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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ministério Público denuncia 171 pessoas envolvidas; Lista tem deputados e prefeito

RODRIGO VARGAS, DIÁRIO DE CUIABÁ

O Ministério Público Federal denunciou 171 pessoas sob acusação de envolvimento em crimes que incluem formação de quadrilha, desmatamento ilegal, falsidade ideológica e furto de madeiras de áreas protegidas no norte do Estado.

Com mais de mil páginas, a denúncia é o resultado da operação “Jurupari”, deflagrada pela Polícia Federal em 2010 e que apurou um suposto esquema de fraudes e tráfico de influência na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

Na lista constam os nomes de Janete Riva, mulher do deputado José Riva (PP), Sílvio Corrêa, chefe de gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB), e Luiz Daldegan, titular da Sema no governo do hoje senador Blairo Maggi (PR).

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas Ubiratan Spinelli, seus três filhos e uma nora também constam da lista, que tem ainda os nomes dos ex-secretários-adjuntos da Sema, Alex Sandro Marega e Afrânio Migliari.

Segundo o documento, ao qual o Diário teve acesso, a suposta organização era composta por “servidores públicos com alto poder de decisão, lobistas, responsáveis técnicos, madeireiros e proprietários rurais”.

O objetivo, de acordo com a Polícia Federal, era a emissão fraudulenta de autorizações de desmate, guias de transporte e créditos florestais, documentos que permitiam “esquentar” madeiras retiradas de áreas protegidas.

Ao todo, a investigação levantou 68 casos que, segundo a PF, resultaram em danos ambientais estimados em R$ 900 milhões. Somente na fazenda em nome de Janete Riva, foram identificadas irregularidades cujo prejuízo foi estimado em R$ 38 milhões.

Braço político - A denúncia diz que o esquema operava em quatro níveis interdependentes: político (deputados), técnico (servidores públicos da Sema), burocrático (secretários e adjuntos) e empresarial (madeireiros).

“O centro deste comando era provido de agentes políticos detentores de cargos na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e junto ao Poder Executivo estadual”.

O deputado federal Eliene Lima (PSD), os deputados estaduais José Riva (PSD) e Mauro Savi (PR) e o ex-deputado estadual Juarez Costa (PMDB) são descritos na denúncia como “expoentes” do suposto braço político do esquema.

Por conta do foro privilegiado, a Procuradoria diz que os deputados serão “alvo de investigação específica”.

“Merece referência, no particular, a atuação do deputado estadual José Geraldo Riva, que detém enorme influência na execução da política fundiária e ambiental do Mato Grosso”.

Segundo a denúncia, há “indícios fortes” de que Riva “interferia na aprovação de planos de manejo florestal e licenciamento ambiental de propriedades rurais, a despeito de ilegais, tanto de sua base política como também de áreas de que detinha o controle”.

A denúncia foi encaminhada em abril à Justiça Federal e ainda não foi analisada pelo juiz Fábio Henrique Fiorenza, substituto da 5ª Vara.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Serra fecha novas alianças


TRANSILVÂNIA - Animado com a boa repercussão de sua aliança com o PR, o candidato José Serra contratou Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, para negociar novas coligações. Mas fez questão de ir, ele mesmo, à Rede Globo para selar novas parcerias. "Estive no Projac e costurei o apoio de Odete Roitman, Maria de Fátima, Galvão Bueno, Louro José e Carminha, aquela mocinha fantástica da novela Avenida Brasil", explicou o tucano. Informado de que Carminha era a vilã, Serra reagiu nervoso: "Isso é trololó, pauta petista. Ela ama o Tufão", disse.
Ao longo do dia, as assessorias de Lex Luthor, Darth Vader, Doctor No, Mini Me, Gargamel, Jorge Videla (da cadeia), Radovan Milosevic (do Purgatório) e Susana Vieira (nas nuvens) também declararam apoio à candidatura de Serra à presidência em 2014. Quando informados de que a disputa era pela prefeitura paulistana, os cabos eleitorais reagiram em nota conjunta: "Mudou?"
Serra, por sua vez, demonstrou habitual descontração ao lado dos novos parceiros de estrada e obras-superfaturadas do Dnit. Abraçado a Valdemar Costa Neto, Alfredo Nascimento, Agnaldo Timóteo e Tiririca, o tucano se entusiasmou e disse: "Pior do que tá não fica!". Ao ser lembrado de que o prefeito da cidade é Gilberto Kassab, seu aliado, perguntou: "Mudou?".
Desesperado para decolar sua campanha, Fernando Haddad conseguiu o convencer João Gilberto, Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e Raduan Nassar a apoiarem, de casa, sua candidatura.

O STF fraqueja diante da mídia


Luis Nassif Online
Por Braga De O Globo

Os pesos e as medidas dos mensalões

por Murillo de Aragão

Nunca na história deste país, como diz Lula, o STF esteve tão exposto aos humores da mídia e às pressões ditas “populares” em torno de julgamentos.

O recente julgamento da Lei do Ficha Limpa é um exemplo, com ministros acuados pela repercussão de suas opiniões e um julgamento moroso que deixou diversos políticos em clima de incerteza e manteve resultados eleitorais pendentes de confirmação.

Agora temos uma situação esdrúxula gerada pela proximidade do julgamento de um dos casos conhecidos como “mensalão”. Vários aspectos são merecedores de profunda reflexão. Uma das reflexões possíveis aponta para uma grave questão: crimes semelhantes sendo tratados de forma distinta.

