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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Argentinos depois da eliminação

FHC e a retórica do espelho


É impressionante a facilidade que tem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em expor idéias que contradizem realidade e teoria. Sem ter algo consistente para falar contra o governo Lula, FHC acaba por dizer qualquer coisa: e o problema é que essa “qualquer coisa” dita pelo ex-sociólogo não encontra sustentação prática e o seu discurso cai na retórica fácil, movida por uma grande vaidade que parece lhe cegar o entendimento. Em seu artigo Eleição sem maquiagem, publicado pelo jornal Estadão neste domingo, 4, FHC não resiste e cai novamente na tentação de querer colocar no governo uma carapuça que não serve a Lula ou Dilma, mas sim à própria oposição.

Vejamos: o ex-presidente, sem ter algo concreto para criticar no Brasil, vai buscar no exterior o fio condutor para a sua argumentação, que mais parece um devaneio político. Começando pela dificuldade que os países desenvolvidos têm enfrentado para superar a crise econômica mundial, o ex-presidente parece tomar para si a profética missão de anunciar um futuro nebuloso para o Brasil: “mas, barbas de molho, as notícias que vêm do exterior, e não só da Europa, mas também da zigue-zagueante economia americana e da letárgica economia japonesa, afora as dúvidas sobre a economia chinesa, não são sinais de uma retomada alentadora”.

E FHC segue seu artigo dizendo que “vive-se no Brasil oficial como se nos tivéssemos transformado numa Noruega tropical”. Assumindo um tom irônico, o ex-sociólogo inicia suas críticas ao governo Lula: “a pobreza existia na época da ‘estagnação’. Agora assistimos ao espetáculo do crescimento, sem travas, dispensando reformas e desautorizando preocupações. Se no governo Geisel se dizia que éramos uma ilha de prosperidade num mundo em crise, hoje a retórica oficial nos dá a impressão de que somos um mundo de prosperidade e o mundo, uma distante ilha em crise. Baixo investimento em infraestrutura? Ora, o PAC resolve. Receio com o aumento do endividamento público e o crescente déficit previdenciário? Ora, preocupação com isso é lá na Europa. Aqui, não. Afinal, Deus é brasileiro”.

A ironia de FHC confunde-se com sua própria vaidade, atingida em cheio pelas realizações do governo Lula, que, sem dúvida nenhuma, foram muito maiores que as do seu período presidencial. Caso as realizações de Lula não tivessem sido tão grandes, como FHC explicaria uma aprovação do governo em níveis superiores aos 75%? Pior, será que a vaidade do ex-sociólogo chega ao ponto dele achar que 75% dos brasileiros estão sendo enganados pelo governo Lula e que ele, o grande sábio da nação, é que mais uma vez está correto? O que o ex-presidente quer tratar como ironia trata-se da mais pura verdade:o Brasil voltou a tomar o rumo do desenvolvimento econômico e também social, já que o crescimento econômico, ao contrário de épocas anteriores, se dá com distribuição de renda.

domingo, 4 de julho de 2010

Tonto ao Zorro:"Mim não que pré-sal e nem pirulito"


A Folha de S.Paulo trás uma matéria neste domingo que relata os melhores momentos do vice de Serra que já atacou pré-sal e quis vetar esmola.

Indicado pelo DEM, Índio da Costa apresentou ideias e projetos polêmicos como deputado e vereador do Rio de Janeiro.

Escolhido pelo partido disse na tribuna, antes do terremoto no Haiti, "que governo parecia "beber cachaça" ao manter tropas no país.

Desconhecido até outro dia pelo presidenciável José Serra (PSDB), o vice Índio da Costa (DEM) já usou a tribuna da Câmara para discorrer contra o pré-sal e a favor da proibição de coxinhas e pirulitos em cantinas escolares.

Deputado de primeiro mandato, ele também atacou o envio de ajuda humanitária ao Haiti, antes do terremoto que devastou o país.

Índio começou a defender ideias polêmicas em seu primeiro mandato de vereador do Rio, onde foi fiel escudeiro do então prefeito César Maia.

Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. "Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto", sentenciava o texto. "Quem doar esmola pagará multa a ser definida."
A proposta chegava a chamar a mendicância de "vício". Foi considerada inconstitucional e acabou numa gaveta da Câmara Municipal.

Ele também tentou proibir o comércio ambulante das ruas, o que varreria da paisagem carioca as figuras tradicionais dos vendedores de mate e biscoito de polvilho.
Num dos 130 discursos como deputado, Índio defendeu um plebiscito sobre a pena de morte, tema evitado por políticos experientes.

Afinado com o posicionismo combativo do DEM, disse (antes da tragédia) que o governo parecia "beber cachaça" ao financiar tropas no Haiti enquanto o Brasil vivia uma "guerra civil".

O deputado é fiel às orientações do partido, o que demonstra que a relatoria do projeto Ficha Limpa não foi o único trunfo para a escolha.

Na votação do pré-sal, ignorou a pressão da base fluminense e repetiu o discurso ambientalista adotado pela sigla. Já fez duras críticas a Roberto Jefferson, presidente do PTB e homem forte da chapa de Serra.

Por essas e outras condutas de Índio da Costa, já podemos imaginar o que vem por aí, o trator de Collor. Roberto Jefferson, enfiando a mão no mauricinho, cachaceiros em profusão, viciados em ajudar ao próximo, pré-sal avacalhado, e a criançada sem pirulito.

Celso Jardim

Qual a importância do tempo de TV nesta disputa presidencial?


Ao longo desta semana, em meio ao entra-e-sai de nomes cotados para a vaga de vice na chapa da oposição, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), trouxe uma discussão bem interessante por meio de seu ex-blog. Reproduzindo trechos de seu artigo na Folha de São Paulo do último dia 26 de junho e acrescentando algumas reflexões, o ex-prefeito carioca trouxe para a mesa o debate em torno da importância do tempo de propaganda na TV para as candidaturas, apresentando a tese que desde 2006 a propaganda televisiva mobiliza em menor grau os eleitores em comparação ao que mobilizava em anos anteriores.

De acordo com César Maia, “no Brasil, um tempo de TV para presidente abaixo de dois minutos elimina o candidato por falta de exposição e informação. Acima de cinco minutos é inócuo e não agrega quase nada, mas pode servir para não dar fôlego aos menores. Nos comerciais, melhor ainda para quem tem mais, pois elimina os com pouco tempo, por um ou dois dias por semana. No programa, a vantagem é zero: todos os demais juntos terão sempre muito mais tempo para distrair o eleitor”. Ou seja, segundo argumentação do ex-prefeito, um tempo de TV de dois minutos é pouco e não ajuda o candidato, mas um tempo superior a cinco minutos também é inútil, pois não prende atenção do telespectador.

O ex-prefeito também reflete que “o candidato, em sua movimentação, contatos diretos, reuniões..., vai conquistando multiplicadores. Até poucos anos atrás tinha a TV como seu instrumento básico. Na medida em que a TV emocionava e mobilizava, ia formando eleitores especiais, eleitores multiplicadores. De uns cinco anos para cá, a TV perdeu esse papel”. Naturalmente, é compreensível que César Maia defenda esse ponto de vista, uma vez que a candidata do PT a Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 10 minutos e 26 segundos de propaganda na TV, o que representa quase o dobro do candidato do ex-prefeito, o tucano José Serra, que tem 7 minutos e 7 segundos. Mas afinal qual a importância do tempo de TV em uma campanha?

