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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Com 43 servidores, Câmara Primavera do Leste "torra" R$ 180 mil em diárias


Com 43 servidores, a Câmara de Primavera do Leste torrou R$ 180 mil em diárias referentes ao ano de 2009, enquanto a prefeitura, que tem 1.877 servidores, gastou no ano passado R$ 89,2 mil . O presidente da Casa, vereador Paulo Sobrinho (PMDB), o Paulinho Corretor, garante que os gastos estão dentro do que determina a legislação. Além disso, justifica o valor dizendo que a Câmara tem investido na capacitação dos servidores do Legislativo, que realizam constantemente cursos em Cuiabá.

Os gastos são referentes aos nove vereadores da Casa e servidores de seus gabinetes. Os quatro parlamentares que compõem a Mesa Diretora estão entre os que mais gastaram. Paulinho, por exemplo, "torrou" R$ 49,6 mil em diárias de gabinete. Deste valor, R$ 22,8 mil foram gastos com diárias próprias, ou seja, em viagens realizadas pelo parlamentar e não por seus assessores. O segundo-secretário, vereador Wellinton Barracão (DEM), apresentou gastos de R$ 25,1 mil, sendo R$ 21,1 mil em diárias pessoais. Em seguida, na lista dos que mais viajam está o primeiro-secretário da Mesa, vereador Messias di Caprio, com gastos de gabinete de R$ 23 mil, dos quais R$ 16,9 mil foram em diárias particulares. Já em 4º lugar está o vice-presidente Luizinho Magalhães (PP), que foi reembolsado em R$ 11,3 mil, dos quais R$ 9,3 mil em diárias particulares.

O presidente da Câmara rebate as acusações de gastos abusivos e destaca que os vereadores de Primavera recebem o salário de 3,6 mil, segundo ele, o menor pago nas Câmaras de Mato Grosso e, além disso, eles também não recebem verba indenizatória.

O duodécimo da Câmara de Primavera do Leste em 2009 foi de pouco mais de R$ 4 milhões. Deste valor, o presidente devolveu R$ 51 mil aos cofres do Executivo. Apesar dos gastos estarem previstos por lei são considerados abusivos quando comparado o número do quadro funcional da câmara ao da prefeitura. Em uma avaliação o montante de R$ 180 mil referente às diárias “torradas” pela Câmara de Primavera em 2009, seria o suficiente para comprar cerca de 5. 100 cestas básicas no valor de R$ 35 mil.

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