A razão desse sério desvio reside na pressão da mídia. Infelizmente, em um país ainda em construção, onde a mídia de qualidade existe apenas para poucos, não é de estranhar que muitos, ao invés de noticiar, busquem “editorializar” o noticiário de modo a influir no curso dos acontecimentos.

Considerando que tal situação é do amplo conhecimento, juízes, em especial do STF, deveriam estar mais do que blindados para tentativas de manipulação e de influências indevidas no curso de processos. Sejam elas quais forem.

No caso dos mensalões, vemos uma distinção no tratamento de crimes assemelhados. Tal distinção revela quanto exposto está o STF às pressões midiáticas para agilizar ou retardar as investigações e, até mesmo, dar tratamento desigual a assuntos iguais.

Por exemplo, o conhecido mensalão mineiro, que envolve políticos do PSDB, caminha lentamente ao largo da lupa da mídia e razoavelmente incólume das pressões indignadas. Na semana passada, a audiência do caso quase passou despercebida da atenção geral.

Comparando-se os dois mensalões, percebem-se fortes incongruências no tratamento de denúncias e de acusações semelhantes.

O mensalão mineiro tramita morosamente desde 1998 e foi desmembrado. Políticos com mandato estão sendo julgados no STF; pessoas sem mandato estão sendo julgadas na primeira instância. Isso significa que, além da lentidão no andamento do processo, houve um desmembramento que beneficia – justamente – quem não é autoridade com o duplo grau de jurisdição. Nada disso ocorreu no mensalão do PT, cuja eclosão se deu em 2005, isto é, sete anos depois de iniciado o processo de Minas Gerais!

Porém, os achados da Polícia Federal no caso do mensalão mineiro são tão extravagantes quantos os encontrados no mensalão do PT, e que serão comprovados no mensalão candango.

Em tempo: antes que me acusem de querer minimizar as condutas identificadas nas investigações dos mensalões, devo dizer que tenho convicção de quem em ambos os casos houve condutas ilegais passíveis de condenação política e judicial. Não tenho dúvidas quanto aos malfeitos; tenho dúvidas acerca das responsabilidades dos nomes aventados.

Preocupa-me, no entanto, que, no afã de se fazer justiça, se atropele o estado de direito, não se reconheçam direitos básicos de ampla defesa e deixe de existir um ambiente saudável para o julgamento de tão importantes questões. Não pode haver dois pesos e duas medidas.

Murillo de Aragão é cientista político

 

Esquema Cachoeira é parte do golpe para capturar o poder, falsificando a luta contra a corrupção

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), em artigo, analisa o que há de maior por trás do esquema Cachoeira.

Tarso analisa que os demotucanos e a velha imprensa tentam isolar o esquema como se fosse desvio de conduta de pessoas substituíveis, como o senador Demóstenes Torres, sem atacar o sistema maior do qual o bicheiro Cachoeira era parte, numa máquina onde a velha imprensa e setores demotucanos faziam parte da engrenagem.
E o desafio maior da CPI é desbaratar esse esquema maior.

Eis alguns trechos:
"... o esquema Cachoeira não é um simples evento de criminalização de políticos, mas é um vasto esquema de dominação de partidos pelo crime organizado. É um esquema de interferência na agenda política da nação, para falsificá-la e colocá-la a serviço da corrupção e do atraso neoliberal, inclusive usando para isso - criminosamente, portanto - a liberdade de imprensa e os órgãos de imprensa que se prestam para isso.
"... não apenas atos isolados de corrupção, mas uma conspiração criminosa que usava a luta contra a corrupção para promover uma corrupção ainda maior, a destruição no atacado do espaço político democrático com falsificação de informações, destruição de reputações, negócios ilegais com bens públicos, articulação com o submundo do crime e aparelhamento do estado para fins ilícitos.
"... dar uma nobre função política à CPI, não transformá-la num mero inquérito policial (...) e mostrar que a malha grossa do sistema político, erguido sobre o financiamento privado das campanhas, é o grande alicerce da corrupção no Brasil
"... a transformação da corrupção no assunto político principal da República obedece a outros objetivos: transferir à esquerda que governa todas as mazelas do país, para esconder o fracasso político dos governos anteriores, que não só foram ineptos para governar, mas também incompetentes para atacar a corrupção enraizada no Estado, promovida diretamente por setores da iniciativa privada mancomunados com agentes públicos.
Eis a íntegra do texto, originalmente publicado na Carta Maior:

CartaCapital: Ex-sócio acusa Gilmar Mendes de desfalque e sonegação

A revista CartaCapital desta semana traz a seguinte matéria de capa:

Em um processo judicial conturbado, ex-sócio de Gilmar Mendes o acusa de desvio de dinheiro e sonegação.

O conteúdo está disponível na revista impressa, nas bancas.

O PT na Rio+20

Finalmente a Cúpula dos Povos confirmou a instalação da nossa tenda na Rio+20, de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.


A tenda, que terá o nome do geógrafo de esquerda Milton Santos, é organizada pela Fundação Perseu Abramo (FPA) e será partilhada com o Foro de São Paulo(FSP), a Fundação Friedrich Ebert (FES) e a Fundação Maurício Grabois (FMG).

A programação da tenda prevê a realização de uma série de debates sobre o tema da Rio+20, levando em conta as distintas opiniões e diversos aspectos, como o da igualdade social, da preservação ambiental e da elevação da qualidade de vida para todos os povos.

As atividades do PT, coordenadas pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI), serão realizadas durante todo o dia, envolvendo os setoriais de meio ambiente, agrário, cultura, juventude, combate ao racismo; além dos debates sobre a crise econômica, a esquerda latinoamericana, e as perspectivas políticas da África, Ásia, Europa e Oriente Médio. A programação da tenda prevê ainda lançamento de livros.

O PT e os desafios da Rio+20

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou o texto “O PT e os desafios da Rio+20”, em que, além de uma análise sobre a atual conjuntura, defende que sustentabilidade ambiental não rima com capitalismo, especialmente com capitalismo neoliberal, e aponta ainda quatro desafios às forças políticas e sociais de esquerda e progressistas do mundo.

O primeiro tem um sentido mais estratégico, e refere-se à defesa de um modelo alternativo de desenvolvimento; o segundo tem um sentido teórico-conceitual, considerando que o termo “desenvolvimento sustentável” se universalizou, mas há uma disputa em torno de seus significados e conteúdos; o terceiro é mais institucional, e refere-se aos compromissos e metas que os governos e organismos internacionais devem assumir; e por fim o quarto e talvez o principal: o desafio político, ou seja, o da construção da força necessária para implementar e aprofundar esse modelo alternativo que preconizamos.

Portanto, pretendemos que a tenda Milton Santos seja um espaço importante de participação das forças políticas e sociais de esquerda na Cúpula dos Povos na Rio+20.

Tanto a programação da tenda quanto o texto “O PT e os desafios da Rio+20” podem ser encontrados no site do partido www.pt.org.br

Nesta mensagem, enviamos os dois arquivos anexados.

(Secretaria de Relações Internacionais)

Clique nos links abaixo para saber mais.


Sibá destaca Carta da Amazônia em Plenário

Metas e diretrizes sobre o desenvolvimento sustentável dos estados da Amazônia Legal foram estabelecidas no documento a ser entregue à Presidenta Dilma e aos chefes de estado presentes na Rio +20.


Falando pela Liderança da Bancada, o deputado Sibá destacou em Plenário, a Carta da Amazônia, documento redigido pelos governadores da Região e resultado de uma série de debates realizados durante o Fórum dos Governadores, encerrado no início deste mês de junho em Manaus.

Englobando temas ambientais, sociais e econômicos, uma das principais reivindicações da “Carta” é solicitar à presidenta Dilma Rousseff a criação do Conselho do Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, que reuniria representantes da sociedade civil e agentes públicos, traduzindo-se numa espécie de regional do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que atende a todos os Estados brasileiros.

Os governadores dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Roraima, Rondônia e Tocantins, presentes no encontro, propuseram também a criação do PAC Florestal – Programa de Aceleração do Crescimento da Economia Florestal na Amazônia, com o objetivo de impulsionar o crescimento do setor florestal.

“A Carta, em alguns de seus aspectos, vem de encontro ao que ando propondo e debatendo na Região Amazônica, que é a defesa do investimento em tecnologia, em pesquisa; entendo que a grande riqueza que a Amazônia tem para oferecer não é só aquela que fala dos recursos hídricos, dos minérios, dos solos férteis para a produção agropecuária, da madeira e assim por diante”, ressaltou Sibá, lembrando que a rica biodiversidade da Região é o seu maior patrimônio. “E é com ela e a partir dela que vamos estabelecer um novo parâmetro de desenvolvimento, pois o sistema de commodities não deixa riquezas, não traz melhorias de vida para a população local”, disse Sibá, destacando ainda que muitas de suas sugestões foram acatadas na Carta, a exemplo da implantação de um programa regional nos moldes do Ciência Sem Fronteira, para intercâmbios entre as instituições e centros de pesquisa locais com o restante do país.

A Carta dos Governadores será dividida em Carta Brasil, direcionada à Presidenta Dilma, e Carta Mundo, para ser encaminhada aos chefes de Estado presentes à Conferência Rio+20.

(PT/AC com Assessoria)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Situação de Serra se agrava na CPMI de Cachoeira

PagotA anunciada decisão de abrir mais um processo contra as várias acusações de corrupção e enriquecimento ilícito, tráfico de influência e formação de quadrilha que pesam desde o livro A Privataria Tucana contra o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, não reduz o risco dele se explicar junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a rede criminosa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Serra, desta vez, promete levar o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot às barras dos tribunais, pela denúncia formulada em entrevista sobre a distribuição de propina para a campanha derrotada do tucano à Presidência da República, em 2010.

Na sessão da CPMI desta terça-feira, no entanto, segundo levantamento realizado pelo Correio do Brasil, a maioria absoluta dos parlamentares é favorável ao depoimento de Pagot. É a oportunidade esperada para o executivo complementar as denúncias de corrupção na campanha tucana, com a participação da empreiteira Delta Construções S/A e de Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, homem de confiança de Serra na estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pela construção do Rodoanel. Pagot foi demitido do cargo há um ano, após matéria publicada na revista semanal de ultradireita Veja, fornecida por agentes do bicheiro Cachoeira, conforme indícios obtidos pela Polícia Federal em escutas telefônicas legais.

A decisão de adiar o depoimento de Pagot apenas oferece mais tempo para, nos bastidores, as forças políticas que integram o Congresso conhecerem melhor o teor dos documentos a que o denunciante teve acesso para afirmar que a divisão da propina gerada nas obras do Rodoanel era distribuída na proporção de “60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”. O vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), preferiu não votar requerimentos nesta semana, enquanto o titular do cargo, senador Vital do Rego Filho (PMDB-PB), estiver de licença por problemas cardíacos.
– Não há urgência. Se as pessoas querem falar, elas serão ouvidas, mas decidir na próxima semana não atrapalha nossos trabalhos – disse o parlamentar.

Até lá, com tempo suficiente para esmiuçar as denúncias de Pagot, os integrantes da CPMI avaliarão da necessidade de convidar o candidato Serra para uma possível acareação com o denunciante, possivelmente também na presença do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish.

– Estávamos aqui lidando com tantas pessoas que não querem falar, mas o Pagot quer colaborar e podemos convocá-lo – ressaltou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

Presença garantida

Apesar do adiamento, o senador Pedro Taques (PDT-MT) já garantiu que Pagot faça as suas denúncias de maneira oficial ao protocolar, na noite passada, uma representação na qual pede ao Ministério Público Federal (MPF) que tome o depoimento dele nas próximas horas. Segundo o senador, Pagot possui “informações relevantes” sobre a organização criminosa de Cachoeira e tem todo o interesse em depor à CPMI e às demais autoridades.

– Não é crível ou razoável que um cidadão há mais de um mês venha dizer que possui fatos graves a revelar em favor da nação e ninguém queira ouvir este cidadão. Todos nós estamos desejosos de ouvi-lo – disse Taques na reunião desta terça-feira.
Em sua representação, Taques acrescenta que as investigações realizadas pela Polícia Federal e os trabalhos da CPMI no Congresso revelaram a existência de uma profunda conexão entre as obras tocadas pelo Dnit, a Construtora Delta e o grupo de Carlinhos Cachoeira. Ele pontua que somente no Dnit foram realizados pagamentos da ordem de R$ 2,75 bilhões à Delta entre 2009 e 2011.

Em outra entrevista, Pagot afirmou que Cachoeira atuava associado ao Diretor da Delta – Cláudio Abreu – na prospecção de negócios em todo o território nacional, atuando, inclusive, dentro do Dnit. Ele afirmou, ainda, que algumas de suas exigências desagradaram à Delta, motivo que o levou a ser alvo de uma conspiração de Cachoeira para derrubá-lo do cargo. Na representação, Pedro Taques também citou a entrevista concedida à revista semanal de centro Istoé, na qual Luiz Antônio Pagot denuncia a formação de caixa dois em favor do PSDB.

“Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, a prática de inúmeros crimes contra o patrimônio público da União, além de outros delitos, requer-se ao Ministério Público Federal no Distrito Federal que sejam tomadas todas as providências cabíveis, de índole investigatória e judicial, no sentido de que todos os envolvidos sejam punidos, na medida da sua culpabilidade, começando pela oitiva do Sr. Luiz Antonio Pagot”, conclui Taques.
Correio do Brasil

Promoção Perillo-Cachoeira: venda uma casa e receba o dinheiro em dobro

Virou piada a venda da casa de Marconi Perillo (PSDB-GO).

Já tem gente falando que vai colocar sua casa a venda na imobiliária Perillo-Cachoeira, para receber o dobro do dinheiro.

Todo mundo que vende uma casa tem um comprador, recebe um pagamento, e pronto. 

Já governador tucano com fôro privilegiado e amigo de bicheiro, vende duas vezes a casa, para dois compradores diferentes (não se trata de sócios), paga-se duas vezes o valor da casa (uma vez com 3 cheques ligados ao bicheiro, e outra vez em dinheiro vivo); quem compra diz que dá o dinheiro, mas oficialmente não é o dono da empresa que comprou; o comprador não se incomoda do bicheiro morar na casa sem pagar aluguel, e por aí vai.

Êta estorinha mal contada, e difícil de acreditar.

Por causa da venda da casa, Perillo pode até se safar na justiça com essa estória enrolada, mas perante o povo não convence ninguém.

Quem apostar na crise, vai perder de novo - avisa Dilma



A presidenta Dilma disse hoje (5) que quem apostar na crise financeira internacional “vai perder de novo”, referindo-se aos que apostaram contra a "marolinha" há 4 anos atrás, no governo Lula.

Dilma discursou na cerimônia de celebração do Dia do Meio Ambiente, e disse que o governo brasileiro tem um “arsenal de medidas” para usar:
 
"Essa nova onda que vem do exterior não pode derrotar os povos do mundo. Sistematicamente tomaremos medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias. O Brasil vai se manter no rumo, as medidas estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas, quando necessárias.
 
Nós sabemos que é possível enfrentar essa crise e continuar defendendo o desenvolvimento sustentável. A crise não pode ser um argumento para que se interrompam as medidas de proteção ao meio ambiente, como não pode ser um argumento para que se interrompam as políticas de inclusão social.
 
Enfrentamos a crise de 2008 e 2009 com crescimento econômico, estímulo ao consumo e à produção, com geração de emprego e renda. Agora vivenciamos a segunda onda dessa crise internacional e, podem ter certeza, saberemos enfrentar essa experiência com mais sabedoria e com melhores instrumentos”, completou Dilma.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Jornalista afirma que recebeu R$ 40 mil das mãos de Marconi Perillo

Segundo Bordoni, ao menos 3 pessoas o viram entrar no gabinete de Perillo: uma secretária, um prefeito e um advogado do então candidato
Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O jornalista Luiz Carlos Bordoni, responsável desde 1998 pelas campanhas eleitorais de rádio do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirma ter recebido R$ 40 mil em dinheiro vivo das mãos de Perillo como primeira parcela dos serviços que prestou durante a campanha de 2010. O pagamento, segundo ele, foi feito pouco antes do início do horário eleitoral gratuito, no escritório político do governador, em Goiânia.

O jornalista sustenta que ao menos três pessoas o viram entrar no gabinete de Perillo: uma secretária, um prefeito e um advogado do então candidato.

"O primeiro pagamento foi feito por ele antes mesmo de começar o horário eleitoral", declarou Bordoni ao Estado. "O Marconi me chamou em uma sala do fundo, uma pequena divisória atrás do gabinete dele, da mesa dele, e me passou R$ 40 mil em dinheiro. Foi o primeiro pagamento."

O governo goiano afirmou, em nota, que o governador Marconi Perillo "sempre recebeu jornalistas em seu escritório, entre eles o sr. Luiz Carlos Bordoni" e que "os temas das conversas sempre se referiam aos temas políticos da época", mas sustentou, sobre o pagamento relatado por Bordoni, que "o assunto é descabido".

"O governador jamais fez e não faz pagamentos a quem quer que seja", afirma o documento.

No documento, o governo voltou a declarar que o comitê financeiro de campanha de Perillo pagou à empresa Art Midi, à qual o jornalista se associou para elaborar os programas de rádio, o valor de R$ 33.300,00, "mediante a apresentação de nota fiscal eletrônica AIDF 109002/2010, relativa ao serviço de áudio prestados à campanha pelo sr. Luiz Carlos Bordoni".

A coisa fica mais preta ainda para Gilmar Dantas

“Não falo mais com esse cara!”, diz Jobim

Em entrevista ao colunista Jorge Bastos Moreno, do Globo, ex-ministro da Justiça, Nelson Jobim, afirma ter rompido definitivamente a amizade com o ministro do STF, Gilmar Mendes; Moreno é o mesmo que via duplo sentido no desmentido de Jobim em relação à reportagem de Veja
–Uma semana atrás, o colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, foi o primeiro a contestar o desmentido de Nelson Jobim sobre o teor da conversa, em seu apartamento, entre o ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Moreno via certo “duplo sentido” na negativa de Jobim a respeito da suposta chantagem exercida por Lula sobre Gilmar. Ou seja, ele negava, mas não negava.

Neste sábado, o jornal O Globo publica entrevista de Jobim ao próprio Moreno, onde o ex-ministro da Justiça não economiza palavras para deixar clara a sua posição. “Não falo mais com esse cara! Depois do que ele fez, não quero mais conversa!”, disse o ex-ministro da Justiça, sobre Gilmar.

Jobim e Gilmar eram parceiros num projeto comum, de resgate da memória da Constituinte, que proclamou a Constituição brasileira pós-redemocratização, em 1988. Os dois teriam um encontro para tratar do assunto na última segunda-feira, que foi desmarcado diante da polêmica criada pela reportagem de Veja, a quem Jobim só aceitou falar a pedido de José Serra.

Eis, abaixo, o diálogo entre Nelson Jobim e Jorge Bastos Moreno:

- Acabou! Não tem mais sentido esse projeto! – disse Jobim.

- Por quê?

- Não, não, acabou! Não falo mais com esse cara! Depois do que ele fez não tem mais conversa!

- Mas os senhores eram tão amigos!

- E esse assunto acabou! Não falo mais sobre isso!

- Dizem que o senhor teria confirmado tudo a amigos – disse Moreno.

- Não quero saber disso. Esquece. Eles que são brancos que se entendam! – respondeu um quase já estourado Nelson Jobim.

Moreno já desistiu da tese do duplo sentido. Veja ainda insiste. Num texto intitulado “Jobim mata a cobra mas não mostra o pau”, a revista recorreu ao ex-presidente americano Lyndon Johnson: “A coisa mais importante que um homem tem para lhe dizer é o que ele está tentando não dizer.”
Jobim, aparentemente, já disse tudo.

O dedo do Lula

Carta Maior

 A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.
 Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revoluçao de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.

A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.

A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.

Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.

Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.

O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política. Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.

Medo da força eleitoral de Lula atiça ódio da mídia

Ela descobre que ex-presidente é o grande cabo eleitoral este ano...

Aproxima-se eleição e a mídia recrudesce e sobe vários tons na campanha permanente que move contra o ex-presidente Lula. Não aceita que ele tenha chegado ao último ano de seu 2º mandato com um índice de apoio acima dos 80%, a maior aprovação popular tributada a um governante na história documentada brasileira, em uma prova a mais do reconhecimento da população às mudanças imprimidas por ele ao país, centradas sobretudo no social.
A imprensa teme, principalmente as pesquisas mais recentes, todas num uníssono mostrando que metade ou mais do eleitorado brasileiro está inclinada a votar a 7 de outubro próximo em candidato a prefeito indicado e/ou apoiado pelo ex-presidente.Saudosa dos tempos em que elegia e derrubava presidentes, inconformada e incapaz de mudar o curso da história, ela parte para o vale-tudo.

Em seu principal editorial deste domingo, "Em dupla com o Ratinho", o jornal O Estado de S.Paulo afirma que o ex-presidente Lula e o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao comparecerem como convidados ao Programa do Ratinho, no SBT, na semana passada fizeram "o que Lula e Dilma fizeram em 2010: propaganda (eleitoral) antecipada".

Dilma não podia ir a palanque. José Serra pode?

Mas O Estadão não fez até agora um editorial contra o fato de o candidato chapa-branca tucano, José Serra, ter colado sua campanha à agenda de compromissos públicos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito da capital, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD).

José, dentre outras aparições, já compareceu à inauguração de um Poupa Tempo na Lapa. Atrasou-se e o governador e o prefeito até tiveram de esperá-lo para iniciar a cerimônia, lembram-se?

Tampouco fez editorial em 2009-2010 quando a dupla parceira PSDB-DEM e outros partidos de linha auxiliar deles entravam toda hora com ações na justiça eleitoral para impedir que a então chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, comparecesse como integrante do governo a cerimônias e atos públicos em que estivesse presente o presidente Lula.

Aquilo, para eles, era campanha eleitoral antecipada. José Serra nos palanques de Alckmin e de Kassab não é. Agitam-se, também, mídia e oposição com o índice de 70% de brasileiros que, segundo pesquisas, inclinam-se a votar no presidente Lula caso ele saia candidato a voltar ao Planalto em 2014.

Leiam, também, os posts abaixo
Esforço da imprensa é, também, para ajudar tucanos na CPI e A radiografia do candidato José Serra. Feita pelo ex-presidente.

Márcio Macêdo (PT-SE): Comissão prioriza debates para Rio +20

Márcio Macêdo quer avaliar o desenvolvimento sustentável "que foi construído lá atrás, 20 anos atrás".

A Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso tem priorizado o debate sobre a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece de 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro.


Nesta terça-feira (5), o colegiado realiza audiência pública para debater a segurança alimentar e nutricional no contexto do desenvolvimento sustentável e da mudança do clima e a desertificação e mudança do clima: ações de prevenção e adaptação no semiárido nordestino.

O debate acontece às 15h, na Ala Alexandre Costa, sala 9, no Senado Federal.
“A agenda tem contado com a participação intensa dos deputados e senadores, de organizações não governamentais, do Poder Público nas três esferas da Federação, entre outros. Após a Rio+20, vamos debater temas diretamente relacionados às mudanças climáticas no País e no mundo, em várias regiões do Brasil”, afirmou o presidente da Comissão, deputado Márcio Macêdo (PT-SE).

“Esse é um novo momento e temos que avaliar esses 20 anos de ação política e social, a partir dos conceitos do desenvolvimento sustentável, no que foi construído lá atrás, 20 anos atrás. E agora desse novo momento da Rio + 20 que introduz o conceito da economia verde e traz para o pilar ambiental e econômico o social que eu acho que é uma modelagem importante para que hajam políticas públicas que possam estar inseridos nesse novo conceito de economia verde com desenvolvimento sustentável com os pilares de ambiental, econômico e social”.

Participam do debate: o Diretor da Coordenação de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Carneiro Campello; o Conselheiro Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da Presidência da República, Edélcio Vigna e um representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

No Rio - Márcio Macêdo destacou ainda, os debates promovidos pela Comissão Mista na Rio+20, que deve reunir mais de 100 chefes de Estado, em junho, no Rio de Janeiro. O primeiro vai abordar o papel das políticas públicas do País acerca das mudanças climáticas. Será no dia 19 de junho às 15h30, no Pier Mauá, no centro do Rio. O segundo debate será sobre a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), no dia 21 de junho às 16h, no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca.

(Ivana Figueiredo - Liderança do PT na Câmara)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Veja rouba e grita "Pega ladrão!"

Veja faz plágio do 247 e atribui documento ao PT Brasil 247
No início de abril deste ano, começaram a circular, na internet, vários rumores sobre uma viagem de Gilmar Mendes a Berlim. No dia 5 do mesmo mês, publicamos, no 247, uma reportagem intitulada “Movimento na web tenta intimidar Gilmar Mendes”. Primeira frase: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal”.

Neste fim de semana, a mesma frase está reproduzida num “documento” que Veja atribui ao PT, como prova de que o partido tinha em Gilmar um de seus alvos preferenciais na CPI do Cachoeira. A legenda, chamada “Plano de ataque”, diz que , “depois da tentativa frustrada de intimidação patrocinada pelo ex-presidente Lula, o PT produziu um documento repleto de insinuações contra o ministro Gilmar Mendes e os alvos preferenciais do partido na CPI”.

Fica claro, portanto, que Veja plagiou reportagem do 247 e atribuiu um de seus trechos ao PT, no que seria um plano maligno para desmoralizar as instituições no Brasil. Curiosamente, era uma reportagem em que tratávamos Gilmar como alvo de uma tentativa de intimidação – e não como alguém que tivesse feito algo de errado em Berlim.

Veja reproduz ainda outro trecho da matéria do 247. Um que diz que “um possível encontro do ministro Gilmar Mendes, do STF, com o senador Demóstenes Torres, em Berlim, já vem sendo usado como instrumento pelos que pretendem ressuscitar a Satiagraha”.

Portanto, o que Veja atribui ao PT é apenas uma reportagem do 247. Repita-se: uma reportagem em que Gilmar aparece mais como vítima do que como vilão da história.

Deve-se a descoberta à jornalista Cynara Menezes, de Carta Capital, que publicou o texto Control C + Control Veja em seu blog. Leia:

Control C + Control Veja

No centro do furacão desde que vieram à tona suas relações no mínimo pouco éticas com os bandidos da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a revista Veja parece ter pedido toda a noção de ridículo. Sua capa desta semana é uma farsa: o “documento” que a semanal da Abril alardeia ter sido produzido pelo PT como estratégia para a CPI de Cachoeira é, na verdade, um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros.