O tempo de TV nas campanhas de 2002 e 2006
Para entendermos a importância do tempo de TV em uma campanha eleitoral, devemos levar em conta dois outros aspectos que aumentam ou diminuem o grau de importância do tempo de TV. O primeiro desses aspectos diz respeito à percepção do eleitor em relação às condições de vida do país – é sabido que a maior parte dos eleitores brasileiros leva em conta o seu bem-estar para decidir o seu voto. Assim, o que se constata na maioria dos pleitos é a seguinte regra: se o eleitor acredita que o seu padrão de vida está bom ou melhorou, ele vota no governo ou no candidato governista. Por outro lado, se existe uma sensação de que houve uma piora das condições de vida, então o eleitor vota na oposição.

Esse é, digamos, o primeiro filtro do eleitor. Em seguida, outro fundamental e que influencia no grau de importância do tempo de TV é o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos. Assim, quanto menos conhecido for um candidato maior será a importância do tempo de TV para ele: a relação é óbvia, já que esse candidato precisará de maior tempo de exposição para se fazer conhecido ao eleitor. Por outro lado, se temos candidaturas bem conhecidas pelo eleitorado, o tempo de TV se torna menos importante, de fato, mas continua sendo um grande instrumento de mobilização, ao contrário do que afirma em seu artigo o ex-prefeito César Maia. Para exemplificar nossa idéia, vejamos o caso das duas mais recentes eleições presidenciais, cuja distribuição do tempo de TV entre os principais candidatos encontra-se representada na figura abaixo.

Em 2002, a esmagadora maioria da população brasileira não aprovava o governo FHC (segundo o Ibope, a aprovação do presidente FHC no final do seu mandato era de 29%). Dessa maneira, existia uma tendência dos eleitores a votar na oposição a FHC, que naquela eleição era representada pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, José Serra (PSDB), que se tornou mais conhecido após ser ministro da Saúde de FHC, era o candidato da situação. Tanto Lula quanto Serra eram figuras conhecidas, o que acaba, portanto, reduzindo a importância do tempo de TV na definição da eleição. Exatamente por isso que, mesmo com um tempo de TV bem menor do que Serra, Lula foi o vitorioso naquelas eleições, pois o primeiro fator pesou bastante e combinado com o segundo acabou por reduzir a importância da exposição.

No caso das eleições de 2006, a oposição, representada pelo candidato do PSDB Geraldo Alckmin continuava tendo mais tempo de TV do que Lula, que era candidato à reeleição. Aqui, ter mais tempo de TV era importante para Alckmin, uma vez que o tucano era conhecido apenas no estado de São Paulo, onde foi governador, e desconhecido no resto do país. Tanto que as propagandas televisivas ajudaram muito Alckmin subir nas pesquisas em um primeiro momento (entre maio e junho de 2006, quando foram ao ar as inserções e propagandas do PSDB, o tucano subiu 7 pontos percentuais na pesquisa Datafolha). Contudo, a alta aprovação do governo Lula acabou falando mais alto e o presidente foi reeleito no segundo turno com ampla vantagem.

O cenário de 2010

Nas eleições deste ano, temos o seguinte quadro: a esmagadora maioria dos brasileiros (78% segundo Datafolha) aprova o governo Lula, de forma que, se levarmos em conta o primeiro fator, a tendência é de que o eleitor escolha pela candidatura governista. Neste quesito a petista Dilma Rousseff já abre boa vantagem. No segundo aspecto, o candidato da oposição é mais conhecido que a candidata governista, de forma que para Dilma é essencial ter um maior tempo de TV. E aí novamente Dilma segue na vantagem, pois com o arco de alianças costurado para esta eleição, Dilma terá 10 minutos e 26 segundos de propaganda partidária nos blocos de 25 minutos, o que corresponde a 42% do tempo total.

Por outro lado, Serra terá apenas 7 minutos e 7 segundos, ou 28,5% do total. Se compararmos, poderemos visualizar que a petista terá praticamente o dobro do tempo do tucano, o que é importante para ampliar sua exposição e colar sua imagem ainda mais ao presidente Lula. A candidata do PV, Marina Silva, terá meros 1 minuto e 13 segundos, o que corresponde a 5% do tempo total e, neste caso, vale a idéia de César Maia, de que uma candidatura com menos de 2 minutos de TV não deve emplacar. O que se percebe, dessa maneira, é que o tempo de TV será um fator de grande peso nestas eleições, mais do que nos pleitos de 2002 e 2006, quando este fator não foi decisivo, em função do peso maior dos dois outros.

Porém, como em 2010 os dois fatores anteriores se equilibram então o tempo de TV funciona como um “desempate”, que é vantajoso especialmente para Dilma, que terá uma maior exposição nas propagandas de TV. Além disso, deve se reforçar que essa vantagem no tempo de TV deve ampliar ainda mais o efeito multiplicador da campanha, ao contrário do que diz César Maia, pois o eleitor que aprova o presidente Lula tenderá a “vestir a camisa” da candidata que ele apóia. E quando falamos em “vestir a camisa” estamos falando em participar do processo de convencimento daqueles que estão à sua volta, agindo de fato como um multiplicador. É claro que ainda temos toda a campanha pela frente e a propaganda partidária no rádio e na TV começa só no dia 17 de agosto, mas Dilma tem todo o favoritismo para vencer estas eleições.

Vice de Serra, genro do ex banqueiro Cacciola, já atacou pré-sal e quis vetar esmola


Indicado pelo DEM, Indio da Costa apresentou ideias e projetos polêmicos como deputado e vereador do Rio

Escolhido disse -antes do terremoto no Haiti-que governo parecia "beber cachaça" ao manter tropas no país

Desconhecido até outro dia pelo presidenciável José Serra (PSDB), o vice Indio da Costa (DEM) já usou a tribuna da Câmara para discorrer contra o pré-sal e a favor da proibição de coxinhas e pirulitos em cantinas escolares.Deputado de primeiro mandato, Índio da Costa também atacou o envio de ajuda humanitária ao Haiti, antes do terremoto que devastou o país.

Indio começou a defender ideias polêmicas em seu primeiro mandato de vereador do Rio, onde foi fiel escudeiro do então prefeito Cesar Maia.

Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. "Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto", sentenciava o texto. "Quem doar esmola pagará multa a ser definida."A proposta chegava a chamar a mendicância de "vício". Foi considerada inconstitucional e acabou numa gaveta da Câmara Municipal.

Ele também tentou proibir o comércio ambulante das ruas, o que varreria da paisagem carioca as figuras tradicionais dos vendedores de mate e biscoito de polvilho.Num dos 130 discursos como deputado, Indio defendeu um plebiscito sobre a pena de morte, tema evitado por políticos experientes.

Afinado com o oposicionismo combativo do DEM, disse (antes da tragédia) que o governo parecia "beber cachaça" ao financiar tropas no Haiti enquanto o Brasil vivia uma "guerra civil".

O deputado é fiel às orientações do partido, o que demonstra que a relatoria do projeto Ficha Limpa não foi o único trunfo para a escolha.Na votação do pré-sal, ignorou a pressão da base fluminense e repetiu o discurso ambientalista adotado pela sigla. Já fez duras críticas a Roberto Jefferson, presidente do PTB e homem forte da chapa de Serra.Na Folha do Serra para assinante

sábado, 3 de julho de 2010

Hino Nacional Brasileiro com o grande "Martinho da Vila"

Quem acredita ainda na FSP (Força Serra Presidente)?


O jornal que emprestou seus caros para a Operação Bandeirantes, disfarçada de jornalistas, levar a cabo prisões arbitrárias, fuzilamentos sumários de detidos, conduzir os sobreviventes para tortura, para a desaparição, para a morte.

O jornal que considerou a ditadura militar – o mais ditatorial dos regimes, de imposição do terror, o mais antidemocrático – como a salvação do país, pregou sua realização, saudou a ruptura da democracia e a deposição de um presidente legitimamente eleito pelos cidadãos, apoio a ditadura, ajudou a escondeu seus crimes e, mais recentemente, chamou-o de “ditabranda”.

O jornal que publicou uma ficha falsa da Dilma em manchete de primeira página de um domingo. Pego em flagrante, nunca corrigiu sua brutal manipulação.

Uma executiva do jornal declarou que, dada a fraqueza dos partidos da oposição, a imprensa assume o papel de partido da oposição. Isto é, o jornaleco virou boletim de um partido opositor, os jornalistas não são mais jornalistas, todos eles militantes desse partido opositor. A direção, que nunca foi eleita por ninguém, mas designada pela família, o Comitê Central desse partido. O seu diretor, escolhido por seu pai para sucedê-lo na direção da empresa familiar, presidente do partido.

Suas pesquisas são pesquisas internas dos tucanos, feitas por encomenda e atendendo às penúrias do candidato-colunista do jornal, que passeia pela redação do jornal como pela sua casa, dá broncas no que não gosta, nomeia empregados, como a chefe da sucursal de Brasília, nomeada por ele, porque tucana e porque casada com publicitário – ex funcionário da Globo – que codirige a campanha derrotada em 2002 e agora em 2010.

Quem acredita nas pesquisas do Databranda?

Quem compraria um jornal usado da família Frias?

Que lê o Diario Oficial dos Tucanos, com todos os editorais cheios de pluma tucana da página 2?

O povo não é tonto. Com tudo o que eles dizem, apenas 3% aceitam seus argumentos e rejeitam Lula.

Ou será 0%, na margem de erro?

A derrota de Serra e seu vice de ocasião é também a derrota da imprensa das oligarquias familiares, da imprensa mercantil, da imprensa mentirosa e manipuladora, a derrota dos Frias, dos Marinhos, dos Mesquitas, dos Civitas e dos seus associados regionais e internacionais.


Daí seu desespero, daí sua depressão, daí mentiras como essa pesquisa encomendada pelos tucanos e em que nem eles mesmos acreditam.
Otávio Frias Filho (que ocupa o cargo por ser filho de Otávio Frias pai), seus parentes e militantes do seu partido, não conseguem mais ditabrandar em nome do país.

Prêmio Corvo do semestre para Otávio Frias Filho e sua trupe!

Postado por Emir Sader
Carta Maior

ESSE COM DEDO NO NARIZ QUER SER PRESIDENTE


Ele quer representar o Brasil, o povo brasileiro

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PT tem boas chances de ampliar bancada no Senado


Avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que o partido de Dilma Rousseff poderá conquistar até 13 vagas entre os novos senadores da próxima legislatura. PCdoB e PSB também deverão crescer

O PT é o partido com maiores chances de aumentar sua bancada no Senado depois das eleições de outubro. Com 11 senadores atualmente, dos quais oito terminam o mandato em fevereiro de 2011, a legenda do presidente Lula e da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff tem boas possibilidades de passar a contar com 16 senadores na próxima legislatura. A previsão faz parte de uma análise feita pelo diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

Para o diretor do Diap, o PT tem chances altas de eleição de senadores em 12 estados (veja a lista dos candidatos em cada estado - abaixo) e ainda de emplacar novamente o suplente amazonense João Pedro. Ele já ocupou a vaga, no lugar do senador Alfredo Nascimento, que agora, embora tenha mandato até 2015, tem chances de se eleger governador do estado. Como as últimas pesquisas mostram o ex-ministro dos Transportes na frente da disputa, com até 36% das intenções de voto, as chances do PT herdar a vaga sem muito esforço também aumentam. Assim, o partido tem boas possibilidades de ganhar um total de 13 cadeiras no Senado.

Para Antônio Augusto, a lista dos novos senadores inclui a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, por São Paulo, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, por Minas Gerais. O diretor do Diap também conta com a reeleição dos senadores Paulo Paim (RS), Delcídio Amaral (MS) e Augusto Botelho (RR). E acredita que levam vantagem nas disputas por duas vagas nos seus respectivos estados os ex-governadores Jorge Viana, no Acre, e Wellington Dias, no Piauí.

A lista é completada por cinco apostas do partido cujas chances eleitorais também são bem avaliadas pelo Diap: os deputados federais Carlos Abicalil (MT), que venceu a disputa interna com a senadora Serys Slhessarenko pela candidatura; Vignatti, em Santa Catarina; e Walter Pinheiro, na Bahia; o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, em Pernambuco; e Gleisi Hoffman, ex-diretora de Itaipu e mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no Paraná.

PCdoB e PSB - A avaliação feita a pedido do Congresso em Foco também revela chances de crescimento em outros dois partidos que compõem a base do governo Lula e apoiam o PT nas eleições.

PCdoB e PSB, segundo o levantamento, também podem ter bancadas maiores em 2011. Além de manter a vaga do já senador Inácio Arruda (CE), o PCdoB poderá eleger outros três senadores. As novas vagas viriam do Amazonas, com a deputada Vanessa Grazziotin, e do Acre, com Edvaldo Magalhães, que hoje tem apenas 4,8% nas pesquisas, mas pode crescer, segundo o Diap. "Os irmãos Viana podem fazer com que o nome de Edvaldo suba mais na pesquisa, dando chance para ele conquistar a segunda vaga", prevê o diretor do Diap.

Ele acredita que o PSB, na pior das hipóteses, manterá uma das suas duas atuais vagas no Senado. Renato Casagrande (PSB) está fora dessa disputa, pois concorrerá a governador do Espírito Santo. Antônio Carlos Valadares, porém, deve obter a reeleição em Sergipe. Mas Antônio Augusto de Queiroz estima que o partido poderá ter até quatro representantes em 2011. "Poderá ter a reeleição do senador por Sergipe e mais três novos senadores", afirma o diretor do Diap.

As maiores chances, diz ele, estão no Maranhão, com o ex-governador José Reinaldo; na Bahia, com a atual deputada federal Lídice da Mata; e no Amapá com o senador cassado João Capiberibe. O caso de Capiberibe é o mais complicado porque ele ainda terá de passar pelo crivo da Lei da Ficha Limpa. Em tese, os novos critérios de inelegibilidade impedem sua candidatura.

Mas a previsão também inclui a possibilidade de conquista de uma das vagas no Rio Grande do Norte com a ex-governadora Wilma Faria, apesar da disputa apertada com os senadores Garibaldi Alves (PMDB) e Agripino Maia (DEM). O Diap aposta ainda na eleição do deputado federal Rodrigo Rolemberg no Distrito Federal.

"Com o governo do estado nas mãos, as chances da Wilma deve aumentar com o início da campanha na televisão. E o Rolemberg deve fazer uma boa campanha pela segunda vaga, já que a primeira é dada como certa para a reeleição do senador Cristovam Buarque, do PDT", pondera o diretor do Diap. "Acredito que o deputado tem mais chances que a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, do PSDB".

Oposição e PMDB - DEM e PSDB, os dois principais partidos de oposição devem perder senadores na composição da próxima legislatura, prevê o levantamento do Diap.

O PSDB tem 13 senadores, sendo que nove terminam o mandato em 2011. "O partido não tem a menor chance de fazer nove senadores com seus 13 candidatos. Só tem eleição garantida com Tasso Jereissati no Ceará, Aécio Neves em Minas e Cássio Cunha Lima, na Paraíba, caso não seja impugnado pelo ficha limpa", acredita o diretor do Diap.

