado ao filho.

A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que “toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos”.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, esteve na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas.