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terça-feira, 17 de abril de 2012

Desenvolvimento com justiça social é a marca do Brasil, afirma Paulo Ferreira

Deputado Paulo Ferreira (PT-RS) - Foto: Liderança do PT na Câmara

Parlamentar do PT-RS avalia a importância dos programas sociais do governo como elemento de transformação do País.


O deputado Paulo Ferreira (PT-RS) reforçou, durante entrevista à Rádio PT, a importância da ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, que começa a atender a população de municípios com menos de 50 mil habitantes.

Ferreira vinculou mais essa importante ação do governo federal ao projeto nacional que vem sendo implementado nos últimos nove anos no Brasil.

“A presidenta Dilma, quando lança o programa Minha Casa Minha Vida para as cidades com menos de 50 mil habitantes, ela está dando um conteúdo e repercutindo positivamente o projeto de crescer e de distribuir. Um país não se realiza unicamente com uma economia forte. O Brasil é o único país que na última década combinou crescimento com diminuição de desigualdades e este programa lançado pela presidenta Dilma agora vem de fato ao encontro desta dimensão social do desenvolvimento. Crescer a economia, mas criar condições de oportunidade para que as pessoas possam ter trabalho, para que as pessoas possam ter acesso ao serviço públicos de educação, saúde, enfim, para que nosso país consiga adquirir os índices de desenvolvimento humano, comparável aos países que já historicamente alcançaram esta patamar”, enfatiza.

O parlamentar petista enfatizou o modelo de desenvolvimento com justiça social colocado em prática pelo governo Lula, a partir de 2003 e que o governo da presidenta Dilma dá continuidade.

“Tem um dado importante na teoria do desenvolvimento que, felizmente, para orgulho nosso, podemos apresentar como resultado: O Brasil rompeu com a tradição histórica do país crescer e não dividir, do país crescer e não distribuir, para orgulho nosso, desde 2003, o Brasil conseguiu atualizar e conseguiu fazer com que o projeto nacional combinasse estes dois elementos muito difíceis: crescer economicamente, tornar a econômica brasileira e hoje nós já somos a 6ª economia mundial, robusta, potente, uma economia que cria oportunidades e, ao mesmo tempo, as políticas do estado vem diminuindo gradativamente os desníveis sociais que nós, historicamente, acumulamos”

( Ana Claudia Feltrim, Rádio PT – Adriano Lozado, Portal do PT)




segunda-feira, 16 de abril de 2012

PT estreia palanque deste ano com demonstração de força e unidade

ImagePublicado em 16-Abr-2012 - Zé Dirceu

Três decisões da maior importância - a definição de duas candidatura próprias do PT a prefeito, e uma de vice - mais a volta do ex-presidente Lula aos palanques, em sua 1ª aparição pública na campanha após a conclusão do tratamento, marcaram a política no fim de semana. Simbolizaram, principalmente, a aceleração da marcha do partido rumo à eleição municipal de 7 de outubro. Outro fato da maior relevância foi a presença da senadora Marta Suplicy (PT-SP) no palanque do ato público da inauguração no ABCD de um marco do seu governo (2001-2004) na capital paulista, o Centro Educacional Unificado-CEU. No caso, a unidade inagurada é o Regina Rocco Casa. A entrada pública do ex-presidente na campanha deste ano, reuniu no palanque o nosso candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, os senadores Eduardo e Marta Suplicy, deputados estaduais, federais e prefeitos da região, numa demonstração da unidade e força do PT.
Três decisões da maior importância - a definição de duas candidaturas próprias do PT a prefeito, em Campinas e São Luís e uma de vice, na chapa do PSB em Belo Horizonte - mais a volta do ex-presidente Lula aos palanques, em sua 1ª sua primeira aparição pública na campanha após a conclusão do tratamento do câncer da laringe - marcaram a política no fim de semana.

Indicam, principalmente, a aceleração da marcha do partido rumo à eleição municipal de 7 de outubro próximo. Outro fato da maior relevância foi a presença da senadora Marta Suplicy (PT-SP) no palanque do ato público em São Bernardo do Campo na inauguração no ABCD de um marco de seu governo na capital paulista (2001-2004), o Centro Educacional Unificado (CEU). No caso, a unidade inaugurada é o Regina Rocco Casa - homenagem à mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia da Silva.

A festa símbolo da entrada pública do ex-presidente Lula na campanha deste ano, reuniu no palanque o nosso candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, os senadores Eduardo e Marta Suplicy, deputados estaduais, federais e prefeitos da região do ABCD paulista.


Uma bonita demonstração de unidade


Foi, assim, uma bonita demonstração de unidade e força do PT na disputa pela maior e mais importante prefeitura do país, a de São Paulo. Em Campinas, maior cidade do interior do país, Márcio Pochmann, atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), teve 1.088 votos de um total de 1.555 eleitores petistas que votaram na eleição interna. O resultado deu-se ante os 428 dados ao ex-deputado estadual e diretor da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho. Foram registrados 26 votos em branco e 13 nulos.

As escolhas de candidatos próprios do PT a prefeito de Campinas e São Luís, e de um vice petista para a chapa da reeleição do prefeito Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte - uma reedição de aliança bem sucedida em 2008 - constituem uma reafirmação do PT, que deve vencer e governar a capital maranhense com a candidatura do ex-deputado e atual vice-governador, Washington Dias; reeditar o sucesso da aliança de 2008 na capital mineira; e que o partido estará na disputa em Campinas.

A possibilidade de passar a limpo golpe em Campinas

ImagePochmann vem com participação e passagens importantes nos governos Marta Suplicy na capital paulista, Lula e Dilma Rousseff. Sua presença agora no páreo, na disputa da eleição direta de outubro em Campinas - os vereadores locais acabaram de eleger um prefeito biônico, para um mandato tampão de oito meses e meio - adquire expressão maior, inclusive para passar a limpo o golpe político patrocinado pelo PSDB e PSB locais que levou a cassação do ex-prefeito dr. Hélio (PDT) e do nosso vice, Demétrio Vilagra (PT).

Já em Belo Horizonte o PT reafirmou a aliança com o PSB do atual prefeito Márcio Lacerda, indicando seu vice em novo encontro do partido no próximo dia 29. Lá nas Geraes, agora, fica a questão da participação do PSDB na coligação PSB-PT, já decidida entre o prefeito e o tucanato da capital mineira.

Capa sem-vergonha da Veja joga fumaça para abafar CPI do Cachoeira e da Privataria Tucana

Êta capinha sem-vergonha essa da revista Veja!

Haja cara-de-pau! É a revista que está fazendo cortina de fumaça para abafar seu próprio rolo com a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira.
Quer dizer que se depender da revista não se pode apurar mais corrupção nenhuma no Brasil, pois o monopólio do noticiário tem que ser só o surrado "mensalão"?

A revista Veja quer passar mais 20 anos com a notícia de uma nota só do "mensalão" para abafar a CPI do Cachoeira, a CPI da Privataria Tucana, e todo tipo de corrupção tucana e da própria imprensa corrupta, até prescrever seus crimes.

Quando pensamos que a revistinha iria trazer na capa pelo menos a
"novela Agnelo" que o Jornal Nacional vem dramatizando para intimidar o PT... mas nem isso ela teve coragem, porque afinal acabaria reforçando a necessidade de uma CPI para esclarecer tudo sobre os tentáculos de Carlinhos Cachoeira.

Essa capa é uma vergonha perante seus próprios fãs que tem mais de dois neurônios, pois mostra confissão de culpa de estar enrolada até o pescoço com a quadrilha de Cachoeira, e ainda se acovarda perante seus fãs demotucanos ao fugir da briga, não atacando petistas na CPI do Cachoeira.

Aliás, republicar notícia de 2005, só reforça a idéia de que
a revista ficou acéfala em seu denuncismo, com a prisão do pauteiros Carlinhos Cachoeira, e dos arapongos sargento Dadá e Jairo Martins.

A única explicação para essa capa sem-vergonha é DESESPERO!

Quem tem medo da verdade sobre o "mensalão"?
- O fato jornalístico novo no "mensalão" são as declarações do ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula. Vejam bem que são declarações de quem tinha a mulher como suplente do senador Demóstenes Torres, portanto conhecedor dos bastidores das articulações políticas goianas. O que justifica a velha imprensa ter dado tanta ênfase à entrevista de Roberto Jefferson quando inventou o termo "mensalão", e nenhuma ênfase na entrevista de Ernani de Paula, que revela as origens do grampo nos correios?



Detalhe: Ernani de Paula não é nenhum petista. Além de ex-correligionário de Demóstenes, foi  sócio do ex-ministro tucano de FHC Pimenta da Veiga, teve uma fazenda usada como locação para novela da TV Globo, e foi amigo de juventude de Aécio Neves, inclusive já dividiram apartamento em Belo Horizonte, quando Tancredo foi governador de Minas.

- A entrevista de Ernani de Paula não "mela" propriamente o mensalão, mas traz fatos novos que todo o mundo jornalístico tem obrigação de se interessar para esclarecer a verdade. A entrevista, obviamente não apaga a existência de Marcos Valério da história, mas traz fatos novos das tramas e tramóias políticas. Por que ter medo de descobrir a verdade? Por que desmascara tucanos e veículos da imprensa.

- O "mensalão" não precisa "melar". Ele já está melado de nascença. Ali construiu-se um enredo que não existe. Pegou-se diversos ilícitos soltos de diversos políticos, inclusive o valerioduto que era "pau para toda obra" de caixa-2 de campanha, dinheiro de Daniel Dantas e outras coisitas mais, inclusive tucanas em sua maioria, e jogaram tudo num balaio só como se fosse um inexistente sistema único de compra de votos parlamentares. É como se pegasse vários delitos de políticos do PSDB e denunciasse Sergio Guerra, Aécio Neves, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin por formação de quadrilha.

- O "mensalão" já passou pela CPI dos Correios e dos Bingos, processos nos Conselhos de Ética, devassa da Polícia Federal, CGU, Receita Federal, já foi denunciado pelo Procurador-Geral da República e o processo já está correndo no STF e será julgado. Já teve milhares de reportagens e "reporcagens" a respeito, e terão outras, sim, inclusive tendo que admitir a inocência de quem sairá inocentado. Mas noticiar isso não impede ninguém de noticiar nem de abrir CPI do Cachoeira, da Privataria Tucana, das propinas na Suíça para da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de noticiar o mensalão do Eduardo Azeredo (do PSDB mineiro), etc.

- A não ser os demotucanos e o PIG (*) com interesses eleitoreiros na urgência em julgar o "mensalão" em ano eleitoral para produzir manchetes a serem exibidas no horário eleitoral gratuito, há muito mais urgência de interesse público (inclusive para reaver bilhões desviados) em cobrar do STF a reabertura dos processos da operação Satiagraha, da Castelo de Areia, das propinas da Alstom e Siemens para tucanos paulistas, de apurar as roubalheiras na Privataria Tucana, coisas que nuncas sofreram uma devassa, pelo contrário, fazem tudo para abafar, ao contrário do que ocorreu com o "mensalão".

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.

Lula de volta aos braços do povo


Hoje o presidente Lula retornou aos braços do povo, na inauguração do primeiro Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo, que tem o nome de Regina Rocco Casa, em homenagem à mãe da D. Marisa Letícia.

Lula agradeceu à homenagem prestada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e falou que “a mãe da Marisa, como tantas outras mães, são daquelas figuras anônimas que ajudaram a construir São Bernardo do Campo”.

A presidenta Dilma também foi lembrada. Lula disse que ela estaria no evento não fosse a viagem à Colômbia para participar da Cúpula das Américas, e completou: “Eu acho que a Dilma é outra coisa boa que aconteceu pro país ... Assim como eu provei que não precisa de uma pilha de diploma para governar e saber cuidar de pobre, a Dilma vai provar que a mulher não tem nada de inferior ao homem”.

Lula, que ainda faz exercícios de fonoaudiologia para a voz, disse esperar, em 15 ou 20 dias, estar liberado para se dirigir aos companheiros e companheiras de todo Brasil e ”ajudar o nosso partido a continuar crescendo e elegendo pessoas como o Marinho, como o Fernando Haddad, como o Oswaldo, como o Mário Reali, como Grana, e como tantos que nós temos que eleger no Brasil inteiro”.
A senadora Marta Suplicy (PT), que lançou o programa dos CEU's quando foi prefeita São Paulo, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, Lula, D. Mariza, o ex-ministro da educação Fernando Haddad com a esposa.

Marco Maia: Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?

Deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Arquivo/PT)

Presidente da Câmara responde matéria publicada na revista Veja. Leia a íntegra


Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:

- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;

- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;

- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;

- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;

- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;

- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;

- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.

Dep. Marco Maia,Presidente da Câmara dos Deputados

Guido Mantega participa de reunião com direção do PT para falar sobre economia brasileira

Reunião da Executiva do PT com o ministro Mantega (Foto: Richard Casas/PT)

Ministro da Fazenda foi convidado pela Executiva Nacional do PT para fazer exposição sobre temas econômicos


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou na noite de quarta-feira (11) de um encontro com os membros da Comissão Executiva Nacional do PT. A reunião, solicitada pela CEN, ocorreu nas dependências da sede nacional do Partido, em Brasília.

Na oportunidade, o ministro da Fazenda fez uma exposição sobre “A economia brasileira no quadro mundial”, quando apresentou diversos dados e índices econômicos com as projeções e os resultados das medidas tomadas pelo governo Dilma para o enfrentamento da crise econômica que atinge principalmente a Europa.

Participaram do encontro com Mantega os membros da Executiva Nacional do PT e integrantes do Diretório Nacional.

Acompanhem abaixo alguns dados fornecidos pelo ministro da Fazenda durante a sua exposição.

Crescimento econômico

O Brasil apresentará índices de crescimento nos próximos anos, apesar da desaceleração da economia mundial, sobretudo nas economias avançadas, onde não está descartada a possibilidade de haver recessão. De acordo com organismos multilaterais (FMI, ONU e Banco Mundial) o crescimento da economia mundial deve girar em torno de 3%, taxa inferior às de 2010 e 2011.
Dentre as maiores economias mundiais, os BRICS são os que apresentam as maiores taxas de crescimento e a projeção de crescimento para o Brasil em 2012, feita pelo Ministério da Fazenda, pode chegar a 4,5%.

Quinta economia mundial

De acordo com os dados do Ministério da Fazenda, uma nova ordem econômica vem se configurando nos últimos anos e os principais centros e organismos de pesquisa internacionais tem projetado que os países emergentes devem continuar a subir na classificação das maiores economias do planeta.
Em cinco anos, segundo projeções do ministro Mantega, o Brasil deverá se tornar a quinta maior economia do mundo.

O Brasil tornou-se um país emergente ao alcançar taxas de crescimento de 4%, em média, por oito anos consecutivos, graças ao novo modelo de desenvolvimento implantado a partir de 2003. Modelo esse baseado no fortalecimento do mercado interno, por meio do emprego, da distribuição da renda e dos investimentos que permitiu ao País atingir níveis elevados de crescimento.

Mercado amplo e emprego elevado

Um dado importante apresentado é de que a expansão do mercado interno brasileiro em 2011, medida pelo comércio varejista, foi próxima de 8%, devido ao crescimento da renda e da massa salarial. Em 2011 foram criados aproximadamente 1,9 milhão de novos postos de trabalho formal.

Enquanto o mundo vive às voltas com o fantasma do desemprego, situado acima dos 10% em algumas economias avançadas, o Brasil segue outra direção onde, apesar das adversidades do ambiente externo, apresenta ano após ano uma redução da taxa de desemprego que atingem os menores níveis da série histórica do IBGE.

Crédito

O mercado interno tem recebido estímulos, entre outros fatores, pela expansão do crédito que chegou a crescer 19% em 2011 e atingiu R$ 2 trilhões, segundo dados da Fazenda. Ou seja, quase 50% do PIB.
O Brasil superou um longo período em que a maioria do povo brasileiro não tinha acesso à rede bancária. Agora, o entendimento é que crescimento inclusivo também significa tornar o crédito acessível a todos.
Com programas como o Minha Casa Minha Vida, esse crescimento inclusivo possibilita a realização do sonho da casa própria para milhões de famílias brasileiras.

Gastos com educação e saúde

Neste novo modelo de desenvolvimento, além do pleno acesso à aquisição de bens, também está garantido um maior acesso aos serviços públicos básicos. Para se ter uma idéia , os gastos do governo federal com educação cresceram 222% em termos reais, de 2002 para cá.

Na saúde, a disponibilidade de recursos foi dobrada e cresceu 107% em valores reais.

Redução da desigualdade de renda

O Brasil é um dos poucos países do mundo que concilia a solidez no crescimento econômico com a distribuição de renda.

Os números do governo apontam para uma redução da pobreza pela metade em pouco menos de oito anos, o que significa uma antecipação pelo Brasil das Metas do Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas. A verdade é que a renda dos mais pobres no País cresce mais rapidamente do que a dos mais ricos, o que é uma exceção inclusive nos países que compõem o BRICS.

Segundo esses dados, a pobreza extrema tende a convergir rapidamente para próximo de zero. E mesmo com a expansão da renda para todas as camadas sociais, verifica-se que o crescimento do poder aquisitivo dos mais pobres é proporcionalmente maior.

Solidez fiscal

Um outro dado importante é o destaque internacional do Brasil para a responsabilidade fiscal. Em países avançados, a estagnação da economia, combinada com os planos de salvamento dos sistemas financeiros, resultou em recordes nos déficits fiscais. No Brasil, assim como em outras economias emergentes, o crescimento econômico aliado à estabilidade do sistema financeiro permitem resultados fiscais mais sólidos e sustentáveis.

Esse equilíbrio fiscal, segundo a Fazenda, baliza as ações do Governo sem que haja o comprometimento do desenvolvimento, da distribuição da renda e da meta de erradicação da miséria.

Previdência e Dívida Pública

A expansão do mercado de trabalho e a ampliação da formalização da economia garantem uma tendência de queda nos déficits da Previdência Social. No ano passado, ele foi de 0,85% do Produto Interno Bruto, o menor desde 2001.

Com relação à dívida pública, apesar do cenário internacional desfavorável, que deteriorou as contas públicas de países desenvolvidos, o Brasil conseguiu reduzir seu estoque em relação ao PIB.

Inflação

A alta dos preços das commodities, desde o último trimestre de 2010, provocou um impulso inflacionário na economia mundial e os efeitos desse surto foram sentidos ao longo de 2011, mas a tendência é que ele se dissipe em 2012.

O Brasil agiu de maneira enfática frente à pressão inflacionária criando condições para impedir que os preços sofressem uma forte aceleração. As ações funcionaram e desde o segundo semestre de 2011 as taxas de inflação desaceleraram.

Durante a exposição do ministro da Fazenda também foram apresentados dados sobre mercados de capitais, taxa de juros, guerra cambial, comércio exterior, recorde na safra brasileira e investimentos estrangeiros no País.

(Geraldo Magela Ferreira, com informações da Secretaria Geral Nacional -  Portal do PT)

José Mentor defende fim das transmissões das lutas não olímpicas pela televisão

Foto: Divulgação

Parlamentar petista defende fim das transmissões televisivas de lutas não olímpicas


Em entrevista ao programa Rádio TVPT entrevista o deputado José Mentor (PT-SP) foi enfático ao defender o fim das transmissões de lutas não olímpicas nos canais de televisão abertos. Para Mentor, as lutas de MMA são verdadeiras armas que podem levar os jovens a praticar mais e mais violência.
“É desumano porque os golpes que ela permite, ponta pé na cabeça, joelhada na cabeça, sequência repetida de socos e cotoveladas no rosto causam traumas fortes, quando o lutador já está quase abatido continua apanhando com golpes reiterados, enfim, eu digo que é uma briga de rua. No Brasil, você tem a proibição da rinha de galo, rinha de canário, rinha de cães, tem cidades como são Paulo que proíbe o rodeio que machuca o cavalo, machuca o touro, nós não podemos permitir uma luta dessas que é uma rinha humana, machuca o homem, a pessoa humana é uma coisa realmente bárbara.

Mentor explica o conteúdo do seu projeto: “Por isso, é que nós estamos com esse projeto, ele diz assim só pra você entender: só se pode transmitir ou televisionar lutas marciais olímpicas e as não olímpicas que existem várias que não são olímpicas, mas que são lutas marciais que tem filosofia de auto controle, de auto determinação, de não agressão, de auto defesa que esse é o conceito primitivo da luta marcial, da origem da luta marcial desde que sejam autorizadas pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos, então vão avaliar se aquele luta causa ou não trauma as pessoas e aí autorizam a transmissão, você tem por exemplo a capoeira, a demonstração da capoeira é como se fosse uma dança, é um negócio bonito, artístico de ver, você tem que procurar outras lutas marciais que também não são olímpicas e que quando tem demonstrações e até disputa, preservam , protegem os competidores e com isso evitam a agressão.”

O parlamentar tem percorrido o Brasil e recebido vários apoios, inclusive de lutadores que são contra a luta MMA. José Mentor afirma que não vivemos na “Idade da Pedra, temos que procurar a paz e o equilíbrio”. Informações e sugestões podem ser enviadas para o e-mail dep.josementor@camara.gov.br.
“Esse é um projeto muito polêmico e com muitos interesses, esta luta é uma das que mais crescem no mundo com muitos interesses econômicos, são interesses de poucos ganhando muito dinheiro com sangue e a desumanidade alheia, quem ganha mesmo é o empresário, aquele que produz, aquele que financia e que faz com que o campeonato se realize, as pessoas que entendem da forma que eu estou pensando precisam ajudar a difundir, conversando com os amigos, pois não temos espaço tão grande na mídia pra poder difundir isso o espaço da grande mídia é favorável a luta e ajudando a fazer o debate, o Eder Jofre foi lutador de box é contra o MMA, o Maguila é contra o MMA, o Ted Boy Marino que foi um dos astros da luta livre, também é contra o MMA. O Popó, que é deputado hoje, é a favor do MMA, então o debate tem que ser intensificado e as pessoas podem ajudar nesse sentido mandando e-mail pro gabinete e eu ficaria muito satisfeito em receber”, enfatiza Mentor.

(Ana Claudia Feltrim -  Rádio TVPT)

Lula participa de inauguração de CEU em São Bernardo do Campo

Lula recebe o carinho do povo em São Bernardo do Campo (Foto: Ricardo Stuckert/Instituo Lula)

Em primeiro ato público após a doença, ex-presidente diz que continuará ajudando o PT a crescer


O ex-presidente Lula participou hoje da inauguração do primeiro Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo. A unidade tem o nome de Regina Rocco Casa, em homenagem à mãe da ex-primeira dama, Marisa Letícia Lula da Silva.

Em seu primeiro ato público após terminar o tratamento contra o câncer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que espera, em 15 ou 20 dias, estar apto a se dirigir aos companheiros e companheiras de todo Brasil e ”ajudar o nosso partido a continuar crescendo e elegendo pessoas como o Marinho, como o Fernando Haddad,  como o Oswaldo, como o Mário Reali, como Grana, e como tantos que nós temos que eleger no Brasil inteiro”.

Além do ex-presidente e da ex-primeira dama, estiveram no evento pré-candidato à prefeitura de São Paulo e ex-ministro, Fernando Haddad, a senadora e ex-prefeita, Marta Suplicy, criadora do modelo de CEUs em São Paulo e o prefeito da cidade, Luiz Marinho.


Lula agradeceu à homenagem prestada pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e ressaltou que “a mãe da Marisa, como tantas outras mães, são daquelas figuras anônimas que ajudaram a construir São Bernardo do Campo”.
O CEU, totalmente adaptado às normas de acessibilidade para portadores de deficiência, é composto por quatro blocos, que totalizam 112 salas de aula para 184 turmas, quatro bibliotecas, um teatro com capacidade para 456 lugares, ginásio de ginástica artística, duas quadras poliesportivas, dois refeitórios, vestiários e arquibancada para 150 pessoas. A perspectiva é que a unidade educacional zere o déficit de vagas da educação infantil na região da Vila São Pedro, Vila Esperança, Jardim Irajá e adjacências.

O ex-presidente se referiu ainda à presidenta Dilma Rousseff, dizendo que ela estaria no evento não fosse uma viagem agendada à Colômbia para participar da Cúpula das Américas. Sobre ela, Lula disse: “Eu acho que a Dilma é outra coisa boa que aconteceu pro país [...] Assim como eu provei que não precisa de uma pilha de diploma para governar e saber cuidar de pobre, a Dilma vai provar que a mulher não tem nada de inferior ao homem”.

sábado, 14 de abril de 2012

Carteira do Idoso atinge 1 milhão de emissões

Documento dá acesso gratuito ou a desconto mínimo de 50% em passagens interestaduais, contemplando a população mais pobre. Fornecido pelas secretarias municipais em parceria com o MDS, requer a inclusão do beneficiário no Cadastro Único e atende a direito estabelecido pelo Estatuto do Idoso (Foto: Rodrigo de Oliveira/MDS)

Brasília – O Brasil emitiu 1.005.776 Carteiras do Idoso de 2007 até hoje. O documento dá acesso à gratuidade ou ao desconto mínimo de 50% no valor das passagens interestaduais, seja de ônibus, trens ou barcos. A Carteira do Idoso é fornecida pelas secretarias municipais de Assistência Social, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Trata-se de direito garantido pelo Estatuto do Idoso. Até maio do ano passado, o número de carteiras emitidas era de 393 mil, portanto, de lá pra cá, ele praticamente triplicou. Para a secretária adjunta da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, Valéria Gonelli, o volume de emissões demonstra o empenho na efetivação dos direitos estabelecidos no Estatuto do Idoso.

Têm direito à Carteira do Idoso pessoas com 60 anos ou mais que não tenham como comprovar renda individual igual ou inferior a dois salários mínimos. Para obter o documento, o idoso deve procurar a secretaria municipal ou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de seu município, onde será feita a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Com a inclusão, o idoso receberá o Número de Identificação Social (NIS), que permite a solicitação da carteira por meio do programa que gerencia o Sistema Único de Assistência Social (SuasWeb). Caso o idoso já tenha seus dados no Cadastro Único e seu NIS, a carteirinha será solicitada a partir dele. A carteira vale por dois anos e a renovação está sujeita à atualização dos dados cadastrais.

A legislação estabelece que as empresas do sistema de transporte coletivo interestadual reservarão duas vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. O desconto mínimo de 50% no valor da passagem se dará caso haja demanda acima das vagas gratuitas. De acordo com o decreto de 2006, para ter direito ao desconto o idoso deverá adquirir o bilhete pelo menos seis horas antes de viagens de até 500km e 12 antes de viagens acima de 500km. No dia da viagem, o idoso deverá comparecer ao terminal de embarque pelo menos 30 minutos antes da saída, para não perder o benefício.

Quem tem como comprovar renda não precisa da Carteira do Idoso para ter acesso às passagens interestaduais gratuitas ou ao desconto. Basta apresentar o comprovante e o documento de identidade.

O gestor de assistência social que necessitar de mais informação sobre a Carteira do Idoso pode acessar o Portal do MDS. O idoso pode tirar dúvidas aqui ou ligar para o MDS pelo 0800 707 2003.

Acesse o boletim de rádio:

Oportunidade para quem chegou aos 60 e quer viajar de graça para fora do estado

Minha Casa, Minha Vida também nos pequenos municípios

ImagePublicado em 13-Abr-2012

Programa chega a cidades de até 50 mil habitantes...


Boa notícia esta de que o programa Minha Casa, Minha Vida foi ampliado e passará a atender, também, municípios com até 50 mil habitantes. Ontem, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que 2.582 cidades brasileiras passarão a contar com os benefícios do programa que contempla um dos maiores sonhos dos trabalhadores deste país: a casa própria.

“É preciso atender aos que mais precisam: falta casa e tem miséria, aí tem que estar o Minha Casa, Minha Vida", disse a presidenta aos prefeitos das cidades selecionadas. Ela aproveitou para ressaltar o papel deles neste processo: "os senhores vão identificar as famílias que precisam da casa própria para atender todos que querem concretizar um sonho".

Nesta 2ª fase do programa, as facilidades de acesso à moradia contemplam a população com renda mensal de até R$ 1.600,00. Cerca de R$ 2,8 bi serão investidos na construção de 107.348 unidades residenciais distribuídas nestes municípios. "Isso significa gerar oportunidades de emprego. O comércio local vai comprar produtos, as pessoas vão comprar cimento e, assim, como a gente faz justiça social, faz crescimento econômico. É com essa engrenagem que as coisas são feitas", explicou a chefe do governo.

Mudanças importantes

Presente ao evento, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), ex-prefeito de Cruzeiro do Oeste, município paranaense de 20.416 habitantes - segundo o Censo IBGE 2010 - comemorou a ampliação do programa. Ainda prefeito quando o Minha Casa, Minha Vida foi lançado no governo Lula, sua cidade ficou fora dos benefícios durante aquela 1ª fase que atendia municípios de 50 mil a 100 mil habitantes.

"De lá prá cá, muitas mudanças foram implementadas e ações passaram a acontecer nos pequenos e médios municípios", comemora o deputado. "O Minha Casa, Minha Vida é um dos programas mais importantes do governo federal e tem tornado real o sonho da casa própria de muitas famílias carentes brasileiras".

Zeca conta que no ano passado, a pedido da presidenta Dilma, foi feito todo um trabalho no Congresso de modificação da legislação do Minha Casa, para facilitar o acesso das pessoas ao programa e sua maior presença nos municípios - aí, já com foco, também, nas pequenas cidades.


135 municípios do Paraná são contemplados


O deputado festeja o fato de 135 municípios do seu Estado, o Paraná, terem sido contemplados pelo programa. Ao todo, 5.128 casas via municípios e Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR) serão construídas no Estado."Foi feito todo um esforço técnico para que os municípios fossem bem orientados e apresentassem propostas de acordo com o que determinam as diretrizes do governo federal, do próprio PAC e do Minha Casa", conta Zeca. "Fico muito satisfeito em poder ajudar os municípios paranaenses neste processo".

Tudo indica que as boas novas continuam. A presidenta Dilma acenou com a possibilidade de que a meta desta 2ª fase do programa amplie dos atuais 2 milhões de casas previstas para 2,4 milhões até 2014. Como vocês podem ver, a prova inconteste de que justiça social caminha sim de mãos dadas com desenvolvimento econômico.

Foto: Antonio Cruz/ABr

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Instituto KGM aponta os Melhores Prefeitos de Mato Grosso. Prefeito de Juína esta entre os Melhores


Além do prefeito de Água Boa, os gestores de Sapezal, Lucas do Rio Verde, São José do Rio Claro, Ponte e Lacerda, Juína, Juscimeira, Primavera do Leste, Colider e Nova Mutum encabeçam o ranking

RENATA NEVES
Da Reportagem

O prefeito de Água Boa, Maurício Cardoso Tonhá (PR), encerra seu mandato em 2012 ocupando o primeiro lugar no ranking dos prefeitos de Mato Grosso com maior aprovação popular. Com nota 8,73, o republicano foi o mais bem avaliado entre os prefeitos dos 50 maiores municípios do Estado pelo quarto ano consecutivo. O levantamento foi feito pela KGM Pesquisas, que ouviu a população das maiores cidades do Estado entre os dias 1º de março e 4 de abril deste ano.

A nota geral atribuída a Maurício Tonhá é resultado da média ponderada de todas as notas atribuídas pela população. Das 193 pessoas ouvidas pela pesquisa em Água Boa, 35,2% deram nota 10 e 29,5%, nota 9 à sua gestão. Apenas 0,5% atribuíram-lhe nota 0. O conceito ‘ótimo’ foi atribuído por 62,2% dos entrevistados e 33,2% classificaram seu governo como ‘bom’. No geral, o índice de aprovação foi de 90,6.

Na sequência da lista aparecem os prefeitos Jean Carlo Galli (PMDB), de Sapezal, Marino José Franz (PPS), de Lucas do Rio Verde, Massao Paulo Watanabe (PR), de São José do Rio Claro, e Newton de Freitas Miotto (PP), de Pontes e Lacerda, ocupando o 2º, 3º, 4º e 5º lugares, respectivamente.

Embora tenha assumido a prefeitura do município há apenas quatro meses, Jean Carlo Galli, que era vice-prefeito, manteve a avaliação positiva registrada pelo ex-prefeito João Cesar Borges Maggi (PR) e assegurou o segundo lugar da lista, ocupado pelo município no terceiro ano consecutivo.

O peemedebista teve o governo avaliado como ‘bom’ por 58,9% das 192 pessoas consultadas e como ‘ótimo’ por 32,3%. Apenas 1% dos entrevistados classificaram seu governo como ‘péssimo’. Ao transformar as avaliações em conceito, o índice de aprovação foi de 90,2.

A nota média recebida ao seu desempenho à frente da prefeitura foi 8,23. Do total de entrevistados, 26,6% lhe deram nota 8, 25,5% deram nota 10 e 22,4%, nota 9.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino José Franz, ocupa a terceira posição também pelo terceiro ano consecutivo. Apenas em 2009 a posição ficou invertida, com Lucas (sob o comando de Franz) ocupando a segunda colocação e Sapezal (na época administrada por Maggi), a terceira.

Franz recebeu 7,89 como nota média, sendo que 34% dos entrevistados atribuíram-lhe a nota 8, 18,6% a nota 9, 18% a nota 7 e 15,5% a nota 10. Classificaram seu governo como ‘bom’ 67,5% das pessoas consultadas e como ‘ótimo’, 27,3%.

Ocupando o 6º, 7º, 8º, 9º e 10º lugares da lista estão os prefeitos de Juína, Altir Antônio Peruzzo (PT); de Juscimeira, Valdecir Luiz Colle (PR); de Primavera do Leste, Getúlio Gonçalves Viana (PR); de Colíder, Celso Paulo Banazeski (PR); e de Nova Mutum, Lirio Lautenschlager (PMDB). Os habitantes das 50 cidades consultadas pela pesquisa representam 80% da população de Mato Grosso. No total, foram ouvidas 9.895 pessoas.