Já o DEM tem atualmente 14 senadores, sendo que oito terminam o mandato em 2011. "No cenário mais otimista, a bancada encolhe de 14 para 10 senadores", prevê Antônio Augusto de Queiroz.

E o PMDB, atualmente com 17 integrantes do Senado, não tende a crescer. O levantamento aponta que o partido deve ficar com algo entre 14 e 16 cadeiras. "São 14 senadores que terminam o mandato em 2011. O partido não tem esse número de candidatos fortes nos estados", avalia. O diretor do Diap aposta, de qualquer maneira, que os atuais comandantes da bancada peemedebista tendem a reeleger-se.

Renan Calheiros e Romero Jucá não têm, respectivamente, competidores fortes em Alagoas e em Roraima. Já Valdir Raupp pode ser o segundo mais votado em Rondônia em disputa acirrada com a senador Fátima Cleide (PT). O presidente da Casa, senador José Sarney (AP), não participará da disputa porque tem mais quatro anos de mandato.

Conheça a situação dos partidos em cada estado

PT - O partido tem 11 senadores, sendo que oito terminam o mandato em 2011. Candidatos do partido com mais chances, segundo o Diap:

Acre - chance alta com o ex-governador Jorge Viana.

Amazonas - chance alta de emplacar novamente o suplente João Pedro, que já ocupou a vaga, no lugar do senador Alfredo Nascimento, que pode se eleger governador do estado.

Bahia - chance alta com o deputado federal Walter Pinheiro.

Ceará - chance média com o deputado e ex-ministro da Previdência José Pimentel.

Goiás - chance baixa com o deputado federal Pedro Wilson.

Mato Grosso - chance alta com o deputado federal Carlos Abicalil.

Mato Grosso do Sul - chance alta com a reeleição do senador Delcídio Amaral.

Minas Gerais - chance alta com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Paraná - chance alta com Gleisi Hoffman, ex-diretora de Itaipu e esposa do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Pernambuco - chance alta com o ex-ministro da Saúde Humberto Costa.

Piauí - chance alta com o ex-governador Wellington Dias.

Rio Grande do Sul - chance alta com Paulo Paim.

Santa Catarina - chance alta com o atual deputado federal Vignatti.

São Paulo - chance alta com a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy.

Rio de Janeiro - chance média com Lindenberg Farias.

Rondônia - chance média com senadora Fátima Cleide, que pode tirar a vaga do senador Valdir Raupp (PMDB). A outra vaga já seria do ex-governador Ivo Cassol.

Roraima - chance alta com a reeleição do senador Augusto Botelho ou com a outra candidata do partido, a deputada federal Angela Portela.

PCdoB - Tem um único representante hoje, o senador Inácio Arruda (CE). Poderá ter até três senadores.

Amazonas - chance alta com a deputada Vanessa Graziotin.

Acre - chance média com Edvaldo Magalhães que tem 4,8%, mas pode crescer, segundo o Diap.

PSB - O partido tem dois senadores. Poderá ter quatro representantes. Candidatos do partido com mais chances, segundo o Diap:

Amapá - chance alta, caso não impedido de se candidatar pela Lei da Ficha Limpa, do ex-senador João Capiberibe.

Bahia - chance média com a deputada Lídice da Mata.

Distrito Federal - chance alta com o deputado Rodrigo Rollemberg, que deverá pegar a segunda vaga, já que a primeira deverá garantir a reeleição do senador Cristovam Buarque.

Maranhão - chance alta com o ex-governado José Reinaldo.

Rio Grande do Norte - chance média com a ex-governador Wilma Faria.

DEM - O partido tem atualmente 14 senadores, sendo que oito terminam o mandato em 2011.

Goiás - chance alta de reeleição do senador Demóstenes Torres.

Paraíba - chance baixa, devido às denúncias envolvendo sua atuação no Senado, para a reeleição do senador Efraim Morais.

Pernambuco - chance média de reeleição do senador Marco Maciel

Piauí - chance média de reeleição do senador Heráclito Fortes.

Rio de Janeiro - chance alta com o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia.

Rio Grande do Norte - chance alta de reeleição do senador Agripino Maia.

PSDB - O partido tem 13 senadores, sendo que nove terminam o mandato em 2011.

Amazonas - chance média para a reeleição do senador Arthur Virgílio, que terá dificuldades de vitória contra a fortíssima chapa formada pelo ex-governador Eduardo Braga (PMDB) e pela deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB).

Ceará - chance alta de reeleição do senador Tasso Jereissati.

Distrito Federal - chance baixa com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia.

Espírito Santo - chance baixa com a deputada Rita Camata.

Maranhão - chance baixa com o deputado Roberto Rocha que ainda disputa vaga na chapa com o ex-ministro do STJ Edson Vidigal.

Mato Grosso - Chance alta com o ex-senador Antero Paes de Barros.

Minas Gerais - chance alta com o ex-governador Aécio Neves.

Pará - Chance média com a reeleição do senador Flexa Ribeiro.

Paraíba - Chance alta com o ex-governador Cássio Cunha Lima, caso ele não seja barrado pela Lei da Ficha Limpa.

São Paulo - chance baixa com Aluízio Nunes Ferreira.

Sergipe - chance média com o ex-governador Albano Franco.

PMDB - O PMDB, atualmente com 17 integrantes do Senado, não tende a crescer. O levantamento mostra entre 14 e 16 cadeiras para o partido.

Acre - chance média para o senador Geraldo Mesquita Júnior.

Alagoas - chance alta para a reeleição do Renan Calheiros.

Amazonas - chance alta para o ex-governador Eduardo Braga.

Goiás - chance média com a deputada Íris de Araújo.

Maranhão - chance alta para a reeleição do senador Edison Lobão.

Mato Grosso do Sul - chance baixa de reeleição do senador Valter Pereira que está em última lugar na pesquisa e chance média com o deputado Waldemir Moka (PMDB) terceiro lugar nas pesquisas.

Pará - chance alta com o deputado e ex-presidente do Senado, Jader Barbalho, se ele passar pelo crivo do ficha limpa.

Paraná - chance alta com o ex-governador Roberto Requião.

Rio Grande do Norte - chance alta para a reeleição do senador Garibaldi Alves.

Rio Grande do Sul - chance alta com o ex-deputado Germano Rigoto.

Rondônia - chance média para a reeleição do senador Valdir Raupp.

Roraima - chance alta para a reeleição do senador Romero Jucá.

Santa Catarina - chance alta com o ex-governador Luiz Henrique.

Sergipe - chance média com o deputado Jackson Barreto.

Tocantins - chance alta com o ex-governador Marcelo Miranda, que, cassado pelo TSE, terá que passar pelo crivo do ficha limpa.

vento pró-Dilma em Campinas tem 50 prefeitos de partidos de oposição


CAMPINAS - A mobilização de prefeitos pró-Dilma Rousseff (PT) em São Paulo, estado que foi governado pelo candidato tucano José Serra (PSDB), reuniu no início da noite desta quinta-feira 117 prefeitos, sendo que 50 são de partidos que fazem oposição ao governo federal. O evento, organizado pelo PDT, lotou um auditório em um resort de luxo em Campinas com cerca de 500 apoiadores, onde foram feitos discursos de apoio a candidatura petista.

- Decidi apoiar o Brasil que está dando certo - disse o prefeito de Jaguariúna, Márcio Gustavo Bernardes Reis (PPS). - Hoje não sei qual será meu futuro partidário, até porque sou do PPS. Mas sei do meu compromisso com o futuro do povo brasileiro. Por isso, ministra, eu seguirei aquela que foi a indicada pelo presidente Lula.

Dilma discursará no evento para agradecer o apoio político. O saldo anunciado pelo apresentador do evento dá conta da presença de 117 prefeitos, sendo que 67 são do PT, PMDB, PDT, PSB e PP. Outros 50 são do PSDB, DEM, PPS e PV. O número de prefeitos do PTB não foi anunciado, mas alguns nomes foram anunciados na composição do palco, onde estão sentados cerca de 50. Também foi anunciada a presença do secretário de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Olavo Noleto.

Mais cedo, Dilma participou de um almoço oferecido para 50 lideranças políticas e empresariais da região no mesmo hotel, o Royal Palm Plaza Resort Campinas. A lista de presença não foi divulgada, mas um dos presentes era o ministro dos Esportes, Orlando Silva. Dilma foi acompanhada pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP) e os candidatos ao governo estadual, Aloizio Mercadante, e ao Senado, Marta Suplicy.

- Temos representantes aqui de boa parte dos partidos, porque os prefeitos sabem que esse processo de união entre federação, estados e prefeituras passam por essa posição altiva, legítima e transparente, que é ouvir o povo - disse o prefeito de Campinas, Dr. Hélio (PDT), apresentado como "anfitirão político" do ato. Ele também levou Dilma para conhecer uma creche e hospital da cidade durante a tarde.

Índio da Costa Suja é o Vice de Serra


ÍNDIO DA COSTA O GENRO DO CACCIOLA:Corrupção dos demos Kassab e Índio da Costa na merenda escolar

Índio da Costa atuou como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006.

Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda.

A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso dno Rio de Janeiro.

É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.

Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação, e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.
A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.

Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:
O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes.
As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.

Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema.

A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa "executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (...), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações".

Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.

Campo de apoio a Dilma sai fortalecido das convenções eleitorais


Terminou na quarta-feira (30), o prazo para que os partidos políticos realizassem suas convenções eleitorais. No âmbito nacional, algumas novidades surgiram de última hora, como a adesão do PSC e do PTC à candidatura de Dilma e a adesão do PTdoB à candidatura de Serra. PTC e PTdoB teriam candidatos próprios, mas desistiram. Assim, onze candidatos disputarão o Planalto, mas somente Dilma, Serra e Marina tem relevância para a disputa, os demais atuarão como figurantes.
por Cláudio Gonzalez

Nos estados, os palanques também já estão definidos. Há pouquíssimos nós a serem desatados até o dia 5 de julho, prazo limite para registro de candidaturas no TSE. No balanço final, o campo de apoio à candidata do governo Lula, Dilma Rousseff (PT), saiu fortalecido, com mais candidatos competitivos oferecendo palanque para a campanha da ex-ministra da Casa Civil do que para seu principal adversário, o presidenciável do PSDB, José Serra. Veja quadro no final da matéria.

A coligação nacional de Dilma Rousseff terá nove partidos: PT, PMDB, PDT, PCdoB, PSB, PTC, PSC, PRB e PR. Seu vice é Michel Temer, do PMDB de São Paulo. Com esta coligação, Dilma terá 10 minutos e 30 segundos de tempo em cada bloco de 25 minutos n na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. José Serra entra na disputa ancorado numa coligação de 6 partidos: PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PTdoB. O vice, definido na última hora, é o deputado índio da Costa (DEM-RJ). Serra terá 7 minutos e 11 segundos no horário eleitoral. A candidata verde, Marina Silva, lança-se em vôo solo na campanha presidencial, somente seu próprio partido, o PV, está com ela. O vice é o empresário da Natura, Guilherme Leal. Seu tempo de propaganda no rádio e na TV é de apenas 1 minuto e 17 segundos.

Os demais candidatos à Presidência são: Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU), Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Oscar Silva (PHS), Américo de Souza (PSL) e Ivan Pinheiro (PCB). Entre os partidos brasileiros, somente PP, PTN e PRP não lançaram candidatos nem aderiram oficialmente a alguma candidatura.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, considerou a fase da pré-campanha de Dilma vitoriosa. “Se formos comparar as manchetes do dia 6 de abril, quando a Dilma fez sua primeira atividade (de pré-campanha), todo o noticiário era no sentido de que nós não íamos construir uma aliança com a amplitude que conseguimos, que iríamos perder aliados, que a Dilma não ia ser boa candidata", disse. "O fato é que chegamos hoje com uma base bastante unida. Temos hoje um cenário mais favorável do que imaginávamos há três meses atrás.”

Segundo o cientista político Murillo de Aragão, historicamente, quem lidera a pré-campanha tende a ganhar as eleições. “Foi assim desde a eleição de Fernando Collor. De acordo com o Ibope, Dilma estaria a 3,3 pontos de liquidar a campanha em primeiro turno. O que antes parecia impossível, já passa a ser possível, ainda que não seja provável”, diz ele.

Candidatos a governador: PT terá apenas 10 candidatos

Nos estados, a divisão das candidaturas não reflete a disputa presidencial. PT e PSDB, partidos dos dois principais candidatos ao Planalto, vão se enfrentar nas disputas regionais em apenas três estados: SP, RS e PA.

O PT, que chegou a lançar 24 candidatos a governos estaduais em 2002, agora em 2010 terá apenas 10. A diminuição reflete não apenas a nova política de alianças que o partido resolveu adotar e o preço pago pela aliança nacional com o PMDB. Reflete também o pragmatismo do cálculo político. Segundo os dirigentes petistas, é melhor lançar poucos candidatos mas todos fortes do que muitos candidatos fracos. O presidente do Partido, Dutra, acredita que o PT pode eleger até sete governadores em outubro. Ele aponta quatro favoritos: os candidatos aos governos do Acre, Bahia, Sergipe e Pará. Mas a prioridade do PT neste ano é eleger Dilma Rousseff e fazer grandes bancadas na Câmara e no Senado.

O principal adversário do PT, o PSDB, também não estará presente no país inteiro com nomes próprios. Haverá 16 tucanos disputando cargos de governador em outubro, um a mais do que teve em 2006.

O PMDB terá candidatos próprios em 6 grandes Estados: MG, RJ, BA, RS, PE e PA. Embora os peemedebistas estejam coligados ao PT no planto federal, as duas legendas vão se enfrentar de forma direta em 3 dos 10 maiores Estados nas disputas de governador: BA, RS e PA.

O DEM, partido que definha a cada eleição, está cada vez mais periférico. Só terá candidatos próprios a governador em 2 dos 10 maiores Estados: BA e SC.

Dilma tem mais palanques fortes nos estados



Na divisão de apoios políticos para a candidatura presidencial, o quadro regional mostra uma evidente vantagem para Dilma, com mais de 40 candidatos a governador apoiando a candidata de Lula. Não há nenhum estado onde Dilma não tenha um palanque forte. Já o tucano José Serra terá o apoio de cerca de 30 candidatos, mas pode ficar sem palanques em estados como Amazonas, Rondônia e Maranhão. Nestes últimos, seus aliados correm o risco de ficar fora da eleição por causa da lei Ficha Limpa. No Nordeste, três estados (CE, SE e PB) trarão dificuldades para Serra pois ou o candidato que o apóia é muito fraco, caso do Ceará, ou os potenciais aliados preferem manter distância de Serra, caso de João Alves (DEM-SE) e Ricardo Coutinho (PSB-PB). Serra terá ainda o constrangedor apoio de Joaquim Roriz no DF e a ambigüidade verde-tucana de Gabeira no RJ. Marina Silva, por sua vez, terá que dividir com Serra o apoio de Gabeira e sofrerá com a falta de palanques na região Norte, onde suas bandeiras ambientalistas teriam, em tese, maior acolhida. O PV tem candidatos ao governo em apenas 12 estados e Gabeira é o único nome competitivo.