Confira neste link os fac-símiles do suposto “documento” que a revista apresenta com “exclusividade” e compare com os outros links no decorrer deste texto: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-manual-do-pt-para-instrumentalizar-a-cpi-do-cachoeira

Segundo a revista, os trechos que exibe fariam parte de um “documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira”. Mas são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula. O primeiro deles: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal” saiu de uma reportagem de 6 de abril do site Brasil 247, um dos portais de notícia, aliás, que os colunistas online de Veja vivem atacando com o apelido de “171″ (número do estelionato no código penal). Mas quem é que está praticando estelionato com os leitores, no caso?

Link: http://brasil247.com/pt/247/poder/52162/Movimento-na-web-tenta-intimidar-Gilmar-Mendes.htm

Outro trecho do “documento exclusivo” de Veja é um “copiar e colar” da coluna painel da Folha de S.Paulo do dia 14 de abril: “Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF”.

Link (para assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/36999-painel.shtml

Mais um trecho do trabalho de jornalismo “investigativo” com que a Veja brinda seus leitores esta semana: “Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal (…)”, é o lead de uma reportagem do jornalO Estado de S.Paulo do dia 28 de abril.

Link: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,demostenes-tratou-de-processo-da-celg-no-stf-segundo-pf,866526,0.htm

Pelo visto, os espiões da central Cachoeira de arapongagem, que grampeavam pessoas clandestinamente para fornecer “furos” à Veja, estão fazendo falta à semanal da editora Abril…

Leia mais em: O Esquerdopata: Veja rouba e grita "Pega ladrão!"
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Suposto caixa 2 tucano do Rodoanel tirou de pauta 'denúncia' de 'caixa 1' petista


Na sexta-feira passada (1) a revista Época (das organizações Globo) chegou às bancas com uma entrevista do ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot.

Filiado ao PR na época, partido que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, Pagot disse ter pedido doações de campanha legais a empresários que conhecia, mas dentro das regras impostas pela justiça eleitoral, ou seja, doações oficiais, devidamente registradas, e sem coagir ninguém. Doou quem quis, segundo ele.

A revista Época tentou envenenar a narrativa, fazendo ilações sobre o uso da máquina administrativa, coisa negada por Pagot na entrevista.

Pelo visto, a matéria seria repercutida durante o final de semana, inclusive no "Jornal Nacional" de sábado. Mas Pagot também deu entrevista à revista IstoÉ, simultaneamente, dizendo as mesmas coisas. Só que esta revista publicou o todo, sem cortar assuntos, e no todo, o ex-diretor do Dnit fala sobre pressões do ex-diretor do DERSA, Paulo Preto, responsável pela obra do Rodoanel, para liberar mais dinheiro, acima do orçamento previsto.

Disse também que era conversa corrente entre os empreiteiros que o Rodoanel financiava a campanha de José Serra em 2010, inclusive que ouviu de um procurador de empreiteira: "Você tem que se prevenir. Tem 8% entrando lá! Esse 8% era caixa 2. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin".

A entrevista da revista Época não aborda esse assunto, omite essa informação de de seus leitores. Trata-se de um "jornalismo" peculiar, que faz leitura da realidade semelhante ao episódio da "bolinha de papel" na eleição passada.

Com a revista IstoÉ nas bancas e bombando na internet, com todo mundo comentando a história do "Rodoanel, Paulo Preto, e 60% para Serra..." nas redes sociais, o jornalismo da Globo tirou a repercussão da entrevista de Pagot da pauta. Os telejornais não deram, o jornal "O Globo", também não (até a edição de domingo, pelo menos).

O mais conhecido blog político do jornal "O Globo", cobrado incessantemente pelos internautas, teve que copiar a notícia do Estadão (que comentou o conteúdo das duas revistas), em vez de recorrer aos originais da revista Época, da casa.

É curioso notar que ex-diretor do Dnit concedeu entrevista à Globonews em 21 de abril deste ano tratando de outro assunto, quando acusou o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu e Carlinhos Cachoeira de terem "armado" para ele (como mostram as interceptações telefônicas da Polícia Federal). Uma edição resumida desta entrevista foi ao ar no Jornal Nacional daquela noite. Por isso é improvável que se a revista Época teve acesso à Pagot, a TV Globo não teria, para confirmar os relatos e levar ao ar no sábado.

Por isso, ou a Globo resolveu abafar o caso quando apareceu o nome de Serra, ou havia entrevista editada com ataques apenas ao governo e foi engavetada, quando viu-se obrigada a arrolar Serra, se levasse ao ar.

O jornalismo das Organizações Globo dá mostras de repetir o apoio sub-reptício ao candidato tucano à prefeitura de São Paulo, como ficou claro em 2010, na já antológica farsa da "bolinha de papel".

Listão dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele

Se dependesse desses políticos e partidos abaixo, o lugar de Lula seria aprisionado numa cela e incomunicável com o povo, igual ficou Nelson Mandela na África Sul por 27 anos.

PSDB, DEM, PPS, o PSOL, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) usaram a torpeza de moveram ação com a finalidade de "acabar com a raça" de Lula no tapetão do judiciário, usando uma "reporcagem" torpe da revista Veja, alavancada por Gilmar Mendes, para fazer uma espécie de AI-5 contra Lula.

