
Gurgel impõe sua vontade no CNJ evitando que fosse apurado o
favorecimento de rádios e outros veículos de imprensa pertencentes aos irmãos
Neves.
Para integrantes da Procuradoria Geral da República, Gurgel,
além de comprovadamente favorecer políticos de oposição ao governo de Dilma,
encontra-se refém do PSDB e da base de oposição junto ao Congresso Nacional,
que além de determinar ao TCU que o investigue, está perto de instalar seu Impeachment.
Segundo seus assessores, se o CNMP determinasse o
prosseguimento das investigações contra o favorecimento, através de verbas
milionárias do Governo de Minas, à Radio Jovem Pan e outros veículo de imprensa
pertencente ao senador Aécio Neves e sua Irmã, Gurgel perderia o apoio do PSDB,
que vem tentando impedir que o mesmo seja investigado pelo Senado Federal.
“Nota-se claramente que Gurgel tornou-se refém do
PSDB,devido às irregularidades que cometeu e agora, mesmo a custa do desgaste
da imagem da instituição que dirige, tenta salvar a própria pele”, informa um
procurado aposentado.
Por unanimidade, o Plenário do Conselho
Nacional do Ministério Público (CNMP) julgou improcedente, nesta terça-feira
(26/2), reclamação ajuizada pelo promotor de Justiça de Minas Gerais João
Medeiros Silva. Ele pediu a anulação de ato do procurador-geral de Justiça do
MPMG que havia avocado inquérito civil público instaurado para investigar
repasses do governo de Minas à empresa de comunicação de propriedade do senador
Aécio Neves e sua irmã Andrea.
“Aécio já não é mais governador, demonstrando que a decisão
está coberta de ilegalidade e o voto do conselheiro Almino Afonso na verdade
foi feito pelo conselheiro Jarbas Soares”, informa um ex-integrante do CNMP.
Concluindo: “Utilizaram uma argumentação não cabível à questão, pois em momento
algum não estava em discussão o conflito de atribuição”.
Lavando as mãos, o CNMP, utilizando-se de um artifício,
decidiu que não cabe ao Conselho rever decisões em conflito de atribuição ou qualquer
ato relativo à atividade-fim do Ministério Público. Evitando desta forma que o
CNMP examinasse o mérito da decisão de avocação e de arquivamento. Para os
procuradores consultados por Novojornal, “este foi o canto do cisne de Gurgel e
do modelo que ele representa”.