Relator do Minha Casa Minha Vida, André Vargas fala da inclusão das pequenas cidades no projeto

Petistas unidos pela habitação: Assis Carvalho, Andre Vargas, Edson Santos, Decio Lima e Vanderlei Siraque. (Foto Ricardo Weg)

Em entrevista, Vargas comenta da conquista de moradias para 2.582 municípios


A presidenta Dilma Rousseff anunciou que 2.582 municípios com até 50 mil habitantes foram selecionados para uma nova etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida. O deputado federal André Vargas (PT-PR), relator desta medida provisória e que estava presente no evento, comemora o fato do projeto ter sido aprovado praticamente por unanimidade no Congresso.

Vargas lembrou da primeira fase do Minha Casa minha Vida, onde relatou uma das medidas provisórias, que dava isenção para as construtoras. Já na segunda fase do Programa, Vargas foi relator de uma das maiores mudanças, a que permite que as mulheres assinem e tenham as titularidades dos contratos das suas casas.

“Esta foi uma medida muito importante que está garantindo uma casa para muitas famílias, pois majoritariamente são as mulheres que mantém a estrutura familiar unida e por isso hoje elas tem a possibilidade de assinar os contratos do Minha Casa, Minha Vida”.

Outra medida importante, relatada pelo deputado André Vargas, foram os percentuais de 3% a 5% de cota para idosos e deficientes. E a de grande impacto, foi esta que reservou uma cota de 220 mil moradias para as cidades com menos de 50 mil habitantes. “Essa foi a medida que garantiu a assinatura de convênios com mais de 2.500 municípios com a Presidenta Dilma”.

Vargas explicou que esses municípios vão receber, por unidade, R$ 25 mil de subsídio, portanto, o município que receber 40 moradias, terá R$ 1milhão de repasses do Orçamento Geral da União. “Lógico que esperamos que os governos estaduais também ajudem aportando recursos para que os municípios consigam fazer casas melhores, com melhores condições. E aos municípios cabe administrar estes recursos e compete integrar os terrenos com infraestrutura, que também é um esforço”, destacou Vargas.

Desde 18 anos na luta pelas moradias

O relator do Minha Casa, Minha Vida, na Câmara, deputado André Vargas ressalta que foram anos de trabalho até que essas milhares de casas sejam erguidas. “É uma conquista da cidadania. Eu que milito nessa área da habitação desde os 18 anos de idade, fui dirigente de unidade assistencial com um trabalho social e assistencial nas favelas de Londrina, fui diretor da Cohab, trabalhei na área social coordenando a urbanização de 11 favelas, atendendo mais de 5 mil famílias e construindo centenas de casas em regime de mutirão e depois como vereador , deputado estadual e deputado federal sendo tendo sido relator do Minha Casa, Minha Vida, então foi um dia muito especial, vale uma vida”.

Vargas encerrou dizendo que este foi um dia muito especial em sua vida. “Cada vez que participo de um evento do MCMV e vejo as moradias sendo entregues, eu vejo que realmente vale uma vida, a vida pública tem compensações e gratificações e este foi um dia especial na minha vida”, finaliza.

(Meire Araújo – assessoria André Vargas)




Artigo: CPI na falsa vestal, por Rui Falcão

Rui Falcão, presidente nacional do PT (Foto: Uiara Lopes)

Mais do que uma "vendetta" contra o fanfarrão, a CPI pode explicar o que existia além da ligação de patrão e empregado entre Cachoeira e Demóstenes


O episódio que revelou a escandalosa participação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) em uma organização criminosa merece algumas reflexões e, olhando para o futuro, uma ação imediata.

Desde que foi constatada a cumplicidade do senador com uma gama infindável de crimes, assistimos a uma tentativa (às vezes ridícula)de explicação para o logro em que alguns caíram.

Como justificar que o arauto da moralidade, crítico feroz dos governos Lula e Dilma, trabalhava e traficava informações, obtidas pelo uso indevido do mandato, para um conhecido contraventor?

Até a psicanálise foi fonte de argumentos na tentativa vã de entender as ligações do senador com o contrabando, o jogo ilegal, a escuta clandestina e a espionagem. todas práticas tipificadas no Código Penal.

O certo, porém, é que a veneração que setores da mídia nutriam por Demóstenes refletia uma espécie de gratidão pela incansável luta, essa sim verdadeira, do parlamentar contra todos os avanços sociais obtidos pelos governos petistas.

Ressalte-se, aliás, que mesmo depois de flagrado na participação ativa em organização criminosa, o ainda senador, fingindo ignorar o mundo real, arvora-se a analisar, sob o crivo crítico dos tempos de falsa vestal, ações do governo Dilma.

Mais do que uma “vendetta” contra o fanfarrão, porém, o Congresso está diante de uma oportunidade única de desvendar um esquema que, pelo que foi divulgado até agora, não se resume à ligação de empregado e patrão entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

A morosidade do inquérito em algumas de suas fases e as ligações pessoais do promotor de carreira Demóstenes Torres com membros do Judiciário precisam ser investigadas. O mesmo se exige na apuração de vínculos obscuros do senador com altos mandatários de seu Estado, Goiás, bem como de sua quadrilha com veículos de comunicação. Que não se permita a operação abafa em andamento. Que se apure tudo, até para dissipar suspeitas.

O único caminho para o esclarecimento passa por uma CPI no Congresso, onde alguns parlamentares também foram ludibriados pelo falso paladino das causas morais.

Cabe à Câmara e ao ao Senado, sem nenhum espírito de corpo, aproveitar a oportunidade única de desmascarar a farsa até o fim.

Talvez, no caminho da investigação, descubramos outros pregadores da moralidade que também se beneficiem do esquema que se abastecia das informações colhidas e transmitidas ao chefe pelo senador Demóstenes Torres.

A história brasileira registra outros episódios em que a pregação das vestais serviu para embalar a defesa de interesses sempre contrários aos da maioria da população. O falso moralismo udenista não está tão distante.

Se a forma do engodo não é nova, cabe ao Congresso provar, com a CPI, que o país está disposto a dar um basta a esquemas de banditismo. O Partido dos Trabalhadores defende a instalação de CPI no Congresso e conclama a sociedade organizada a se mobilizar em defesa da mais ampla apuração do esquema corrupto desvendado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Rui Falcão é deputado estadual (SP) e presidente nacional do PT

(Texto publicado originalmente na coluna Tendências/Debates do jornal Folha de S. Paulo)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Congresso inicia coleta de assinatura para CPMI do caso Cachoeira e líder defende investigação

liderJT1204A Câmara e o Senado iniciaram nesta quinta-feira (12) a coleta de assinaturas para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as relações obscuras do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com os três níveis de poder, Executivo, Legislativo e Judiciário,  bem como com setores da mídia. A instalação da CPMI exige assinaturas de, pelo menos, 27 senadores e 171 deputados.
 
