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RESPONSÁVEL MARIO ALVIM DRT/MT-1162

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Frei Betto: Dilma e a fé cristã


Artigo de Frei Betto, publicado na coluna “Tendências/Debates” da Folha:

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de “marxista ateia”.

Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria, terrorista – acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.

Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo. Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam. Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.

Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção

Colocando na Balança..FHC e LULA..

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Dilma Rousseff faz campanha contra o aborto

A candidata do PT disse que considera o ato uma violência contra a mulher. Ela afirmou que as mulheres que recorrem ao aborto em condições precárias correm risco de vida e devem ser atendidas.



Dilma massacrou Serra no debate

Brasil vai continuar crescendo



Dilma denuncia campanha caluniosa do PSDB



Dilma diz que tucanos querem privatizar o petróleo do pré-sal


Dilma deixa Serra atordoado com o assunto das privatizações:

Dilma diz que tucanos são os defensores da privatização



Parcerias são um marco na segurança pública



Considerações finais



Teve momentos em que Dilma praticamente levou Serra à lona no debate da Bandeirantes. Digamos que Serra foi salvo de um nocaute pelo gongo.

Dilma enfrentou o tema polêmico do aborto, a campanha de baixarias, deixou Serra atordoado com as privatizações, e fez ele recuar e ficar aprisionado como candidato do retrocesso, do governo FHC.

Dilma foi muito bem, muito superior. Fez críticas políticas, contundentes, enfrentou de frente. Recriminou e denunciou a baixaria.

Dilma saiu do debate muito maior do que entrou. Serra saiu menor.

sábado, 9 de outubro de 2010

Programa de TV - Tarde - 09/10

Números das gestões LULA/DILMA e FHC/SERRA.


outubro 9th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Decida pelo melhor.

Conheça a verdade, porque ela os libertará.

GOVERNO LULA/DILMA – PT (7,8 ANOS)

GOVERNO FHC/SERRA (8 ANOS)


1) Número de policiais federais:

GOVERNO LULA/DILMA: 13 mil


GOVERNO FHC/SERRA: 5 mil

2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro:

GOVERNO LULA/DILMA: 358


GOVERNO FHC/SERRA: 20

3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:

GOVERNO LULA/DILMA: 3.971


GOVERNO FHC/SERRA: 54

4) Criação de empregos:

GOVERNO LULA/DILMA: 36 milhões (14,6 milhões com carteira assinada)


GOVERNO FHC/SERRA: 700 mil

5) Média anual de empregos gerados:

GOVERNO LULA/DILMA: 2,14 milhões


GOVERNO FHC/SERRA: 87,5 mil

6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:

GOVERNO LULA/DILMA: 6,3%


GOVERNO FHC/SERRA: 11,7%

7) Desemprego em SP, maior cidade do país:

GOVERNO LULA/DILMA: 12,9%


GOVERNO FHC/SERRA: 19,0%

Exportações (em dólares)/ano:

GOVERNO LULA/DILMA: 258,3 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 60,4 bilhões

9) Balança comercial (em dólares):

GOVERNO LULA/DILMA: 265,3 bilhões (positivos)


GOVERNO FHC/SERRA: – 8,4 bilhões (negativos)

10) Transações correntes (em dólares):

Governo Lula: 110,1 bilhões (positivos)


GOVERNO FHC/SERRA: – 186,2 bilhões (negativos)

11) Risco-país:

GOVERNO LULA/DILMA: 204


GOVERNO FHC/SERRA: 2.400* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.