O quadro dos apoios também mostra que a adesão de determinados partidos a um ou outro candidato não significa adesão homogênea. O mais “traíra” é o PMDB, que se recusa a apoiar Dilma em estados como RS, SC, PE, SP e MS. Dividido está também o PTB, que oficialmente apóia Serra, mas em muitos estados fechou com Dilma.

Ao mesmo tempo, a liberdade partidária acaba prevalecendo na lógica municipal e, também aí, a candidata Dilma Rousseff tem levado vantagem. Exemplo disso foi a atividade promovida ontem em Campinas (SP), onde Dilma recebeu o apoio de 117 prefeitos de São Paulo, sendo que quase a metade deles pertencem a partidos da oposição (DEM, PSDB e PPS).

O quadro abaixo mostra como estão divididos os palanques estaduais. O gráfico foi reproduzido do jornal Folha de S. Paulo, mas sem o erro grosseiro que a Folha cometeu –talvez intencionalmente— indicando que o candidato do PCdoB no Maranhão, Flávio Dino, poderia apoiar José Serra. A afirmação é uma completa mentira e não tem respaldo em nenhuma, absolutamente nenhuma informação factual. Dino já declarou desde o início de sua postulação que sua candidatura é a mais sintonizada com a campanha de Dilma no estado. A de Roseana Sarney (PMDB), com o DEM na coligação, é que pode ser identificada com a direita representada pelos demo-tucanos.

Eleições nos estados: Dilma tem mais palanques estaduais do que Serra e Marina juntos


Encerrado o prazo oficial estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para realização das convenções partidárias e definição das chapas que disputarão as eleições Presidenciais e para governos estaduais, marcadas para outubro, podemos constatar a vantagem da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no que se refere aos palanques estaduais. Isto porque Dilma tem mais palanques nos estados do que seus oponentes José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) juntos, considerando-se neste levantamento apenas os palanques competitivos.

Para se ter uma idéia, se analisarmos o mapa eleitoral dos estados verificaremos que Dilma sai com ampla vantagem, já que possui 38 palanques fortes estaduais (uma média de 1,4 por Estado), ao passo que Serra possui 24 (média de 0,9 por Estado) e Marina Silva possui apenas 12 (média de 0,4 por Estado). No caso de Marina, devemos destacar que esses 12 palanques se referem à totalidade dos candidatos a governador que o PV irá lançar, sendo que o palanque mais forte é o do candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira, que ainda será dividido entre Marina e Serra.

É interessante destacar que na região Norte, onde Marina nasceu, ela não possui nenhum palanque estadual. Abaixo, apresentamos por região e estado os principais palanques de Dilma e Serra:

Nordeste
Na região Nordeste, onde Dilma tem a sua maior vantagem sobre Serra nas pesquisas de intenções de voto, a petista também leva a melhor na montagem dos palanques regionais. Ao todo, nos 9 estados que compõem a região, Dilma tem um total de 15 palanques, mais que o dobro de Serra, que possui apenas 7 palanques. Vejamos os casos de cada estado:


Norte
Na região Norte, Dilma possui 11 palanques nos 7 estados que compõem a região, contra os 6 palanques de Serra. Confira abaixo:


Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste, os palanques estão mais equilibrados, sendo que a petista Dilma tem 5 palanques e o tucano José Serra possui 4 palanques, conforme pode ser visualizado na tabela abaixo:


Sudeste
Na região Sudeste, que possui os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), Dilma possui 5 palanques, contra 4 de Serra, conforme pode ser visualizado abaixo:


Sul
A situação mais equilibrada entre Dilma e Serra ocorre justamente na região Sul, onde tanto a petista quanto o tucano possuem 3 palanques cada um. Confira abaixo:

Dilma tem tempo quase 50% maior que o de Serra


O PT chega à sua sexta disputa presidencial com o maior número de partidos coligados em sua história. A chapa de Dilma Rousseff finalizou a fase de convenções com nove legendas, o que elevou para quase 50% o tempo de propaganda na TV que ela terá a mais que José Serra (PSDB).

A decisão de última hora do PSC de desembarcar da candidatura Serra retirou do tucano e levou para a petista 19 segundos.

Somados os 6 segundos do PTC, Dilma terá 10min26s a cada bloco de 25 minutos de propaganda, que começa em 17 de agosto. Isso representa 42% do tempo total e é 47% superior ao que terá Serra.

Fazem parte da chapa de Dilma PT, PMDB, PDT, PR, PSB, PC do B, PSC, PRB e PTC. Nas cinco vezes em que disputou a Presidência, Lula não teve mais do que seis partidos em sua chapa.

Serra terá o suporte de seis legendas (PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PT do B), o que lhe proporcionará 7min07s nos blocos de 25 minutos -serão seis na TV, a cada semana-, 28,5% do total. Isolada, Marina Silva (PV) terá 1min13s, 5%.

A definição do espaço deve ser divulgada pela Justiça Eleitoral neste mês. A projeção acima considera o lançamento de 11 candidaturas (oito nanicas). A legislação eleitoral, por sua vez, estabelece o número de deputados federais eleitos como principal critério da divisão.

Dilma terá o maior espaço por ter reunido partidos que elegeram um maior número de deputados. Sua fatia de 42% se assemelha à que Serra teve em 2002 e à que Geraldo Alckmin (PSDB) teve em 2006. Os dois perderam para o presidente Lula, que nas duas disputas não teve tempo superior a 30%.

Essa é a primeira vez que o PT terá a predominância na propaganda televisiva.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

“Vou fazer em São Paulo o que Lula fez pelo Brasil”, diz Mercadante, candidato a governador


A importância de sintonizar o governo Lula com a futura administração de São Paulo foi a tônica da Convenção Estadual do Partido dos Trabalhadores que, neste sábado, 26 de junho, oficializou as candidaturas de Aloizio Mercadante para governador, do professor Antonio Clóvis “Coca” Ferraz para vice e de Marta Suplicy e Netinho de Paula para o Senado. “Vou fazer em São Paulo o que Lula fez pelo Brasil”, afirmou Mercadante, sendo ovacionado por mais de 10 mil pessoas no Expo Center Norte, na capital paulista. A base de seu programa de governo foi distribuída e Mercadante avançou no detalhamento de propostas para as áreas de Educação, Saúde, Transportes e Segurança.

“Quero ser o governador da Educação”, frisou Mercadante, ao eleger a prioridade de seu programa de governo. “A Educação é a porta para o futuro, é o que vai nos permitir crescer mais, distribuir renda, gerar mais empregos e melhorar a qualidade de vida da população”, acrescentou. Entre as propostas para o Estado de São Paulo, Mercadante citou a intenção de investir na pré-escola, em parceria com as prefeituras, de ampliar o ensino universitário estadual para diversas regiões do interior e de implantar o ensino integral com período reservado para o ensino profissionalizante. “Além disso, não vamos ter Educação de qualidade se não valorizarmos o professor. É preciso aumentar os salários, ter um plano de carreira e formação permanente”, pontuou Mercadante.