              Em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, nesta quinta-feira (12), o líder da bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), anunciou um acordo entre todos os partidos para o texto do requerimento para a criação da CPMI. “Há uma unidade da base do governo e da oposição no Senado e na Câmara, em função da gravidade do caso, que é o crime organizado engendrado na Administração Pública, no Estado brasileiro. Essa unidade é pela importância de aprofundarmos as investigações e fazer com que o crime organizado seja banido do Estado brasileiro, doa a quem doer. Esse é o espírito do PT e, tenho certeza, é o espírito dos outros partidos”, disse Tatto.

              Pelo requerimento, a CPMI vai investigar, no prazo de 180 dias, práticas criminosas desvendadas pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, com envolvimento do contraventor Carlinhos Cachoeira e agentes públicos e privados.

              O líder petista falou também sobre o comando da CPMI. “Estamos conversando ainda para fazer também de forma consensuada essa questão. A presidência da CPMI é possível que fique com o Senado e a indicação feita pelo maior partido daquela Casa, que é o PMDB. E a relatoria com a Câmara e, também, é natural que o maior partido, o PT, faça a indicação”, explicou Jilmar Tatto.

              A CPMI será composta de 15 senadores e 15 deputados e igual número de suplentes. O PT terá direito a integrar o colegiado com três titulares  e igual número de suplentes na Câmara e no Senado.

              A expectativa, de acordo com o líder do PT, é a de que a coleta de assinaturas necessárias deverá estar concluída até o início da semana que vem. A partir daí, o requerimento será protocolado na Mesa do Congresso Nacional e após a conferência das assinaturas, o requerimento será lido e, no prazo de 48 horas, serão feitas as indicações dos integrantes pelos líderes partidários para a instalação da CPMI.

              Carlinhos Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro na operação Monte Carlo da Polícia Federal. Ele é acusado de explorar jogos ilegais e de montar uma rede de tráfico de influência que inclui vários agentes públicos.

              Gizele Benitz

Governo vai investir R$ 2,8 bi no Programa Minha Casa, Minha Vida

casaspopularesD1A nova fase do Programa Minha Casa, Minha Vida vai beneficiar 2.582 municípios de até 50 mil habitantes e contará com investimento de R$ 2,8 bilhões para a construção de 107.348 unidades. Do total de municípios selecionados, 11.663 serão contemplados pela primeira vez pelo programa habitacional.
 
De acordo com o Ministério das Cidades, para essa nova etapa foram recebidas 8.939 propostas destinadas à construção de 426.146 unidades em 4.042 municípios. Foi preciso, no entanto, fazer uma seleção considerando o nível de pobreza de cada um. Segundo o ministério, o programa, nessa modalidade tem o objetivo de atender às famílias com renda mensal de R$ 1,6 mil, residentes em áreas urbanas. Os empreendimentos são de pequeno porte e as propostas foram limitadas a 50 unidades habitacionais, sendo no máximo duas por município.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, ressaltou, em discurso durante o lançamento do programa, a necessidade de parceria com os prefeitos para que o programa possa chegar às cidade menores. "Os mais de 2,5 mil municípios que serão beneficiados nessa nova etapa representam todo o espectro de nossas forças políticas".

Segundo Ribeiro, "foi preciso fazer muitos cálculos sobre como fazer mais com menos, cálculo para ajudar os brasileiros que mais precisam, mas o único que não se fez foi o político. É uma prova prática do governo da presidenta Dilma Rousseff, que encara o desafio de governar um país complexo como o nosso sem discriminação. Pouco importou nesse processo se o município era governado por esse ou aquele partido", explicou.

Os estados também puderam cadastrar uma proposta para municípios de até 20 mil habitantes e duas para municípios entre 20 e 50 mil habitantes. Dados do governo mostram que na primeira fase do programa foram contratadas mais de 60 mil moradias em quase 2 mil municípios. A meta para essa nova etapa é contratar mais 220 mil moradias até 2014.

O Município de Juína receberá cerca de 600 unidades habitacionais que serão construídas nas proximidades do bairro Padre Duílio com inicio previsto este ano pois o área ja foi adquirida e o projeto já esta pronto.

O governo vai conceder subsídio de R$ 25 mil por unidade construída.

Agência Brasil

Prefeito de Juína entre os melhores prefeitos de MT, aponta KGM

Quarta pesquisa sobre a avaliação dos prefeitos das 50 maiores cidades de Mato Grosso revela que os gestores dos maiores municípios, como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres, estão entre os 10 piores avaliados

EDIMARA FAGUNDES


Pelo quarto ano consecutivo, o prefeito de Água Boa, Maurício Cardoso Tonhá (PR), foi considerado o melhor prefeito de Mato Grosso, liderando o ranking de avaliação dos gestores municipais realizado pela KGM Pesquisas. Maurição, como é conhecido, alcançou o índice de 88,95 de aprovação da população adulta do município. Na pesquisa realizada em 2010, o republicano quase conseguiu a nota máxima, chegando ao patamar de 91,50, numa escala que vai até 100.

No segundo e terceiro lugares, os prefeitos de Sapezal e Lucas do Rio Verde vêm se revezando desde 2009, quando foi feita a primeira pesquisa de aprovação dos gestores dos 50 maiores municípios do Estado, que representam 80% da população mato-grossense. Este ano o peemedebista Jean Carlo Galli, de Sapezal, teve índice de aprovação de 86,25, seguido por Marino Franz (PPS), de Lucas do Rio Verde, com 84,75.



a comparação dos prefeitos pelo critério de bancadas partidárias, o PR emplacou cinco dos 10 prefeitos com as melhores colocações, mantendo a performance de 2010 e 2011.Na atual pesquisa o PR perdeu uma posição porque o prefeito de Sapezal, Cesar Maggi (PR), avaliado nos anos anteriores, foi substituído por Jean Galli, do PMDB. Os demais partidos que figuram entre os primeiros são PPS, PP, PT - com um representante cada -, e PMDB, com dois.Se por um lado a pesquisa mostra o bom desempenho de alguns prefeitos, de outro fica evidente a dificuldade de gestão de outros. O prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PSD), por exemplo, ficou com a pior aprovação entre os 50 prefeitos avaliados.

Nos anos anteriores, entre os períodos governados por ele ou pelo ex-prefeito Murilo Domingos, de quem Zaeli era vice, Várzea Grande sempre ficou nas piores posições, aparecendo em 48º em 2009, e em último em 2010 e 2011.
Já o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), também figura entre os piores, mas melhorou uma posição: ele ficou em 48º lugar em 2011 e este ano em 47º. Em 2009 e 2010, seu antecessor, Wilson Santos (PSDB), ficou, respectivamente em 33º e 40º.
CRISE DE TANGARÁ REFLETE NA PESQUISA

O troca-troca de prefeitos atingiu também o desempenho dos prefeitos do município de Tangará da Serra. O município teve um prefeito e um índice diferentes em cada um dos anos pesquisados: em 2009 o prefeito era o presidente da Câmara, José Pereira Filho, o Zé Pequeno, já que Julio Cesar Ladeia e seu vice, José Jaconias Aguiar, haviam sido cassados pela justiça eleitoral. Zé Pequeno ficou em 13º lugar, a melhor posição já alcançada por um gestor da cidade nos últimos quatro anos.



