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quinta-feira, 24 de junho de 2010

A VIDA TEM SIDO MUITO CRUEL COM A "OPOSIÇÃO SEM RUMO" E COM "A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA",SÃO TANTAS DERROTAS


País está próximo de atingir o pleno emprego, segundo economistas
Cenário pode se confirmar ainda este ano, com um desemprego próximo de 6% nas principais regiões metropolitanas do Brasil

Serra só mantém vantagem no Sul e no eleitorado mais rico, diz CNI/Ibope


RANIER BRAGON DE BRASÍLIA

O detalhamento da pesquisa CNI/Ibope que mostrou Dilma Rousseff (PT) cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) mostra que o tucano mantém vantagem sobre a petista apenas no eleitorado da região Sul e na faixa da população com renda per capita de mais de 10 salários mínimos ao mês.

No Sul, onde Dilma construiu sua carreira política, Serra tem 42% das intenções de voto contra 34% da petista, de acordo com o Ibope. No Sudeste, onde Serra foi prefeito e governador, e onde sustentava vantagem até então, a situação agora é de empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais (37% a 36% para Dilma).

Pesquisa indica queda no índice de rejeição a Dilma e aumento no de Serra
CNI/Ibope aponta Dilma pela primeira vez na frente de Serra
Aprovação do governo Lula segue em nível recorde, com 75%, diz CNI/Ibope
Mônica Bergamo: FHC diz ter sérias dúvidas sobre vitória de Serra nas eleições

No Nordeste, Centro-Oeste e Norte, a petista está na frente com vantagens que vão de seis a 17 pontos percentuais.

Dilma cresce junto ao eleitorado feminino, mostra Ibope


Faltando menos de quatro meses para ir às urnas, as eleitoras se mostram cada vez mais dispostas a votar em Dilma Rousseff para presidenta. O detalhamento da pesquisa Ibope divulgado hoje revela que Dilma e o candidato do PSDB, José Serra, estão empatados com 37% das intenções de voto do eleitorado feminino. O último levantamento do Ibope, realizado em março, mostrava Dilma com 29% das intenções de voto entre as mulheres, contra 40% do tucano.

Num cenário com os três principais presidenciáveis, os dados da gerais da pesquisa, divulgada ontem, mostram Dilma com 40% da preferência do eleitorado. Serra aparece com 35% e Marina Silva (PV), 9%. A pesquisa, encomendada ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ouviu 2.002 com eleitores com idade superior a 16 anos, de 19 a 21 de junho, em 140 municípios das cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ainda de acordo com o detalhamento da pesquisa, Dilma lidera a corrida presidencial nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste - especialmente entre os eleitores com renda familiar até 10 salários mínimos. A preferência por José Serra se restringe apenas aos eleitores da região Sul e com renda familiar superior a dez salários mínimos.

Dilma também garante a dianteira entre eleitores com ensino fundamental, médio e superior. Entre os eleitores mais ricos, Serra assume a frente com 43% dos votos. Já Dilma tem 27%. Entre os que ganham até um salário mínimo, Dilma registra 40% dos votos contra 36% de Serra.

Brasil é próxima potência mundial, afirma bilionário americano


O bilionário americano Sam Zell, 68, está no Brasil, hoje e amanhã, para expandir os investimentos do grupo Equity International no país que considera a próxima "potência mundial".

"O quanto vamos investir depende das oportunidades. Até hoje, nenhuma foi maior do que o nosso apetite por capital", afirmou Zell à Folha, por telefone, de Chicago.

O grupo de private equity já tem participações em cinco empresas brasileiras, entre elas a Gafisa e a BR Malls, que tem atualmente 35 shoppings em seu portfólio.

Entusiasta do Brasil, Zell atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o reconhecimento do país como "uma das oportunidades mais atraentes do mundo".

O empresário americano minimiza o risco de superaquecimento da economia brasileira. "O país vai muito bem. Prefiro investir em um país quente demais a investir em um país frio", diz.

"Começamos a estudar o Brasil há quase 12 anos. Desde então, houve o reconhecimento [no exterior] da estabilidade fiscal do país", elogia.

"O Brasil elevou as taxas de juros antes de outros países, evitando a hiperinflação que o infestou no passado."

Para o americano, "o Brasil sempre foi reconhecido como tendo enormes recursos e oportunidades, mas, no passado, não soube tirar vantagem disso".

"Nos últimos oito, nove anos, tem havido um novo nível de disciplina, fazendo dele uma das oportunidades mais atraentes no mundo. O presidente Lula focou no crescimento enquanto manteve a disciplina fiscal, para evitar a hiperinflação."

Zell diz achar que, hoje, "há menos obstáculos para investir no país". "O Brasil está se transformando de um país em desenvolvimento em um país desenvolvido."

A eleição tampouco o preocupa -os dois principais candidatos à Presidência, diz, manterão a política econômica atual.

Ele dá dois conselhos para que o país continue no caminho para se tornar uma potência com liderança mundial: "Manter a disciplina fiscal e continuar a desenvolver os seus recursos e a construir infraestrutura, facilitando os investimentos".

Apesar de o principal foco da sua empresa ser no setor imobiliário, Zell afirma não descartar nenhuma área. Mas, ao final da entrevista, o empresário responde com um rápido ""não" quando questionado se investiria na mídia brasileira.

Uma das grandes polêmicas que assombram sua carreira é a aquisição da Tribune Company, em 2007. No ano seguinte, o grupo, que publica o ""Los Angeles Times" e o ""Chicago Tribune", entre outros veículos, pediu falência.

Com o processo ainda em andamento, Zell recusa-se a comentar o assunto. Questionado se se arrepende de ter investido em mídia nos EUA, diz apenas: ""Não tenho arrependimento nenhum". AE

"Ah, moleque"..Sua campanha está descendo serra a baixo!


24 de junho de 2010

Foram aproximadamente 450 metros, percorridos em uma hora. A cada minuto, 7,5 metros de abraços, empurrões e poucas palavras na caminhada dos candidatos do PSDB à Presidência da República e ao Governo de São Paulo, José Serra e Geraldo Alckmin, pelo calçadão comercial de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.

"Estamos aqui juntos para ouvir as pessoas, sentir", disse Serra. Indagado sobre a pesquisa CNI/Ibope, que mostrou a candidata petista Dilma Rousseff à sua frente, pela primeira vez, respondeu seco: "Não vi". Face à insistência dos repórteres, sentenciou: "Campanha começa depois da Copa". E voltou a ressaltar a importância dos debates e do horário eleitoral gratuito para que a população decida seu voto.

Ao seu lado, Alckmin, candidato para o Palácio dos Bandeirantes, apenas ouvia, sem ninguém a lhe dirigir palavra. Com o tumulto e as questões orbitando Serra, Alckmin descolou-se do grupo e entrou numa farmácia. A seu estilo, cumprimentou todos e ouviu, sempre atento. Tocava as mãos do interlocutor e dizia: "Eu entendo, mas vamos resolver isso, viu".

Serra continuava a caminhar ladeado de jornalistas frustrados em busca de uma frase de impacto. "Não vou falar de vice. Nenhuma palavra. Dá muita confusão. Logo vai ter (um vice), em três, quatro dias".

Guraulhos tem hoje 1,3 milhões de habitantes e é considerado reduto petista, capitaneado pelo prefeito Sebastião Almeida, que sucedeu ao também petista Elói Pietá, hoje coordenador do programa de governo do candidato Aloízio Mercadante, adversário de Alckmin no Estado.

Sempre dando preferência às senhoras idosas, mulheres com crianças de colo e às jovens bonitas, Serra não abalou com uma professora que parou sua caminhada só para berrar: "Nenhum professor vai votar em você". Deu ouvidos de mercador a uma senhora que cobrava sua ida ao Jardim Álamo, segundo ela, "cheio de água há meses". A senhora deu a volta e o esperou metros à frente.

Um grupo de adolescentes ralhava no pelotão intermediário: "Vou lá beijar a careca do Serra". Um assessor pegou uma delas pelas mãos: "Vai lá então". O beijo não saiu, mas as meninas conseguiram arrancar do candidato a dança do "ah, moleque", que ele já havia protagonizado no programa Pânico na TV, para deleite de cinegrafistas e dos transeuntes com suas câmeras de celular.

No Tocantins, Dilma lidera com folga disputa presidencial, segundo Ibope


Em sintonia com o cenário nacional, no qual Dilma lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 23, a petista também abre vantagem sobre seu principal adversário, o tucano José Serra, entre o eleitorado do Tocantins. A constatação foi feita também pelo Ibope, em pesquisa divulgada no final da tarde. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma tem 44% das intenções de voto dos eleitores do Tocantins, 12 pontos percentuais à frente de Serra, que alcança 32%. A candidata do PV, Marina Silva, pontua 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somam 3% e indecisos 11%.

Na pesquisa espontânea, isto é, aquela que o eleitor cita sem o auxílio de uma lista de nomes a sua intenção de votos, Dilma também leva a melhor. De acordo com o Ibope, a ex-ministra é lembrada por 29% dos eleitores do Tocantins, enquanto o ex-governador de São Paulo pontua 17%. Marina Silva, por sua vez, atinge 3%. É interessante destacar que 9% dos eleitores do Tocantins citam o presidente Lula, ampliando, assim, o potencial do voto espontâneo em Dilma para 38%. Vale destacar que votos brancos e nulos neste cenário somam 6%, enquanto o percentual de eleitores indecisos continua elevado, em 35%.

O Ibope também checou dentre os eleitores do Tocantins a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, uma expressiva parcela de 89% dos eleitores do estado avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 8% avaliam como regular. Apesar 2% dos eleitores do Tocantins referem-se ao governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Em relação ao padrão de vida, 85% dos eleitores do Tocantins declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos, ao passo que apenas 13% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, segundo o levantamento.