Em seguida, o candidato a governador entrou na questão da Segurança, ao revelar que vai priorizar o policiamento ostensivo na porta das escolas, inclusive com câmeras de filmagem de alta definição, para coibir a violência e o tráfico de drogas. “ Quero criar as Patrulhas Intensivas do Bairros, para aproximar a comunidade da polícia. E, assim como todas as categorias do funcionalismo público, que vem sendo maltratadas pelo governo estadual, vamos valorizar os salários dos policiais”, atalhou Mercadante, que abordou em seguida a necessidade de interiorizar a economia de São Paulo. “Hoje, 440 municípios respondem por apenas 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Vamos criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e dar mais oportunidade para a juventude no interior”.

Transportes – Ao comentar a escolha de Coca Ferraz, do PDT, para vice-governador em sua chapa, Mercadante ressaltou sua qualidade como especialista em Transportes. “Em meu governo, vou dobrar a capacidade de atendimento para os usuários de trens metropolitanos. Vou criar o Fundo de Aceleração do Sistema de Transportes, para garantir os recursos para o transporte nos grandes centros e para recuperar o transporte ferroviário que um dia impulsionou a economia no interior do Estado e que depois foi sucateado e privatizado. Ligaremos várias das principais cidades com trem rápido”, detalhou o candidato. Sobre Saúde, Mercadante afirmou que a prioridade será o investimento em prevenção e diagnóstico, além de estabelecer mais parcerias com os programas do governo federal.

PMDB oficializa candidatura de Sérgio Cabral à reeleição no Rio


RIO - Em clima de campanha eleitoral, o governador do Rio, Sérgio Cabral, usou no domingo, na Rocinha, na Zona Sul, a inauguração de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como prévia da convenção que oficializou à tarde a sua candidatura à reeleição pelo PMDB. Cercado por moradores e por políticos, como o vice na chapa da candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, Michel Temer, Cabral chamou a petista de "minha presidenta" e pregou a continuidade da parceria feita com o governo federal.

- Quero continuar junto com o governo federal, com minha presidenta Dilma e seu vice, Michel Temer. Continuar investindo muito em comunidades carentes, atraindo a iniciativa privada. O Rio deixou de ser o patinho feito da República, é um dos estados que lideram a recepção de recursos federais. Temos que nos espelhar no Lula - disse Cabral a jornalistas.

Na Rocinha, onde inaugurou uma passarela, o governador estava acompanhado também pelos candidatos ao Senado Jorge Picciani (PMDB) e Lindberg Farias (PT). A comitiva incluiu o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), e os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e das Relações Intitucionais, Alexandre Padilha.

Da favela, Cabral e os aliados foram para a convenção, realizada na Fundição Progresso, na Lapa. O governador foi recebido por militantes que chegaram ao local, com capacidade para cinco mil pessoas, em ônibus fretados por prefeitos, vereadores e deputados estaduais e federais. Alguns convidados também desembarcaram em carros oficiais, como os dos prefeitos de Paraty, José Carlos Porto Neto, e de Paty do Alferes, Rachid Elmor.

PT celebra em Minas amplo arco de alianças em torno da candidatura de Dilma


Quase três meses após deixar a Casa Civil da Presidência da República, a candidata do PT, Dilma Rousseff, voltou ontem (30) a Minas Gerais, onde começou a caminhada da pré-campanha pelo Brasil em 6 de abril, para prestigiar o lançamento da candidatura do ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, e do ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, do PT, ao governo do Estado.

A candidata do PT à Presidência e a direção nacional do partido conseguiram reunir um amplo arco de alianças no âmbito nacional e a união de PT e PMDB em Minas Gerais. Além dos dois partidos, o PDT, PCdoB, PSB, PR, PTC, PSC e PRB integrarão a campanha nacionalmente.

Para um público de 5 mil pessoas, Dilma disse que vai dar continuidade aos feitos do governo Lula e lembrou do início de sua caminhada. “Há três meses quando saí da Casa Civil comecei minha caminhada por Minas Gerais e fui para Ouro Preto. Lá começamos nossa caminhada, porque Ouro Preto tem um significado para o Brasil e Minas. Antes do Brasil ter soberania, foi lá onde nasceu o desejo de liberdade, de melhoria de vida, de altivez de todos os brasileiros.”

Ela lembrou as palavras de antropólogo e senador Darcy Ribeiro (1922-1997) para mostrar a importância da cultura mineira para o Brasil. “Minas foi o nó que atou o Brasil e fez dele uma coisa só”, falou citando Ribeiro.

Dilma salientou o sucesso da caminha da pré-campanha. “Começo dizendo que nós conseguimos o que muitos julgavam impossível: uma forte aliança nacional e como não podia deixar de ser uma forte aliança aqui no estado de Minas Gerais.”

Ela afirmou que Costa, Patrus e Pimentel também têm o compromisso de continuar a melhorar a vida dos brasileiros e aprofundar o projeto de Lula. “Nós temos uma obrigação e um compromisso com vocês de continuar isso e levar em frente", disse. "É para defender esse país e as conquistas que fizemos que viemos aqui pedir que vocês nos ajudem a fazer com que o Brasil e Minas avancem e não voltem para trás. Para uma época que os brasileiros e as brasileiras não andavam de cabeça erguida como andam hoje.”

Segundo ela, “é por isso que comecei essa caminhada por Ouro Preto, porque no coração do Brasil começou a luta dos inconfidentes, a luta contra tirania e a desigualdade de tratamento”.

Ela concluiu demonstrando todo seu amor por Minas: “Sempre digo que saí de Minas e que Minas jamais saiu do meu coração e da minha alma. E para encerrar vou tomar emprestados de uma mulher poeta e grande mineira, Adélia Prado: ‘O que a memória ama fica eterno´. Minas para mim é eterno”.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, também considerou a fase da pré-campanha de Dilma vitoriosa. “Se formos comparar as manchetes do dia 6 de abril, quando a Dilma fez sua primeira atividade aqui em Minas, todo o noticiário era no sentido de que nós não íamos construir uma aliança com a amplitude que conseguimos, que iríamos perder aliados, que a Dilma não ia ser boa candidata", disse. "O fato é que chegamos hoje com uma base bastante unida. Temos hoje um cenário mais favorável do que imaginávamos há três meses atrás.”

Com informações do www.dilmanaweb.com.br

PT e PMDB confirmam aliança com Osmar Dias


PT e PMDB oficializaram à noite de ontem (30) a sua aliança em favor da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) para o governo do Paraná.

O governador Orlando Pessuti (PMDB), que abriu mão de disputar a reeleição, indicou o deputado federal Rodrigo Rocha Loures como candidato a vice-governador. Roberto Requião (PMDB) e Gleise Hoffmann (PT) disputarão as duas vagas para o Senado.

A coligação foi defendida por Gleisi Hoffmann, que confia na vitória tanto em nível estadual como federal, referindo-se à candidatura de Dilma Rousseff. “Construímos a aliança na certeza de que governaremos o Paraná com Osmar Dias, dialogando com um programa de governo que está mudando o Brasil e que terá continuidade com Dilma presidente”.

A candidatura do senador Osmar Dias será sustentada por mais quatro partidos, além do PMDB, do PT e PDT.

Quando até a velha imprensa admite cenário de favoritismo para Dilma


A infindável demora para escolha do vice de José Serra e a crise instaurada em sua base de apoio, em decorrência dos desentendimentos entre DEM e PSDB na última semana, deram à campanha da oposição um ar de derrota prenunciada. No entra e sai de vices para Serra, uma coisa parece certa: a escolha de Índio da Costa, deputado federal pelo DEM-RJ em seu primeiro mandato, ocorreu muito mais no sentido de ceder às pressões do DEM pela vaga da vice do que um desejo propriamente dito de Serra. Basta lembrar que, antes da escolha, o candidato tucano só tinha visto o seu atual vice uma única vez.