A lista dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele:

Assinaram a representação torpe para cassar e aprisionar Lula:

Alvaro Dias e o deputado Bruno Araújo e Mendes Thame, assinando por todos do PSDB;
José Agripino Maia, assinando por todos do DEM;
Rubens Bueno,  assinando  por todos do PPS;
Randolfe Rodrigues,  assinando todos do PSOL;
Jarbas Vasconcelos, assinando só por ele mesmo, dissidente do PMDB

Os líderes dos partidos representaram seus caciques, que endossaram a trama:

Aécio Neves (PSDB-MG)
José Serra (PSDB-SP)
ACM Neto (DEM-BA)
Soninha Francine (PPS-SP)
Beto Richa (PSDB-PR)
Simão Jatene (PSDB-PA)
Siqueira Campos (PSDB-TO)
Anchieta Junior (PSDB-RR)
Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL)
Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
Anastasia (PSDB-MG)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Antonio Carlos Leréia (PSDB-GO)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
etc.
e todos os demais membros do PSDB, DEM, PPS e PSOL que não se manifestaram publicamente contra essa torpeza de golpismo safado e sem-vergonha.

E não adianta quererem negar, porque quem não teve coragem de assinar, também não deu um pio contra o documento, pelo contrário, o PSDB até emitiu nota oficial falando em nome do partido e da oposição.

Todos políticos destes partidos estão no mesmo barco dos que querem 'acabar com a raça' de Lula de maneira torpe.

Eis o AI-5 demotucano e psolista contra Lula:
http://s.conjur.com.br/dl/representacao-oposicao-ex-presidente1.doc

Se queriam jogar para a platéia, 190 milhões de brasileiros da "platéia" vão ficar sabendo quem quer cassar e aprisionar Lula em conluio com a revista Veja, ligada ao bicheiro Cachoeira.

Vamos espalhar para todo mundo.

Vamos todos registrar na nossa listinha para nunca mais esquecer esses nomes e essas siglas que são inimigos públicos nº 1 de Lula e de lulistas.

Quem gosta de Lula, que digam um NÃO a esses nomes e siglas, na hora que vierem sorrir na TV ou dar tapinha nas costas pedindo voto. Quem não gosta de Lula que sigam esses golpistas e suas tropas da elite arcaica de Veja, Globo, Folha, Estadão, Gilmar.

Quem gosta de Lula, que vote em quem não quer acabar com a raça dele.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lula admite ser candidato de novo 'para não deixar tucano voltar'

Lula foi convidado do  Programa do Ratinho , do  SBT , na noite desta quinta-feira. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Lula foi convidado do Programa do Ratinho, do SBT, na noite desta quinta-feira
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra


Hermano Freitas - Direto de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu na noite desta quinta-feira sair novamente candidato a presidente da República apenas no caso de a atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, não ter interesse de concorrer nas próximas eleições federais. De acordo com o político, ele jamais permitiria que "um tucano voltasse". "A única hipótese de eu ser candidato é se a presidenta Dilma não quiser. Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente do Brasil", disse.

Convidado do Programa do Ratinho, no SBT, Lula foi pela primeira vez a uma televisão para ser entrevistado após superar o câncer na laringe. Ele mencionou, rapidamente, a polêmica em que foi envolvido após declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes que afirmou a uma revista que Lula teria feito pressão para um julgamento parcial do escândalo do mensalão. "Quem inventou esta história vai ter que acreditar nela. O tempo se encarrega de acomodar as coisas", disse.

Questionado sobre os problemas na saúde pública pelo apresentador, o ex-metalúrgico os atribuiu ao fim da CPMF. Lula lamentou que a bancada de oposição ao seu governo no Congresso Nacional tenha retirado o imposto sobre operações financeiras, que ficou conhecido como "imposto do cheque", e servia para financiar a Saúde. O ex-presidente disse que os parlamentares lhe "tiraram R$ 40 bilhões" por "vingança". "Me tiraram a CPMF, que é um imposto de rico, por vingança. Achavam que estavam me atacando, mas estavam atacando o povo brasileiro", disse Lula.

Em tom descontraído, o programa teve afagos constantes entre Lula e Carlos Massa, conhecido como Ratinho. "Sempre fui admirador dele, desde 1982. Vamos trabalhar em televisão", brincou Ratinho. "Muita gente estranha por que (conceder a primeira entrevista) no Ratinho e eu digo: 'porque já comi rabada na casa do Ratinho e porque ele comeu rabada na granja do Torto'. Somos amigos. Amizade não tem preço", disse Lula. Antes da chegada do ex-presidente, Ratinho afirmou que ele não passaria por perguntas constrangedoras. "O presidente é convidado deste programa, ele não é mais presidente, não tem que ser cobrado por nada", disse.
Lula foi acompanhado por aliados como o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), e pelo ex-ministro da Educação e pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Eu achava que era o momento de apresentar uma coisa nova para a cidade", disse o ex-presidente, perguntado sobre por que havia escolhido Haddad para a campanha.

Integra do vídeo - Lula no programa do Ratinho


PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

Lula participou do programa do Ratinho, no SBT. Foi um programa leve, bem humorado, com alto astral, bem popular e falando de políticas públicas que afetam o povo brasileiro.

Lula falou de seu tratamento, de Dona Marisa, da vida depois da presidência, do Corinthians, dos problemas da saúde pública no Brasil e dos gargalos para resolver o financiamento do setor (inclusive o boicote sofrido através da retirada da CPMF só por sabotagem), das conquistas em seu governo nas áreas sociais, de educação, do emprego e da ascensão social. Falaram de Prouni, Bolsa família, Luz para todos, etc.

Acompanharam Lula o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e o ex-ministro da educação Fernando Haddad, que Ratinho chamou para sentar ao lado, e fazer algumas perguntas, quando o assunto era educação ou a cidade de São Paulo, devido à sua condição de pré-candidato a prefeito.