No Amazonas, Ibope revela liderança absoluta de Dilma, com 66% das intenções de voto


Pesquisa Ibope divulgada na noite de quarta-feira, 23, revelou que no estado do Amazonas a candidata do PT à Presidência da República isola-se na liderança da disputa presidencial, com ampla margem de votos. De acordo com o levantamento, Dilma alcança a expressiva marca de 66% das intenções de voto dos eleitores do Amazonas, contra 18% do seu principal adversário, o tucano José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, registrou 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somaram 3% e os eleitores indecisos, 4%.

Na pesquisa espontânea, isto é, naquela em que o eleitor declara sua intenção de voto sem que seja apresentada a ele uma lista de nomes, a liderança da petista também é absoluta: Dilma é lembrada por 48% dos eleitores do Amazonas, contra 12% de Serra. Neste cenário, a candidata do PV alcança 8%, enquanto brancos e nulos somam 2% e o percentual de eleitores que não souberam citar o nome de um candidato alcança 18%, segundo o levantamento do Ibope.

Governo Lula segue bem avaliado na maioria das áreas pesquisadas pela CNI/Ibope


Além de revelar que a aprovação do governo Lula continua no nível recorde de 75% e que a aprovação pessoal do presidente Lula atinge a expressiva marca dos 85%, a mais recente pesquisa CNI/Ibope trouxe informações importantes sobre a avaliação dos eleitores a respeito das principais áreas temáticas do governo federal. Neste sentido, das nove áreas pesquisadas pelo Ibope (combate à fome/pobreza; combate ao desemprego; combate à inflação; educação; meio ambiente; taxa de juros; saúde; segurança pública e impostos), a aprovação do governo Lula foi superior à desaprovação em cinco delas, ficando empatada em uma e menor em três.

A área mais bem avaliada, neste sentido, é a de combate à fome e à pobreza, na qual 67% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope declararam aprovar a atuação do governo nesta área, ao passo que apenas 30% declararam desaprovar. Em seguida, tem destaque a avaliação do governo Lula no que se refere ao combate ao desemprego: neste item, uma expressiva parcela de 62% dos entrevistados declararam aprovar a forma com a qual o governo Lula vem desenvolvendo políticas públicas nesta área, enquanto 35% declaram não aprovar. No campo atuação do governo na área do meio ambiente, 57% dos entrevistados declaram aprovar o governo Lula, enquanto 36% não aprovam.

De igual maneira, 57% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação do governo Lula no que se refere ao combate à inflação, frente a 36% que desaprovam. Na educação, a avaliação do governo Lula também é positiva, haja vista que 56% dos entrevistados pela CNI/Ibope afirmaram que aprovam a atuação do governo Lula nesta área, contra 41% que desaprovam. Com relação à atuação do governo Lula em relação à taxa de juros, 45% dos entrevistados afirmaram que aprovam, mesmo patamar dos que declararam não aprovar as medidas tomadas pelo governo na área.

CNI/Ibope: Dilma cresce em todas as regiões e tem maior parte de votos consolidados


Mais importante que a confirmação, pela mais recente pesquisa CNI/Ibope, da liderança da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial, com 40% das intenções de voto, é o cenário amplamente favorável para a candidatura petista que os cortes do levantamento nos revelam. Neste sentido, ao analisarmos as minúcias da pesquisa podemos visualizar um ambiente amplamente favorável a um processo de contínuo crescimento de Dilma, elevando, dessa forma, o favoritismo da ex-ministra nesta disputa eleitoral.

De uma maneira geral, podemos avaliar que, à medida que Dilma vai se tornando mais conhecida pelos eleitores e estes vão associando sua imagem ao presidente Lula, ampliam-se as intenções de voto na petista, especialmente nos segmentos de menor renda. Isso propicia o avanço da ex-ministra inclusive em regiões onde em levantamentos anteriores o seu principal adversário, o tucano José Serra, mantinha a liderança. Contudo, vamos nos atentar a três pontos fundamentais da pesquisa que nos permitem dizer com que, atualmente, Dilma é a favorita para a sucessão do presidente Lula:

01. Dilma tem o maior percentual de votos cristalizados: o primeiro aspecto que iremos analisar aqui se refere aos votos cristalizados de cada candidato, ou seja, o percentual de eleitores que já definiram o seu voto e afirmam que votarão com certeza neste ou naquele candidato. Neste quesito, Dilma leva a melhor por duas razões: o percentual de votos cristalizados da petista é superior ao dos outros dois principais postulantes do cargo (Serra e Marina); e a candidata do PT é a que tem, dentro de suas intenções de voto, o maior percentual consolidado, reduzindo, assim, a volatilidade de suas intenções de voto.

Vejamos: de acordo com o Ibope, 35% dos eleitores entrevistados afirmam que votarão com certeza em Dilma. Como a petista pontuou 40% neste levantamento, isto quer dizer que de todos aqueles que declararam voto na ex-ministra, 87,5% estão com seus votos já definidos em favor de Dilma. Dessa maneira, o percentual de votos “voláteis” seria de 12,5% do total declarado à petista. Enquanto isso, 29% dos eleitores entrevistados afirmaram votar com certeza em Serra, o que corresponde a 83% do universo de 35% dos eleitores que declararam voto no candidato tucano nesta pesquisa. Assim, do total pontuado pelo ex-governador de São Paulo nesta pesquisa, 17% seriam de votos “voláteis”.

Já no caso de Marina, 7% dos eleitores afirmaram que votarão com certeza nela, o que representa 78% do total de eleitores que declararam voto nela nesse levantamento. Se fizermos a análise sob o espectro dinâmico, perceberemos que Dilma foi a candidata que mais consolidou votos desde março, quando foi feito o último levantamento CNI/Ibope. Naquela ocasião, 29% dos eleitores afirmavam votar com certeza na petista, de forma que houve um ganho de 6 pontos percentuais até junho. No caso de Serra, em março ele aparecia com 27% dos votos cristalizados, de modo que ganhou apenas 2 pontos percentuais, ao passo que Marina não registrou oscilação, pois em março aparecia com os mesmos 7% de votos certos.

02. Dilma passa Serra no Sudeste: no corte regional da pesquisa CNI/Ibope podemos constatar também um favoritismo de Dilma. Isto porque a petista aparece à frente do tucano na região Sudeste, que agrega os três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 37% das intenções de voto no Sudeste, contra 36% de Serra, ligeiramente à frente dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, feito em março, o tucano aparecia com 15 pontos de vantagem sobre Dilma (40% a 25%), de forma que o movimento apurado por esta pesquisa é extremamente positivo para a petista.

Nas demais regiões, o quadro é o seguinte: no Nordeste, Dilma lidera com 47% das intenções de voto contra 30% de Serra; no Norte/Centro-Oeste a petista alcança 40% das intenções de voto frente a 34% do tucano e, no Sul, o ex-governador atinge 42% das intenções de voto, sendo a única região onde está à frente da ex-ministra, que aparece com 34% das intenções de voto. Devemos destacar aqui dois pontos: a liderança isolada de Dilma no Nordeste (que responde por 28% do eleitorado) e também a redução da vantagem de Serra no Sul (região que agrega 15% do eleitorado brasileiro). Percebe-se, aqui, que em todas as regiões brasileiras a petista tem firmado uma trajetória de crescimento consistente.

03. Apoio de Lula tem grande peso na decisão dos eleitores: outro ponto importante que amplia o favoritismo de Dilma nesta disputa é o elevado peso que o apoio do presidente Lula tem sobre a decisão de voto dos eleitores. Neste aspecto, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 48% dos eleitores afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, ao passo que apenas 10% afirmaram que preferem votar em um candidato da oposição. Por outro lado, 37% declararam que não levarão em conta na sua decisão de voto o apoio dado pelo presidente Lula a um determinado candidato.

Dentre os eleitores que afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, 90% situam-se na faixa de renda até 5 salários mínimos mensais. Para se ter uma idéia, dentre os eleitores que ganham até 1 salário mínimo, 62% afirmam que preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Se considerarmos a faixa de renda até 5 salários mínimos, nada menos que 52% dos eleitores neste intervalo de rendimento declararam preferência pelo candidato apoiado pelo presidente Lula, ampliando, assim, a margem de favoritismo de Dilma na sucessão presidencial.

É interessante ainda salientar que nas regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste e inclusive no Sudeste, o percentual de eleitores que preferem votar em um candidato apoiado por Lula é maior do que aqueles que dizem que não levarão em conta o apoio do presidente. Apenas na região Sul, o percentual de eleitores que declaram que não levarão em conta o apoio do presidente Lula é superior ao percentual dos que afirmam preferir o candidato apoiado pelo presidente. Isto nos mostra com clareza que o apoio do presidente Lula continua sendo um fator preponderante na escolha de grande parte dos eleitores brasileiros, o que favorece amplamente a candidatura de Dilma.

O que se percebe nestes pontos levantados é que Dilma tem obtido melhor êxito do que seus concorrentes na consolidação de votos, construindo cada vez mais uma candidatura sólida e com um favoritismo cada dia maior. Chegou-se a cogitar, no início da pré-campanha, que a disputa assumiria um caráter regional, mas o que se percebe no corte geográfico das recentes pesquisas, é que a petista tem crescido continuadamente em todas as regiões, inclusive no Sudeste, onde o tucano tinha ampla vantagem há alguns meses. Isso, sem dúvida, amplia consideravelmente o cenário de favoritismo de Dilma, especialmente se lembrarmos que ela começa a campanha em uma situação mais confortável que a seu principal adversário.

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Dunga dá de goleada na Globo

O torcedor brasileiro tomou o lado de Dunga no conflito com a TV Globo, criado depois que a emissora não se conformou com o veto do técnico a entrevistas exlusivas.
Além das manifestações em diversas mídias sociais e a proposta do “diasemglobo” no próximo jogo do Brasil, os torcedores estão mostrando sua posição em enquete promovida pelo UOL com a pergunta “De que lado você está na guerra entre a Globo e o técnico Dunga?”