12) Inflação:

GOVERNO LULA/DILMA: 3,8% (média)


GOVERNO FHC/SERRA: 12,53%

13) Dívida com o FMI (em dólares):

GOVERNO LULA/DILMA: dívida paga – Hoje o FMI nos deve 18 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 14,7 bilhões (todo ano emprestávamos uma média de 10 bilhões que desapareciam inexplicavelmente)

14) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):

GOVERNO LULA/DILMA: dívida paga


GOVERNO FHC/SERRA: 5 bilhões

15) Dívida externa/PIB:

GOVERNO LULA/DILMA: 2,41%


GOVERNO FHC/SERRA:12,45%

16) Empréstimo para habitação (em reais):

GOVERNO LULA/DILMA: 9,5 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 1,7 bilhões

17) Crescimento industrial:

GOVERNO LULA/DILMA: 8,77%


GOVERNO FHC/SERRA: 1,94%

18) Produção de bens duráveis:

GOVERNO LULA/DILMA: 14,8%


GOVERNO FHC/SERRA: 2,4%

19) Aumento na produção de veículos:

GOVERNO LULA/DILMA: 5,4%


GOVERNO FHC/SERRA: 1,8%

20) Crédito para a agricultura familiar:

GOVERNO LULA/DILMA: 11,3%


GOVERNO FHC/SERRA: 2,4%

21) Valor do salário mínimo em dólares:

GOVERNO LULA/DILMA: Quase 300


GOVERNO FHC/SERRA: 55

22) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:

GOVERNO LULA/DILMA: 3,7 cestas básicas


GOVERNO FHC/SERRA: 1,3 cesta básica

23) Aumento do custo da cesta básica:

GOVERNO LULA/DILMA: 15,6%


GOVERNO FHC/SERRA: 81,6%

24) Transferência de renda (em reais):

GOVERNO LULA/DILMA: 12,1 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 2,3 bilhões

25) Média por família:

GOVERNO LULA/DILMA: 87 reais


GOVERNO FHC/SERRA: 25 reais

26) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):

GOVERNO LULA/DILMA: 35,7%


GOVERNO FHC/SERRA: 17,5%* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.

27) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):

GOVERNO LULA/DILMA: 18,6


GOVERNO FHC/SERRA: 55,7

28) Pró-jovem – estudo subsidiado:

GOVERNO LULA/DILMA: 183 mil (18 a 24 anos)


GOVERNO FHC/SERRA: não havia programa, nem registro.

29) Bolsa Família:

GOVERNO LULA/DILMA: 24,1 milhões de famílias


GOVERNO FHC/SERRA: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.

30) Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino:

GOVERNO LULA/DILMA: 1.762 mil pessoas e 152 mil cisternas


GOVERNO FHC/SERRA: zero, não havia programa.

31) Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor):

GOVERNO LULA/DILMA: 8,3 milhões de brasileiros


GOVERNO FHC/SERRA: zero, não havia programa.

32) Áreas ambientais preservadas:

GOVERNO LULA/DILMA: incremento de 25,6 milhões de hectares


Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares

33) Apoio à agricultura familiar:

GOVERNO LULA/DILMA: mais de 40 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: Maior repasse 2,5 bilhões

34) Compra de terras para Reforma Agrária:

GOVERNO LULA/DILMA: 3,7 bilhões (2003 a 2005)


GOVERNO FHC/SERRA: 1,1 bilhões (1999 a 2002)

35) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:

GOVERNO LULA/DILMA: 35,99 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 8,3 bilhões

36) Investimento anual em saúde básica:

GOVERNO LULA/DILMA: 2,5 bilhões


GOVERNO FHC/SERRA: 155 milhões

37) Equipes do Programa Saúde da Família:

GOVERNO LULA/DILMA: 27.401


GOVERNO FHC/SERRA: 16.698

38) Índice BOVESPA:

GOVERNO LULA/DILMA: 35,2 mil pontos


GOVERNO FHC/SERRA: 11,2 mil pontos

39) Dívida externa:

GOVERNO LULA/DILMA: (260 BILHÕES EM RESERVAS)


GOVERNO FHC/SERRA: 210 bilhões NEGATIVOS

40) Desemprego no país:

GOVERNO LULA/DILMA: 8,3%


GOVERNO FHC/SERRA: 12,2%

41) Eletrificação Rural:

GOVERNO LULA/DILMA: 8 milhões de pessoas


GOVERNO FHC/SERRA: 2,7 mil pessoas

42) Livros gratuitos para o Ensino Médio:

GOVERNO LULA/DILMA: 17 milhões


GOVERNO FHC/SERRA: zero

43) Geração de Energia Elétrica:

GOVERNO LULA/DILMA: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está previsto para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.


GOVERNO FHC/SERRA: Apagão

44) Construção de Universidades Federais:

GOVERNO LULA/DILMA: 27 universidades + 58 novos campi


GOVERNO FHC/SERRA: 6 universidades federais em 8 anos

E PARA TERMINAR NO Nº 45:

45) Falcatruas e roubalheiras dentro das instituições do governo federal, estatais, e empresas do governo:

GOVERNO LULA/DILMA: o povo conhece, a imprensa divulga, a polícia federal age e prende, a Controladoria Geral da União (CGU) investiga e denuncia livremente, o Congresso investiga e denuncia, CPIs são instaladas e corruptos são cassados; a justiça julga, o dinheiro roubado aparece e “companheiros” são expulsos, presos, demitidos, cassados ou punidos.

GOVERNO FHC/SERRA: o governo escondia, a PGR do FHC/Brindeiro “engavetava” a imprensa fazia “vista grossa”; a polícia federal não conseguia agir; o Congresso Nacional “levava o dele”, calava e não investigava; as CPIs eram sufocadas e arquivadas; o dinheiro roubado ia sorrateiramente para o bolso dos “pais da pátria” de sempre ou era desviado para salvar empresas falidas (de amigos); o dinheiro bom do Tesouro Nacional era enfiado em estatais já saqueadas e sucateadas e que, após saneadas com dinheiro do contribuinte eram “entregues” aos “companheiros” da iniciativa privada que “têm mais competência para administrar”; o obscuro processo de venda de estatais dilapidou mais de R$ 150 bilhões do Patrimônio Nacional

COM DILMA NO SEGUNDO TURNO PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO


Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do
povo brasileiro.


Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos,
patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002
e 2006.

Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores
e disputam o segundo turno em 10 outros estados.

Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o
próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também
majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734
deputados estaduais.

Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de
outubro.


Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.
A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições.
Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM
de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando
cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue
jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação
por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate
político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas

Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.

De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco
endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao
FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.

O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria,
que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu
a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas
privatizações, dentre elas a do Pré Sal.

O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o
país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não
tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era
“inempregável”. Portanto, o Brasil do desemprego.

Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.
Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do
Governo Federal de custear escolas técnicas.

Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas
para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências
estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.

Em oito anos o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se
iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.

O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento
acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que
cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres
da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros.

Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o
crédito, sobretudo para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os
recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou
ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais
baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor
internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do
FMI. É o país que enfrentou com tranquilidade a mais grave crise
econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair
dela.

Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o
funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo
aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o
Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do
Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da
moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.

Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado,
como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e
na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa
posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.

No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria
salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos
professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram
14 novas universidades federais e 124 extensões universitárias. Onde mais
de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de
estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40
bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil
continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da préescola
à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de
suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à
maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da
violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de
promoção da igualdade racial.

Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das
paredes desta nova casa já estão erguidas. A obra não vai parar.


Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS,
Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.
Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os
brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle das fronteiras,
mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a
participação da sociedade como vêm acontecendo com as UPP.

Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um
país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos
direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e
política mundial mais justa e equilibrada.

Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país.
Mas, sobretudo, queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória
que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições
para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida
base de sustentação parlamentar.

Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no
Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da
vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento
para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido
em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.

Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a
religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às
distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades
religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo
brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.

O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções
religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir.

O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade,
onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e
convicções.

Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens,
abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e
à cultura.

Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições
de vida, de sua saúde e de sua dignidade.

Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos
mais amanhã.

Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos
todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É
importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e no campo a voz da
mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da
calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.
À luta, até a vitória.

Brasília, 07 de outubro de 2010.

Coligação Para o Brasil Seguir Mudando.

Programa TV - Noite - 08/10

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ságuas Moraes (de Juína) é eleito deputado federal por Mato Grosso



88.654 votos para deputado federal em Mato Grosso. São os novos números que passam a compor a trajetória política de Ságuas Moraes. O político que há 14 anos era eleito prefeito de Juina, a partir de primeiro de fevereiro de 2011 passa a trabalhar em Brasília.

Com a experiência de ter sido eleito prefeito Juina por dois mandatos e duas vezes deputado estadual, além de secretário de Estado de Educação, Ságuas tem uma vida política dedicada às causas sociais, com foco na educação, saúde, direitos humanos, agricultura familiar e economia solidária.

“Essa vitória nos dá a sensação do dever cumprido. Foram meses percorrendo Mato Grosso e conversando com as pessoas sobre os sonhos e desejos de um futuro melhor”, ressaltou Ságuas, que votou e acompanhou a apuração em Juina, sua base eleitoral.

O agora deputado federal eleito retorna para Cuiabá nesta terça-feira, 5 de outubro.

Os apoiadores de Ságuas ressaltam que “a vitória dele garante a continuidade da luta pela cidadania plena, sem exclusões, onde todos os indivíduos tenham seus direitos respeitados e construam, assim, construam um país livre e feliz”.

Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

VAZOU!! DANÇOU!!!

"LULA TÁ COM ELA E EU TAMBÉM TÔ..."

Clipe "Gente brasileira"

Serra Ligador

Dilma vence debate da Globo: Aumenta chances de vitória no dia 3!


Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. O último debate, o da Globo, o de maior audiência, aquele que poderia comprometer Dilma e alavancar Serra e Marina e provocar o segundo turno saiu pela culatra para os oposicionistas. Nem o "fator" Plínio funcionou. A candidata do PT teve, sem sombra de dúvida, o melhor desempenho. Para quem lidera as pesquisas, não sair chamuscada já é uma vitória.

Vencer o debate então é praticamente selar o destino das eleições no primeiro turno.
As regras engessadas do debate impediram um confronto direto entre Serra e Dilma, restando ao tucano fazer ataques indiretos ao governo federal, numa postura antipática.

Para quem passou a semana saltitando "ondas verdes", Marina estava muito apagada na maior parte do debate. Acordou no final e foi justamente para brigar com Serra. Os marqueteiros já tinham avisado aos candidatos que deveriam fugir de embate ríspido com Marina.

Marina insistiu no debate de estratégias, sem propostas concretas. Discurso idealista que atinge uma faixa muito reduzida da população. Seu pronunciamento final foi fraco e a candidata apareceu diante das câmeras da Globo com aparência de triste. Definitivamente, não ajudou a suposta "onda verde" a ganhar musculatura.

Plínio teve sua pior performance, a menos engraçada, a menos espirituosa, e justamente no debate de maior audiência. Segundo informações de bastidores, o debate teve média de audiência de 23 pontos.

Serra não conseguiu ir além das críticas técnicas e econômicas ao atual governo. Não teve oportunidade de apresentar propostas interessantes com argumentação palatável ao eleitor indeciso. O tucano precisava desesperadamente de um desempenho acima da média para conquistar novos eleitores. Ou torcer para um desempenho desastroso de Dilma para arrancar eleitores dela. Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Em sua fala final, sequer foi aplaudido pela platéia de tucanos presentes no estúdio da Globo.

Dilma, por sua vez, respondeu a todas as perguntas com serenidade e no episódio que poderia resultar em seu pior momento --quando riram de sua fala sobre doações de campanha--, ela teve presença de espírito suficiente para inverter a situação e acabar a fala recebendo aplausos ao dizer que "lamenta o riso daqueles que têm outra prática".

A candidata petista estava preparada para responder perguntas potencialmente embaraçosas sobre as denúncias envolvendo a Casa Civil, sobre liberdade de imprensa e sobre aborto. Temas com os quais a oposição e a mídia têm atacado a candidata. Mas nem precisou. Preocupados em não adotar posturas agressivas, os adversários de Dilma sequer tocaram nestes assuntos.

O debate acabou sendo um passeio para a candidata favorita. Dilma fez a natural defesa do governo Lula, mas citou o nome do presidente pouquíssimas vezes, mostrando que a campanha ajudou-a a ganhar personalidade própria.

Muitos analistas políticos passaram a semana dizendo que o debate desta quinta-feira seria decisivo. Se for mesmo, aponta para uma decisão no primeiro turno, a favor de Dilma.

Cláudio Gonzalez

Charge Eleições 2010 – No Comitê de Campanha

rograma TV - Noite - 30/09 (Ultimo Programa rumo a Vitória no 1º turno)

Debate na Globo: Dilma ganhou em termos de conquista e confirmação de votos


Melhores momentos de Dilma no debate da TV Globo
Para quem já assistiu os outros debates, este foi morno, porque não teve surpresas, as perguntas não foram tão polêmicas, os candidatos repetiram muito do que já disseram nos outros debates, e apenas umas poucas respostas foram mais acaloradas. Evitou-se agressões pessoais e baixaria, a exceção de Serra que deixou escapar um "coice" em Marina.

Ninguém deve ter tirado votos dos outros a ponto de mexer muito no atual quadro.
É bem provável que Dilma tenha recuperado os votos que, dizem, havida perdido.
Ninguém se sobressaiu muito perante os indecisos.


Nesse contexto, melhor para Dilma, por ser a candidata que representa a continuação do governo Lula. Basta um indeciso não ver uma clara vantagem nos outros candidatos, que é grande a chance dele votar em Dilma.

Dilma ganhou no conteúdo e na mensagem. Não cometeu nenhum deslize, neutralizou bem as investidas de Marina, e passou sua mensagem propositiva como nenhum adversário conseguiu.

Serra foi o candidato do contra, e derrapou feio quando deu "coice" em Marina

Serra não foi tão mal como das outras vezes, mas foi mal. Foi o candidato errado na hora errada. Ao fazer oposição sistemática à um governo que só 4% reprovam, quanto melhor seu desempenho como opositor, pior seu desempenho nas urnas.

Como Serra e seus marqueteiros sabem disso, deve ter sido um gesto calculado de desespero, tipo tudo ou nada: deve acreditar que já não tem mais votos a perder, e que só resta agora tentar tirar votos de Dilma, mesmo que vá para Marina, Plínio ou seja lá quem for.

O erro de cálculo de Serra pode ser o eleitor indeciso enxergar Dilma como vítima de um ardil. Serra usou e abusou de criticá-la de forma desleal, escolhendo Marina ou Plínio para perguntar, e criticando Dilma na réplica. Errou a mão, deu para o telespectador perceber o jogo desleal e trapaceiro, porque ele não escolhia perguntar para Dilma, e ficava criticando ela pelas costas, quando ela não podia se defender.

Serra também sofre o problema de mentir, o que é percebido sobretudo pelos paulistas: quando critica o governo federal em temas como saúde, segurança, falta de moradias, catástrofes, metrô, transporte, funcionalismo, e diz que vai resolver tudo isso no Brasil inteiro, perde eleitores em São Paulo, porque sua gestão como governador e prefeito, deixou muito a desejar em todas essas áreas. O paulista sabe das promessas não cumpridas dele como prefeito e governador, e que não terá como cumprir como presidente.

Além disso, ele perde eleitores mais esclarecidos ao mentir, quando criticou tarifas como de telefone, cujas agências reguladoras apenas conferem o reajuste, porque o índice foi determinado no contrato de concessão durante as privatizações, até que se renove as concessões.

Por fim teve um momento acima do tom, quando distribuiu um coice em Marina, ao dizer “Não use sua régua pra medir os outros”... porque não gostou da pergunta de Marina questionando ele por só agora defender o bolsa-família, quando os tucanos e o DEMos tem um histórico de criticar o programa.

Enfim, Serra deve ter sido quem mais perdeu votos.