E o interessante, terminado todo esse processo esquizofrênico de escolha do vice de Serra, que nem a tradicional imprensa, acostumada a apoiar incondicionalmente a oposição, conseguiu esconder o que já é bastante óbvio: que a campanha tucana vai de mal a pior. Dois grandes jornais a serviço do demo-tucanato – a Folha de São Paulo e O Globo – trouxeram nesta quinta-feira, 1º de julho, análises que mostram o que as pesquisas de intenções de voto têm traduzido em números: um cenário de amplo favoritismo para a candidatura da petista Dilma Rousseff. A saber, tanto Ibope quanto Vox Populi mostram a ex-ministra com 40% das intenções de voto, à frente do tucano, que tem 35%.

Artigo do Globo admite que situação de Serra pode piorar
De acordo com a análise do cientista político Murillo de Aragão, reproduzida no Blog do Noblat nesta quinta-feira, “a situação, ao final de junho, confirma as expectativas que tínhamos tanto quanto ao desempenho de Dilma quanto ao seu favoritismo. No momento, as melhores chances de Serra estão em levar a disputa para o segundo turno e tentar reverter a liderança de Dilma, cooptando votos que irão para Marina Silva no primeiro turno”. Nas entrelinhas podemos perceber que há um pessimismo não declarado em relação à candidatura de Serra: ainda que ele consiga levar a disputa para o segundo turno, ele terá que batalhar pelos votos que foram dados a Marina e ainda não se sabe quais são as chances dele receber de fato esses votos.

Aragão destaca como pontos positivos para a candidatura governista o fato de que “o PMDB fechou com Dilma e a coalizão resolveu o principal problema de entendimento entre os partidos em Minas Gerais. O PP – após flertar com Serra – decidiu pelo apoio informal a Dilma. Vinte diretórios do partido vão apoiar a candidata governista. Aécio Neves não topou a candidatura a vice na chapa com Serra. Pior, a escolha se arrastou por junho e terminou em conflito entre o PSDB e o DEM. Ainda a favor de Dilma, a popularidade de Lula é ampla e sólida, e o desempenho da economia continua muito positivo”. O artigo salienta também que “José Serra, pelo seu lado, além de perder a liderança, provocou um conflito com o DEM pela escolha de Álvaro Dias (PSDB/PR) para ser seu vice”.

E se o leitor pensa que o artigo do Globo admite chances de Serra voltar à liderança, engana-se. A análise do cientista político Murillo de Aragão sentencia que “aparentemente, a situação ainda pode piorar para Serra ao longo de julho. Após a Copa do Mundo, o Brasil se voltará com mais atenção para o processo eleitoral. Com a campanha oficialmente em curso, Lula poderá ser mais enfático em seu apoio a Dilma. Ou seja, sem fato novo e extraordinário, as tendências apontam para a consolidação da liderança de Dilma na abertura oficial da campanha”. Jogando uma pá de cal na esperança da oposição, Aragão destaca que “historicamente, quem lidera a pré-campanha tende a ganhar as eleições. Foi assim desde a eleição de Fernando Collor. De acordo com o Ibope, Dilma estaria a 3,3 pontos de liquidar a campanha em primeiro turno. O que antes parecia impossível, já passa a ser possível, ainda que não seja provável”.

Na Folha, Josias de Souza critica erros do PSDB
E até a Folha de São Paulo, quem diria, não poupou críticas à condução da campanha demo-tucana. O jornalista Josias de Souza publicou um texto nesta quinta-feira chamando a condução da escolha do vice por Serra de um “processo de autofagia cibernética”, afirmando que “envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico”. A massiva exposição da crise na base de apoio de Serra pesou, segundo Josias de Souza, de forma negativa sobre os rumos da campanha oposicionista. O jornalista lembrou como as relações entre DEM e PSDB foram abaladas e a dimensão que o fato ganhou sendo exposto na internet.

“Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita. Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família. Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro”, anunciou o artigo de Josias de Souza, para em seguida dirigir suas críticas de forma mais veemente à forma com a qual Serra conduziu todo o processo. Chamando o PSDB de “uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos”, Josias de Souza afirmou que “o DEM é um partido razoavelmente coerente” se comparado aos tucanos.

Segundo Josias de Souza, “dono de estilo ‘indiocentrista’, Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo”. E assim como o cientista político Murillo de Aragão sentenciou em seu artigo publicado no Globo, Josias de Souza revelou um pensamento similar, ao dizer que “no Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia. De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter”.

Percebe-se, dessa maneira, que a cinco dias do começo oficial da campanha, marcado para 6 de julho, a própria imprensa, que sempre procurou dar sobrevida à campanha demo-tucana, mesmo em seus piores momentos, parece ter perdido seus argumentos. Talvez até mesmo porque se insistisse muito na idéia de que tudo vai bem para a oposição, além de perder a campanha política poderia perder mais ainda sua credibilidade. Não é exagero, neste sentido, afirmar que se a própria velha imprensa admite um cenário nebuloso para a campanha de Serra é porque de fato as coisas para a oposição estão piores do que eles gostariam que estivessem.

Na ‘contramão’ da Ficha Limpa


“Vice na chapa de Serra se envolveu em acidente e responde na Justiça a processo indenizatório de três pessoas, que o acusam de dirigir em sentido contrário da pista. Também foi indiciado em CPI que investigava irregularidades na merenda"
O Dia
Antes do primeiro mandato como deputado federal, Índio da Costa foi por três vezes (1996, 2000 e 2004) vereador pelo Rio, sempre alinhado ao ex-prefeito Cesar Maia. Nesse período, o parlamentar se projetou na política e também teve suas duas maiores dores de cabeça ao se tornar réu em processo judicial e alvo de CPI na na Câmara Municipal, que o apontava como principal responsável por favorecer uma empresa em licitações para compra e entrega de merenda nas escolas municipais. Índio é réu em processo que tramita na 6ª Vara Cível do Rio.

Trata-se de ação indenizatória movida pelo taxista Márcio Lopes de Carvalho, por sua mulher, Rosemar de Jesus, e pelo filho do casal, Hugo que querem ser indenizados pelo acidente de carro de 29 de junho de 2003, na Estrada do Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Eles dizem que Índio dirigia na contramão e pedem indenização por danos materiais, lucros cessantes e pensão vitalícia por redução da capacidade de trabalho de Márcio, que foi operado e teve que colocar pinos na perna, além de indenização por danos morais e estéticos. O processo está parado, aguardando perícias.

Segundo o advogado de Márcio, Antonio Fernandes Júnior, existem testemunhas que podem comprovar que o deputado causou o acidente. Nelly Potter Welton, advogada de Índio, rebate Antonio e diz que o taxista foi imprudente. “Márcio estava em alta velocidade, com o carro cheio”, diz ela, acrescentando que a colisão deixou como sequela para Índio um aneurisma cerebral, já operado no mesmo ano.

Entre 2001 e 2006, nomeado pelo ex-prefeito para dirigir a Secretaria de Administração, Índio foi acusado de direcionar licitações de compra de merenda. O relatório final da CPI da Merenda — instalada após reportagens de O DIA, que denunciaram o direcionamento da licitação para uma das concorrentes, a Comercial Milano — pedia o indiciamento de Índio e da então secretária de Educação, Sônia Mograbi, pelas irregularidades, que teriam provocado prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.”