Pelo que está no vídeo que chama para a enquete, a sondagem começou às 13:17h. Na consulta que fiz, às 16:45h , 12.930 pessoas tinham respondido da seguinte forma: ao lado de Dunga, 81.16%; do lado da Globo, 10.08%; de lado nenhum, 8.76%.

Acho que a Globo não contava com essa goleada e deve estar mais perdida que a seleção da Coréia do Norte diante de Portugal. Ainda mais depois que a Fifa frustrou seus planos de punir o técnico brasileiro.

COITADO DO TROLOLÓ! COM O RESULTADO DA PESQUISA CNI/IBOPE , ELE VAI TER QUE PAGAR DOTE PARA ARRANJAR UM VICE

COITADO DO TROLOLÓ! COM O RESULTADO DA PESQUISA CNI/IBOPE , ELE VAI TER QUE PAGAR DOTE PARA ARRANJAR UM VICE

CORREGEDOR DO TSE , ALDIR PASSARINHO JUNIOR , QUER CALAR LULA , COITADO !


TSE deve limitar cenas de Lula na propaganda de TV

AE - Agência Estado

Cabo eleitoral cobiçado em alguns Estados, até mesmo por políticos de oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser enquadrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte deve estabelecer hoje regras para participação de aliados na propaganda eleitoral dos candidatos, que começa a ser veiculada em agosto no rádio e na TV.

Se depender do corregedor do TSE, Aldir Passarinho Junior, a participação no horário eleitoral gratuito terá limites. Uma decisão restritiva, às vésperas do registro das candidaturas, poderá dificultar e confundir o processo de formalização de alianças. Dependendo do resultado do julgamento, o apoio de Lula, filiado ao PT, ficará limitado.

Roberto Jefferson e Efraim de Morais,seriam, respectivamente, os ministros da fazenda e do trabalho, num ex-futuro governo do Trololó

DILMA ROUSSEFF PEDE DESCULPAS À SERRA: "DESCULPE A LAVADA NAS PESQUISAS, TROLOLÓ"

José Serra o candidato dos ricos: Serra só mantém vantagem no Sul e no eleitorado mais rico, diz CNI/Ibope


24 de junho de 2010

O detalhamento da pesquisa CNI/Ibope que mostrou Dilma Rousseff (PT) cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) mostra que o tucano mantém vantagem sobre a petista apenas no eleitorado da região Sul e na faixa da população com renda per capita de mais de 10 salários mínimos ao mês.

No Sul,Serra tem 42% das intenções de voto contra 34% da Dilma, de acordo com o Ibope. No Sudeste, onde Serra foi prefeito e governador, e onde sustentava vantagem até então, a situação agora é de empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais (37% a 36% para Dilma).

Nos dados gerais, Dilma tem 40% das intenções de voto contra 35% de Serra. Marina Silva tem 9%. O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre sábado e segunda-feira (a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 16.292/2010).

Já o eleitorado mais rico (renda per capita superior a 10 mínimos) registra a maior vantagem pró-Serra, de 16 pontos percentuais (43% a 27%). É nessa faixa que Dilma encontra sua mais alta rejeição --41% dessa fatia diz que não votará na petista de jeito nenhum, contra 23% da média geral do eleitorado.

Dilma também mantém alta rejeição entre o eleitorado do Sul e entre as pessoas que possuem curso superior (31%).

Serra e Marina apresentaram rejeição similar na média (30% e 29%, respectivamente), sendo que a candidata do PV tem o maior índice no eleitorado do Nordeste --34% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. A maior resistência a Serra está na faixa dos que têm renda per capita entre 5 e 10 salários mínimos: 35% de rejeição.

O detalhamento do CNI/Ibope mostra também que o eleitor com ensino fundamental, o do Nordeste e aquele com a pior renda do país (até um salário mínimo per capita) são os mais inclinados a seguir a indicação do presidente Lula, que apoia Dilma. Nessas faixas, de 57% a 67% dos eleitores dizem preferir votar naquele que Lula indicar. Folha

Orçamento das famílias brasileiras apresenta melhora nos últimos 6 anos, diz IBGE


Confirmando a melhora da situação do orçamento das famílias brasileiras nos últimos seis anos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira, 23, a sua POF (Pesquisa do Orçamento Familiar) 2008/2009, trazendo dados muito interessantes sobre despesas e rendimentos médios dos brasileiros. É interessante destacar que a pesquisa feita pelo IBGE leva em conta aspectos quantitativos e também subjetivos, associados à percepção dos entrevistados sobre suas condições de vida. E, em ambos os casos, foram registradas grandes melhoras.

De acordo com o levantamento, o rendimento médio dos brasileiros em 2008/2009 foi de R$ 2.763,47, o que corresponde a um crescimento de 54,4% frente ao valor registrado na POF 2002/2003. A despesa total média das famílias, por sua vez, cresceu em menor proporção, de 47,7%, atingindo R$ 2.626,31 na POF 2008/2009. Com isso, houve uma melhora na relação entre despesa e rendimento médio das famílias brasileiras ao longo destes seis anos: enquanto em 2002/2003, as despesas correspondiam a 99,35% dos rendimentos das famílias, em média, em 2008/2009 esse percentual recuou para 95%, denotando uma melhora no padrão de vida.