Dilma levou a melhor contra Marina e foi a mais propositiva

Dilma duelou contra 3, mas os 3 não tinham munição suficiente para abalá-la. E ainda pode ter tirado vantagem do fato, por ter ficado na posição de vítima de um linchamento.

Quando Serra, Marina e Plínio perguntaram entre si, Serra atacou Dilma sistematicamente sem que ela tivesse direito de se defender. Marina e Plínio, algumas vezes, entraram nesse jogo.

Apesar dessa desvantagem numérica, Dilma se saiu bem. De novo, quando teve a palavra, fixou-se na agenda positiva do governo, defendendo o "Minha Casa, Minha Vida", o PAC, a geração de empregos, as ferrovias, os programas sociais, as UPP's. Foi a candidata que deu mais motivos a um eleitor para votar nela.

Ela foi muito feliz logo na primeira pergunta.

Marina perguntou sobre o trabalho informal.


Dilma fez a festa, falando dos recordes de empregos gerados no governo Lula, em torno de 15 milhões até o final do ano, e destacou também aumento do crédito durante o governo Lula e o combate à crise. Fez um golaço.

Marina perdeu um pouco o rumo, e tentou dar uma de jornalista do PIG, dizendo que ela não respondeu (respondeu sim, pois geração de empregos formais é a solução da informalidade), e Marina foi pior na réplica ao defender, ainda que disfarçadamente, o discurso neoliberal de seu vice, de que é preciso sacrificar direitos trabalhistas para "facilitar a contratação".

Dilma defendeu a manutenção dos direitos trabalhistas, e o crescimento para continuar gerando empregos. Fez outro golaço.

Em outros embates com Marina, Dilma também foi bem ao falar em soluções práticas, concretas, para problemas reais da população. Era uma forma de denunciar o discurso rebuscado de transversalidade de Marina (que agrada muita gente), mas desinformado e vazio de respostas que os brasileiros precisam para seus problemas.

Ao responder Plínio sobre partidos e transparência nas doações de campanha, disse: "Nós registramos todas as doações, que são oficiais na minha campanha, todas elas, no Tribunal Superior Eleitoral".

A platéia riu, e Dilma deu uma resposta brilhante, de improviso:

"E gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais. Lamento os risos de quem tem outras práticas. A minha não é essa".

Marina: fixação em princípios e desinformação

Marina apostou mais na imagem do que no conteúdo. De certa forma ela consegue fazer o que Serra tentou a campanha inteira: angariar votos apenas com a imagem pessoal, numa espécie de populismo sustentável.

Diversificou o discurso para além dos temas ambientais (apesar de sempre recorrer à eles quando não tinha respostas), e usou e abusou do artifício de falar rebuscado, falando apenas em princípios, mas apostando na desinformação sobre logística, PAC, ferrovias, sem propostas de governo. Talvez impressione desavisados, mas perde consistência entre eleitores bem informados e que estão interessados em respostas para os assuntos abordados.

Marina deve ter tirado votos de Serra, mas não deve ter tirado votos de Dilma, pelo contrário. É mais fácil que Dilma tenha tirado votos de Marina, porque nos embates diretos entre as duas, Dilma saiu-se melhor, e apresentou respostas ao eleitor.

Plínio foi Plínio

Plínio foi melhor do que no debate anterior, e se aproximou do desempenho dos primeiros debates, abdicando das piadas. Fugiu do populismo denuncista que usou no último debate, e foi bastante ideológico, fiel a seu eleitorado. Fez um bonita consideração final. Mas deve ter ficado com seu mesmo eleitorado fiel que já tinha.


Quem não viu os outros debates, pode ter uma percepção um pouco diferente, ao ver os candidatos debatendo pela primeira vez, mas não deve fugir muito desta visão que tivemos.

Em tempo: Dilma pouco citou o presidente Lula, e muita gente deve achar que foi um erro. Não foi. Acredito que pesquisas devem atestar que todo mundo já sabe que ela é a candidata dele. Então passa a ser mais importante realçar ela mesma.