No ano seguinte, em 2010, com o retorno do prefeito e do vice, Júlio Cesar Ladeia caiu para 19ª colocação, e em 2011, com o afastamento de Ladeia pela Câmara de Vereadores, o vice Jaconias assumiu e ficou com a 47ª posição. 
Depois da cassação definitiva de Ladeia e Jaconias, e a eleição Saturnino Masson pela Câmara em 2011, este ano o prefeito de Tangará ficou com a 21ª colocação, com uma recuperação de 26 posições.

Em Rondonópolis a situação não foi muito diferente, embora o prefeito tenha sido o mesmo, mas José Carlos do Pátio (PMDB) não agradou muito a população em todos os quatro anos. Em 2009 e 2010, Pátio manteve a 47º, melhorou em 2011, indo para a 38º em 2011, e este ano caiu para 44º. A pesquisa em Rondonópolis foi feita no dia 23 de março, 11 dias antes da sua cassação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Os prefeitos das três maiores cidades de Mato Grosso - Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis - estão posicionados entre as 10 piores gestões, na opinião dos entrevistados.
Entre os 10 prefeitos com piores desempenhos estão o de Araputanga - Vano José Batista (PP); Nova Olímpia - Francisco Soares de Medeiros (PT); Rosário Oeste - Joemil José Balduino de Araújo (PMDB); Cáceres - Túlio Aurélio Campos Fontes (DEM); Marcelândia - Adalberto Navair Diamante (PR); Poxoréo - Ronan Figueiredo Rocha (PMDB); e São José dos Quatro Marcos - João Roberto Ferlin (PT).

METODOLOGIA

De acordo com a KGM Pesquisas, o Índice de Popularidade dos prefeitos é extraído por meio da aplicação de pesquisas de opinião nos 50 maiores municípios de Mato Grosso, aplicando o mesmo questionário em todos eles.

A KGM cruza os dados de avaliação da administração - numa escala que vai de ótimo a péssimo -, com a nota média atribuída pelos entrevistados de cada cidade ao seu prefeito.
Intitulada Ranking IKGM de Aprovação dos Prefeitos, a pesquisa ouviu 9.895 mil eleitores, no período de 01 de março a 04 de abril.

Clique no link abaixo e veja resumo do relatório com a lista completa com os 50 municípios pesquisados.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A construção do SUS e a revolução democrática

Retomar o projeto original do SUS é fundamental para garantir à população seus d
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

É possível retomar e concretizar plenamente o projeto original do SUS, em função do diagnóstico de uma forte crise internacional das razões neoliberais, em particular da crise profunda do modelo privatista de saúde norte-americano, pela nova dinâmica macroeconômica de desenvolvimento com distribuição de renda no país e porque as forças sociais que deram origem ao projeto estão ativas e disponíveis ideologicamente a um novo grande ciclo de ascenso histórico.

Retomar o projeto original do SUS é fundamental para garantir à população seu direito público à saúde

A viabilidade da plena construção do SUS no próximo período se evidencia, em segundo lugar, pela nova dinâmica macroeconômica de desenvolvimento com distribuição de renda, que abre potencialmente a maior oportunidade histórica de superar o impasse de financiamento estrutural que o acompanha desde a origem. A descoberta da economia do pré-sal só vem a reforçar essa possibilidade.

Em terceiro lugar, as forças sociais que deram origem ao SUS – com seus valores generosos, com sua inteligência sanitária, com sua capilaridade nacional – resistiram aos duros anos neoliberais e conseguiram avanços decisivos no processo de implantação do projeto. Elas estão ativas e disponíveis ideologicamente a um novo grande ciclo de ascenso histórico a partir de suas razões públicas.

Por que, então, apesar de tudo isso, ronda-nos um sentimento de impotência frente à dinâmica crescente do aumento da clientela dos planos privados de saúde, tornando o gasto privado já bem maior que o público, sinalizando para o sistema de saúde brasileiro um risco crescente de repetir aqui as patologias típicas do privatismo típico dos serviços de saúde americanos? Por que esse paradoxo da ameaça de uma derrota histórica do projeto SUS em meio a grandes vitórias do povo brasileiro?

Revista Teoria & Debate

Diretor-geral da FAO José Graziano visita Lula

 
 
Graziano e Lula se encontram no hospital em São Paulo. (Foto Ricardo Stuckert - IL)
 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta segunda-feira (9) com José Graziano, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Não foram divulgadas mais informações sobre o encontro.

CPI Mista da Violência contra Mulher mira eficácia do Estado na aplicação das leis

 
Senadora Ana Rita (Arte: Vilhena)

Em entrevista à TVPT, a senadora Ana Rita, relatora da CPI Mista, falou sobre as ações para investigar casos de omissão do poder público.


Quatro em cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica, segundo dados da Secretaria de Políticas para Mulheres. Para investigar como o poder público tem atuado no combate a esse cenário, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados uniram forças na CPI Mista da Violência contra a Mulher.

A senadora Ana Rita (PT/ES) falou sobre o trabalho da Comissão, que tem até agosto deste ano para concluir as investigações, que incluem audiências públicas nos estados e até diligências para averiguar casos mais emblemáticos.  “Não temos nem 400 delegacias especializadas no atendimento de mulheres vítimas de violência. E onde tem, não temos a estrutura suficiente”, apontou a senadora. 

Ana Rita explica que o Brasil possui uma das melhores legislações do combate à violência contra a mulher do mundo. A dificuldade é fazer com que as leis sejam cumpridas, como o caso da Lei Maria da Penha.

“É preciso que as autoridades públicas se apropriem da legislação e que a legislação seja aplicada corretamente”, afirmou a senadora, que disse ainda que entraves culturais dificultam a aplicação das leis pelos agentes públicos. “Ainda encontramos autoridades públicas que não conseguem enxergar que essa legislação deve ser aplicada para defender e proteger as mulheres. Muitas mulheres que registram queixas nas delegacias, e não recebem medidas protetivas, retornam pra casa. Muitas delas passam a conviver com o seu próprio agressor. E quantas perdem a vida por causa disso?”, questionou.

Para apurar as causas da não aplicação das leis, a CPMI pretende ouvir ministros, representantes de entidades de mulheres camponesas, das florestas e das áreas urbanas. Também serão realizadas audiências públicas nos estados, presidentes de Tribunais de Justiça e autoridades locais. 

A senadora fez um convite a todas as pessoas que queiram participar dos trabalhos da CPMI, para que participem das audiências públicas que serão realizadas nas Câmaras Legislativas dos estados.

Assista à entrevista completa abaixo:

(Jamila Gontijo - Portal do PT)