Outro dado revelado que comprova a melhora das condições do orçamento familiar: enquanto em 2002/2003, 85,3% das famílias com menores rendimentos tinham, em média, despesas superiores ao que elas recebiam mensalmente, na POF 2008/2009 esse percentual caiu para 68,4%, mostrando um melhor equilíbrio financeiro das famílias brasileiras. E a desigualdade também caiu: segundo a POF 2008/2009, a despesa média per capita dos 10% de famílias com maior rendimento (R$ 2.844,56) foi 9,6 vezes superior à despesa média dos 40% com menor renda (R$ 296,35). Em 2002/2003, essa relação era de 10,1.

Melhora percepção dos brasileiros sobre padrão de vida
Contudo, a parte mais interessante da POF divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE diz respeito à pesquisa qualitativa, que mostra uma melhora generalizada da percepção das famílias brasileiras sobre seu padrão de vida. Neste sentido, quando aferido o grau de dificuldade das famílias para chegarem ao final do mês com o rendimento monetário recebido mensalmente, 75% declararam apresentar dificuldade. Este patamar corresponde a uma queda de 10,5 pontos percentuais frente à aquele registrado em 2002/2003, quando 85,5% das famílias declaram alguma dificuldade para chegar ao final do mês com o rendimento recebido.

Em contrapartida, o percentual de famílias que declararam ter facilidade para chegar ao final do mês com o rendimento monetário recebido avançou de 14,5% em 2002/2003 para 25% em 2008/2009. No que diz respeito à avaliação da quantidade de alimentos consumidos, houve uma melhora generalizada em todas as regiões brasileiras. Neste sentido, a POF 2008/2009 mostrou que apenas 35,5% dos brasileiros declararam que a quantidade de alimentos que consomem é insuficiente, contra 46,7% registrados na POF 2002/2003. Na região Norte, o percentual de famílias que declarou que a quantidade de alimentos que consome é insuficiente caiu de 63,9% para 51,5% no período, enquanto no Nordeste o recuo foi de 60,8% para 49,8%. No Sudeste, apenas 29,4% das famílias declararam que os alimentos são insuficientes, contra 43,4% da POF 2002/2003.

Já na região Sul, o percentual de famílias que declararam que os alimentos são insuficientes caiu de 30,2% em 2002/2003 para 22,9% em 2008/2009. No Centro-Oeste, por sua vez, o índice recuou de 38,8% para 32% no mesmo período. A POF 2008/2009 mostrou também que houve uma melhora na avaliação do tipo de alimento consumido pelas famílias. Neste sentido, 35,2% das famílias afirmaram consumir sempre o tipo preferido de alimento, percentual acima dos 26,8% registrados em 2002/2003. O percentual que declarou sem sempre consumir o tipo preferido de alimento recuou de 56,1% para 51,9% no período, ao passo de aqueles que raramente consomem o tipo preferido de alimento caíram de 17,1% para 12,9% neste intervalo de tempo.

Os dados divulgados pelo IBGE confirmam, dessa maneira, a melhora do padrão de vida das famílias brasileiras ao longo do governo Lula, o que já vinha sendo sinalizado por outros indicadores. E é importante destacar que as condições de vida melhoraram na própria percepção dos brasileiros, conforme mostrado pelo levantamento. A POF foi feita pelo IBGE, que visitou cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009. Há dados sobre despesas, rendimentos (monetários ou não) e variação patrimonial, além da avaliação das famílias sobre as próprias condições de vida. São detalhados, ainda, os gastos com Habitação, Alimentação, Transporte, Saúde, Educação, Impostos, Contribuições trabalhistas, Pagamento de dívidas etc., segundo diferentes faixas de rendimento das famílias.

O vigoroso desempenho da balança comercial no governo Lula e o trololó de Serra


Em suas recentes entrevistas e discursos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, tem dirigido grande parte de suas críticas à política de comércio exterior do governo Lula, afirmando que faltou uma postura mais “agressiva” por parte do governo brasileiro para ampliar a nossa competitividade no mercado internacional. Essa foi a linha recorrente do discurso do candidato tanto em suas entrevistas às revistas Veja e Isto É, publicadas no último final de semana, como também na sabatina promovida pela Folha de São Paulo e pelo UOL, na última segunda-feira, 21.

Qualquer eleitor desavisado que se deparasse com as afirmações de Serra poderia até acreditar, tão grande foi a veemência com que o tucano dizia estas coisas. Contudo, as afirmações do candidato são logo desmontadas quando nos analisamos os dados relativos ao comércio exterior brasileiro entre os anos de 2003 e 2009, os sete primeiros anos do governo Lula, e os comparamos com os oito anos imediatamente anteriores, quando os tucanos ocuparam o governo federal. Os números não deixam dúvidas: o setor externo foi um dos que mais se desenvolveram ao longo do governo Lula, de modo que qualquer afirmação contrária não passa de falácia.

Para se ter uma idéia, as exportações cresceram de maneira vigorosa ao longo do governo Lula, não obstante à menor desvalorização cambial no período. Via de regra, as exportações tendem a se beneficiar em um cenário de câmbio mais desvalorizado, pois isto amplia a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Contudo, mesmo com o real reduzindo sua desvalorização frente ao dólar, as exportações continuaram crescendo ao longo dos últimos sete anos, apresentando um recuo apenas em 2009, em decorrência da crise econômica internacional. Com a menor renda na maior parte das economias mundiais, era de se esperar uma redução das exportações.

Forte crescimento das exportações brasileiras

Mesmo com o recuo apresentado em 2009, as exportações brasileiras registraram um forte avanço de 153% até dezembro do ano passado, tomando-se como base de comparação o último ano do governo tucano (2002). Enquanto em 2002, o volume de exportações foi de US$ 60,4 bilhões, em 2009 foi de R$ 153 bilhões, número abaixo do pico registrado em 2008, quando as exportações brasileiras totalizaram R$ 198 bilhões, segundo os dados da Funcex. Estes dados não deixam dúvidas sobre o excelente desempenho das exportações brasileiras no período, especialmente se os compararmos ao desempenho da economia global neste mesmo intervalo de tempo.

Neste sentido, os dados do FMI nos mostram que o volume mundial de exportações cresceu apenas 96% no período, passando de US$ 5,1 trilhões em 2002 para US$ 10,5 trilhões em 2009. Como efeito direto disso, o Brasil ampliou sua participação no comércio mundial: enquanto no último ano do governo FHC, as exportações brasileiras respondiam por 1,13% das exportações mundiais, em 2009 essa relação era de 1,45%. E é bom salientar que, não fosse a crise econômica mundial, esse desempenho seria ainda melhor, pois em 2008 as exportações brasileiras responderam por 1,49% do volume mundial de exportações. Ora, se a política comercial do governo Lula tivesse sido tímida, como dito por Serra, o que explicaria então esse excelente desempenho das vendas externas do país, especialmente em um contexto de menor depreciação cambial?

É importante que se diga também que as exportações cresceram significativamente em proporção do PIB: segundo os dados das contas nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto no governo FHC as exportações respondiam, na média, por 9,9% do PIB brasileiro, no governo Lula esse percentual passou para 14,2% do PIB, deixando claro o vigoroso crescimento de nossas vendas externas. As importações também cresceram, mas de uma maneira menos acentuada: de acordo com os números do IBGE, enquanto no governo FHC as importações representavam 11,10% do PIB, na média do governo Lula elas respondem por 12,10% do PIB brasileiro.

Uma maneira muito eficaz de compararmos o desempenho das exportações frente ao das importações é através da análise dos coeficientes de exportação e de penetração das importações. O coeficiente de exportação, que mede o percentual da produção industrial doméstica que é exportado, apresentou um forte avanço ao longo do governo Lula. De acordo com cálculos feitos a partir dos dados da Pesquisa Industrial Mensal e da Pesquisa das Contas Nacionais, ambas do IBGE, podemos verificar que, enquanto no governo FHC,o coeficiente médio de exportação da indústria brasileira foi de 39,4%, no governo Lula a média saltou quase 20 pontos percentuais, para 58,7%.

Esse indicador nos mostra que a indústria brasileira ampliou significativamente o percentual exportado do que ela produz, o que é um excelente sinal de competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, a despeito do que diz falaciosamente a oposição. Enquanto isso, o coeficiente de penetração das importações, que mede, basicamente, o percentual do consumo aparente brasileiro que é atendido pelas importações, também cresceu, mas de forma menos intensa, passando de 43% na média do governo FHC para 54,8% na média do governo Lula, o que configura um avanço de quase 12 pontos percentuais. Isso mostra que estamos importando bastante também, porém em proporção menor do que nossas exportações.

Governo Lula reverteu anos de déficit na balança comercial

Como efeito disso, o saldo da balança comercial brasileira tem registrado um excelente desempenho ao longo de todo governo Lula. Para se ter uma idéia, em seis dos oito anos de governo FHC, a balança comercial apresentou déficit, ou seja, importou mais do que exportou, ao passo que, ao longo do governo Lula, não se registrou déficit da balança comercial em nenhum dos anos, mostrando que o Brasil nestes últimos anos conseguiu reverter a trajetória de déficit comercial e agora apresenta sucessivos superávits na balança comercial, exportando mais do que importando. Vamos aos números: enquanto no governo FHC, a balança comercial brasileira acumulou um déficit de US$ 8,7 bilhões (entre 1995 e 2002), nos sete primeiros anos do governo Lula, a balança comercial acumula superávit de US$ 240,2 bilhões (entre 2003 e 2009).

Cabe agora a pergunta: que falta de agressividade é essa apontada por Serra que leva a este vigoroso desempenho da balança comercial brasileira durante o governo Lula? Antes que a oposição se apresse em dizer que o governo Lula simplesmente se beneficiou do bom momento internacional, devemos destacar três coisas já ditas anteriormente: 1) as exportações brasileiras cresceram em ritmo superior às exportações mundiais no período; 2) os sucessivos superávits comerciais do Brasil ocorreram mesmo em um quadro de menor depreciação cambial; e 3) mesmo com a crise econômica mundial de 2008/2009, o Brasil, ao contrário de várias economias no resto do mundo, mantiveram seu superávit na balança comercial.

Dito isto, o que se percebe é que o discurso tucano não passa de um “trololó”, valendo-se de uma expressão bastante usada por Serra. A avaliação crítica do candidato tucano sobre o desempenho da balança comercial brasileira não se sustenta quando confrontada com os números e indicadores da nossa economia, revelando que seu discurso não passa de demagogia e falácia. O governo Lula foi responsável pelo avanço generalizado da economia e do padrão de vida da sociedade brasileira, sendo que o setor externo foi, sem dúvida, um dos que tiveram desempenho mais exitoso ao longo do período, o que nos permite dizer que as críticas de Serra são totalmente descabidas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Goleada na espontânea: Dilma+Lula 42% x 16% Serra


Na pesquisa espontânea (quando não é apresentada uma lista de candidatos), da CNI/Ibope, divulgada hoje:

Dilma: 22%
Lula: 20%
(que não pode ser candidato)
Serra: 16%
Marina Silva: 3%

Ou seja
Dilma + Lula: 42%
Serra: 16%

Segundo turno
Na pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje, em simulação de 2º turno:

Dilma Rousseff (PT): 45%
José Serra (PSDB): 38%

1º turno, pesquisa de múltipla escolha com 3 candidatos na lista, a diferença é de 5 pontos:

Dilma Rousseff (PT): 40%
José Serra (PSDB): 35%
Marina Silva (PV): 9%

1º turno, pesquisa de múltipla escolha com todos os candidatos de partidos "nanicos", a diferença é de 6 pontos a favor de Dilma:

Dilma Rousseff (PT): 38,2%
José Serra (PSDB): 32,3%
Marina Silva (PV): 7%

Pesquisa Ibope aponta Dilma com 40% e Serra com 35%


Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Pesquisa é a primeira após as convenções. Marina Silva aparece com 9%.


Robson Bonin Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (23) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 40% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 35% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 9%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne 12 candidatos, Dilma soma 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%.

É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção de voto para presidente. Na pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março, Serra tinha 38%, Dilma, 33% e Marina, 8%. No início de junho, em outro levantamento do Ibope, divulgado no último dia 5 e feito por encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.

A margem de erro do levantamento divulgado nesta quarta é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Portanto, Dilma pode ter entre 38% e 42%; Serra, entre 33% e 37%; e Marina, entre 7% e 11%.

Disseram que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados. Os que responderam que ainda não sabem em quem votar são 10%, segundo o Ibope.

A pesquisa é a primeira realizada após a oficialização das candidaturas de Dilma, Serra e Marina pelas convenções partidárias. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 19 e 21 em 140 cidades. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 16292/2010.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.

Conhecimento

O Ibope mediu também o grau de conhecimento do candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março, 58% reconheciam Dilma como a candidata de Lula. Na pesquisa divulgada nesta quarta, o grau de conhecimento é de 73%.

Quando os pesquisadores perguntaram aos entrevistados o grau de conhecimento de cada um dos candidatos, 13% disseram conhecer "bem" Dilma; 32%, "mais ou menos" ; 28%, "pouco"; 23% "ouviram falar" e 4% disseram não conhecer.

O candidato tucano é "bem conhecido" por 24% dos entrevistados; "mais ou menos" por 39%; "pouco" por 22%; 13% só "ouviram falar". Ninguém respondeu que não conhece José Serra.

Segundo a pesquisa, Marina Silva é "bem" conhecida por 6%; "mais ou menos" por 21%; "pouco" por 26%; 33% "ouviram falar" e 13% disseram não conhecer a candidata do PV.

Rejeição

Dentre os entrevistados, 23% disseram que não votariam em hipótese nenhuma em Dilma Rousseff. Os que rejeitam Serra são 30% e os que nunca votariam em Marina somam 29%.

Influência de Lula

A capacidade de Lula influenciar no voto dos eleitores registrou uma leve redução entre os entrevistados pelo Ibope. Em março a preferência dos entrevistados por um candidato indicado por Lula era de 53%. Já no levantamento divulgado nesta quarta 48% dos entrevistados disseram votar no candidato do presidente.

A disposição de votar em um candidato de oposição foi manifestada por 10% dos entrevistado, mesmo cenário registrado em março.

Avaliação do governo

Segundo o levantamento, 75% consideram ótimo ou bom o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já a avaliação pessoal do presidente atinge 85% de aprovação, recorde na série histórica da pesquisa CNI/Ibope.

O percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo é de 3%, segundo a pesquisa. Os que julgam o governo regular são 20%.

Na avaliação pessoal do presidente, 11% desaprovam Lula, o índice mais baixo já registrado pelo levantamento.

A pesquisa também mediu a confiança dos entrevistados no presidente Lula: 81% disseram confiar no presidente e 15% afirmaram que não confiam; 4% não responderam ou não souberam dizer.